Seminário do Inventário LIBRAS
Acontecerá em Florianópolis de 8 a 13 de maio de 2017
o Seminário do Inventário Libras
O evento abordará os desafios da realização do Inventário Libras e outros aspectos da Política do INDL (Inventário Nacional da Diversidade Linguística) aplicados à língua de sinais. O Seminário contará com representantes das três instituições envolvidas no seu desenvolvimento, o IPOL, o IPHAN e a UFSC, além de 27 representantes de comunidades surdas de todo o Brasil.
O Evento se realizará no Auditório Henrique Fontes, Prédio B do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC (CCE-UFSC), Trindade, Florianópolis, SC.

UNESCO promove alfabetização via rádio na Nigéria

Fonte: UNESCO
A Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) está a apoiar um programa de rádio que pretende levar a alfabetização à população da Nigéria que não tem oportunidade de frequentar o ensino. O programa Alfabetização Nigeriana pela Rádio (The Nigerian Literacy by Radio) está disponível na capital e conta com 36 emissoras, com aulas disponíveis em inglês, igbo, hausa e yoruba.
Segundo o site de notícias Rádio ONU, o projeto conta com o apoio dos governos locais, dos comissários de educação, de instituições públicas e da sociedade civil. Os professores recebem material de ensino e quem ouve tem acesso a livros para acompanhar as aulas.
O analfabetismo na Nigéria é um dos principais entraves ao desenvolvimento. Com este projeto, mais de 16 mil pessoas já foram alfabetizadas na Nigéria, refere a mesma nota.
Fonte: UNESCO
ONU ALERTA PARA IMPACTOS DO PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO
Relatorias especiais do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendam que o governo brasileiro tome atitudes necessárias para conduzir uma revisão dos projetos de lei (PLs) que tratam do Escola Sem Partido, assegurando a conformidade desses projetos com a base dos direitos humanos internacionais e a Constituição Federal de 1988; relatores pedem um posicionamento do Brasil em 60 dias.

Fonte: Brasil 247
Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil – Em comunicado publicado hoje (13), relatorias especiais do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendam que o governo brasileiro tome atitudes necessárias para conduzir uma revisão dos projetos de lei (PLs) que tratam do Escola Sem Partido.
Segundo as relatorias, as autoridades brasileiras devem assegurar a conformidade desses projetos com a base dos direitos humanos internacionais e a Constituição Federal de 1988. A legislação protege o direito à opinião, sem interferências, e o direito a buscar, receber e partilhar informações e ideias de todos tipos, independentemente de fronteiras ou meios, o que, segundo o documento, não está claro nos PLs. Os relatores pedem um posicionamento do Brasil em 60 dias, mas a resposta não é obrigatória.
De acordo com o comunicado, por não definir o que é doutrinação política e ideológica, propaganda político-partidária e educação moral, a proposição permite “alegar que um professor está violando as regras pelo fato de autoridades ou pais subjetivamente considerarem a prática como propaganda político-partidária”. Além disso, o Escola Sem Partido poderá retirar das salas de aula, “discussões de tópicos considerados controversos ou sensíveis, como discussões de diversidade e direitos da minorias”.
O documento é assinado por Koumbou Boly Barry, relatora especial para o direito humano à educação; David Kaye, relator especial para promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão; e Ahmed Shaheed, relatora especial para liberdade de religião e de crença.
Polêmica
O Escola Sem Partido é um movimento que alega que as salas de aula no Brasil são usadas como ambiente de doutrinação, onde professores se aproveitam do ofício para repassar aos alunos suas ideias políticas e morais. Para os defensores do projeto, essa prática deve deve ser combatida por meio de legislações específicas. Já existem propostas com esse teor em tramitação no Congresso Nacional e outras já aprovadas em assembleias estaduais.
Por sua vez, aqueles que se posicionam de forma contrária argumentam que já há na legislação vigente mecanismos para evitar abusos. Para eles, uma lei como a proposta pelo Escola Sem Partido servirá para ameaçar e criar um ambiente de insegurança em sala de aula, onde qualquer assunto relacionado aos direitos humanos ou mesmo conteúdos históricos poderão ser classificados como doutrinação.
O posicionamento das relatorias especiais da ONU destaca também o impacto de ideias conservadoras defendidas no Escola Sem Partido na definição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que define as competências e os objetivos de aprendizagem dos estudantes a cada etapa da vida escolar O Ministério da Educação retirou do texto final da BNCC o termo “orientação sexual”. Normas internacionais ratificadas pelo Brasil recomendam esforços para combater a discriminação nos ambientes escolares, inclusive por orientação sexual.
O posicionamento foi publicado após a entrega de documentos que tratam do tema pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pelo Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH). A relatora especial para o direito à educação, Koumbou Boly Barry, esteve em evento promovido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pela Ação Educativa em abril, recebendo informações sobre o contexto da educação brasileira por meio de movimentos e ativistas da área.
Escola sem partido
O movimento Escola sem Partido foi fundado em 2004 pelo advogado Miguel Nagib. Em 2014, ganhou força quando se transformou em um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro (Alerj). O movimento disponibilizou, então, dois modelos de projetos de lei, estadual e municipal. Em âmbito nacional, projetos semelhantes tramitam tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado.
O texto estabelece, entre outras questões, que seja afixado na parede das salas de aula de todas as escolas do país um cartaz com os deveres do professor, entre eles o de não se aproveitar da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.
Fonte: Brasil 247
Aula Magna com Prof. Dr. Nanblá Grakan

O Professor Nanblá Grakan possui
No dia também é possível adquirir o livro “Os Índios Xokleng em Santa Catarina que o professor é co-autor e possui dois artigos publicados.

Livro disponível para compra
Escola do Futuro é vanguardista na inclusão digital
Além de projetos de intervenção na comunidade, Escola da USP realiza pesquisas no Observatório da Cultura Digital

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação
Uma das principais conclusões alcançadas pela pesquisadora é a característica de vanguarda da Escola do Futuro, que desde a sua fundação, em 1989, desenvolve projetos pioneiros, como o Biblivirt, biblioteca de conteúdo aberto financiada pelo Sistema Fiesp e pela Fundação Roberto Marinho, o Acessa Escola e o AcessaSP, ambos voltados para a inclusão digital e financiados pelo governo do Estado de São Paulo.
Criada por iniciativa do professor Fredric Michael Litto, a Escola, hoje vinculada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão — ela se enquadra como um Nace, Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão —, era inicialmente um laboratório relacionado ao Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes.
MIL
Em seu trabalho, Fabiana analisa “os principais projetos [da Escola] sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação”, a tradução para Media and Information Literacy. Em definição inserida na tese de doutorado, literacias são as “habilidades e competências requeridas no uso da mídia e informação”.
Segundo Fabiana, a Unesco já vem há algumas décadas trabalhando com o conceito de MIL. “Não é a utilização da tecnologia pela tecnologia. É o modo como eu me aproprio dela, pensando em promover a cidadania e o empoderamento, sobretudo de jovens e adultos que tenham condição não só de receber o produto midiático, mas de questioná-lo. E a Internet possibilitou que as pessoas não apenas recebessem, mas participassem da rede”, explica.
Pesquisa acadêmica
Com o trabalho recentemente apresentado — a defesa ocorreu na ECA, no dia 7 de abril —, Fabiana iniciou o doutorado na ECA em 2013, após um ano como aluna ouvinte. Ao cursar a disciplina da professora Brasilina Passarelli, atual coordenadora científica da Escola do Futuro, entrou em contato com o núcleo e resolveu mergulhar no projeto. Em sua tese, a pesquisadora remonta a trajetória da Escola com base em vasto levantamento, com mais de 600 documentos e 14 entrevistas com membros, além de consultas ao acervo histórico da Escola e ao material pessoal dos fundadores.

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Vivendo a realidade do grupo desde o segundo semestre de 2013, quando ingressou como pesquisadora associada, Fabiana explica que a Escola se divide em dois braços. “A primeira é a pesquisa-ação, que são projetos de intervenção na comunidade, muito focados em levar tecnologia para as escolas públicas e privadas, sobretudo do Estado de São Paulo. A segunda é a pesquisa empírica [a partir da vivência com o tema]. Em 2007 foi criado o Observatório da Cultura Digital, um núcleo dentro da Escola do Futuro, para abarcar as pesquisas empíricas pensando em publicações acadêmicas indexadas”, diz.
Para explicar o primeiro braço do núcleo, a pesquisadora fez um mapeamento dos projetos de pesquisa-ação, dividindo-os em dois períodos: de 1989 a 2007 (com a coordenação do professor Fredric Litto) e de 2007 aos dias atuais (com a coordenação da professora Brasilina Passarelli). “O núcleo desenvolveu projetos pioneiros. A noção que a gente tem de tecnologia hoje é totalmente diferente. Era um período que não tinha Internet, mas [a Escola] já pensava em rede. A Escola do Futuro, ao invés de pensar na inteligência formal, acadêmica, estava estudando autores como Howard Gardner [psicólogo cognitivo e educacional americano], que falava em múltiplas inteligências”, aponta.
Um dos maiores projetos vinculados ao núcleo é o AcessaSP, financiado pelo governo de São Paulo e criado em 2000. O programa tem como objetivo aumentar a inclusão digital no Estado, por meio do “acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), em especial à Internet”, com a abertura e manutenção de espaços públicos com computadores e acesso gratuito à Internet. Contando com a monitoria da Escola do Futuro nesses infocentros, o projeto foi premiado em 2013 com um milhão de dólares pela Fundação Bill & Melinda Gates, um dos mais importantes prêmios relacionados à inclusão.
Fonte: Jornal da USP


