Acontece hoje, na 24ª Bienal do Livro em São Paulo: Mesa de Discussão “Divulgação internacional da língua portuguesa: cenário e ações”

Língua internacional por excelência, o português é hoje o quarto idioma mais falado do mundo, presente, sobretudo no Brasil, em Portugal e em vários países africanos. Observando a crescente importância cultural, econômica e geopolítica do idioma, os países de Língua Portuguesa se uniram há vinte anos para criar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Entre 2016 e 2018, caberá ao Brasil a presidência temporária da entidade. Para tratar da crescente difusão dessa língua, abordando as iniciativas voltadas para a sua difusão, convidamos Gilvan Müller de Oliveira, ex-diretor do IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa), Susanna Florissi, que é presidente da Câmara Brasileira do Livro e Coordenadora da CPCLP (Comissão de Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa) e João Hilton Sayeg de Siqueira, Coordenador Adjunto da Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
SERVIÇO
Divulgação internacional da língua portuguesa: cenário e ações com Gilvan Müller de Oliveira, Susanna Florissi e João Hilton Sayeg de Siqueira
Atividade gratuita
Classificação etária: Livre
Data: 30 de agosto (terça-feira), às 16h
Local: Estande das Edições Sesc São Paulo
Entre as ruas G e H
Fonte: Email divulgação Edições SESC/Coordenação Editorial
Mapa da Violência 2016: Homicídios por Armas de Fogo no Brasil
Mapa da Violência compõe uma série de estudos desenvolvida pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, desde 1998, que tem como temática a violência. Desde então, seus estudos têm contribuído de forma decisiva para que a sociedade brasileira reflita sobre as muitas formas de violência que acontecem no país.
Esta edição do Mapa da Violência focaliza especialmente a questão da violência por armas de fogo e suas variáveis.
São dados perversos e preocupantes. Dentre eles, podemos citar o crescimento da violência contra negros. Entre 2003 e 2014, as taxas de homicídios por armas de fogos de brancos caem 27,1%, de 14,5, em 2003, para 10,6, em 2014; enquanto a taxa de homicídios de negros aumenta 9,9%: de 24,9 para 27,4. Com esse diferencial, a vitimização negra do país, que em 2003 era de 71,7%, em poucos anos mais que duplica: em 2014, já é de 158,9%, ou seja, morrem 2,6 vezes mais negros que brancos vitimados por arma de fogo.
Saiba mais sobre o Mapa da Violência em http://www.mapadaviolencia.org.br/
Acesse o estudo completo em: http://flacso.org.br/files/2016/08/Mapa2016_armas_web.pdf
Fonte: FLACSO Brasil/Mapa da Violência
Associação Brasileia de Hispanistas divulga Manifesto
MANIFESTO PÚBLICO
Nós, professores e pesquisadores, membros da Associação Brasileira de Hispanistas, reunidos em Assembleia nesta data por ocasião do IX Congresso da referida Associação, realizado nas Universidades Federal da Integração Latino-americana e Unioeste, em Foz do Iguaçu, nos manifestamos publicamente sobre as medidas que vêm sendo adotadas recentemente pelo Governo interino e que colocam em risco as conquistas alcançadas no âmbito das Universidades públicas nacionais.
Assistimos nos últimos anos a um expressivo crescimento das Universidades públicas no país, resultado de um projeto de reestruturação e ampliação que representou um significativo aumento da oferta de vagas, de melhoria de infraestrutura, de contratação de novos docentes, de descentralização geográfica e implementação da política de cotas, resultando numa Universidade mais forte, mais democrática e mais inclusiva.
De acordo com dados do Ministério da Educação, houve um evidente crescimento no número de matrículas em todo o país entre 2003 e 2013, em especial nas regiões mais carentes. No nordeste, o aumento foi de 94%, no norte, de 76%, no sudeste, de 47%, no centro oeste, de 46% e no sul de 26%. Na educação à distância, o número de matrículas nos cursos de graduação passou de 49.911 em 2003 para mais de 1,5 milhão em 2013. Do mesmo modo, a oferta de cursos de graduação passou de 16.505 em 2003 para 32.049 em 2013, apresentando um crescimento de 94%.
Houve ainda uma evolução significativa na qualificação dos docentes, passando de um índice de 39,5% de professores doutores em 2003 para 53,2% até 2013, além da criação de 18 novas universidades e de 173 novos campi. No que se refere à pós-graduação, adverte-se um expressivo incremento no número de matrículas, passando de 48.925 em 2002 para 203.717 em 2014, enquanto o número de professores efetivos federais no ensino superior passou de 40.523 em 2003 para 75.279 em 2014.
Esse novo cenário propiciou que nossas universidades se tornassem espaços de construção de múltiplos saberes. Neste sentido, foi possível incluir discussões e reflexões em estreita sintonia com as demandas concretas de setores historicamente alijados da produção de conhecimento acadêmico. Consequentemente, esses setores vêm atuando como agentes multiplicadores em seus entornos, o que permite advertir mudanças radicais na produção de conhecimento na sociedade brasileira.
Por esta razão, repudiamos:
– a desvinculação orçamentária da educação em relação ao PIB brasileiro;
– os cortes de bolsas destinadas aos estudantes de graduação e de pós-graduação; à assistência estudantil e à mobilidade internacional;
– os cortes de auxílios à pesquisa, bem como à qualificação docente;
– a extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia;
– a política de desmonte de acesso e permanência na universidade;
– os projetos de privatização da universidade pública;
Reiteramos, desta forma, nosso apoio à manutenção de uma universidade pública, plural, gratuita, livre, autônoma, democrática e inclusiva, respeitando e aprimorando as conquistas das últimas décadas.
Foz do Iguaçu, 25 de agosto de 2016
Núcleo da UFSC promove cursos de português para estrangeiros com visto humanitário ou de refugiado
O Núcleo de Pesquisa e Ensino de Português – Língua Estrangeira (Nuple) irá oferecer cursos de português gratuitos, direcionados a estrangeiros que entraram no Brasil com visto humanitário ou de refugiado. As inscrições já estão abertas.
Os cursos, coordenados pelas professoras Rosane Silveira e Donesca Xhafaj, se iniciam no dia 10 de setembro, e as aulas serão realizadas sempre aos sábados pela manhã, no Centro de Comunicação e Expressão do Campus Trindade, prédio CCE-B, salas Hassis e Drummond.
Mais informações sobre o curso e o processo de inscrição somente pelo e-mail 
Fonte: Notícias da UFSC
“Promover a integração do Português nos currículos das escolas alemãs é o nosso principal objetivo”
A ligação de Rui Azevedo ao Camões, I.P. começou há 20 anos, mas nos últimos 12 anos dedicou-se a dinamização do ensino da Língua Portuguesa em África, primeiro enquanto leitor em Moçambique e depois como coordenador na África do Sul, Namíbia, Suazilândia e Zimbabué. Agora chegou a hora de abraçar um novo desafio: em julho último, Rui Azevedo iniciou funções como coordenador do Ensino Português na Alemanha, país onde crê que o futuro passa por valorizar a imagem do Português Língua de Herança nas escolas alemãs “de modo a que o ensino da Língua Portuguesa (pelo Estado Português) seja progressivamente reconhecido como parte integrante da oferta das escolas”.
“8 séculos de história”, reportagem sobre a história e projeções da Língua Portuguesa no mundo
Desde sua formação, a língua portuguesa passou de um idioma europeu para um dos mais falados na América — mas hoje, seu futuro está na África e na Ásia


Neste dia, queremos festejar esses oito séculos da nossa língua, a língua do mar, a língua da gente, uma grande língua da globalização. Fazêmo-lo centrados nesse dia e ao longo de um ano, para festejar com o mundo inteiro esta nossa língua: a terceira língua do Ocidente, uma língua em crescimento em todos os continentes, uma das mais faladas do mundo, a língua mais usada no Hemisfério Sul. Celebramos o futuro.


