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Bolívia: Rumo ao novo Tawantinsuyo

Bolívia: Rumo ao novo Tawantinsuyo

Por IELA em 25 de setembro de 2026

Diante das grandes mobilizações na Bolívia, as comunidades seguem se organizando e pensando estratégias de enfrentamento. No Primeiro Fórum Internacional – Povos Originários e Camponeses da América do Sul  – convocado pelo governo de Oruro, Bolivia, nos dias 21 e 22 de setembro a organização MUSUQ TAWANTINSUYU elaborou um documento com sua análise e reivindicações.  

MUSUQ  TAWANTINSUYUMAN  PACHAKUTISUN (RUMO AO NOVO TAWANTINSUYU) COM O EMPODERAMENTO DE NOSSA IDENTIDADE MILENAR

“Dessa forma, os tiranos seriam extintos, para finalmente dar lugar a um governo de quatro pessoas equilibradas, que não podiam chegar ao poder sem o aval de seu *Ayllu*, de sua família, de seu bairro. Hoje em dia, qualquer degenerado, qualquer delinquente tem o direito de ser eleito presidente; não precisa, de forma alguma, do aval de seu *Ayllu* ou de sua família.”[1]

O 1º Fórum Internacional de Povos Indígenas – Originários e Camponeses do Sul do Continente “Rumo ao Pachakuti”, realizado em Oruro (2026), na Bolívia, assume um caráter histórico em um momento em que o império do norte implementa medidas concretas de restauração do colonialismo — sobretudo em nosso continente, Abya Yala, e também na Bolívia — sob a denominação de “Escudo das Américas” e a doutrina “Donroe”. Onde a raiz colonialista permaneceu, brota o colonialismo capitalista que, além de escravizar seus vassalos, vive em guerra permanente. Sua cobiça por matérias-primas não tem limites. A estrutura de poder e a hierarquização social colonial mantêm-se presentes na mente, na fala e nas ações dos agentes coloniais. Sua essência é o racismo, o desprezo por toda forma de vida, o domínio absoluto sobre a vida no mundo e a sua gradual eliminação física. Eles se valem de seus vassalos de direita e de esquerda, de mentalidade escrava, que muitas vezes se autodeclaram mestiços. Fizeram-nos acreditar que fazemos parte de um Estado-Nação onde apenas eles, com sua essência corrupta, detêm o poder econômico-financeiro, midiático e educacional. Do colonialismo histórico até o presente, jamais respeitaram tratados ou acordos firmados com nossos representantes. Na Bolívia, o governo de fato de Paz Pereira eliminou nossa Constituição Plurinacional e todo vestígio da democracia demagógica. Não possui outro programa de governo além das imposições do FMI. Mantém-se no poder matando nossos irmãos e irmãs originários que o enfrentaram durante os 52 dias de bloqueio. Mantém nossos líderes encarcerados sem que nenhum órgão de direitos humanos interceda por eles. O pouco conteúdo e a institucionalidade construídos desde a República estão sendo destruídos por seus próprios autores, os centenários. Diante dessa ofensiva colonialista, nós, os originários milenares dos *Ayllus*, reunidos no I Fórum Internacional, decidimos proclamar e executar a RESTITUIÇÃO DO MUSUQ TAWANTINSUYU com as seguintes reivindicações específicas:

1. Pela obrigatoriedade de falar nossas línguas — Quechua, Aymara e outras. A Constituição nos garante o direito de exercer nossas línguas. Existem leis que nos autorizam a usá-las, mas ninguém as cumpre. Tivemos um presidente originário que não fala sua língua materna e se comunica em um espanhol precário. Autoridades do Órgão Eleitoral Plurinacional são corruptas e as ignoram intencionalmente. O censo de 2024 mostra que falamos cada vez menos nossas línguas. O originário urbanizado transformou-se, consciente e inconscientemente, em cúmplice da destruição de nossas raízes milenares. Antes éramos multilíngues; agora somos monolíngues iludidos. Enquanto o mundo caminha para o multilinguismo, a doença do monolinguismo apoderou-se dos originários. Estamos perdendo a riqueza fonética, semântica e cultural de nossas línguas. O que fazer, então? O princípio jurídico processual é claro: se ninguém pede a nulidade, a norma se consolida. Ou seja, o descumprimento das leis tornou-se a norma, e ninguém faz nada contra essa desobediência. É preciso haver a imposição de multas e sanções. Os promotores devem ser originários multilíngues. Precisamos de medidas punitivas para garantir o cumprimento das leis. Devemos adotar uma postura firme e transformadora — um *Pachakuti* — que incorpore a perspectiva feminina: é necessário criar sanções econômicas para aqueles que não respeitam as leis relativas ao uso de nossas línguas, incluindo políticos em cargos administrativos, meios de comunicação (tanto estatais quanto privados) e autoridades educacionais que não criem espaços concretos para a prática de nossos idiomas. As multas devem servir para constituir um fundo de fomento às nossas línguas. O Estado, os governos regionais e as prefeituras devem investir e — por meio da criação de impostos específicos — apoiar e incentivar todos os projetos de recuperação e revitalização de nossas línguas, com base em nossos saberes ancestrais e modernos, voltados para crianças, jovens e adultos.

 2. Pela participação de 80% dos nossos *Ayllus* nas empresas privadas, mistas e estatais. Desde a época colonial, as riquezas do nosso solo e subsolo têm apenas beneficiado outros países, empresas e famílias. As riquezas mundiais concentram-se nas mãos de poucos, nos centros coloniais. Os poderosos decidiram agora “higienizar” esses espaços e expulsar de lá qualquer pessoa que se assemelhe ao imigrante do Sul. Continuamos economicamente pobres, apesar de a Convenção 169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais reconhecer o direito à terra e ao território como um aspecto fundamental para a subsistência, a cultura e a espiritualidade dos povos originários. Num ciclo de alternância, a direita privatiza e a esquerda nacionaliza… No fim das contas, a riqueza permanece nas mãos de famílias colonialistas, tanto de esquerda quanto de direita. Além disso, a nossa *Pachamama* está sendo envenenada, inclusive por pessoas de origem indígena com mentalidade colonizada. Os departamentos de Oruro, Potosí (onde se encontra a maior reserva mundial de lítio) e La Paz são exemplos desse desastre, sem falar nos rios contaminados por metais pesados ​​e nas florestas incendiadas na Amazônia.

3. Precisamos de um *pachakuti* tectônico: nós, os *ayllus*, exigimos uma participação de 80% na propriedade — nacional e internacional — dos consórcios que exploram os nossos minérios. A nossa parcela será coletiva, indivisível, impenhorável e não transmissível por herança individual. As nossas riquezas possuem um valor monetário superior ao registrado nas principais bolsas de valores do mundo. Convocamos os povos indígenas originários de todo o planeta — e também aqueles que não o são — a unir esforços para viabilizar a defesa dos nossos recursos naturais e o cultivo da vida. O direito à língua originária e o direito ao uso dos recursos naturais são dois pilares fundamentais para a sobrevivência, a identidade e a autonomia dos povos indígenas e comunidades nativas. Ambos os direitos estão profundamente interconectados, uma vez que a língua é o meio pelo qual se transmitem os conhecimentos tradicionais sobre a natureza e o território.

4. Pela restituição de nossos lugares sagrados e pela formação institucionalizada de guias de turismo. Uma sociedade que não cuida de suas raízes culturais históricas está destinada a tornar-se escrava e submissa à cultura predatória e destrutiva que é a cultura ocidental. O Estado, em todas as suas esferas, deve destinar recursos financeiros concretos, com base em leis de investimento, para a pesquisa e a restauração de centros arqueológicos de nossas culturas. Com base no mapeamento de centros espirituais e rotas turísticas — como o Qhapaq Ñan, as Wak’akuna, etc. —, devem ser desenvolvidas iniciativas comunitárias, privadas e mistas de turismo nas comunidades. Paralelamente a essa iniciativa, deve haver o incentivo a instituições de formação multilíngue para guias territoriais e culturais, a fim de evitar que a energia de cura desses lugares seja depredada pelo turismo, como ocorreu no Peru com Machu Picchu.
Patentear, abrir e potencializar mercados e feiras controladas para nossos produtos originários. O mercado nasce na mente. Depois, apodera-se do nosso consumo diário. Os meios de comunicação e as instituições o consolidam. Sobretudo, os povos originários que vivem nas cidades caíram na tentação do *fast food*, propagada constantemente pela mídia. Nos mercados, nos supermercados e até na vendinha da avó, encontram-se produtos fabricados em centros coloniais. São produtos não apenas de procedência duvidosa, mas que também contêm substâncias como plásticos, as quais envenenam a vida de todos. Nossas crianças não sabem que são herdeiras de muitos produtos que hoje alimentam o mundo, como a batata, a quinoa, a oca, o amendoim e outros.
O Estado e os governos regionais devem destinar recursos financeiros para patentear, respeitar e, sobretudo, proteger — tanto na Bolívia quanto no exterior — todos os nossos produtos. Devem incentivar feiras urbanas e rurais para produtos orgânicos agropecuários, frutos do cuidado com a Pachamama. Não se deve poupar esforços para promover o consumo de nossos produtos orgânicos, manufaturas e instrumentos artísticos nos meios de comunicação privados e estatais. É preciso que a única feira mundial da quinoa, em Challapata, disponha de todas as condições padrão de uma feira internacional de primeiro nível mundial. Nossa quinoa vale mais do que o lítio.

Que viva o novo Tawantinsuyu,
Tawantinsuyumanta Amawtakuna (TA),
Conselho Amawtico do Tawantinsuyu (C.A.T)

Oruro, 22 de setembro de 2026

[1] (Ninan Kuyuchij Arze de la Barra Yupanqui. La Sociedad Tetraléctica. 2016, p. 65)

Saiba mais lendo a matéria diretamente na fonte, siga o link do IELA, INSTITUTO DE ESTUDOS LATINO-AMERICANOS, Universidade Federal de Santa Catarina

https://iela.ufsc.br/bolivia-rumo-ao-novo-tawantinsuyo/

Iphan reconhece novos bens como Patrimônio Cultural do Brasil

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Publicado em 22/09/2026

Apreciação ocorreu na 114ª reunião do Conselho Consultivo, nesta terça-feira (22)

114ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

pessoas com mõa levantada

Foto: Mariana Alves/Iphan

Importantes patrimônios culturais brasileiros foram apreciados nesta terça-feira (22) durante a 114ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, de Guaratinguetá (SP), e a Capela do Cristo Operário tiveram seu registro e tombamento aprovados pelo Instituto. Além disso, o Conselho declarou o tombamento do Quilombo Ferreira Diniz (no Rio de Janeiro – RJ) e revalidou os registros do Fandango Caiçara e da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, em Barbalha (CE).

Confira as deliberações da parte da manhã aqui.
Confira as deliberações da parte da tarde aqui.

O Quilombo Ferreira Diniz está localizado no bairro da Glória, na capital fluminense, e é o primeiro quilombo do estado tombado pelo Instituto, conforme a Portaria nº 135/2023. O reconhecimento formaliza a inscrição do local no Livro do Tombo de Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas de Antigos Quilombos, que reúne bens relacionados à presença e à trajetória das comunidades quilombolas. Mais do que um espaço de moradia, o quilombo é lugar de memória, convivência e transmissão de saberes, marcado pela resistência e pela afirmação da identidade afro-brasileira.

O registro do Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, de Guaratinguetá (SP), tradição que leva, anualmente, a cada Domingo de Páscoa, cerca de dois mil cavaleiros às ruas da cidade, será inscrito no Livro de Registro das Celebrações. O cortejo reúne duas tradições: o tropeirismo, atividade de transporte de mercadorias em tropas que marcou a vida rural do Vale do Paraíba; e a devoção afro-católica.

Também foi aprovado o tombamento da Capela do Cristo Operário, localizada em São Paulo (SP). Remanescente da antiga Fábrica Unilabor, a edificação é reconhecida como importante lugar de memória da história social, industrial e do movimento operário paulistano entre as décadas de 1930 e 1950. O bem será inscrito no Livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo das Belas Artes.

A programação da 114ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural segue nesta quarta-feira (23), com a apreciação de novos processos relacionados à proteção e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro. A transmissão pode ser acompanhada neste link.

Mais informações

Assessoria de Comunicação Iphan – comunicacao@iphan.gov.br
www.iphan.gov.br
www.instagram.com/iphangovbr/
www.facebook.com/IphanGov
www.x.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Categorias

Cultura, Artes, História e Esportes

Confira a matéria na fonte: http://ipol.org.br/wp-admin/post-new.php

 


Saiba mais:

Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito: fé e tradição tropeira

Em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba paulista, o Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito será inscrito no Livro de Registro das Celebrações. Realizada anualmente no Domingo de Páscoa, a manifestação reúne cerca de dois mil cavaleiros que percorrem as ruas da cidade.

A celebração articula duas tradições profundamente presentes na formação cultural da região: o tropeirismo, atividade de transporte de mercadorias em tropas que marcou a vida rural do Vale do Paraíba, e a devoção afro-católica. O cortejo mantém viva essa combinação de práticas, religiosidade e memória coletiva, transmitida ao longo das gerações.

Cavalaria de S. Gonçalo e S. Benedito - foto Alberto Lefèvre - Iphan

Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito

 

Los hablantes potenciales de español en Brasil ya son el 9 % de la población del país

El estudio Brasil como territorio hispanohablante. Análisis demolingüístico, publicado por el Observatorio Global del Español del Instituto Cervantes, revela que más de 20 millones de personas hablan o conocen el español en Brasil, lo que supone el 9 % de la población brasileña y podría superar el 10 % si se incluyera a los estudiantes actuales.

El informe, elaborado por Francisco Moreno Fernández y Héctor Álvarez Mella, ha sido presentado este domingo 6 de septiembre en el marco de la Bienal del Libro de São Paulo, en un acto bajo el título «Español y portugués: lenguas abrazadas, culturas en conversación» en el que ha participado el director del Instituto Cervantes, Luis García Montero.

Este estudio ofrece un análisis microdemolingüístico de la presencia del español en el mayor país lusófono del mundo. A partir de los datos del censo de 2022 y de fuentes demográficas, migratorias y educativas, la publicación estudia tanto a los hablantes con dominio nativo como a aquellos que poseen habilidades limitadas en la lengua.

Los resultados muestran que la presencia del español en Brasil es «más intensa y extensa» de lo reflejado en estimaciones anteriores. El estudio identifica cerca de 1,84 millones de hablantes con dominio nativo y más de 20,19 millones con habilidades limitadas. Estos últimos son, principalmente, antiguos estudiantes de enseñanza preuniversitaria y habitantes de la franja fronteriza.

Inmigración y realidad fronteriza

El estudio también destaca el papel de la inmigración en la configuración del español en Brasil. Así, dentro del grupo con dominio nativo, contabiliza 1,3 millones de residentes hispanohablantes no nacionalizados y 141.000 nacionalizados brasileños. A ellos se suman los hablantes de herencia y los brasileños vinculados a territorios fronterizos.

Brasil limita con siete países hispanohablantes y comparte con ellos la mayor frontera lingüística del mundo. En esta extensa franja, alrededor de tres millones de brasileños pueden conocer y utilizar el español con distintos grados de competencia.

«El contacto entre ambas lenguas forma parte de la vida cotidiana en la educación, el trabajo, los servicios y el comercio transfronterizo», apunta el informe. Además, la publicación subraya que esta realidad no es homogénea: las mayores concentraciones de hablantes potenciales se localizan en los estados del sur, en las zonas fronterizas y en las grandes ciudades.

El peso de la enseñanza

La educación constituye otro de los factores decisivos para explicar la presencia del español en Brasil. Tras más de una década de incorporación de esta lengua a la enseñanza secundaria, el informe estima que 16,6 millones de antiguos alumnos conservan algún grado de competencia en español.

El volumen propone reforzar la oferta de español en el Ensino Médio, impulsar un plan nacional de formación del profesorado y ampliar el Programa de Escuelas Interculturales de Frontera. Asimismo, recomienda mejorar los registros educativos e incorporar preguntas lingüísticas a las encuestas nacionales para conocer con mayor precisión los usos sociales de las lenguas.

El estudio concluye que el español no puede considerarse únicamente una lengua extranjera o de inmigración en Brasil. «Su arraigo educativo, social y fronterizo lo convierte en una dimensión relevante de la realidad lingüística del país que debe ser atendida en sus políticas educativas, sociales y culturales», indica.


Obelisco de la Plaza Internacional, en la “Frontera de la Paz”, ciudades de Livramento (Brasil) y Rivera (Uruguay) Fuente: Wikipedia Commons

 

Lea aquí la introducción del estudio:

INTRODUCCIÓN

Brasil es el mayor país lusófono del mundo y uno de los que ofrece una mayor riqueza idiomática de América. La realidad multilingüe de Brasil se configura en torno a dos ti- pos de lenguas, junto al portugués: las lenguas indígenas y las lenguas de inmigración. La lengua española se encuentra entre las lenguas de inmigración, pero también es una lengua de frontera, con la especial condición de ser mayoritaria en los países que circun- dan la geografía brasileña.

Estas páginas presentan un análisis microdemolingüístico de la lengua española en Bra- sil, prestando atención tanto a los hablantes que tienen un dominio nativo de la lengua como a los que tienen un dominio o habilidades limitadas en ella. El análisis deja a un lado las estadísticas de los aprendices o estudiantes de español, aunque valora la situa- ción del sistema educativo brasileño a lo largo del presente siglo.

Los recuentos realizados a partir de fuentes oficiales, principalmente el Censo 2022, muestran que la presencia del español en Brasil es más intensa y extensa de lo indicado en análisis anteriores. Al cuantificar los egresados del sistema educativo con estudios de lengua española, así como los residentes en larga franja de la frontera, junto con otros perfiles sociolingüísticos, la cifra de hablantes potenciales de español se sitúa por encima de los 20 millones, cantidad que supone una proporción de conocedores de es- pañol superior al 9 % del total de la población de Brasil. La cifra es lo suficientemente importante para que las autoridades la tengan en cuenta a la hora de planificar sus polí- ticas educativas, sociales y culturales.

Dentro de Iberoamérica, Brasil constituye el espacio hispano-lusófono más relevante por su dimensión demográfica, territorial y geopolítica. La alta proximidad léxica entre el español y el portugués, así como la existencia de una intercomprensión oral parcial, aun- que asimétrica, entre ambas lenguas, han llevado con frecuencia a asumir la existencia de un bilingüismo brasileño prácticamente universal. Sin embargo, entre tal afirmación y su contraria, la invisibilización de una amplia comunidad de hispano-lusófonos en Brasil, resulta necesario examinar el volumen, la composición y la distribución geográfica y so- cial de esta población desde las coordenadas cuantitativas de la demolingüística.

El análisis demolingüístico del español en Brasil resulta relevante también desde la pers- pectiva de la geopolítica iberoamericana. En los últimos años, la cooperación entre los países de lengua española y portuguesa se ha intensificado en el marco de una crecien- te convergencia cultural, educativa e institucional, impulsada por organismos multilate- rales como la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI) y la Secretaría General Iberoamericana (SEGIB). Además de los vínculos culturales e históricos comunes y la geografía, el pilar de la geopolítica iberoamericana es la existencia de un espacio lingüístico hispano-lusófono o iberófono (Durántez Pra- dos, 2018; Armesilla Conde, 2022) compuesto por una comunidad de hablantes nativos cercana a los 800 millones de personas. En este contexto, la comunidad hispano-lu- sófona presenta condiciones excepcionales (como su historia compartida, afinidad so- ciocultural, cooperación institucional y peso demográfico) que le permiten proyectarse con una identidad propia y relevante a nivel global. Su dinamismo cultural y sus víncu- los transatlánticos la consolidan como una alternativa estratégica y complementaria a otros espacios lingüísticos, especialmente en el sur global, reforzando su capacidad de influencia y diversificación en el ámbito internacional.

Confira a matéria na fonte: https://cervantes.org/es/sobre-nosotros/sala-prensa/notas-prensa/hablantes-potenciales-espanol-brasil-ya-son-9-poblacion

Curso de extensão “Fundamentos para a leitura & escrita do Hunsrückisch falado no Brasil”

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Atenção professores e estudantes de diferentes áreas, com conhecimentos básicos de Hunsrückisch e/ou de língua alemã.


Venham participar do curso com Prof. Dr. Cléo V. Altenhofen Dra. Jussara M. Habel. O curso é no formato de aulas online, com carga horária de 15 horas-aula distribuídos em 05 encontros online de 2h-aula + atividade prática da semana equivalente a 1h-aula

 


O curso de extensão “Fundamentos para a leitura & escrita do Hunsrückisch falado no Brasil” é uma iniciativa diretamente ligada aos trabalhos de mapeamento e codificação linguística desenvolvidos no âmbito do PPG-Letras (Programa de Pós-Graduação em Letras) da UFRGS

OBJETIVO GERAL:
Introduzir, de forma sistemática e reflexiva, fundamentos para a leitura e escrita do Hunsrückisch como língua de imigração alemã no Brasil.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
a) Instrumentalizar os participantes na leitura e escrita do Hunsrückisch;
b) Contribuir com a educação para o plurilinguismo voltada para a valorização e transferência de conhecimentos entre línguas e variedades diferentes.

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Faça sua inscrição aqui:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScyyr02OYnCp-ex-P1o1wDhNNwEmwTDEoYI3Ue6GwN3mt_DJQ/viewform

Confira o programa:

“YANUNI – No coração da batalha pela Amazônia” – lançamento do documentário

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Documentário-suspense ambiental premiado, YANUNI é uma história de amor e resistência.

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Do aclamado diretor Richard Ladkani e dos produtores Juma Xipaia, Anita Ladkani e Leonardo DiCaprio, YANUNI acompanha a cacica indígena Juma Xipaia, que se ergue do ativismo até Ministério dos Povos Indígenas do Brasil. Enquanto seu marido Hugo, agente federal do IBAMA, faz operações de combate aos garimpos ilegais de ouro na Amazônia, ela enfrenta a política, ameaças e uma maternidade iminente — ao custo pessoal da resistência.
O documentário que se passa na Amazônia brasileira, é uma coprodução Áustria, Brasil, Estados Unidos, Canadá e Alemanha, dirigido pelo austríaco Richard Ladkani. A produção é assinada por Leonardo Di Caprio, Anita e Richard Ladkani, Juma Xipaia, Jennifer Davisson e Philip Watson.
O lançamento mundial foi no Amazon Day, 5 de setembro de 2026.
Assista! Compartilhe! Proteja! Lute!
Assista o trailer e programe-se para assistir o documentário: https://www.youtube.com/watch?v=80WKaCyAjUY
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Saiba mais sobre a causa indígena: https://anaind.org.br/noticias/

A geopolítica das línguas no podcast “Mundo, Vasto Mundo”, uma iniciativa da Rádio Cultura FM

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Semanalmente, a jornalista Laura Greenhalgh recebe convidados no podcast “Mundo, Vasto Mundo” para conversas com especialistas em múltiplos campos de atuação, sejam eles: cientistas sociais, politólogos, economistas, linguistas, entre outros.

No episódio desta semana a conversa é com os professores Gilvan Müller de Oliveira e Rosângela Morello, linguistas, abordando a importância dos idiomas para a integração entre diferentes culturas, sociedades e países.
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“No contexto global, como as grandes potências, como Estados Unidos e China, se comportam diante de diferentes comunidades no seio do Estado nacional? E como o português pode servir como soft power para Brasil, Angola, Moçambique e Timor-Leste?”
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Para explorar e desmistificar esses e outros aspectos do multilinguismo, eles discutem a geopolítica das línguas e como Estados nacionais articulam seus idiomas para influenciar vizinhos e estreitar ou desfazer laços históricos, políticos e econômicos.
Para saber mais, acesse essa conversa no link:
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Foto: Giovanna Zanetti/Acervo TV Cultura
Foto: Giovanna Zanetti/Acervo TV Cultura
A Rádio Cultura FM de São Paulo (103,3 MHz), emissora da Fundação Padre Anchieta, apresenta o podcast Mundo, Vasto Mundo conduzido por Laura Greenhalgh, nome de destaque no jornalismo brasileiro e colunista da Folha de S.Paulo.

O programa é dedicado à análise de fatos que são notícia no mundo e despertam o interesse do público brasileiro. A produção chega no momento em que as fronteiras da política doméstica e internacional se cruzam, e oferece aos ouvintes análises atualizadas, com independência e pluralidade.

Semanalmente, o projeto apresentará conversas com especialistas em múltiplos campos de atuação, sejam eles: cientistas sociais, politólogos, economistas, entre outros. Jornalistas e correspondentes que acompanham o desenrolar dos fatos em diferentes países também farão parte da iniciativa.

“Vivemos tempos desafiadores com a entrada de novos atores na cena global, em meio a uma aceleração tecnológica sem precedentes. Entender o que se passa num mundo multipolar, interconectado e frenético, é condição sine qua non para atravessar turbulências e vislumbrar horizontes. O podcast nasce para levantar perguntas e buscar entendimentos”, diz Laura Greenhalgh.

A produção do podcast é uma iniciativa da Rádio Cultura. Mundo, Vasto Mundo estará disponível no Spotify toda quarta, a partir das 18h, com versão radiofônica ao ar às quintas, às 22h, pela Cultura FM.

Link Spotify para todos os episódios:

https://open.spotify.com/show/033SWURe0EQ8LzjPjmHhG5?si=4bd3f627a8d04474

“Mundo, Vasto Mundo”, com a jornalista Laura Greenhalgh
Quartas, 18h, no Spotify
Quintas, 22h, na Cultura FM

📻 103,3 FM

💻 culturafm.com.br
📱 App Cultura Play

 

 

Laura Greenhalgh é jornalista, editora e consultora na área de comunicação. Atuou em inúmeros veículos da imprensa brasileira e atualmente é colunista da Folha de S.Paulo para temas internacionais. Foi fundadora e diretora-executiva da Comissão Arns de Direitos Humanos.

 

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