Política Linguística

Final de semana com atividades do IPOL no Vale do Itajaí

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Oficina Línguas e Patrimônio, na Sede da AMMVI, em Blumenau. Foto: Mariela Silveira/IPOL

Aconteceu no sábado, dia 19, na Sede da AMMVIem Blumenau, a Oficina do projeto “Línguas de imigração como patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária”.

O Projeto, contemplado pelo edital Elisabete Anderle de estimulo à Cultura/ 2014, prevê a realização de  oficinas, objetiva promover a educação patrimonial com destaque ao cenário plurilíngue e multicultural e às histórias das imigrações e das comunidades linguísticas da região através da culinária.

Participaram da Oficina representantes do IPOL, do IPHAN, autoridades locais e interessados no tema.

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Rosângela Morello, coordenadora do IPOL, Regina Helena Meirelles Santiago, representante do IPHAN/SC e Mariela Siveira, pesquisadora que coordena as Oficinas. Foto: Cristiano Dums

Após a abertura do evento pela coordenadora geral do IPOL, Rosângela Morello, a palavra foi dada à representante do IPHAN regional, a historiadora Regina Helena Meirelles Santiago,que situou as ações do IPHAN e a parceria com o IPOL no campo da promoção da diversidade linguística.

Para a temática da oficina – Diversidade Linguística e Patrimônio, foi convidado Gilvan Müller de Oliveira, professor adjunto da UFSC e assessor do IPOL que, retomando situações ocorridas em diferentes momentos e países, contextualizou a importância histórica das políticas linguísticas no Brasil e no mundo.

Sobre as línguas do vale, ressaltou os momentos de repressão vividos pelas línguas, em diferentes momentos históricos e destacou o fato de que, apesar dessa repressão, houve o que os estudiosos chamam de um processo de aclimatação das línguas, ou seja, como uma planta que se adapta a sua nova paisagem, muitas línguas brasileiras, entre as quais o  alemão, polonês e italiano, viveram transformações e se adequaram ao novo solo cultural.

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Gilvan Müller de Oliveira, professor e pesquisador do IPOL e UFSC. Foto: Mariela Silveira/IPOL

Para entender o quanto as discussões a respeito da diversidade étnica e linguística são recentes, Gilvan lembrou que apenas em 1988 os indígenas foram reconhecidos como cidadãos brasileiros e explicou que “desde 1988 estamos tento uma mudança de rumo, de olhar a diversidade brasileira e a diversidade no mundo, exigindo que os estados criem e estimulem formas de governanças que contemplem a diversidade étnica, linguística, religiosa nas nações, plurais em sua natureza.”

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Rosângela Morello, contextualizando as políticas linguísticas no Brasil. Foto: Mariela Silveira/IPOL

Dando continuidade, Rosângela Morello, coordenadora do IPOL, contextualizou as políticas de legimitação das línguas no Brasil, destacando que são muito atuais e estão servindo de exemplo para outros países que ensaiam formas de reconhecer e valorizar as suas línguas.  Desde 2001, o IPOL esteve envolvido com a criação de políticas que culminaram, em 2006, com o INDL – Inventário Nacional da Diversidade Linguística, uma ação que permitiu, segundo a pesquisadora “mapear um conjunto de ações, gerando dados que mostrassem como e onde funcionam as línguas e qual seu grau de vitalidade.” Na metodologia do INDL houve a necessidade de categorização das línguas presentes no Brasil, pois dependendo do número de falantes e regiões onde habitam, há demandas diferentes de organização e métodos de pesquisa para olhar e compreender as situações nas quais as línguas funcionam. Houve interação e debates com os participantes. Na última parte da oficina, o grupo assistiu ao filme “Meio”, que aguçou o debate sobre  a percepção de falantes sobre suas línguas.

Livro Receitas de Imigração

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Ana Paula Seiffert, coordenadora do Projeto Receitas da Imigração e Paola Da Rui Gadotti, neta de Oliva e Mário Da Rui, moradores de Timbó/SC. Foto: Cristiano Dums

O lançamento do livro Receitas de Imigração iniciou com a saudação em italiano de Paola Da Rui Gadotti, 9 anos, neta de Oliva e Mário Da Rui, moradores de Timbó e que foram entrevistados durante a pesquisa que conduziu ao livro. A publicação foi produzida no âmbito do projeto Receitas da Imigração – Língua e Memória na Preservação da Arte Culinária (2011-2014) fomentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) através do Edital do Programa Nacional de Patrimônio Imaterial-PNPI/2012 e executado pelo IPOL.

Na cerimônia de lançamento, o Presidente do Colegiado de Cultura da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), José Gabriel Corrêa, iniciou dizendo que desde o início do projeto esteve à disposição do IPOL para ajudar a concretizar a ideia. Segundo ele, o livro é importante para a região, pois a gastronomia significa muito para os municípios e através dela se organizam muitos encontros entre moradores das comunidades e de outras pessoas que visitam o Vale. Para ele, o livro é especial, pois nele são contadas as histórias do povo do Vale do Itajaí.

Regina Helena Meirelles Santiago, representante do IPHAN, também destacou a importância da Constituição de 1988, a partir da qual o conceito de patrimônio mudou sua natureza, se deslocando do sentido mais físico e material para a concepção de patrimônio imaterial, que exige formas diferentes de preservar. O livro, de acordo com Regina “é manifestação da concepção de patrimônio dos moradores das comunidades do Vale do Itajaí, ou seja, significa o que é importante para eles, o que eles julgam importante guardar nesse registro, através do trabalho de pesquisa.”

Como coordenadora do IPOL, Rosângela saudou a todos, conectando a pesquisa sobre as receitas e as imigrações com outros contextos no Brasil, em especial com o Espírito Santo, estado também plurilíngue. Ressaltou a atuação do IPOL no Vale do Itajaí, citando os projetos desenvolvidos e seus desdobramentos.

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Momentos do Lançamento do Livro Receitas da Imigração, na AMMVI, em Blumenau. Fotos: Mariela Silveira/IPOL

Ao final, as pesquisadoras Ana Paula Seiffert e Mariela Silveira destacaram a importância da pesquisa e um pouco mais do processo que viveram de escuta e registro das histórias, envolvendo a imigração dos diferentes povos que constituíram a região.

Ana Paula destacou que a escolha das receitas foi feita pelos moradores e agradeceu às Instituições que apoiaram o projeto, aos parceiros de trabalho no IPOL e principalmente às famílias presentes, citando as famílias envolvidas presentes e lembrando também aquelas que não estavam.

Mariela Silveira também agradeceu a oportunidade de participar do Projeto e enfatizou como as histórias ouvidas no Vale nos remetem a tantas outras histórias de nosso Brasil, que precisam ser escutadas e valorizadas.

Finalmente, os familiares presentes manifestaram os agradecimentos ao Projeto e com muita emoção o dia terminou com o sentimento comum de gratidão, de alegria sincera e celebração ao finalizar um trabalho que partilha saberes e fazeres dos moradores do Vale do Itajaí.

Fonte: IPOL Comunicação

Pesquisadores de Kiel, Alemanha, visitam IPOL e UFSC

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Christian-Albrechts-Universität zu Kiel

Participe da Roda de Conversa.

Nesta sexta, dia 18, pesquisadores e estudantes da Universidade de Kiel, Alemanha, visitam o IPOL – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística e a Universidade Federal de Santa Catarina. 

O grupo, coordenado pelos professores Monique Fritscher  e Prof. Elmar Eggert, será recepcionado às 8hs, no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), da UFSC,  na Sala Drummond, térreo. 

Durante a visita, ocorrerá uma Roda de Conversa, das 8:30h às 10hs, com o objetivo de socializar  os projetos e estudos que o grupo vem realizando desde Kiel, na Alemanha e os que vem sendo desenvolvidos pelo IPOL e pela UFSC, no âmbito do Observatório de Políticas Linguísticas, coordenado pelos professores Gilvan Müller de Oliveira e Rosângela Morello. 

Na sequência, o Grupo visitará a sede do IPOL, visitará a UFSC e participará de atividades como o Lançamento de livro que aborda as experiências de docência e pesquisa no Timor-Leste
Todos estão convidados!

O que: Roda de Conversa com grupo da Universidade de Kiel, Alemanha.

Onde:  Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), Sala Drummond, térreo, da Universidade Federal de Santa Catarina. 

Quando: Sexta, dia 18 de março, às 8:30 da manhã.

Quem pode participar? Estudantes e pesquisadores da comunidade acadêmica  e interessados nos diálogos de pesquisa entre Alemanha e Brasil.

 

Índios urbanos no Brasil: Considerações demográficas, educacionais e político-linguísticas

O texto Índios Urbanos no Brasil: Considerações demográficas, educacionais e político-linguísticas  foi publicado em 2000, no livro Le Plurilinguisme Urbain, organizado por Louis-Jean Calvet e Auguste Mourrisou-Mouyama e em Revista do Curso de Geografia, da Universidade Federal do Amazonas.

A abordagem problematiza e sinaliza uma questão identitária importante para o Brasil e  permanece no tempo como fonte para pesquisadores e interessados no tema.

Fonte para citação:

OLIVEIRA, Gilvan Müller de. “Indiens urbains au Brésil. Considérations démographiques, éducatives et politico-linguistiques”. In CALVET, Louis-Jean et MOURRISOU-MOUYAMA, Auguste. Le Plurilinguisme Urbain. Paris, Institut de la Francophonie / Diffusion Didier Erudition, 2000, p. 183-98.

 

Indios Urbanos no Brasil versão em português

Boletim IPOL chega a sua 100ª edição

Esta semana enviamos a nossos contatos do IPOL a 100ª edição de seu Boletim, instrumento de divulgação de nossa instituição postado semanalmente com a compilação das matérias que circularam em nosso blog e-IPOL.org e nos blogs associados ao Instituto.

Início do BOLETIM IPOL Nº 100 enviado a nossos contatos esta semana.

Início do BOLETIM IPOL Nº 100 enviado a nossos contatos esta semana.

O Boletim IPOL foi criado para produzir e divulgar notícias sobre as línguas e as políticas linguísticas, sejam elas relacionadas à educação, à cultura, à ciência, à tecnologia, dentre outras áreas. Em nossas postagens, além de divulgamos as notícias da rede, também destacamos nossa produção e veiculação de editoriais e entrevistas, dando voz a pesquisadores e parceiros que atuam na promoção dos direitos linguísticos e das línguas.

Para quem não recebe o Boletim IPOL, é possível fazer um pedido solicitando a inclusão de seu e-mail em nossa lista de contatos. Seu pedido deve ser enviado ao endereço eletrônico: ipol.comunicacao@gmail.com

Página do IPOL no Facebook: mais de 720 curtidas.

Página do IPOL no Facebook: mais de 720 curtidas.

Mais de 100 países acessam nosso blog

O blog e-IPOL.org já recebeu a visita de internautas de mais de 100 países: Brasil, EUA, Portugal, Argentina, Angola, Alemanha, Colômbia, México, França e Espanha estão entre os 10 países com maior número de acessos. Diariamente o blog recebe em média cerca de 400 a 500 visitas de 20 países.

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Outra plataforma de divulgação do IPOL é sua página no Facebook, com mais de 720 curtidas, número que cresce diariamente. Clique aqui para acessá-la.

Nossos Parceiros

Destacamos também algumas de nossas plataformas de entidades e instituições parceiras: o Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração (Forlibi), o Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF), bem como a página do projeto Receitas da Imigração.

Chamada para III CIPLOM/EAPLOM; prazo para submissão de resumos encerra 14/02

Prazo para submissão de resumos prorrogado para o dia 14 de fevereiro

Transcrevemos a seguir comunicado postado hoje, 20/01, na página do III CIPLOM/EAPLOM no Facebook:

ATENÇÃO!! INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PRORROGADAS!!
Devido ao grande número de solicitações para o adiamento do prazo final para a SUBMISSÃO DE TRABALHOS e devido ao período de férias, divulgamos novo calendário, que NÃO MAIS SOFRERÁ ALTERAÇÕES.
Para mais informações, acessem: http://iiiciplomeaplom.webnode.com/
Dúvidas: iiiciplom.iiieaplom@gmail.com

Confira na tabela abaixo os prazos e categorias para inscrições.

Prazos e categorias de inscrições III CIPLOM/EAPLOM

Prazos e categorias de inscrições III CIPLOM/EAPLOM

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O concello asturiano da Veiga declara oficial o galego no seu municipio

O concello asturiano da Veiga (Vegadeo oficialmente en castelán) aprobou hai agora unha semana unha ordenanza pola que se declara a fala que alí se emprega como lingua oficial do municipio. Deste xeito, o eonaviego -galego de Asturias ou coñecido tamén como galego-asturiano no Principado- considérase, “xunto co castelán, lingua propia do Concello, da administración local e das corporacións públicas que dela dependen”. 

Áreas Linguísticas do Galego

 O galego-asturiano pasa a ser “xunto co castelán, lingua propia do Concello, da administración local e das corporacións públicas que dela dependen”

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