Bilinguismo

Lunda Sul: Enaltecida inclusão da língua nacional Cokwe no sistema de ensino

Cândida Narciso, governadora da província da Lunda Sul

Cândida Narciso, governadora da província da Lunda Sul

Lunda Sul: Enaltecida inclusão da língua nacional Cokwe no sistema de ensino

Saurimo – A governadora da província da Lunda Sul, Cândida Narciso, enalteceu nesta quarta-feira, 04/03, a iniciativa da Direcção Educação em incluir a língua nacional Cokwe no sistema normal de ensino, pois contribuirá na salvaguarda dos valores culturais da região.

Falando à imprensa no final da sua visita de constatação em algumas instituições escolares do município de Saurimo, Cândida Narciso disse que a implementação das línguas nacionais deve ser abrangente em todos os sistemas de ensino (desde o ensino primário ao secundo ciclo do ensino secundário), por formas a permitir que o aluno cresça dominando a sua língua local.

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Morre Joshua Fishman, um dos fundadores do campo da sociologia da linguagem e um estudioso de planejamento linguístico e educação bilíngue

FishmanJoshua Fishman (1926-2015)

Joshua Fishman, um dos fundadores do campo da sociologia da linguagem e um estudioso altamente influente nas áreas de planejamento linguístico e educação bilíngue, morreu no último 01º/03 à noite em sua casa no Bronx aos 88 anos. A nota a seguir, escrita por Ofelia García (professora nos programas de doutorado em Educação Urbana e de Literaturas e Línguas Hispânicas e Luso-brasileiras do Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York), foi compartilhada no Facebook e em The Linguist List.

Um professor amado e estudioso influente, Joshua A. Fishman morreu serenamente em sua casa no Bronx, na segunda-feira à noite, 1º de março de 2015. Ele tinha 88 anos. Joshua A. Fishman deixa para trás sua esposa dedicada, Gella Schweid Fishman, três filhos e noras, nove netos e dois bisnetos. Mas ele também deixa para trás milhares de estudantes em todo o mundo, que aprenderam muito com ele sobre sociologia da linguagem, o campo que fundou, e também sobre a possibilidade de ser um estudioso generoso e comprometido com as comunidades de minorias linguísticas. Como uma vez disse ele, sua vida foi o seu trabalho e seu trabalho era sua vida.

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Kirsty Sword Gusmão e o ensino do português: “Timor-Leste deixou de ser colônia”

Kirsty Gusmão e Xanana Gusmão (Reuters)

Kirsty Gusmão e Xanana Gusmão (Reuters)

Kirsty Sword Gusmão e o ensino do português: “Timor-Leste deixou de ser colónia”

Ex-primeira dama de Timor-Leste criticou as declarações do presidente do parlamento, que se pronunciou contra o diploma que coloca a língua portuguesa como principal apenas no 3º ciclo

A ex-primeira dama de Timor-Leste, Kirsty Sword Gusmão, criticou numa nota no Facebook comentários do presidente do parlamento sobre o ensino das línguas oficiais no país, considerando que «Timor-Leste deixou de ser colónia» portuguesa.

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Nova publicação do IPOL: Mapas linguísticos do OBEDF

capa-mapas-obedfNova publicação do IPOL: Mapas linguísticos do OBEDF

O resultado da pesquisa apresentada nesta publicação, na forma de mapas linguísticos, constitui um panorama sobre as línguas declaradas como sendo faladas pela comunidade escolar dos municípios de Ponta Porã (MS), Guajará-Mirim (RO) e Epitaciolândia (AC), observando os modos de uso e lugares de circulação das diferentes línguas e dando visibilidade para esse traço evidentemente importante da região fronteiriça, que se singulariza pela diversidade linguística e cultural. O objetivo do livro é apresentar espacialmente as línguas que circulam nas zonas de fronteira pesquisadas e proporcionar aos professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio elementos para discussão em sala de aula sobre a diversidade linguística no Brasil.

Acabamos de receber da gráfica os exemplares de nossa mais recente publicação: o livro OBEDF – Observatório da Educação na Fronteira: Mapas Linguísticos, de Márcia R. P. Sagaz e Rosângela Morello (Florianópolis: IPOL; Editora Garapuvu, 2014, 40p.).

 Diante do quadro de promoção e reconhecimento das línguas brasileiras nos últimos anos, uma questão motivou a realização do projeto Observatório da Educação na Fronteira (OBEDF): “se há tantas línguas no Brasil, como as crianças que aprenderam a falar em outra língua e não sabem ou sabem pouco português aprendem a ler, a escrever, a fazer contas e outros conteúdos quando vão à escola brasileira?”.

Assim, o projeto OBEDF, financiado pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), através do Edital 038/2010/CAPES/INEP, com coordenação interinstitucional envolvendo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de Rondônia (Unir), no âmbito do Observatório da Educação (OBEDUC/CAPES) e escolas da rede pública de ensino dos municípios de Ponta Porã (MS), Guajará-Mirim (RO) e Epitaciolândia (AC), desenvolveu suas atividades entre 2010 e 2013.

Nesse contexto, o projeto OBEDF, em parceria com o IPOL, realizou, dentre outras ações, uma série de levantamentos, constituindo um quadro sobre as línguas declaradas como sendo faladas pela comunidade escolar dos três municípios citados acima, observando os modos de uso e lugares de circulação das diferentes línguas e dando visibilidade para esse traço evidentemente importante da região fronteiriça, que se singulariza pela diversidade linguística e cultural.

A partir dos levamentos, o IPOL responsabilizou-se então pela condução das pesquisas do diagnóstico para o qual contou com uma equipe formada por linguistas e profissionais de Letras e também com a colaboração de bolsistas de graduação e pós-graduação do OBEDF nas discussões que nortearam o trabalho.

O diagnóstico da situação das línguas nas escolas tem como objetivo amplo conhecer as línguas que os alunos, o corpo docente, o pessoal de apoio/funcionários e os gestores falam, conhecem, entendem e com as quais se identificam, assim como o contexto de imersão, a cidade,a fronteira. Com essas informações, objetiva-se proporcionar aos docentes e gestores reflexão sobre a presença de outras línguas, além do português, nas escolas.

Os mapas linguísticos do OBEDF foram desenvolvidos a partir dos dados coletados no diagnóstico sociolinguístico por equipe multidisciplinar e têm como foco apresentar espacialmente as línguas que circulam nas zonas de fronteira pesquisadas e proporcionar aos professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio elementos para discussão em sala de aula sobre a diversidade linguística no Brasil.

Professores de todas as áreas podem lançar mão desta publicação. As áreas do conhecimento, tais como Geografia, Matemática, História, Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras, encontram aqui elementos para discussão e pesquisa de ensino-aprendizagem que podem ser desenvolvidas em sala de aula.

Assim, a pergunta sobre as crianças, suas línguas e seu aprendizado na escola motivou-nos a realizar este trabalho. Acreditamos que a partir dele muitos outros questionamentos podem estimular professores e alunos à construção do conhecimento.

O livro tem distribuição gratuita e será enviado para instituições de ensino (escolas, universidades) durante o ano de 2015. Se o pesquisador ou o professor quiser um exemplar, precisa entrar em contato pelo e-mail ipol.secretaria@gmail.com solicitando o envio. As despesas de correio são por conta do solicitante.

Apresentamos a seguir o Sumário da publicação.

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Foto: Márcia Sagaz (clique na imagem para ampliar)

Sumário
Apresentação
1 Diagnóstico Sociolinguístico
1.1 Escolas participantes
1.2 Dados coletados
2 As cidades e seus aspectos linguísticos
Ponta Porã (MS): fronteira seca
Guajará-Mirim (RO): pérola do Mamoré
Epitaciolândia (AC): município independente
3 Mapeamento das línguas
3.1 Guia de Símbolos
3.2 Línguas Declaradas
3.3 Sobre os Mapas: Arranjo Geral
Mapa 1 – Línguas declaradas / Línguas indígenas declaradas
Mapa 2 – Arranjo geral
3.4 Sobre os Mapas: Mapas Temáticos
Mapa 3 – Espanhol Proficiência em Leitura
Mapa 4 – Espanhol língua materna – Língua do lar
Mapa 5 – Guarani língua materna – Língua do lar / Guarani âmbitos de uso
Mapa 6 – Espanhol âmbitos de uso
Mapa 7 – Atitudes linguísticas
Mapa 8 – Português língua materna – Língua do lar e âmbitos de uso
Referências

Presidente do parlamento timorense pede que estrangeiros respeitem decisão sobre línguas

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O presidente do Parlamento Nacional timorense pediu hoje (26/02) a outros países e a instituições estrangeiras que deixem de “perturbar” e respeitem a decisão “fundamental e estratégica” de Timor-Leste sobre as suas línguas nacionais, tétum e português.

“Tenho visto, desde o início, infelizmente, interesses estranhos a Timor a perturbar as escolhas fundamentais estratégicas que o país tomou”, disse Vicente da Silva Guterres em entrevista à Lusa.

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Leitura e escrita indígenas são discutidas entre professores de 50 etnias do Amazonas

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O X Encontro de Leitura e Escrita em Sociedades Indígenas (Elesi) teve início nesta quarta-feira (25). Edições do evento acontecem desde a década de 90

Promover a socialização de experiências e saberes, de discussões sobre o cenário social, político, econômico e educacional dos povos indígenas e das instituições indígenas e indigenistas de forma abrangente. Esses são os principais objetivos do X Encontro de Leitura e Escrita em Sociedades Indígenas (Elesi), que reúne cerca de 250 professores de 50 etnias, além de indigenistas e representantes de Organizações não Governamentais (ONG).

O evento teve início na noite desta quarta-feira (26), no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus. As atividades seguem até esta sexta-feira (27).

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