A língua já não é mais uma barreira para a pesquisa: Revistas de acesso aberto interrompem domínio do inglês em literatura científica
LONDRES e CINGAPURA, 31 de janeiro de 2018 /PRNewswire/ — O Dr. Srinubabu Gedela, CEO da OMICS International mencionou que a publicação científica de acesso aberto está removendo as barreiras da língua. A pesquisa científica publicada em revistas de acesso aberto pode ser traduzida para várias línguas sem leis de direitos autorais. Se o conteúdo científico for traduzido a várias línguas a várias línguas regionais e globais, então o resultado da pesquisa científica atingirá os pobres do mundo. Vale salientar que alguns governos estão dando importância à tradução de conteúdo cientifico a seus idiomas regionais.
O conteúdo científico gratuito é essencial à sociedade, habilitando o crescimento econômico, a herança e a cultura. A literatura livre remove o domínio e erradica o desequilíbrio entre pobres e ricos. “A indústria de publicação de acesso aberto ainda está trabalhando na improvisação para atingir até os cantos mais remotos do globo com informações científicas gratuitas, acessíveis e de boa relação custo-benefício”, acrescentou o Dr. Gedela. Continue lendo
Poeta indiano lança coletânea com traduções de 28 línguas
Abhay K: antologia percorre 3 mil anos de cultura da Índia
Durante décadas, o poeta e diplomata Abhay K. leu dezenas de antologias da poesia indiana. Ele tinha uma mira encontrar poemas tão belos que pudessem mudar a vida das pessoas. Abhay percorreu 3 mil anos de cultura. A pesquisa resultou na antologia 100 Grandes Poemas da Índia, publicada em edição especial da revista de tradução da USP, a ser lançada hoje, às 19h, no Beirute da Asa Sul.
“Incompetência intercultural dificulta relações franco-brasileiras”, alerta linguista francês
Depois de passar oito meses em Belo Horizonte, fazendo um estágio na Assessoria de Relações Internacionais do governo do Estado de Minas Gerais, o linguista francês Étienne Clément chegou a uma surpreendente conclusão: quase ninguém que trabalhava no acordo de cooperação bilateral entre Minas Gerais e a região de Haut-de-France, no norte da França, falava francês. Mais tarde, de volta à França, o então doutorando percebeu que a recíproca era verdadeira: ninguém na região de Haut-de-France, encarregado do acordo de cooperação, falava o português do Brasil.
A esse fenômeno, o pesquisador deu o nome de “incompetência intercultural”, um conceito que serve de linha mestra na sua tese de doutorado pela Universidade Franche-Comté, em Besançon. Continue lendo
Uma bolsa para escritores estrangeiros em Berlim
Nos últimos anos, a capital da Alemanha voltou a ser lar para inúmeros escritores de fora. Cidade acaba de conceder incentivos a autores de língua estrangeira que nela residem, incluindo uma brasileira.
A Alemanha é o país de Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Schiller. É o país de Heine e Bertolt Brecht. E hoje unem-se a eles os escritores que compartilham oxigênio conosco, mulheres como Monika Rinck e Elke Erb, homens como Rainald Goetz e Jan Kuhlbrodt. E não podemos deixar de pensar naqueles que sequer nasceram no país, mas falam sua língua, como Herta Müller, natural da Romênia e a mais recente ganhadora do Prêmio Nobel em língua alemã.
O que foi mesmo que Fernando Pessoa disse? Que sua pátria era sua língua? E quanto àqueles que dividem a terra de uma nação, são seus cidadãos, mas produzem em outras línguas? Continue lendo
Cientistas portugueses reescrevem a história genética da Índia
Um estudo internacional liderado por Pedro Soares, da Universidade do Minho, reabriu a discussão entre cientistas, e na Índia, ao provar que um grupo de falantes indo-europeus migrou para aquele país há 5 mil anos, influenciando a língua e a cultura locais. A Reitoria sublinha que, “este é dos temas mais delicados da história política indiana e tinha sido refutado por defensores da língua indígena, mas as novas evidências genéticas nas linhagens masculinas são claras”. O trabalho saiu na revista “BMC Evolutionary Biology” e está entre os 5% de artigos científicos com mais impacto social de sempre, segundo a Altmetric.
Pedro Soares, investigador no Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da UMinho, em Braga, nota que “a diversidade genética, linguística e cultural indiana é antiga. Remonta aos caçadores-recoletores que colonizaram a região há mais de 50 mil anos e, depois, aos imigrantes vindos do Próximo Oriente e Irão graças às melhorias climáticas há 20-10 mil anos”. Continue lendo
Algumas festas tradicionais que você precisa conhecer em Rondônia
Um exemplo é a Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé – fronteira do Brasil com a Bolívia, no estado de Rondônia – é o segundo festejo religioso mais antigo da Amazônia, superado apenas pelo Círio de Nazaré, em Belém do Pará.
1) FESTA DO DIVINO – Acontece em fins de março e abril. Uma mistura do profano e o sagrado, evento com origem portuguesa abraçado pelos afro-descendentes há mais de 120 anos. São mais de quarenta dias com os romeiros percorrendo as águas do Guaporé em batelões.
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A Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé – fronteira do Brasil com a Bolívia, no estado de Rondônia – é o segundo festejo religioso mais antigo da Amazônia, superado apenas pelo Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Ao contrário de similares que acontecem em vários estados brasileiros, no Guaporé não existe cavalhada ou luta entre “mouros” e “cristãos”, sendo o deslocamento feito todo por via fluvial. Trazida para o Guaporé da região de Cuiabá em 1894, a Festa do Divino visita as comunidades brasileiras e bolivianas ao longo dos rios Guaporé e Paraguá.



