Língua Portuguesa

Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais: Ensino de Português Língua de Herança / Português Para Crianças

IILP promove capacitação de professores. Inscrições abertas!

Posted on Março 30, 2014por 

Acontece de 19 a 23 maio de 2014, em Lisboa, o CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A ELABORAÇÃO DE MATERIAIS: ENSINO DE PORTUGUÊS LÍNGUA DE HERANÇA / PORTUGUÊS PARA CRIANÇAS. O curso visa à capacitação de professores para a elaboração de materiais para o ensino de português em contexto de língua de herança / português para crianças (PLH), através de discussões e abordagens pedagógicas contemporâneas para o ensino de línguas e sob a orientação da equipe assessora do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira(PPPLE), do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Como resultados do curso, serão produzidas Unidades Didáticas para o ensino de PLH, as quais integrarão, a partir de junho de 2014, o PPPLE.

O curso destina-se a:

Professores que já têm formação na área de Letras (Linguística, Linguística Aplicada, Língua Portuguesa) e também profissionais de outras áreas de formação, mas que atuam como professores de português como língua estrangeira / português como língua de herança (PLH) / português para crianças. Essas características serão consideradas na seleção dos candidatos.

Importante!

O CURSO TERÁ APENAS 30 VAGAS, QUE SERÃO PREENCHIDAS DE ACORDO COM A ORDEM DE INSCRIÇÃO E COM A ANÁLISE DOS CURRÍCULOS ENVIADOS.

EQUIPE FORMADORA:Equipe Assessora Central (EAC) do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira / Língua Não Materna (PPPLE), do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

CARGA HORÁRIA E CERTIFICAÇÃO: Os professores terão a certificação do CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A ELABORAÇÃO DE MATERIAIS: ENSINO DE PORTUGUÊS LÍNGUA DE HERANÇA (PLH)/ PORTUGUÊS PARA CRIANÇAS, com carga horária de 30 horas, emitida pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

 PERÍODO E VALOR DE INSCRIÇÃO:

Os professores interessados em participar do curso deverão:

a) Enviar Currículo Vitae completo, em versão digital, para o endereço de inscrição.

b) Pagar uma taxa de inscrição de €50,00 (cinquenta euros), através do sistema PayPal.

Siga a ligação aqui: https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=D7LL4VAJ375H6

Obs.: A taxa de inscrição somente deve ser paga depois da divulgação da lista de selecionados.

DATAS IMPORTANTES:

As inscrições serão realizadas no período de 01 a 15 de abril de 2014, no e-mail:secretariado.iilp@gmail.com.A lista dos professores selecionados será divulgada no dia 18 de abril de 2014.

A taxa de inscrição dos professores selecionados deve ser paga até o dia 25 de abril de 2014. Após esta data, serão convidados a participar do curso os inscritos em lista de espera.

Helder Macedo: Português tem de ser “língua da diferença”

O escritor Helder Macedo defendeu hoje que o Português “tem de se assumir como língua da diferença” e “explodir em todas as direções” até porque depende “muitíssimo mais dos que o adotaram” como sua língua.
Português tem de ser língua da diferença O português “tem de se assumir como a língua da diferença porque se nós, em português, não formos capazes de entender a diferença entre o português e o angolano ou entre o brasileiro e o moçambicano, aí torna-se numa língua impositiva, culturalmente colonialista, quando tem de ser o oposto: Tem de explodir em todas as direções e ser uma língua da diferença”, disse Helder Macedo, à agência Lusa.
Como assinalou o poeta, romancista e ensaísta – que proferiu, ao final da tarde, uma palestra subordinada ao tema “O Português e a Cultura Lusófona no Mundo de Hoje” no Instituto Politécnico de Macau – “é isso que, de certa maneira, acontece um bocado com a língua inglesa”, idioma literário de paquistaneses, nigerianos, indianos ou de norte-americanos. “Nós ainda temos o sentido um bocado imperialista da língua portuguesa”, criticou Helder Macedo, para quem “é muito importante que os praticantes culturais de língua portuguesa percebam que se podem entender uns aos outros sem nenhum dominar”.

Para o escritor, “se as várias culturas de língua portuguesa se levarem culturalmente a sério deixam de ser periféricas em relação à cultura inglesa e às outras culturas e passam a assumir a sua própria identidade”. “A sobrevivência da língua portuguesa vai ser muito menos dependente de Portugal europeu do que do Brasil, Angola, Moçambique. Esses é que são os países que vão manter a [sua] importância internacional e o desenvolvimento da língua portuguesa, com todas as variantes que vai ter”, argumentou.

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Países lusófonos querem reforçar a presença do português no mundo

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pretende reforçar a influência e a posição do português no sistema mundial como um idioma comum e uma língua materna de milhões de pessoas em todo o mundo, declarou em entrevista exclusiva à Voz da Rússia Gilvan Muller, diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

Conforme Gilvan Muller, a próxima cúpula da CPLP que atualmente integra oito países onde se fala português (o Brasil, Portugal, cinco países de África e Timor-Leste) vai aprovar em julho de 2014 o chamado Plano de Ação de Lisboa, visando a promoção e a difusão da língua de Luís Camões à escala mundial.

O diretor-executivo do Instituto que faz parte integral da CPLP, destacou o papel do português como “uma das grandes línguas de comunicação internacional, multinacional partilhada por cidadãos de diferentes países e comunidades”.

portugal, lusofonia, gilvan muller

O Plano de Ação de Lisboa (igualmente ao antigo Plano de Ação de Brasília de 2010) define várias áreas de estratégia, grandes setores de atuação, dos estados-membros da CPLP, frisou Gilvan Muller:

“Em primeiro lugar, visa a promoção do português como uma língua de organizações internacionais. Em segundo lugar, pretende reforçar a presença do português na Internet e no mundo digital. Em terceiro lugar, implica a difusão da língua portuguesa junto às diásporas em todo o mundo, e em quarto lugar, visa a desenvolvimento das outras línguas no espaço da CPLP.”

A CPLP é um conjunto de países com muitas línguas, disse Gilvan Muller. “Nós temos nos nossos países cerca de trezentas e trinta e nove línguas que convivem com o português”.

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Direto da roça

A inusitada herança agrária da linguagem

Luiz Costa Pereira Junior

Nos primórdios, o latim era um dialeto restrito às margens do rio Tibre, língua de lavradores e pastores, que suavam para superar o terreno difícil e os pântanos do Lácio, região central da atual Itália. Parada para caravanas que cruzavam o norte e o sul italianos, o Lácio virou base de propagação do latim. A origem de muitas palavras herdadas do latim é rural. Mas mesmo termos criados há pouco ou importados de idiomas não românicos parecem ter um pé na cultura agrícola.

Ler e escrever

Legere, matriz do português “ler”, significava “colher” frutos. Scribere, ancestral de “escrever”, nomeava o ato de gravar inscrições em árvores ou gado.  É sugestiva a ideia de encarar a leitura como um ato de colheita e a escrita como forma de deixar uma marca no mundo.

Delirar

Os camponeses do Lácio tinham em alta conta a habilidade de cultivar e cuidar dos animais – por tabela, condenando tacitamente o trabalho displicente. Por isso, “delirar” nomeava a negligência de quem erra a pontaria ao jogar uma semente no sulco da terra, na “lira”.http://barbaranonato.files.wordpress.com/2011/11/caipira.jpg

Caducar

No mesmo contexto de “delirar”, “caducar” carrega o sentido de decadência explícito: caducus (do verbo cadere, cair) é o fruto que desaba de uma árvore, de tão apodrecido.

Leitura

“Leitura” deriva do latim tardio lectura (comentário). Surgiu quando “ler” já perdera o vínculo agrícola, passando a significar o ato de percorrer o olho por algo, para decodificá-lo. Ler é colher com os olhos, capturar com a vista. A leitura seria um passo além, o de tecer comentário. Há quem leia sem fazer, de fato, leitura, sem usar o ato de ler para captar todas as possibilidades do texto. Leia Mais

Carta de natureza

Com a aprovação unânime polo Parlamento da Galiza da “Lei Paz-Andrade para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia” durante a sessão plenária de 11 de março o galego “extenso e útil”, em palavras de Castelão, conhecido polo mundo adiante como “português” ganhou carta de natureza a Norte do Minho inaugurando um novo período para a língua.

Por Joam Evans Pim

JoamOs temporais das últimas semanas desvendaram um velho vapor português que naufragara frente as praias de Fisterra em 1927. O barco levava o nome de Silva Gouveia, reconhecido escultor portuense que imortalizou Eça de Queiroz em bronze. Um dia depois de que a comunicação social portuguesa anunciasse a redescoberta do navio, apareceu outro inesperado achado trazido pola maré, desta vez uma maré de mais de 17.000 pessoas.

O achado apareceu num prédio de Compostela cuja instância principal contém uma formosa vidreira na que se pode lêr “GALLAECIA”. Sob a forma de texto legal, este casco inconcluso fora abandonado no mesmo lugar em 20 de abril de 1983, quando a separação forçosa de galego e português foi imposta por decreto. Se naquela altura se defendia que “não interessa que nos entendam em Angola, Moçambique ou Brasil”, hoje o vento mudou e queremos rearmar o navio para aproveitar a “vantagem competitiva da cidadania galega”.

Com a quilha colocada em seu lugar, a Lei Paz-Andrade representa um primeiro passo para reflutuar a nossa língua. Para além dos aspectos pragmáticos e imediatos que se apresentam no articulado, a exposição de motivos da Lei faz justiça orgulhando-se da origem galaica da língua portuguesa e reconhecendo publicamente a Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, cujo vicepresidente é homenageado. Merecida homenagem, pois a Comissão foi responsável de que por primeira vez o nome da Galiza estivesse, por direito próprio, na abertura de um Tratado internacional.

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“Valentim Paz-Andrade” É APROVADA NA GALIZA.

Em votação unânime, o Parlamento Galego aprovou ontem a lei Paz-Andrade.

A Iniciativa Legislativa Popular (ILP) “Valentim Paz-Andrade”, que iniciou em 2012 e contou com 17 mil assinaturas, virou Lei e traz em seu artigo segundo que incorporará progressivamente  a “aprendizagem da língua portuguesa no âmbito das competências em línguas estrangeiras nos centros de ensino” da Galiza, devendo ainda promover – artigo terceiro – “relações a todos os níveis” com os países de língua oficial portuguesa e fomentar o “conhecimento” do português “entre os funcionários públicos”.

galiza-300x267Jóam Evans Pim, da comissão promotora da ILP “Valentín Paz-Andrade”, explicou à Lusa que, com a aprovação da legislação, mais galegos vão aprender o português no próximo ano letivo. Embora admitindo que o processo de “aplicação prática” dos diversos pontos desta legislação ainda “demorará tempo”, Jóam Evans Pim disse  que “é possível” que a parte referente ao ensino da língua “possa ser desenvolvida através de um decreto para que já no próximo ano escolar (2014-15) o português esteja presente num maior número de estabelecimentos educativos”.

No artigo quarto, o governo é instado a “favorecer e permitir” a reciprocidade das emissões televisivas e radiofónicas “entre a Comunidade Autónoma de Galiza e a República de Portugal”, com quem “partilha património linguístico”. Além disso, a empresa pública de rádio e televisão da Galiza deverá promover “intercâmbios” na produção audiovisual e cooperação em projetos comuns com televisões de língua portuguesa.

Por último, o artigo quinto estabelece que o Governo regional promoverá uma informação periódica e “pormenorizada” ao parlamento da Galiza sobre a aplicação desta legislação, ações levadas a cabo e previsão de outras a realizar. No preâmbulo da proposta de lei é vincado que o português, “nascido na velha Galiza”, é um “idioma de trabalho” em vinte organizações internacionais e língua oficial em nove países, além do território de Macau, na China. Paz-Andrade foi vice-presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, possibilitando a participação da Galiza nas reuniões para o acordo ortográfico da língua portuguesa que decorreram no Rio de Janeiro (1986) e em Lisboa (1990).

Fonte: IILP.

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