Povos indígenas divulgam carta denunciando violações e retrocesso após encontros no Fórum Social
Os povos indígenas que se reuniram durante o Fórum Social Temático, na última semana em Porto Alegre, divulgaram uma carta aberta onde denunciam as violações sofridas pelos povos originários do Brasil e apontam as principais ameaças pela frente. O documento é assinado por 305 povos, divididos em 63 grupos, falantes de 274 línguas.
Os indígenas lembram sua presença desde o primeiro Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre há 15 anos, e afirmam: “nossas demandas não foram atendidas e sofremos muitos retrocessos”.
Listas de gírias cariocas se espalham pela internet para ajudar estrangeiros

Álbum ‘Carioca Dictionary’ – Fonte: Página Rio2016 no Facebook
O próprio perfil oficial da organização dos Jogos Olímpicos no Facebook ostenta um álbum batizado de Carioca Dictionary
Francisco Edson Alves
Rio – Com a aproximação da Olimpíada e Paralimpíada de 2016, que terá o Rio de Janeiro como sede principal, estão surgindo na internet listas de gírias cariocas com traduções para os gringos, opa, estrangeiros. Bem humorados, os sites informam que a intenção é ajudar os turistas de fora a não ficarem ‘bolados’, quer dizer, confusos, ao dialogar com os nativos da Cidade Maravilhosa. Afinal de contas, segundo o último balanço do Ministério do Turismo, um quarto dos 2,4 milhões de ingressos já vendidos (600 mil) foram comercializados no exterior. Saca irmão? Epa, entende meu caro?
O próprio perfil oficial da organização dos jogos no Facebook ostenta um álbum, batizado de Carioca Dictionary. Nele, há a reprodução de páginas em forma de dicionário com a descrição de dialetos tradicionais, inventados na cidade. É o caso da palavra ‘vacilo’.
Concurso de redação da ONU sobre multilinguismo e cidadania seleciona 70 universitários

Participante de Fórum da Juventude na sede da ONU, em 2015 – Foto: ONU/Loey Felipe
Concurso vai selecionar ensaios que debatam papel que a habilidade multilíngue pode desempenhar na promoção da cidadania global e do entendimento cultural. Vencedores participarão de Fórum Global de Juventude do Impacto Acadêmico da ONU, em julho, em Nova York, com tudo pago. Redação deve ser em um idioma oficial da ONU; prazo é dia 31 de março.
Sessenta estudantes serão selecionados como delegados ao Fórum Global de Juventude do Impacto Acadêmico das Nações Unidas, que será realizado entre os dias 25 e 31 de julho de 2016. No evento, os participantes criarão planos de ação relacionados com a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. Os estudantes apresentarão estes planos de ação na Sede das Nações Unidas em Nova York.
Projeto de Inventário da Língua Brasileira de Sinais (Libras) tem sua primeira reunião do ano

Bruna Neves, Mariela da Silveira e Ana Paula Seiffert – Foto: IPOL
Na tarde desta segunda-feira, dia 18/01, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis-SC, realizou-se a primeira reunião do ano com parte da equipe de colaboradores do projeto Inventário da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Estavam presentes: Rosângela Morello, coodenadora-geral do IPOL, Bruna Crescêncio Neves (IFSC), Ana Paula Seiffert, Cíntia Vilanova, Tamissa Godoi, Mariela Felisbino da Silveira e Alberto Gonçalves. Também participaram por Skype os professores da UFSC Ronice Müller de Quadros e Gilvan Müller de Oliveira.

Tamissa Godoi, Cintia Vilanova e Rosângela Morello – Foto: IPOL
Na reunião foram discutidos os encaminhamentos e cronogramas para as primeiras ações do projeto que ora se inicia. O Inventário da Libras – uma parceria entre o IPOL, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a UFSC – foi um dos contemplados ano passado pelo Edital de Chamamento Público 004/2014 – Identificação, Apoio e Fomento à diversidade linguística no Brasil – Línguas de Sinais, Línguas de Imigração e Línguas Indígenas.
O concello asturiano da Veiga declara oficial o galego no seu municipio
O concello asturiano da Veiga (Vegadeo oficialmente en castelán) aprobou hai agora unha semana unha ordenanza pola que se declara a fala que alí se emprega como lingua oficial do municipio. Deste xeito, o eonaviego -galego de Asturias ou coñecido tamén como galego-asturiano no Principado- considérase, “xunto co castelán, lingua propia do Concello, da administración local e das corporacións públicas que dela dependen”.

O galego-asturiano pasa a ser “xunto co castelán, lingua propia do Concello, da administración local e das corporacións públicas que dela dependen”
Línguas em extinção
Pergunte aos tofas como o mundo surgiu e eles não saberão a resposta. Essa pequena tribo siberiana, situada entre a Rússia e a Mongólia, está esquecendo a mitologia que explica seu próprio nascimento. Esse torpor coletivo é resultado de uma perda ainda maior: os tofas estão esquecendo sua própria língua. “A morte de um idioma começa com um trauma”, explica Leanne Hinton, especialista em revitalização linguística da Universidade da Califórnia. “Pode acontecer pela perda de território ou por mudanças forçadas à cultura tradicional.”

CreativeCommons
No caso dos tofas, foram as duas coisas. Eles sempre foram nômades: vagavam pelas planícies da Sibéria com rebanhos de centenas de renas. Depois da revolução comunista, foram obrigados pelo regime a escolher apenas uma região para habitar. Nas décadas seguintes, os adultos tiveram que abandonar o xamanismo e roupas tradicionais, enquanto as crianças passaram a frequentar escolas soviéticas. O tofalar, idioma do grupo há séculos, começava a morrer.
“Línguas minoritárias são sufocadas por idiomas maiores”, explica o linguista americano David Harrison, que descreveu o grupo em When Languages Die (“Quando Línguas Morrem”, sem edição no Brasil).


