Projeto de Inventário da língua pomerana receberá apoio do CFDD/Ministério da Justiça

Língua pomerana é cooficial em cinco municípios do Espírito Santo: Vila Pavão, Pancas, Laranja da Terra, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins – Fonte: Wikipedia.
Projeto de Inventário da língua pomerana receberá apoio do CFDD/Ministério da Justiça
A proposta de inventariar a língua pomerana, uma língua brasileira de imigração, foi uma das 20 propostas selecionadas no resultado final do Edital de Chamamento Público CFDD (Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos) nº 01/2015 (acesse o edital aqui). O projeto será desenvolvido pelo IPOL em parceria com instituições e pesquisadores do Espírito Santo, estado onde estão concentradas as comunidades pomeranas focalizadas na proposta.
Segundo a página do Ministério da Justiça (ver aqui), foram inicialmente recebidas 897 propostas pela Secretaria-Executiva do CFDD, das quais foram selecionadas 458 propostas para análise de três Comissões de Avaliação compostas por Conselheiros do CFDD. Uma comissão responsabilizou-se pela Chamada I (Promoção da recuperação, conservação e preservação do meio ambiente) e selecionou 6 propostas. A segunda comissão ficou responsável pelas Chamadas II (Proteção e defesa do consumidor) e III (Proteção e defesa da concorrência), selecionando outras 6 propostas. Já a terceira comissão foi responsável pelas Chamadas IV (Patrimônio cultural brasileiro) e V (Outros direitos difusos e coletivos) e selecionou mais 8 projetos, dentre os quais a proposta do IPOL, de nº 022647/2015, cujo projeto intenta “realizar inventário da língua pomerana, língua de imigração brasileira (ILP), tomando por base o Guia para Pesquisa e Documentação do INDL”. Há mais 6 propostas para composição de cadastro de reserva.
Confira aqui a relação completa com as propostas selecionadas como prioritárias e em cadastro de reserva.
IPOL lança o livro “Leis e línguas no Brasil: o processo de cooficialização e suas potencialidades”
IPOL lança o livro “Leis e línguas no Brasil: o processo de cooficialização e suas potencialidades”
O livro Leis e línguas no Brasil: o processo de cooficialização e suas potencialidades, organizado por Rosângela Morello, foi lançado no 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP), realizado de 23 a 25 de setembro, em Florianópolis-SC. Publicação é também o primeiro título da Editora do IPOL.
Este livro foi concebido no momento em que imaginamos o 1ºENMP. Considerando o objetivo do Encontro de promover uma discussão multifacetada sobre a diversidade linguística e a política de cooficialização de línguas por municípios no Brasil, decidimos reunir, comentando, as leis e demais documentos ligados ao processo de cooficialização com o intuito de oferecer ao leitor uma compreensão histórica desse fato político e social.
Simpósio: “Cartografia Sociolinguística Latinoamericana: condições de vitalidade e possibilidades de revitalização”
Simpósio: “Cartografia Sociolinguística Latinoamericana: condições de vitalidade e possibilidades de revitalização”
O Simpósio “Cartografia Sociolinguística Latinoamericana: condições de vitalidade e possibilidades de revitalização”, coordenado por Lorena Córdova Hernández (México, lorenacordova64@gmail.com) e Ananda Machado (Brasil, machado.ananda@gmail.com), faz parte da programação do II CIPIAL (Congreso Internacional Los Pueblos Indígenas de América Latina. Siglos XIX-XXI), que será realizado de 20 a 24 de setembro de de 2016, em Santa Rosa (La Pampa), Argentina (ver notícia aqui).
Para maiores informações acesse aqui a página do II CIPIAL e aqui sua página no Facebook.
UFRR participa do 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues
UFRR participa de I Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues
De 23 a 25 de setembro ocorreu em Florianópolis (SC) o I Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (I ENMP). O evento foi promovido pelo Instituto de Políticas Linguísticas (IPOL) e Observatório de Políticas Linguísticas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana foi um dos apoiadores da atividade.
O Encontro representou um espaço de troca de experiências, discussão e formação para gestores, professores e agentes culturais, entre outros, de municípios brasileiros que cooficializaram línguas ou que potencialmente desejam ou podem fazê-lo e de outras iniciativas de reconhecimento das línguas realizadas por outros países.
A professora Ananda Machado participou do evento como coordenadora do Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana, realizado pelo Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da UFRR. Ananda, que é doutoranda do programa PPGHIS da UFRJ, assessorou o processo de cooficialização das línguas Macuxi e Wapichana no município de Bonfim e articulou o envio das leis que agora estão no livro Leis e Línguas no Brasil.
40 línguas Tupi estão no Boletim de Ciências Humanas do Museu Goeldi do Pará

Foto: Reprodução/Muraki.org
40 línguas Tupi estão no Boletim de Ciências Humanas do Museu Goeldi do Pará
10 artigos da edição de maio/agosto falam sobre riqueza linguística dos povos da Amazônia
Belém – Tacape, cutucar, catinga, pereba, jaguatirica, cutia, mucura, andiroba, copaíba, pororoca. Essas e muitas outras palavras incorporadas ao Português contemporâneo brasileiro têm origem na família linguística Tupi, um dos grandes agrupamentos de línguas indígenas do Brasil, formada por pelo menos 40 línguas. Essa riqueza linguística é tema de uma série de 10 artigos da edição de maio/agosto de 2015 do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi – Ciências Humanas, publicação quadrimestral do Museu Goeldi.
Acesse aqui o a edição de maio/agosto de 2015 do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi – Ciências Humanas
Para linguista angolano, afirmação da identidade cultural passa pela valorização das línguas nacionais
Cunene, Angola: Afirmação da identidade cultural passa pela valorização das línguas nacionais
Ondjiva – O linguista angolano António Ngula Chivinga disse hoje, terça-feira, 29/09, em Ondjiva, província do Cunene, que a afirmação da identidade cultural de um povo passa também pela valorização das línguas nacionais, daí a importância de ser falada em locais públicos.


