Conheça as palavras africanas que formam nossa cultura

A língua se move e nos ajuda entender melhor de onde viemos

A língua é viva e se move entre cidades, estados, países e continentes. Se move de dentro para fora, pelas bordas, no meio de um rio. Transforma dor em carinho. Tem cor, tem história.

Hoje o Brasil é o país com mais descendentes africanos fora da África – 54% da população é afro-descendente, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As religiões africanas, por sua vez, foram fundamentais para a perpetuação linguística de diferentes povos. Isso porque o conhecimento dos termos africanos é essencial para integrar-se nessa comunidade, vivenciar seus rituais e se conectar com a própria identidade e ancestralidade. Continue lendo

Fanuel Melo Paes Barreto: Mattoso Câmara e a linguística no Brasil

Fanuel Melo Paes Barreto é professor de Língua Portuguesa e Linguística/Unicap

Publicado em: 10/11/2017 06:58 Atualizado em:

Não anima estas linhas outro sentimento que não o apreço pela obra de Joaquim Mattoso Câmara Jr. (1904-1970). Coube a ele o que mais se aproxima do papel de um “founding father” da linguística no Brasil. Segundo o especialista em línguas indígenas Aryon Rodrigues, Mattoso Câmara “não foi apenas o pioneiro, mas o propugnador constante e imbatível dos estudos linguísticos sérios, cientificamente bem fundados”. Seu pensamento e sua atuação se desenvolveram em um ambiente onde “o estudo da linguagem era uma contradança tranquila que reunia de um lado a Gramática sobrevivente, e sempre prestigiada, e do outro lado a Filologia, gloriosa e fáustica…”, no parecer do ex-ministro da Educação Eduardo Portella. Embora outros, antecessores ou contemporâneos, tenham buscado renovar os estudos da linguagem no Brasil, foi Mattoso Câmara quem, efetivamente, quer pela atividade docente contínua, quer pela extensa bibliografia, revolveu o solo e lançou as sementes para o florescimento da linguística moderna no campo científico e acadêmico nacional.

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Há uma InFusão a acontecer no caldeirão cultural de Arroios

Nesta freguesia do centro de Lisboa, há um programa a decorrer que quer servir de exemplo para futuras políticas públicas de integração de imigrantes em Portugal. A saúde, a educação, o emprego, a cultura e a informação são as grandes prioridades.

Nigéria, Afeganistão, Nepal, China, Senegal, Síria, Paquistão, Bangladesh, Camarões. “Nós sabemos que aqui se falam quase 100 línguas. Até Tigrínia, a língua que se fala na Eritreia e que só é falada por cerca de cinco mil pessoas no mundo”, diz Sérgio Oliveira, técnico da Fundação Aga Khan que trabalha na Junta de Freguesia de Arroios.

Nesta freguesia do centro de Lisboa, dizem os últimos Censos, residem mais de 45% dos estrangeiros que moram na cidade, mas nem todas comunicam ou interagem facilmente. Por isso, um conjunto de associações quis criar um programa para “facilitar” a participação e integração de imigrantes na cidade.  Continue lendo

Censos nacionais e perspectivas políticas para as línguas brasileiras

A investigação sobre a língua falada ou usada nos domicílios pela população indígena do Brasil no Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), rompe um silêncio de 60 anos do Estado brasileiro sobre a diversidade linguística que o compõe, e ocorre em um momento histórico em que duas outras importantes políticas linguísticas de conhecimento, reconhecimento e promoção das línguas
brasileiras estão em andamento: a cooficialização de línguas, executada por decretos e leis municipais; e o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), conduzido pelo governo federal, por meio do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Contrariamente à repressão e ao genocídio linguísticos sobre os quais se erigiu, no Brasil, uma concepção de cidadania baseada em uma única língua, a portuguesa, estas políticas reconhecem e fomentam as línguas brasileiras, em seu conjunto, como um direito de todo cidadão e pilar de uma sociedade plurilíngue.

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Países lusófonos em prol das políticas de gênero

No final de outubro (2017), estiveram reunidos em Brasília autoridades de diversas nações lusófonas, que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para debater políticas nacionais voltadas para promoção da igualdade de gênero. O evento se deu na V Reunião de Ministras e Altas Autoridades para Igualdade de Gênero da CPLP, sob a coordenação da secretária de Políticas para as Mulheres do Brasil (SPM/SEGOV), Fátima Pelaes.

V Reunião de Ministras e Altas Autoridades para Igualdade de Gênero da CPLP

Na ocasião, foi celebrado Acordo de Cooperação Mútua, em forma de Memorando de Entendimento, entre a Organização das Nações Unidas para Mulheres (ONU Mulheres) e os países da CPLP. Tal ato formaliza a participação conjunta da coalizão nos debates em cúpulas internacionais.

Além disso, as autoridades acordaram no estabelecimento de eixos prioritários para ações, quais sejam: empoderamento econômico das mulheres; enfrentamento à violência; saúde sexual e reprodutiva; fortalecimento da participação política; e harmonização da legislação nacional. Continue lendo

IX Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia

As Amazônias e as Áfricas ensejam uma visão panorâmica de mundos marcados por uma grande heterogeneidade étnica, linguística e cultural. O desafio de transitar pelas temáticas que envolvem essas macro-regiões vem sendo assumido em diferentes edições do Colóquio Internacional que ora apresentamos. O evento tem se constituído em um fórum de discussões para inquietações acadêmicas, para o desafio de lidar com os conteúdos de Amazônia e África em sala de aula, mas também para os embates cotidianos sobre a questão do uso e posse da terra nessas regiões, bem como para a luta contra todo tipo de preconceito e pelo reconhecimento da diferença como elemento chave para a construção dos direitos à coisa pública e ao espaço público em condições dignas de cidadania.

Ao longo de quase uma década, o evento tem buscado não apenas o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes e o surgimento de redes interinstitucionais de pesquisas sobre as Áfricas e as Amazônias, mas também a ampliação dos debates e ações sobre a aplicação dos dispositivos constantes das leis 10.639, de 9 de janeiro de 2003 e 11.645, de 10 de março de 2008, que tornam obrigatório o ensino de Arte e História da África, dos afrodescendentes e dos povos indígenas nos diferentes níveis de ensino. Continue lendo

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