Língua portuguesa ensinada no Uruguai

Mais de 200 mil uruguaios falam fluentemente o português, devido à presença da língua de Camões em todo o sistema de educação naquele país da América do Sul.

O dado foi avançado, quinta-feira, em Luanda, pelo especialista em ensino da Língua Portuguesa, Javier Geymonat, na palestra “Ensino de português no Uruguai: estado da arte”, realizada pela Embaixada da República Oriental do Uruguai.
O professor universitário disse que a língua portuguesa ocupa uma posição privilegiada no curriculum académico, estando entre os três idiomas com maior presença no ensino público. Continue lendo →

A promoção das línguas africanas no Quénia

A política linguística do Quénia responde aos pressupostos ideológicos adoptados aquando da independência, que dão ênfase à empresa livre, à realização individual e ao investimento estrangeiro. Esta política dá grande valor ao Inglês, como meio facilitador de contacto internacional e catalizador do desenvolvimento técnico e industrial.

Paralelamente, tende a mesma a assegurar a protecção da herança cultural local, incluindo as suas línguas africanas, a preservação da independência nacional e da identidade cultural. Esta combinação de finalidades resultou, segundo Kembo Sure, em «Educação Bilingue num ambiente desigual», nas seguintes decisões:
– “Que a língua materna seja a língua de instrução nos três primeiros anos do ensino primário, enquanto, o Inglês e o Kiswahili são introduzidos como disciplinas durante este período; Continue lendo →

Boas Festas!

Informamos que entramos em recesso e estaremos de volta no dia 07 de janeiro de 2019.  Até breve!

Revista Internacional em Língua Portuguesa – nº32 (2017)

Por Alexandre António Timbane

Vivemos num mundo globalizado, cheio de inovações em todas as esferas da sociedade desafiando, assim, a interdisciplinaridade no espaço acadêmico-científico. Neste volume coloca-se em debate a variação linguística do português (4 capítulos) e a literatura palopiana (6 capítulos) que se entrosam ecriando um diálogo harmonioso. Assim sendo, observa-se que a língua portuguesa falada em África se distancia, paulatinamente da variedade europeia e apresenta características linguísticas próprias em nível fonético-fonológico, sintático, semântico, lexical e pragmático. A literatura ‘palopiana’ adquire cada vez mais identidade própria, fazendo surgir uma literatura genuinamente africana com características próprias. Essa tendência é comprovada através de vários estudos que serão aqui representados. O espaço dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) é multilíngue e multicultural. Essa multiculturalidade influencia de certa forma na maneira como os africanos falam ou (re)contam as suas realidades. Continue lendo →

Revista Internacional em Língua Portuguesa – nº31 (2017)

Por Alexandre António Timbane

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) são plurilíngues, com uma convivência conflituosa entre a língua portuguesa (com estatuto de língua oficial), as línguas africanas (incluindo crioulos), as línguas asiáticas, as línguas de sinais e outras línguas europeias. Há pouca clareza (sob o ponto de vista da política linguística) em relação ao uso e à importância das línguas africanas, pois as Constituições dos seis PALOP deixam margem e possibilidades de interpretações. Por exemplo, a República da Guiné Bissau e a República Democrática de São Tomé e Príncipe não fazem nenhuma alusão ao uso e ao estatuto das línguas faladas nesses países. Outros países tratam as línguas africanas como ‘línguas nacionais’ (a exemplo de Moçambique e de Angola) ou ainda como ‘línguas aborígenas’ (como é o caso da Guiné-Equatorial). Agravando o quadro, observa-se que os crioulos são línguas da maioria populacional nos países onde são falados (como Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe), mas ainda não são reconhecidos como oficiais. A obra divide-se em duas partes: a primeira, dedicada à discussão de Políticas linguísticas e línguas africanas agregando cinco textos e a segunda, sobre os crioulos de base portuguesa nos PALOP.

Confira a revista no link: RILP2017.31

Conheça Virgilio Soares, o tradutor de Libras que viralizou na web

 Nayra Mesquita / Divulgação Vídeo no qual o brasiliense Virgilio dança ao som de É D’Oxum foi visto 1 milhão de vezes e compartilhado por 22 mil pessoas, até o momento

mbora seja uma figura conhecida do teatro brasiliense, muita gente ainda não tinha esbarrado com o trabalho de Virgilio Soares. Nos últimos dias, no entanto, dois vídeos do tradutor de Libras de 39 anos viralizaram pelo Distrito Federal e sensibilizaram os internautas. Neles (que você confere logo abaixo), Virgilio traduz duas canções da MPB para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), com direito a um diferencial: em vez de se valer somente dos sinais, ele dança e acompanha o ritmo das composições É D’Oxum (Gerônimo e Vevé Calazans) e Toda Menina Baiana (Gilberto Gil). As “traduções-poéticas”, como o próprio Virgilio intitula, chamaram a atenção e foram compartilhada por milhares. Continue lendo →

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