No Festival de Berlim, indígenas lançam manifesto contra intolerância
O documento foi lido após a exibição do documentário “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi, sobre a evangelização de povos indígenas.

Dirigido por Luiz Bolognesi, “Ex-Pajé” foi produzido por Laís Bodanzky e os irmãos Caio e Fabiano Gullane
A magia da floresta veio para o frio de Berlim, e junto com a magia vieram também o drama da violência do etnocídio, do proselitismo religioso e da destruição da Amazônia. Foi exibido no sábado 17 de fevereiro, na sessão Panorama do Festival de Cinema de Berlim, o filme Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi, produzido por Laís Bodanzky e os irmãos Caio e Fabiano Gullane (time que volta a Berlinale depois do sucesso de Como Nossos Pais, de Laís, ano passado), um belíssimo documentário que mostra a violência do etnocídio dos povos indígenas no Brasil.
O filme acompanha Perpera, um antigo xamã do povo Paiter-Suruí que foi convertido ao evangelismo, tendo que abandonar não só os poderes espirituais, como toda a transmissão de conhecimento ligada as práticas xamãnicas. Estavam junto na sessão em Berlim os indígenas Ubiratã e Kabena Suruí, mãe e filho — Perpera permaneceu no Brasil por não viajar de avião. Após a sessão, o diretor Bolognesi leu um manifesto contra o etnocídio escrito por lideranças indígenas, que reproduzo na íntegra abaixo. Continue lendo
Descoberto idioma falado apenas por 280 pessoas
Uma linguagem totalmente nova foi descoberta por um grupo de linguistas. Falada, aparentemente, apenas por um pequeno grupo de pessoas, na Malásia. Fora desse grupo a linguagem é completamente desconhecida.
Comunicar é fundamental
A linguagem é utilizada como forma de comunicar e partilhar informações, disso todos sabemos. Mas existem diferentes teorias sobre o surgimento da linguagem.
Enquanto uns entendem que surgiu espontaneamente na continuidade, desde os pré-humanos, outros afirmam que se trata de um traço humano único, nunca existente no Homem pré-humano. Continue lendo
Brasil suíço e pomerano: conheça outras etnias que formaram o país

O mosaico étnico da formação do Brasil ao longo de cinco séculos nem sempre é devidamente citado. Enquanto os povos que mais se espalharam pelo território nacional costumam ser bastante estudados, outros grupos dependem da pesquisa e da investigação localizada para serem salientados. Nesse processo, dois livros que tiveram contribuições de especialistas do Vale do Rio Pardo merecem atenção, uma vez que ampliam os estudos e os depoimentos sobre dois desses povos. Continue lendo
Crianças de escola de robótica criam app para ajudar na comunicação de surdos
Henrique Ferreira, 10 anos, e João Victor Barreto, 11 anos. Foto: Divulgação
Depois de assistir a um vídeo sobre crianças com deficiência auditiva, os alunos Henrique Ferreira, 10 anos, e João Victor Barreto, 11 anos, tiveram a ideia de criar o app “Deaf Translator”
Alunos de seis a 11 anos da turma de “Padawans” da escola de robótica Manaós Tech for Kids criaram um aplicativo que tem por finalidade ajudar as pessoas surdas a se comunicarem melhor. O aplicativo foi batizado como “Deaf Translator” que em português significa “tradutor para surdos”. O download é gratuito e está disponível para Android pela Play Store. Clique aqui para baixar. Continue lendo
Reis de Angola apresentam cultura Bantu ao Brasil
Um grupo de reis tradicionais de Angola estará no Brasil em Maio pela primeira vez depois do fim da escravatura no país, em 1850, num festival sobre a cultura bantu. Com a lei de 25 de Fevereiro de 1869, Portugal proclamou-se a abolição da escravatura em todo o Império Português, até ao termo definitivo de 1878.Chamado de “IV ECOBANTU” – Encontro Internacional das Tradições Bantu, o evento junta no país sul-americano o rei do Bailundo, Armindo Francisco Ekuikui V, o chefe do Lumbu, Afonso Mendes, e o rei do Ndongo, Buba N`vula Ndala Mana. Continue lendo
“Diz lá!”, a aplicação que quer pôr os chineses a aprender português
Afirmam os seus criadores que a “Diz lá!” é a primeira aplicação para o ensino da língua portuguesa destinada a utilizadores chineses. Esta inclui um guia de conversação com temas que vão desde restaurantes, viagens, desporto, o estado do tempo, hospitais, correios e um conjugador de verbos.

Catarina Vila Nova
“Nós havíamos de fazer uma coisa para telefones”, atirou um dia, no decorrer de uma reunião com o Instituto Politécnico de Macau (IPM), o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Vários meses depois, e com o envolvimento de cerca de 15 académicos, nasceu a aplicação “Diz lá!”, desenvolvida pelo Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP). Com 15 mil verbos, 400 dos quais conjugados, e um guia de conversação com 20 temas, esta é a primeira aplicação para o ensino do português, destinada a utilizadores chineses, dizem os seus responsáveis. Continue lendo


