Seminário sobre plurilinguismo e educação e lançamento de livros na UFSC
Seminário sobre plurilinguismo e educação e lançamento de livros na UFSC
O I Seminário Plurilinguismo e Políticas para o Ensino, organizado pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística – IPOL, será realizado nesta segunda, dia 10 de novembro, no Auditório Elke Hering, localizado na Biblioteca Universitária da UFSC, Campus Trindade, Florianópolis-SC.
O Seminário enfocará o atual desafio das políticas dos Estado concernentes às demandas por um ensino qualificado, ajustado aos perfis do mercado de trabalho e das economias em rede e voltado para a formação de cidadãos plurilíngues.
Eis algumas questões que nortearão o debate no Seminário:
- Que perspectivas políticas enquadram as atuais ações voltadas ao ensino?
- Qual tem sido o lugar das línguas no sistema de ensino público?
- Que iniciativas têm contemplado o ensino bi e plurilíngue?
Programação
14:00h – Palestra: “História do presente da educação no México”
Profª Drª Guadelupe Teresinha Bertussi, da Universidad Pedagógica de México, DF.
15:00h – Mesa-redonda: “Políticas para as línguas e educação”
Proª Drª Rosângela Morello (coordenadora geral do IPOL)
Prof. Dr. Adair Bonini (UFSC)
- Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial, de Armando Zamora Segorbe, Gilvan Müller de Oliveira e Rosângela Morello
- Honeyde Bertussi: Músicas, Festas e Bailes, organizado por Guadelupe Teresinha Bertussi e Neura Cecília Todeschini.
O evento será gratuito e aberto ao público em geral.
Acesse aqui a página do Seminário no Facebook.
Encontro em Moçambique debaterá Língua Portuguesa em contextos multiculturais
Encontro em Moçambique debaterá Língua Portuguesa em contextos multiculturais
O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, a Universidade Pedagógica de Moçambique e a Universidade Eduardo Mondlane irão realizar em maio do próximo ano, em Nampula, as VIII Jornadas de Língua Portuguesa.
Maputo – As VIII Jornadas de Língua Portuguesa promovidas em Moçambique pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, em parceria com as universidades Pedagógica (UPM) e Eduardo Mondlane (UEM), vão ter lugar a 4 e 5 de maio de 2015, em Nampula, no norte do país, e terão como tema o ensino da língua portuguesa em contextos multilingues e multiculturais.
I Seminário Plurilinguismo e Políticas para o Ensino
I Seminário Plurilinguismo e Políticas para o Ensino
As demandas por um ensino qualificado, ajustado aos perfis do mercado de trabalho e das economias em rede e voltado para a formação de cidadãos plurilíngues, têm desafiado fortemente as políticas dos Estados. Afinal, que perspectivas políticas enquadram as atuais ações voltadas ao ensino? Qual tem sido o lugar das línguas no sistema de ensino público? Que iniciativas têm contemplado o ensino bi e plurilíngue? Estas serão algumas das questões que nortearão o debate do I Seminário Plurilinguismo e Políticas para o Ensino, organizado pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística – IPOL, e que será realizado no próximo dia 10 de novembro, segunda, no Auditório Elke Hering, localizado na Biblioteca Universitária da UFSC, Campus Trindade, Florianópolis-SC.
O Seminário iniciará às 14:00h com a palestra: “História do presente da educação no México”, proferida pela Profª Drª Guadelupe Teresinha Bertussi, da Universidad Pedagógica de México, DF.
Na sequência, a partir das 15:00h, será realizada a mesa-redonda: “Políticas para as línguas e educação”, com a participação da coordenadora geral do IPOL, Rosângela Morello e do prof. Adair Bonini (UFSC).
Encerrando o Seminário, haverá o lançamento dos livros Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial, de Armando Zamora Segorbe, Gilvan Müller de Oliveira e Rosângela Morello, e Honeyde Bertussi: Músicas, Festas e Bailes, organizado por Guadelupe Teresinha Bertussi e Neura Cecília Todeschini.
UNESCO sedia hoje e amanhã Encontro Internacional de Especialistas sobre o Desenvolvimento da Diversidade Linguística no Ciberespaço
UNESCO sedia hoje e amanhã Encontro Internacional de Especialistas sobre o Desenvolvimento da Diversidade Linguística no Ciberespaço
Nos dias 28 e 29 de outubro, na sua sede em Paris, a UNESCO realiza o Encontro Internacional sobre o Desenvolvimento da Diversidade Linguística no Ciberespaço.
O evento reune os principais especialistas, pesquisadores e formuladores de políticas para discutir a situação da diversidade linguística no ciberespaço e determinar os caminhos a serem seguidos pela UNESCO, com o intuito de garantir esforços contínuos na promoção e monitoramento da diversidade linguística e cultural no ciberespaço através de soluções tecnológicas abertas e inclusivas e do envolvimento das comunidades linguísticas.
Mais especificamente, o foco das discussões no encontro se fundamentará em dois eixos:
- os próximos passos para a implementação da recomendação da UNESCO que se refere à promoção e utilização do multilinguismo e do acesso universal ao ciberespaço e uma análise das recomendações da terceira Conferência Internacional “Diversidade Linguística e Cultural no Ciberespaço”, realizada em Yakutsk, Rússia, de 28 de de junho a 03 de julho de 2014;
- a elaboração de um plano de ação e início de novas parcerias para o desenvolvimento do Atlas das Línguas do Mundo da UNESCO baseado em seu atual Atlas das Línguas do Mundo em Perigo, visando o monitoramento e a promoção das línguas do mundo, bem como a criação de espaço on-line para outras instituições internacionais, regionais e nacionais de línguas para compartilhar seus conteúdos digitais relacionados às línguas usando soluções tecnológicas abertas e inclusivas.
Para esse encontro a UNESCO organizará sessões plenárias, onde os participantes compartilharão suas experiências e suas boas práticas na promoção da diversidade linguística no ciberespaço, bem como sessões paralelas, onde os participantes discutirão em mesas-redondas os encaminhamentos e as recomendações para a preparação do Plano de Ação e a construção de parcerias.
No dia 29/10, a partir das 09h, o prof. Gilvan Müller de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina e Assessor do IPOL, participará da sessão plenária “Em direção ao Atlas das Línguas do Mundo da UNESCO: Construindo parcerias internacionais para a criação de instrumento de monitoramento de línguas”, coordenado pelo Sr. Panchanan Mohanty, do Centro de Estudos em Linguística Aplicada e Tradução e do Centro de Estudos em Línguas em Perigo e Língua Materna, da Universidade de Hyderabad, India.
O Prof. Gilvan Müller apresentará iniciativas de mapeamento linguístico do português e das línguas faladas nos países de língua portuguesa, e muito especialmente os trabalhos em andamento no Brasil e que poderiam compor parcerias importantes para o Atlas das Línguas do Mundo da UNESCO.
Leia aqui notícia sobre o encontro na página da UNESCO (em inglês).
Especialistas divergem em relação ao acordo ortográfico
Especialistas divergem em relação ao acordo ortográfico
Elina Rodrigues Pozzebom e Iara Guimarães Altafin

Bechara e Pimentel, com o senador Cyro Miranda ao centro, divergiram em relação a novas mudanças (Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Em debate nesta terça-feira (21) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o gramático Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), defendeu o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, enquanto Ernani Pimentel, presidente do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa, cobrou maior simplificação gramatical.
As regras do acordo já são adotadas no país, por exemplo por editoras, mas só serão obrigatórias a partir de 2016. Pimentel, no entanto, é contra as mudanças, argumentando que não houve diálogo com a sociedade e com quem atua na área.
Ele lidera movimento para adoção de critério fonético na ortografia, ou seja, a escrita das palavras orientada pela forma como se fala. Por esse critério, a palavra “chave”, por exemplo, seria escrita com x (xave), sem preocupação em considerar a etimologia.
– O ensino baseado na etimologia, na pseudoetimologia, é dos séculos que se foram. Podemos agora discutir formas mais objetivas e racionais – diz Pimentel, ao afirmar que a simplificação evitaria que as novas gerações sejam submetidas a “regras ultrapassadas que exigem decoreba”.
Em sentido oposto, Evanildo Bechara considera que a simplificação fonética, “aparentemente ideal”, resultaria em mais problemas que soluções, pois extinguiria as palavras homófonas – aquelas que têm o mesmo som, mas escrita e significados diferentes. Como exemplo, ele citou as palavras seção, sessão e cessão, que ficariam reduzidas a uma só grafia – sesão –, o que prejudicaria a compreensão da mensagem.
Lançado o livro “Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial”
Lançado o livro “Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial”
Em 15 de outubro de 2014, durante o Colóquio A Língua Portuguesa, o multilinguismo e as novas tecnologias das línguas no século XXI, realizado em Belo Horizonte no Campus II do CEFET de Minas Gerais, foi lançado o livro Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial.
O livro assinado por Armando Zamora Segorbe (Linguista e professor da Universidade Nacional da Guiné Equatorial), Gilvan Müller de Oliveira (Linguista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina) e Rosângela Morello (Linguista e Coordenadora Geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística) é resultado de pesquisas realizadas em campo, em 2012, como parte de um protocolo de cooperação entre o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e o Governo da Guiné Equatorial. As temáticas abordadas pelos autores promovem uma visibilização das relações histórico-culturais do fá d’ambô com a língua portuguesa na Guiné Equatorial e situam questões para a gestão dessas e outras línguas no país. A publicação do livro dialoga, ainda, com as ações em torno da promoção da língua portuguesa no país decorrente de sua oficialização ocorrida no final de 2011. Conforme Oliveira, a Guiné Equatorial é hoje o único país do mundo cujos idiomas oficiais são as três grandes línguas românicas (o espanhol, o francês e o português).
A República da Guiné Equatorial, que desde julho de 2014 faz parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), situa-se no oeste da África Central e seu território é constituído por províncias continentais e insulares. Dentre as províncias insulares da Guine Equatorial encontra-se a ilha de Ano Bom, onde atracaram os portugueses em 1471, período das grandes navegações, deixando nesse lugar sua herança linguística hoje verificada no fá d’ambô, crioulo de base lexical portuguesa.
O livro expõe um breve panorama histórico da ilha de Ano Bom em sua relação com a língua portuguesa, situa a história do fá d’ambô, descreve diversos aspectos linguísticos da ‘língua annobonesa’, nas palavras de Segorbe, bem como analisa o fá d’ambô no contexto plurilíngue da Guiné Equatorial a partir de dados coletados por meio de um intenso trabalho em campo realizado segundo a metodologia de diagnósticos linguísticos e sociolinguísticos. As pesquisas de campo foram desenvolvidas em março de 2012 em Malabo (capital do país) e entorno entre comunidades annobonesas e na pequena ilha de Ano Bom, sob a coordenação da Profa. Dra. Rosângela Morello.
Conforme as palavras de Oliveira, então Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, o livro contribui para “a compreensão das regiões onde o português é usado, ou onde fenômenos linguísticos que tiveram sua origem no português ocorrem”.
Em entrevista realizada com Morello por ocasião do lançamento do livro, a autora relaciona o crescimento de interesse pela língua portuguesa com a renovação de pesquisas sobre os crioulos de base lexical portuguesa: “Esperamos que esse livro possa continuar dando abertura para a reflexão sobre o que é a Língua Portuguesa no mundo. Compreendemos que tem havido um crescimento no interesse do Brasil pelos demais países africanos, onde a língua portuguesa também é falada. Espero que esse livro possa subsidiar novas pesquisas e esse trabalho possa gerar novos interesses”.
O livro foi publicado pelo IILP com aporte do Programa de Apoio às Iniciativas Culturais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PAIC-PALOP) dos Fundos ACP (África-Caraíba-Pacífico) e, principalmente, com a contribuição do Governo da Guiné Equatorial.








