Comissão discute políticas de acesso e permanência dos indígenas nas universidades
Integrantes da Comissão da Universidade para Índios (Cuia) se reuniram para discutir as políticas atuais de acesso e permanência dos povos indígenas no ensino superior. O encontro aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e contou com representantes das sete instituições públicas de ensino superior do Paraná, mais a Universidade Federal do Paraná (UFPR), todos membros da Cuia.
Os integrantes da Comissão se reúnem pelo menos cinco vezes por ano. Entres os assuntos debatidos estão as propostas de melhorias para o acesso dos povos indígenas às universidades. Além disso, são discutidas as deliberações de recursos oriundos da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a fim de contribuir com a permanência indígena nas universidades públicas presentes no Estado. De acordo com a vice-presidente da Cuia, Isabel Cristina Rodrigues, tal auxílio se torna essencial para a continuidade da graduação.
Linguistas lutam para reviver o cristang, dialeto português de mais de 500 anos
Grupo promove cursos e festival para reacender, em Cingapura e na Malásia, o interesse por língua que surgiu da mistura entre português, malaio e chinês; segundo pesquisadores, há apenas algumas poucas centenas de pessoas fluentes.

Wong é cofundador do Kodrah Kristang, um projeto que quer reviver a língua (Foto: Kodrah Kristang )
dois anos atrás, o universitário Kevin Martens Wong, de Cingapura, mal tinha ouvido falar em uma língua falada por ancestrais seus.
O jovem linguista pesquisava línguas em extinção quando se deparou com um livro em cristang, também conhecida como papiá cristang ou português malaká. Ao aprofundar-se no assunto, percebeu que ela era falada por seus avós maternos.
Ele tinha ouvido um pouco de cristang na infância. Mas seus avós não eram fluentes, e sua mãe não falava a língua.
“Eu aprendi mandarim e inglês na escola – e meus pais falam inglês comigo. Então nunca reconheci este lado da minha herança”, disse Wong, que é metade chinês e metade português eurasiano – nome dado em Cingapura e na Malásia aos descendentes dos portugueses que chegaram no século 16 ao então sultanato de Malaca e se misturaram à população local.
Malaca, hoje um Estado da Malásia, tornou-se base estratégica para o comércio dos navegadores portugueses, que também ocuparam enclaves no Japão e na China.
O contato de Portugal com a região terminou na metade do século 17, quando os portugueses foram derrotados pelos holandeses, que tomaram Malaca. No século 18, o controle passou para os britânicos até que, em 1957, a Malásia declarou sua independência.
Cristang – o nome é uma referência a “cristão” – é uma língua crioula, ou seja, surge da mistura de várias outras. No caso, deriva do português, do malaio e tem elementos do chinês, como o mandarim e hokkien (um dialeto asiático).
No século 19, era falada por pelo menos 2 mil pessoas, afirma Wong. Hoje, calcula-se que apenas cerca de 50 em Cingapura e outras poucas centenas espalhadas pela Malásia sejam fluentes.
A principal razão apontada para o declínio é que a comunidade se tornou menos relevante economicamente.
Quando Malásia e Cingapura ainda eram colônias britânicas, muitos portugueses eurasianos encontraram trabalho no serviço público. Com isso, o inglês se tornou mais importante, e muitos começaram a desencorajar seus filhos a falar cristang.
MADE Collective apresenta proposta inovadora para a fronteira entre México e EUA

Fonte: ARCH DAILY
O estúdio MADE Collective apresentou formalmente aos governos do México e EUA sua proposta para a fronteira entre os dois países, cujo objetivo é oferecer uma resposta resistente às problemáticas que envolvem os limites entre ambos através da criação da primeira Co-nação regenerativa aberta do mundo.
O projeto, intitulado Otra Nation, é ia co-nação compartilhada entre os cidadãos do México e EUA, sustentada por seus respectivos governos. Ambas as nações oferecerão uma parcela de terra e um investimento inicial, que compreende infraestruturas e serviços, financiado 50% pelo México e 50% pelos Estados Unidos.
Dos arquitetos:
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o planeta presenciou um enorme aumento das barreiras físicas. Estas cicatrizes visuais são ainda mais profundas quando duas nações compartilham uma história rica e uma relação ativa. México e Estados Unidos sempre foram mais prósperos quando suas respectivas forças trabalham em conjunto. Propomos um “Novo Acordo” transnacional para construir uma “co-nação” inovadora baseada no empoderamento econômico local, na independência energética e infraestrutura e transporte revolucionários.

Fonte: ARCH DAILY
Fazendo uso de termos como “regeneração”, “co-nação”, “sistema aberto”, “controle biométrico” e “interconexão”, o coletivo explica sua proposta apresentando seus objetivos, contexto, as problemáticas ambientais e econômicas, e os enfoques sociais, culturais e tecnológicos.
No website não é divulgada a identidade dos membros do MADE Collective, que se apresenta como uma equipe nacional interdisciplinar de arquitetos, construtores, designers, engenheiros e urbanistas do México e Estados Unidos, que juntos já propuseram projetos para mais de 40 países.

Fonte: ARCH DAILY
Fonte: ARCH DAILY
Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região
Localingual tem gravações de pessoas mostrando como elas falam nos mais diferentes lugares do mundo

Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região | Fonte: Shutterstock
Você tem curiosidade de saber qual idioma se fala em determinado país? E os sotaques de região? Então, temos uma dica imperdível. O Localingual é uma plataforma que mostra como cada língua é falada nas mais diferentes regiões. E o mais legal: todo o conteúdo pode ser acessado gratuitamente.
Inaugurada em janeiro de 2017, a plataforma reúne gravações enviadas por voluntários de diferentes localidades mundo afora. Até o momento, já foram registradas mais de 18 mil gravações. A ideia é que o projeto se mantenha colaborativo e cresça conforme as pessoas enviarem as suas próprias gravações, promovendo uma troca de culturas.
O criador do site é um ex-engenheiro de softwares da Microsoft, David Ding, que criou a plataforma como um grande mapa interativo. Você escolhe o país e, na sequência, navega pelas mais diversas regiões!
Fonte: Universia Brasil
[Luxemburgo] PLURILINGUISMO A PARTIR DE OUTUBRO NAS CRECHES (C/ÁUDIO)

Fonte: Rádio Latina
A diversidade linguística vai ganhar mais destaque nas creches, no próximo ano letivo.
Desde o início do mandato do atual Governo, que o ministro da Educação, Claude Meisch, sublinha a importância da aprendizagem do luxemburguês e do francês nas creches, sem esquecer a valorização da língua materna.
A pequena infância é uma fase particularmente propícia à aprendizagem das línguas.
Segundo vários estudos, as crianças conseguem aprender várias línguas de forma intuitiva e natural.
Daí o Governo ter achado necessário introduzir, nas creches, a partir do mês de outubro de 2017, um programa educativo multilingue para as crianças, de 1 a 4 anos.
O principal objetivo é familiarizar as crianças com o luxemburguês e o francês, diz o ministro da Educação. Valorizar e favorecer o desenvolvimento da língua materna é outro dos objetivos desta medida. Claude Meisch acrescenta que as crianças vão ser encorajadas a exprimir-se na sua língua materna. Outro ponto essencial para o sucesso deste programa de educação multilingue é a participação dos pais. {ouça os áudios aqui}
“Fazê-las ouvir hoje as línguas que falarão amanhã” é o lema deste programa de diversidade linguística.
Todas as crianças de 1 a 4 anos beneficiam de um enquadramento gratuito de 20 horas por semana, durante 46 semanas {ouça os áudios aqui}. A Rádio Latina falou ainda com Cindy Martins de Oliveira, diretora de uma creche em Strassen, que participa desde Abril do ano passado num projeto piloto, já com o plurilinguismo introduzido.
A diretora sublinha que já se falavam várias línguas na creche, antes do projeto, só que agora as coisas são feitas de forma mais consciente. O reforço da diversidade linguística é válido a partir de outubro de 2017 em todas as creches e outras estruturas que aderiram ao sistema do “cheque-serviço”.
Redação Latina
Fonte: Rádio Latina



