Tecnologias e Línguas

Google Tradutor usa redes neurais para traduzir sem transcrever

A versão mais recente do Google sobre tradução automática pode facilitar a comunicação entre as pessoas que falam uma língua diferente, traduzindo a fala diretamente para o texto em uma linguagem que entendem.

A tradução automática da fala normalmente funciona convertendo-a em texto e depois traduzindo-a em texto em outra língua. Mas qualquer erro no reconhecimento de voz levará a um erro na transcrição e um erro na tradução.

Pesquisadores do Google Brain, o braço de pesquisa de pesquisa do gigante de tecnologia, se voltaram para redes neurais para cortar o passo médio. Ao ignorar a transcrição, a abordagem poderia potencialmente permitir traduções mais precisas e mais rápidas.

A equipe treinou seu sistema em centenas de horas de áudio em espanhol com o texto correspondente em inglês. Em cada caso, ele usou várias camadas de redes neurais – sistemas de computador vagamente modelados no cérebro humano – para combinar seções do espanhol falado com a tradução escrita. Para fazer isso, analisou a forma de onda do áudio espanhol para saber quais partes pareciam corresponder com que pedaços de inglês escrito. Quando foi então solicitado a traduzir, cada camada neural usou esse conhecimento para manipular a forma de onda de áudio até que ela foi transformada na seção correspondente do inglês escrito.

Fonte: Meio Ambiente Rio

Fonte: Meio Ambiente Rio

Padrões correspondentes

“Aprende a encontrar padrões de correspondência entre as formas de onda na língua de origem eo texto escrito”, dizDzmitry Bahdanau , da Universidade de Montreal, no Canadá, que não estava envolvido com o trabalho.

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MADE Collective apresenta proposta inovadora para a fronteira entre México e EUA

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

O estúdio MADE Collective apresentou formalmente aos governos do México e EUA sua proposta para a fronteira entre os dois países, cujo objetivo é oferecer uma resposta resistente às problemáticas que envolvem os limites entre ambos através da criação da primeira Co-nação regenerativa aberta do mundo.

O projeto, intitulado Otra Nation, é ia co-nação compartilhada entre os cidadãos do México e EUA, sustentada por seus respectivos governos. Ambas as nações oferecerão uma parcela de terra e um investimento inicial, que compreende infraestruturas e serviços, financiado 50% pelo México e 50% pelos Estados Unidos.

Dos arquitetos:

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o planeta presenciou um enorme aumento das barreiras físicas. Estas cicatrizes visuais são ainda mais profundas quando duas nações compartilham uma história rica e uma relação ativa. México e Estados Unidos sempre foram mais prósperos quando suas respectivas forças trabalham em conjunto. Propomos um “Novo Acordo” transnacional para construir uma “co-nação” inovadora baseada no empoderamento econômico local, na independência energética e infraestrutura e transporte revolucionários.

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

Fazendo uso de termos como “regeneração”, “co-nação”, “sistema aberto”, “controle biométrico” e “interconexão”, o coletivo explica sua proposta apresentando seus objetivos, contexto, as problemáticas ambientais e econômicas, e os enfoques sociais, culturais e tecnológicos.

No website não é divulgada a identidade dos membros do MADE Collective, que se apresenta como uma equipe nacional interdisciplinar de arquitetos, construtores, designers, engenheiros e urbanistas do México e Estados Unidos, que juntos já propuseram projetos para mais de 40 países.

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região

Localingual tem gravações de pessoas mostrando como elas falam nos mais diferentes lugares do mundo

Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região  |  Fonte: Shutterstock

Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região | Fonte: Shutterstock

Você tem curiosidade de saber qual idioma se fala em determinado país? E os sotaques de região? Então, temos uma dica imperdível. O Localingual é uma plataforma que mostra como cada língua é falada nas mais diferentes regiões. E o mais legal: todo o conteúdo pode ser acessado gratuitamente.

Inaugurada em janeiro de 2017, a plataforma reúne gravações enviadas por voluntários de diferentes localidades mundo afora. Até o momento, já foram registradas mais de 18 mil gravações. A ideia é que o projeto se mantenha colaborativo e cresça conforme as pessoas enviarem as suas próprias gravações, promovendo uma troca de culturas.

O criador do site é um ex-engenheiro de softwares da Microsoft, David Ding, que criou a plataforma como um grande mapa interativo. Você escolhe o país e, na sequência, navega pelas mais diversas regiões!

Fonte: Universia Brasil

[Luxemburgo] PLURILINGUISMO A PARTIR DE OUTUBRO NAS CRECHES (C/ÁUDIO)

A diversidade linguística vai ganhar mais destaque nas creches, no próximo ano letivo.

Desde o início do mandato do atual Governo, que o ministro da Educação, Claude Meisch, sublinha a importância da aprendizagem do luxemburguês e do francês nas creches, sem esquecer a valorização da língua materna.

A pequena infância é uma fase particularmente propícia à aprendizagem das línguas.

Segundo vários estudos, as crianças conseguem aprender várias línguas de forma intuitiva e natural.

Daí o Governo ter achado necessário introduzir, nas creches, a partir do mês de outubro de 2017, um programa educativo multilingue para as crianças, de 1 a 4 anos.

{ouça os áudios aqui}

O principal objetivo é familiarizar as crianças com o luxemburguês e o francês, diz o ministro da Educação. Valorizar e favorecer o desenvolvimento da língua materna é outro dos objetivos desta medida. Claude Meisch acrescenta que as crianças vão ser encorajadas a exprimir-se na sua língua materna. Outro ponto essencial para o sucesso deste programa de educação multilingue é a participação dos pais. {ouça os áudios aqui}

“Fazê-las ouvir hoje as línguas que falarão amanhã” é o lema deste programa de diversidade linguística.

Todas as crianças de 1 a 4 anos beneficiam de um enquadramento gratuito de 20 horas por semana, durante 46 semanas {ouça os áudios aqui}A Rádio Latina falou ainda com Cindy Martins de Oliveira, diretora de uma creche em Strassen, que participa desde Abril do ano passado num projeto piloto, já com o plurilinguismo introduzido.

A diretora sublinha que já se falavam várias línguas na creche, antes do projeto, só que agora as coisas são feitas de forma mais consciente. O reforço da diversidade linguística é válido a partir de outubro de 2017 em todas as creches e outras estruturas que aderiram ao sistema do “cheque-serviço”.

Redação Latina

Fonte: Rádio Latina

Já são 10 milhões de surdos somente no Brasil. Seu site está pronto para eles?

Você sabia que uma pessoa com deficiência auditiva não necessariamente entende nossa escrita tradicional? 70% dos surdos brasileiros tem dificuldades em compreender o português e não entendem o que você comunica em seu website. A experiência de comunicação dos surdos é extremamente visual. Eles dependem exclusivamente da Libras (Língua Brasileira de Sinais) para se comunicar e obter informação. O termo “surdo-mudo”, por exemplo, é uma generalização errônea. Poucos surdos são, de fato, mudos.

Fonte: iMasters

Fonte: iMasters

E já são cerca de 10 milhões de surdos somente no Brasil. Isso é o equivalente a quase 5% da população brasileira! Um número bastante considerável hoje em dia, sabendo-se que o brasileiro é líder mundial em tempo conectado à internet. São milhões de sites no Brasil, mas quantos deles são acessíveis? E o seu? É acessível?

Igualdade e acessibilidade é um direito de todos e não é apenas responsabilidade social; também é lei! Segundo a LBI, Lei Brasileira de Inclusão nº 13.146, de 6 de julho de 2015:

“Art. 63. É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”

Ou seja, a acessibilidade é um direito garantido por lei às pessoas com deficiência. Mas na prática, sabemos que ainda estamos muito longe de isso se tornar uma realidade. Hoje, os websites governamentais, principalmente os do Governo Federal, se preocupam com acessibilidade, mas quando o assunto é a iniciativa privada, é que a coisa fica bem complicada. Imagine o quanto se perde em vendas de e-commerce devido à falta de acessibilidade…

Tá na hora de pensar em acessibilidade

Um site acessível para surdos agrega vantagens ao seu website:

  • Você se torna preferido das pessoas com deficiência que busca suas informações;
  • Você entra para a lista do “Google” dos surdos, o www.amigodosurdo.com, a maior comunidade do Brasil dentre as pessoas com a deficiência;
  • Amplia seu público consumidor;
  • Abre de um novo canal de comunicação para milhões pessoas;
  • Cumpre a lei;
  • Contribui diretamente para uma sociedade mais justa e igualitária (responsabilidade social);
  • Valoriza sua marca perante o público;
  • Humaniza sua marca.

Ok, eu quero tornar meu website acessível agora mesmo

Hoje, com a tecnologia, não é mais tão difícil implementar acessibilidade em seu website. Se ele for em Wordpress, por exemplo, você vai encontrar uma infinidade de plugins que implementarão melhorias para pessoas com deficiências, dentre elas, os surdos. E mesmo que seu website não seja em WordPress, também não é tão complicado assim torná-lo mais acessível.

Hoje a maior ferramenta de tradução de conteúdos para a Libras é a Hand Talk, premiada internacionalmente e que oferece um Tradutor de sites para os surdos. A instalação é bem simples, principalmente se você usar o WordPress.

  • O primeiro passo é fazer um rápido cadastro na ferramenta neste link;
  • Após preencher seus dados, você receberá um token que será seu identificador na ferramenta;
  • Agora você pode gerar o código para incluir dentro do código HTML de seu website ou instalar o plugin da Hand Talk para WordPress neste link;
  • No plugin, basta apenas informar seu token nas configurações e e só: seu website já oferece a tradução em libras para o público;

Se tiver mais dúvidas, acesse a página de suporte da ferramenta. Até 500 traduções mensais a ferramenta é totalmente grátis. Mas o que é uma tradução? É cada palavra de um texto selecionado pelo usuário traduzida em Libras pelo Hugo, o tradutor oficial da ferramenta. De acordo com o porte de seu website, você vai escolher o plano que melhor se encaixa.

Fonte: iMasters

Gociante Patissa: Em Angola línguas nacionais tem um “status” secundário

Política linguística deve ser revista para dar um estatuto as outras línguas nacionais, reivindica escritor e linguista Gociante Patissa. Para ele, promoveu-se o português e descurou-se das outras, promovendo a exclusão.

Fonte: DW

Fonte: DW

Autor de vários livros, entre poesia, crónicas e contos, preocupa-se também com a valorização das línguas angolanas. E dá especial atenção ao umbundo, sua língua materna. A língua oficial em Angola é o português, adotada como tal a partir da independência, em 1975. Entretanto, a seu ver, desde então as outras línguas foram sendo marginalizadas. A DW África conversou com Gociante Patissa sobre o assunto.

DW África: É linguista e o seu primeiro prémio deveu-se ao seu empenho na divulgação do Umbundo. Alia sempre a sua formação às suas obras?

Gociante Patissa (GP): É inevitável por um lado. Por outro lado, sou um ser insatisfeito em relação à questão da política linguística em Angola. Penso que criamos um monstro chamado língua portuguesa e descuramos do resto. E às vezes compreendo, penso que houve uma necessidade  ao longo dessas décadas de conseguir um equilíbrio enquanto nação, fazendo desse conjunto de nações uma só, já que por detrás da língua há outros fatores. Mas é altura de repensarmos, há pessoas que vão nascer, crescer  e morrer sem lhes fazer falta a língua portuguesa. Então, uso as técnicas científicas para ao meu nível promover a minha língua, o que é difícil porque temos ainda o problema da dualidade de grafias. Não entendo porque uma língua tem de ter duas grafias diferentes, vamos falar da colonização e da igreja, mas as línguas são anteriores a colonização e a igreja. O católico e o protestante falam a mesma coisa, mas quando chega a hora de codificar codificam diferente. Isso depois tem como consequência o desencorajamento da produção em línguas nacionais, como é que vão ler?

DW África: Ainda sobre a política linguística em Angola, no que se refere a promoção das outras línguas nacionais o que gostaria de ver melhorado?

GP: Muita coisa, primeiro é a questão da política do Estado e o Estado tem de assumir isso, mais do que tem feito até agora. Sei que há um estudo de harmonização. Em 2012 fui entrevistado por uma jornalista inglesa e soube através dela que tinha sido encomendado um estudo a um académico africano para a harmonização ortográfica das línguas de matriz Bantu. Até hoje, volvidos 20 anos, não se sabe pelo menos o ponto de situação. Depois é a maneira como se olha [para elas], o status secundário que é atribuído as línguas nacionais. O jornalismo, por exemplo, é feito em língua portuguesa, mas quando se fala em jornalismo em línguas nacionais na verdade não é jornalismo, é tradução a quente do texto em português e as deturpações que disso advém. Portanto, é preciso dar as línguas os estatutos que elas merecem. Tem de se fazer muita coisa, estou a reclamar do Estado porque ele é o decisor e quem superintende ao nível macro as políticas. Mas depois há também há questão do cidadão, por exemplo, na rua, eu falo muito bem o umbundo melhor até que o português, se eu saudar uma varredora de rua [em umbundo] ela vai-me automaticamente responder em português, porque ela interpreta que lhe estou a desqualificar. Naturalmente há algumas províncias que dão algumas expetativas, eu gosto de ir ao Humabo, lá há menos complexos do que há em Benguela e em outras províncias, mas ainda assim não satisfaz. É preciso dar um suporte a isso. Por dia a televisão tem cerca de meia hora de noticiário em umbundo, o que é meia hora? É nada.

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