Projeto Ibaorebu forma 200 indígenas Munduruku como Técnicos em Agroecologia, Enfermagem e Magistério Intercultural

Foto: Acervo Funai/CGPC
Todos já ouviram falar que os Munduruku são um povo guerreiro, que persiste em sua luta até alcançar os objetivos. Poucos sabem, no entanto, o quanto são organizados na hora de reunir muita gente das aldeias e fazer uma festa que integra alegria, debates de propostas e troca de conhecimentos. Estas características foram reafirmadas, durante a Semana de Conclusão do I Ciclo do Projeto Ibaorebu de Formação Integral do Povo Munduruku, realizada no período de 8 a 16 de dezembro.
A semana se dividiu em três momentos: Encontro Munduruku de Educação, Seminário de Apresentação das Pesquisas e Cerimônia de Formatura do Ibaorebu. Foi uma verdadeira festa do conhecimento, com a presença de vários caciques e cacicas, lideranças, pajés, parteiras, sábios e sábias, professores e professoras, anciões e crianças, com a participação de cerca de 2.400 pessoas por dia.
Encontro Munduruku de Educação
O Encontro Munduruku de Educação foi realizado no período de 8 a 10 de dezembro e teve como objetivo discutir assuntos relacionados à educação nas aldeias, ressaltando a importância de refletir sobre a situação atual dos processos educativos próprios e sobre a educação escolar oferecida pelas Instituições do Estado brasileiro. Desta forma, o Encontro também foi uma oportunidade de retomar as discussões que vêm ocorrendo há alguns anos, nas Assembleias Gerais realizadas pelo Povo Munduruku, onde sempre esteve presente a pauta da educação.
O evento discutiu propostas que contribuem na construção de diretrizes para a educação escolar nas aldeias, visando fortalecer propostas pedagógicas específicas e incentivar o trabalho integrado, formando assim uma rede de experiências e conhecimentos entre as 53 escolas das comunidades Munduruku. É sobretudo a busca pela autonomia na gestão escolar uma das principais motivações do Povo Munduruku, que possui o maior número de escolas, professores e alunos indígenas no estado do Pará, com aproximadamente 3.800 estudantes matriculados no ensino fundamental, conforme o último censo escolar.
Foi um momento de retomada, como disseram os Munduruku, que deliberaram sobre a necessidade de um segundo Encontro de Educação, a ser realizado no próximo ano para dar continuidade às discussões e amadurecê-las, avançando rumo à autonomia da educação escolar nas aldeias. Continue lendo
El corpus de referencia del Guaraní Paraguayo actual ya está disponible en la web de SPL

La Secretaría de Políticas Lingüísticas (SPL), a través de su sitio web: www.spl.gov.py, pone a disposición del público interesado el Corpus de Referencia del Guaraní Paraguayo Actual (COREGUAPA). Consiste en un conjunto de textos provenientes de áreas temáticas en las que el guaraní ha tenido mayor producción, como la literatura y las recopilaciones folclóricas.
Dichos textos están almacenados en un buscador informático, con el cual el usuario puede extraer información para estudiar las palabras, sus significados y sus contextos.
La herramienta de consulta se declara en construcción, lo cual significa que, si bien el corpus ofrece las prestaciones estándares mínimas, irá enriqueciéndose en cuanto a cantidad y diversidad de textos, así como en mejoras en el buscador.
Al mismo tiempo, la SPL está construyendo el Corpus del Castellano Paraguayo Actual que próximamente será inaugurado en la plataforma institucional.
El corpus lingüístico es considerado en la actualidad el instrumento más fiable para los estudios sobre las lenguas.
Lanzaron diccionario digital bilingüe guaraní – castellano

La Secretaría de Políticas Lingüísticas (SPL), en un acto denominado “Ñane ñe’ẽnguéra rekove”, realizó el lanzamiento oficial de recursos tecnológicos producidos para promover el uso de las lenguas. El evento fue apoyado por las tecnologías de la información y la comunicación (TICs). Por un lado, se presentó el Diccionario Digital Bilingüe, Guaraní-Castellano y a la vez, se puso a disposición del público el Corpus de Referencia del Guaraní Paraguayo Actual y la Memoria de la Feria de Lenguas en el Paraguay “Toikove Ñe’ẽnguéra Paraguáipe” (2014). El evento se realizó en el aula magna de la Universidad Católica de Asunción.
Desde la secretaría de Estado mencionan que el “Diccionario Digital Bilingüe” en sus formatos audio y escrito, con más de 15.000 entradas para ambas lenguas, servirá de consulta rápida al usurario que busque la traducción al guaraní de un término del castellano, y viceversa. Al mismo tiempo de leer el significado, reproducirá automáticamente en audio el término en guaraní, permitiendo la buena pronunciación de la palabra.
La elaboración del material estuvo a cargo de la Secretaría de Políticas Lingüísticas, con el apoyo de la Secretaría Nacional de Tecnologías de la Información y Comunicación (SENATICs) y el Grupo de Grabaciones en Guaraní (GGG). Estará disponible en el sitio web de la SPL: www.spl.gov.py y en una App para el sistema android.
Importantes recursos lingüísticos fueron presentados por la SPL
La Secretaría de Políticas Lingüísticas (SPL) pone a disposición de la ciudadanía recursos tecnológicos que promueven el uso y difusión de las lenguas. Fue durante un acto denominado “Ñane ñe’ẽnguéra rekove” realizado este martes en el Aula Magna de la Universidad Católica de Asunción.
Los recursos tecnológicos consisten en el: Diccionario Digital Bilingüe, Corpus de Referencia del Guaraní Paraguayo Actual, y la Memoria de la Feria de Lenguas en el Paraguay “Toikove Ñe’ẽnguéra Paraguáipe” 2014.
La Ministra de la SPL, Ladislaa Alcaraz de Silvero dio apertura aal acto con estas expresioens en guaraní “Ñamyasãiramo tembiapoita ojegueroguatáva ñane ñe’ẽnguéra hekove resãi potávo ñane retãme, ikatúne jaikuaave ñane ñe’ẽnguéra rembiasa ha ñañomokyre’ỹvéne katuete ñambojoaju rekávo ñane rembiapokuéra ha upéichamante jahechakuaáta tekotevẽteha ñamba’apo ñane ñe’ẽnguéra rehe, ha upépe ñaikotevẽ ojuehe”.
El Diccionario Digital Bilingüe (guaraní-castellano) en su formato escrito y audio ya está disponible en el portal: www.paraguay.gov.py. Fue elaborado por la Secretaría de Políticas Lingüísticas, con el apoyo de la Secretaría Nacional de Tecnologías de la Información y Comunicación (SENATICs) y el Grupo de Grabaciones en Guaraní (GGG).
Plataforma de Mídias Imigrantes de São Paulo estreia com 119 ações cadastradas

Aproveitando as proximidades do Dia Internacional do Imigrante, celebrado neste domingo (18/12), a cidade de São Paulo passa a contar com um acervo digital voltado às expressões midiáticas voltadas à temática migratória e/ou produzidas por imigrantes que vivem na capital paulista.
O projeto, chamado Mídias Imigrantes de São Paulo, é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo (PPGCOM) da ESPM (Escola Superior de Propaganda de Marketing) e do Museu da Imigração de São Paulo, com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
A plataforma conta inicialmente com 119 mídias cadastradas, entre sites, blogs, publicações em PDF, links de documentários e páginas no Facebook, entre outros registros criados a partir de 1990 – o MigraMundo está entre as ações disponíveis para consulta. Uma equipe de pós-graduandos da ESPM ficará responsável pela atualização e manutenção desse acervo. Continue lendo
O Hunsrüsckisch em Marechal Floriano, Espírito Santo
Por Edenize Ponzo Peres – pesquisadora associada ao IPOL
Nos meses de outubro e novembro de 2016, André Ricardo Kuster Cid, Reni Klippel Machado, Wagner Machado e eu estivemos em Marechal Floriano. O município, localizado na região serrana do Espírito Santo, dista 56 km da capital do estado, Vitória. Marechal Floriano foi colonizado por imigrantes alemães – vindos da Renânia – e também italianos – originários do Vêneto -, embora estes sejam em número menor, que aí chegaram em 1858 segundo registros da Prefeitura Municipal.
Durante as visitas, gravamos entrevistas com as Secretarias de Educação e de Saúde, com funcionários da Câmara de Vereadores e com muitas pessoas da comunidade, na Sede e na zona rural, com o objetivo de descrever um pouco a sócio-história da língua hunsrückisch, falada pelos imigrantes alemães. Segundo os entrevistados, a principal causa da substituição do hunsrückisch pelo português foi o temor dos imigrantes e seus descendentes, causado pela proibição das línguas estrangeiras no Brasil, imposta pelo Governo de Getúlio Vargas, em 1938. Por outro lado, em vários distritos rurais de Marechal Floriano – como Santa Maria, Soído de Baixo e Boa Esperança – constatamos que o hunsrüsckisch ainda é falado, inclusive por jovens. Como exemplo, temos a família do Sr. Cornélio Littig, cujos membros somente conversam na língua ancestral. Assim como eles, há outras famílias na vizinhança que fazem o mesmo.
Também foi possível observar o apreço dos moradores das localidades visitadas pelo hunsrückisch, apesar de alguns terem dúvidas quanto a sua importância e à validade de transmiti-lo às gerações futuras. Exemplo desse apreço é do Sr. Nilson Littig, dono de um bar no distrito de Soído de Baixo. Sr Nilson, falante do hunsrückisch, estava atendendo os seus fregueses em língua portuguesa. Com a nossa chegada, ele passou a conversar em hunsrückisch com o André; as pessoas que estavam no bar e que também conheciam a língua se juntaram a nós, e passamos horas agradáveis falando na língua. Ao final, o proprietário nos informou que, a partir daquele dia, atenderia aos fregueses em português e em hunsrückisch, dependendo do conhecimento ou não da língua. Assim, a inibição inicial e a preocupação em desagradar os monolíngues em português desapareceram.
Por meio das entrevistas realizadas com a população e com as autoridades de Marechal Floriano, pudemos perceber que o município apresenta boas perspectivas para a o trabalho de revitalização e de manutenção do hunsrückisch. Ainda se encontram muitos falantes e a cultura alemã está bastante presente na vida da comunidade. A discriminação e o preconceito que os hunsrückianos sofrem por parte de quem não fala a língua ainda são grandes, mas acreditamos que o esclarecimento e o incentivo são boas armas em favor dessa língua minoritária.

Foto antiga da cidade de Domingos Martins-Sede, comumente chamada de “Campinho”. A casa mais alta ainda existe e é a mais antiga da cidade, onde mora a família Schlenz, que fala o hunsriquiano em casa e em qualquer lugar onde encontrarem outros falantes. Foto sem data, coletada por André Ricardo Kuster Cid, durante a pesquisa na região.
Fonte: Edenize Ponzo Peres/Edição IPOL Comunicação


