Política Linguística

Publicação do IPHAN aborda Diversidade Linguística no espaço Ibero-Americano

Anais5O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acaba de lançar os Anais do Seminário Ibero-Americano da Diversidade Linguística, evento ocorrido no ano de 2014, em Foz do Iguaçu, Paraná. Disponibilizado em meio digital para acesso livre, a publicação apresenta contribuições de pesquisadores, gestores públicos e de representantes das comunidades linguísticas, estando subdividida em três eixos principais.

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Entrevista com Gilvan Müller de Oliveira na ReVeL

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“Políticas linguísticas são uma faceta das políticas públicas dos países, das  organizações internacionais, das corporações e instituições, e nesse sentido são um  fazer permanente do homem, sempre adaptadas à sua época, aos interesses geopolíticos, econômicos e culturais em jogo numa determinada fase histórica. Não se esgotam, mudam de foco; não se completam, estão sempre em construção.”

A entrevista foi publicada no volume 14, número 26, da Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL, dedicado ao tema Política Linguística.

A Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL é uma publicação eletrônica, com periodicidade semestral. Idealizada por dois jovens estudantes de Linguística, a ReVEL lançou seu primeiro volume em 2003 e desde então vem contribuindo com a formulação de um pensar e divulgar os estudos da linguagem no Brasil. A atual edição apresenta 11 artigos inéditos, 3 resenhas, 1 artigo traduzido e na seção ReVEL na Escola conta com mais dois artigos.

O número apresenta ainda duas entrevistas inéditas sobre o tema, com os linguistas  Bernard Spolsky, da Universidade Bar-Ilan de Israel, e Gilvan Müller de Oliveira, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador do IPOL.

Em sua entrevista, Gilvan Müller de Oliveira responde a dúvidas conceituais, cita ações importantes que vem desenvolvendo nas diversas instituições em que atua, coordenando e assessorando projetos e pesquisas sobre as diferentes línguas do Brasil e sobre as políticas públicas que elas demandam. Também discute as questões linguísticas da era digital.

Leia a entrevista completa na edição atual da Revista ReVEL em http://www.revel.inf.br/files/e92f933a3b0ca404b70a1698852e4ebd.pdf

Fonte: IPOL Comunicação

 

Chamada para artigos da Caderno de Letras – UFF

letrauffA revista Cadernos de Letras da UFF, do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense, está com chamada aberta para os números temáticos 53, 54 e 55, a serem publicados entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017.
 
A revista aceita artigos inéditos que contribuam para o debate nas áreas de Letras e Linguística. Além de artigos e resenhas de obras relevantes para a Área, aceitam-se traduções de ensaios de reconhecida importância. Trabalhos redigidos em espanhol, francês ou inglês poderão ser recebidos para avaliação. Continue lendo →

Final de semana com atividades do IPOL no Vale do Itajaí

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Oficina Línguas e Patrimônio, na Sede da AMMVI, em Blumenau. Foto: Mariela Silveira/IPOL

Aconteceu no sábado, dia 19, na Sede da AMMVI, em Blumenau, a Oficina do projeto “Línguas de imigração como patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária”.

O Projeto, contemplado pelo edital Elisabete Anderle de estimulo à Cultura/ 2014, prevê a realização de  oficinas, objetiva promover a educação patrimonial com destaque ao cenário plurilíngue e multicultural e às histórias das imigrações e das comunidades linguísticas da região através da culinária.

Participaram da Oficina representantes do IPOL, do IPHAN, autoridades locais e interessados no tema.

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Rosângela Morello, coordenadora do IPOL, Regina Helena Meirelles Santiago, representante do IPHAN/SC e Mariela Siveira, pesquisadora que coordena as Oficinas. Foto: Cristiano Dums

Após a abertura do evento pela coordenadora geral do IPOL, Rosângela Morello, a palavra foi dada à representante do IPHAN regional, a historiadora Regina Helena Meirelles Santiago,que situou as ações do IPHAN e a parceria com o IPOL no campo da promoção da diversidade linguística.

Para a temática da oficina – Diversidade Linguística e Patrimônio, foi convidado Gilvan Müller de Oliveira, professor adjunto da UFSC e assessor do IPOL que, retomando situações ocorridas em diferentes momentos e países, contextualizou a importância histórica das políticas linguísticas no Brasil e no mundo.

Sobre as línguas do vale, ressaltou os momentos de repressão vividos pelas línguas, em diferentes momentos históricos e destacou o fato de que, apesar dessa repressão, houve o que os estudiosos chamam de um processo de aclimatação das línguas, ou seja, como uma planta que se adapta a sua nova paisagem, muitas línguas brasileiras, entre as quais o  alemão, polonês e italiano, viveram transformações e se adequaram ao novo solo cultural.

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Gilvan Müller de Oliveira, professor e pesquisador do IPOL e UFSC. Foto: Mariela Silveira/IPOL

Para entender o quanto as discussões a respeito da diversidade étnica e linguística são recentes, Gilvan lembrou que apenas em 1988 os indígenas foram reconhecidos como cidadãos brasileiros e explicou que “desde 1988 estamos tento uma mudança de rumo, de olhar a diversidade brasileira e a diversidade no mundo, exigindo que os estados criem e estimulem formas de governanças que contemplem a diversidade étnica, linguística, religiosa nas nações, plurais em sua natureza.”

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Rosângela Morello, contextualizando as políticas linguísticas no Brasil. Foto: Mariela Silveira/IPOL

Dando continuidade, Rosângela Morello, coordenadora do IPOL, contextualizou as políticas de legimitação das línguas no Brasil, destacando que são muito atuais e estão servindo de exemplo para outros países que ensaiam formas de reconhecer e valorizar as suas línguas.  Desde 2001, o IPOL esteve envolvido com a criação de políticas que culminaram, em 2006, com o INDL – Inventário Nacional da Diversidade Linguística, uma ação que permitiu, segundo a pesquisadora “mapear um conjunto de ações, gerando dados que mostrassem como e onde funcionam as línguas e qual seu grau de vitalidade.” Na metodologia do INDL houve a necessidade de categorização das línguas presentes no Brasil, pois dependendo do número de falantes e regiões onde habitam, há demandas diferentes de organização e métodos de pesquisa para olhar e compreender as situações nas quais as línguas funcionam. Houve interação e debates com os participantes. Na última parte da oficina, o grupo assistiu ao filme “Meio”, que aguçou o debate sobre  a percepção de falantes sobre suas línguas.

Livro Receitas de Imigração

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Ana Paula Seiffert, coordenadora do Projeto Receitas da Imigração e Paola Da Rui Gadotti, neta de Oliva e Mário Da Rui, moradores de Timbó/SC. Foto: Cristiano Dums

O lançamento do livro Receitas de Imigração iniciou com a saudação em italiano de Paola Da Rui Gadotti, 9 anos, neta de Oliva e Mário Da Rui, moradores de Timbó e que foram entrevistados durante a pesquisa que conduziu ao livro. A publicação foi produzida no âmbito do projeto Receitas da Imigração – Língua e Memória na Preservação da Arte Culinária (2011-2014) fomentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) através do Edital do Programa Nacional de Patrimônio Imaterial-PNPI/2012 e executado pelo IPOL.

Na cerimônia de lançamento, o Presidente do Colegiado de Cultura da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), José Gabriel Corrêa, iniciou dizendo que desde o início do projeto esteve à disposição do IPOL para ajudar a concretizar a ideia. Segundo ele, o livro é importante para a região, pois a gastronomia significa muito para os municípios e através dela se organizam muitos encontros entre moradores das comunidades e de outras pessoas que visitam o Vale. Para ele, o livro é especial, pois nele são contadas as histórias do povo do Vale do Itajaí.

Regina Helena Meirelles Santiago, representante do IPHAN, também destacou a importância da Constituição de 1988, a partir da qual o conceito de patrimônio mudou sua natureza, se deslocando do sentido mais físico e material para a concepção de patrimônio imaterial, que exige formas diferentes de preservar. O livro, de acordo com Regina “é manifestação da concepção de patrimônio dos moradores das comunidades do Vale do Itajaí, ou seja, significa o que é importante para eles, o que eles julgam importante guardar nesse registro, através do trabalho de pesquisa.”

Como coordenadora do IPOL, Rosângela saudou a todos, conectando a pesquisa sobre as receitas e as imigrações com outros contextos no Brasil, em especial com o Espírito Santo, estado também plurilíngue. Ressaltou a atuação do IPOL no Vale do Itajaí, citando os projetos desenvolvidos e seus desdobramentos.

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Momentos do Lançamento do Livro Receitas da Imigração, na AMMVI, em Blumenau. Fotos: Mariela Silveira/IPOL

Ao final, as pesquisadoras Ana Paula Seiffert e Mariela Silveira destacaram a importância da pesquisa e um pouco mais do processo que viveram de escuta e registro das histórias, envolvendo a imigração dos diferentes povos que constituíram a região.

Ana Paula destacou que a escolha das receitas foi feita pelos moradores e agradeceu às Instituições que apoiaram o projeto, aos parceiros de trabalho no IPOL e principalmente às famílias presentes, citando as famílias envolvidas presentes e lembrando também aquelas que não estavam.

Mariela Silveira também agradeceu a oportunidade de participar do Projeto e enfatizou como as histórias ouvidas no Vale nos remetem a tantas outras histórias de nosso Brasil, que precisam ser escutadas e valorizadas.

Finalmente, os familiares presentes manifestaram os agradecimentos ao Projeto e com muita emoção o dia terminou com o sentimento comum de gratidão, de alegria sincera e celebração ao finalizar um trabalho que partilha saberes e fazeres dos moradores do Vale do Itajaí.

Fonte: IPOL Comunicação

Pesquisadores de Kiel, Alemanha, visitam IPOL e UFSC

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Christian-Albrechts-Universität zu Kiel

Participe da Roda de Conversa.

Nesta sexta, dia 18, pesquisadores e estudantes da Universidade de Kiel, Alemanha, visitam o IPOL – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística e a Universidade Federal de Santa Catarina. 

O grupo, coordenado pelos professores Monique Fritscher  e Prof. Elmar Eggert, será recepcionado às 8hs, no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), da UFSC,  na Sala Drummond, térreo. 

Durante a visita, ocorrerá uma Roda de Conversa, das 8:30h às 10hs, com o objetivo de socializar  os projetos e estudos que o grupo vem realizando desde Kiel, na Alemanha e os que vem sendo desenvolvidos pelo IPOL e pela UFSC, no âmbito do Observatório de Políticas Linguísticas, coordenado pelos professores Gilvan Müller de Oliveira e Rosângela Morello. 

Na sequência, o Grupo visitará a sede do IPOL, visitará a UFSC e participará de atividades como o Lançamento de livro que aborda as experiências de docência e pesquisa no Timor-Leste. 
Todos estão convidados!

O que: Roda de Conversa com grupo da Universidade de Kiel, Alemanha.

Onde:  Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), Sala Drummond, térreo, da Universidade Federal de Santa Catarina. 

Quando: Sexta, dia 18 de março, às 8:30 da manhã.

Quem pode participar? Estudantes e pesquisadores da comunidade acadêmica  e interessados nos diálogos de pesquisa entre Alemanha e Brasil.

 

Índios urbanos no Brasil: Considerações demográficas, educacionais e político-linguísticas

O texto Índios Urbanos no Brasil: Considerações demográficas, educacionais e político-linguísticas  foi publicado em 2000, no livro Le Plurilinguisme Urbain, organizado por Louis-Jean Calvet e Auguste Mourrisou-Mouyama e em Revista do Curso de Geografia, da Universidade Federal do Amazonas.

A abordagem problematiza e sinaliza uma questão identitária importante para o Brasil e  permanece no tempo como fonte para pesquisadores e interessados no tema.

Fonte para citação:

OLIVEIRA, Gilvan Müller de. “Indiens urbains au Brésil. Considérations démographiques, éducatives et politico-linguistiques”. In CALVET, Louis-Jean et MOURRISOU-MOUYAMA, Auguste. Le Plurilinguisme Urbain. Paris, Institut de la Francophonie / Diffusion Didier Erudition, 2000, p. 183-98.

 

Indios Urbanos no Brasil versão em português

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