Inscrições para o Vestibular da Licenciatura Indígena começam nesta segunda-feira
Começam na segunda-feira (13/02) as inscrições para o Vestibular da Licenciatura Intercultural Indígena – Teko Arandu, voltado para indígenas das etnias Guarani ou Kaiowá. O ingresso dos estudantes na UFGD já será no primeiro semestre letivo de 2017.
As incrições poderão ser feitas até o dia 7 de abril através do endereço eletrônico http://cs.ufgd.edu.br/pslin/2017.O Vestibular da Licenciatura Indígena é composto por três provas, que serão realizadas nos dias 6 e 7 de maio. Em 6 de maio será aplicada a Redação em Português e em Guarani. No dia 7 de maio acontecerá a prova oral em Guarani, e a prova objetiva com conteúdo de Ciências Humanas, Legislação Indigenista, Matemática e Ciências da Natureza.
O Curso de Licenciatura Intercultural Indígena – Teko Arandu oferece 70 vagas. As aulas são concentradas em períodos pré-definidos e com atividades realizadas em tempo integral tanto nas aldeias de Mato Grosso do Sul quanto na própria UFGD. O curso tem duração de quatro anos e meio.
Para a inscrição são necessarios os seguintes documentos: a) CPF; b) ficha de inscrição devidamente preenchida; c) documento de identificação com foto e d) declaração de etnia indígena (DEI), disponível noAnexo III do Edital. É bom lembrar que não poderá realizar a inscrição o candidato que não possuir CPF.
São considerados documentos de identificação: Carteira ou Cédula de Identidade, expedida pelas Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícias Militar, Civil e Federal; Carteira de Identidade Profissional, expedida pelos Conselhos de Fiscalização Profissional; Carteira Nacional de Habilitação (com foto); Certificado de Reservista, Passaporte, Carteira de Trabalho e Previdência Social. A Cédula de Identidade expedida pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) NÃO é aceita como documento de identificação.
PROCEDIMENTOS PARA INSCRIÇÃO
O candidato poderá realizar a inscrição para Vestibular da Licenciatura Indígena de duas formas: online, por meio do link http://selecao.ufgd.edu.br/psv/, ou com ficha de inscrição impressa.
Para realizar a inscrição online, o candidato deverá: preencher todos os campos solicitados no sistema, inclusive informando a cidade em que pretende realizar a prova: Amambai ou Dourados; anexar a Declaração de Etnia Indígena e o documento de identificação com foto escaneados.
Com ficha de inscrição impressa, o candidato deverá: em envelope escrito PROCESSO SELETIVO PARA LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA PSLIN-2017/UFGD E NOME DO CANDIDATO, entregar a ficha de inscrição preenchida e assinada, não se esquecendo de informar a cidade em que pretende realizar a prova: Amambai ou Dourados; o documento de identificação com foto e a declaração de etnia indígena.
Os documentos poderão ser enviados por meio dos seguintes locais/órgãos:Coordenações Técnicas Locais da FUNAI nas cidades de Amambai, Iguatemi, Tacuru, Paranhos, Antônio João, Douradina, Caarapó e Dourados. Ou entregues na Secretaria do Curso de Graduação em Licenciatura Intercultural Indígena – Teko Arandu, na Unidade II da UFGD, ou na Coordenadoria do Centro de Seleção, localizada na Unidade 1 da UFGD, de segunda a sexta-feira, úteis, das 8h às 11h e das 13h às 17h. Os documentos também poderão ser remetidos por AR e/ou SEDEX, à Coordenadoria do Centro de Seleção da UFGD, localizada na Unidade 1 da UFGD – rua João Rosa Góes, nº 1.761, Sala 503, Vila Progresso, CEP 79825-070, Dourados, MS.
Informações detalhadas do provesso seletivo estão no Edital de abertura do Vestibular, disponível no link: http://cs.ufgd.edu.br/download/Edital_de_Abertura_PSLIN_2017.pdf
Outras dúvidas no Centro de Seleção da UFGD, pelo telefone: 67-3410-2840.
Fonte: A Critica
Liderança indígena do Acre lança livro sobre histórias contadas por Yawanawas

Obra lançada em Rio Branco sexta, 3/2, às 18h30, no Café Iris Tavares (Foto: Notícias do Acre)
Liderança da Aldeia Mutum da Terra Indígena do Rio Gregório, Tashka Peshaho Yawanawa decidiu colocar no papel histórias que eram contadas pelo Pajé Tatá aos jovens daquele local. Assim, nasceu o livro Vakehu Shenipahu – Contos Infantis Yawanawa, que contém sete narrativas e ilustrações feitas pelas próprias crianças da aldeia.
A obra será lançada em Rio Branco nesta sexta-feira, 3, às 18h30, no Café Iris Tavares. O evento é aberto ao público.
Antes, Tashka lançou o trabalho na Aldeia Matrixã, em outubro de 2016. Na oportunidade, as crianças que colaboraram com os desenhos puderam ter acesso em primeira mão ao resultado.
Escrito em duas línguas – português e yawanawa (língua indígena) –,
o livro conta com 84 páginas e capa dura.
A publicação foi possível graças ao patrocínio da Forest Trends,
em parceria com a Associação Sociocultural Yawanawa.
O próximo passo será a tradução para o inglês, com apoio da editora americana Chronic.
De acordo com o autor, as histórias presentes no exemplar são passadas de geração em geração há muito tempo. “São narrativas que fazem parte do nosso mundo, que ensinam como amar e proteger a natureza. Por isso, é tão importantes que elas sejam conhecidas não só por nós indígenas, mas também por pessoas da cidade”, diz.
Ele destaca, também, a escolha em publicá-lo bilíngue: “É uma forma de preservar e fortalecer nossa língua, cultura e história. É um legado que o Tatá, como nosso líder espiritual, nos deixou”, afirma.
O livro contou, ainda, com a colaboração da indigenista Dedê Maia e de Caboco, artista plástico que Tashka conheceu durante viagem a Paris, na França.
Fonte: Notícias do Acre
[Palmas | TO] MPE lançará curso de Libras para atendimento às pessoas surdas
Capacitação é composta de dez unidades didáticas,
subdivididas em quatro módulos
Da Redação
O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Cesaf), lançará nesta sexta-feira, 3, o curso de Capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O curso tem o objetivo de qualificar membros e servidores da própria instituição e das instituições parceiras para a melhoria do atendimento às pessoas surdas. O lançamento será às 10 horas, no auditório do MPE, em Palmas.
O curso de capacitação é composto de dez unidades didáticas, subdivididas em quatro módulos. As atividades são ofertadas na modalidade de educação a distância, com carga horária total de 60 horas. Cada unidade conta com material complementar, atividades práticas para autoestudo, exercícios a distância em ambiente virtual próprio do MPE e acompanhamento tutorial por meio de fórum.
O material foi produzido por uma equipe multiprofissional, formada por educadores, intérprete de Libras, fotógrafos, jornalistas, programadores e cinegrafistas que atuam no Ministério Público do Tocantins.
O projeto foi construído utilizando boas práticas e teorias desenvolvidas no Brasil. A partir da análise das demandas e do perfil dos usuários dos serviços do MPE, foi elaborado um vocabulário das expressões mais usuais, que serviu de base para 705 tomadas fotográficas que integram um banco de imagens e ilustram o manual e os demais materiais do curso.
O curso de capacitação em Libras será disponibilizado virtualmente a todos os interessados. De acordo com o coordenador do Cesaf, Procurador de Justiça José Maria da Silva Júnior, a iniciativa é expressão de cidadania. “A Língua Brasileira de Sinais é oficial da comunidade surda do Brasil. Por isso, enquanto fiscal da lei, o Ministério Público deve estar preparado para melhor atender as comunidades de surdos e as pessoas usuárias da Libras”, considerou o coordenador.
Convidados
Entre os convidados para o lançamento do curso estão representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Tocantins, Defensoria Pública do Estado, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Secretarias Estadual e Municipal de Educação, União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime) e Conselho Estadual da Educação e representações das comunidades e associações de pessoas surdas. (Com informações da ascom do MPE)
Fonte: CT
Mapa mostra as línguas faladas no mundo e permite que você ouça até os sotaques regionais

FOTO: REPRODUÇÃO/LOCALINGUAL/ LOCALINGUAL TRAZ GRAVAÇÕES DE DIVERSOS LOCAIS DO MUNDO
Qualquer um que já viajou de uma região a outra do Brasil, e, em alguns casos, mesmo de uma cidade a outra, sabe que há diferenças marcantes no vocabulário utilizado e mesmo no jeito como as palavras são pronunciadas.
Essas diferenças territoriais na forma como se fala são suficientes para constituir dialetos. No Brasil, por exemplo, há o dialeto recifense, falado na região metropolitana do Recife; o dialeto caipira, falado em partes de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Paraná; e o cearense.
Para quem não conhece uma língua, compreender e se acostumar com essas diferentes formas de falar pode ser tão difícil quanto aprender uma nova gramática. Foi a partir desse problema que David Ding, ex-engenheiro de softwares da Microsoft, criou o Localingual, um mapa interativo on-line no qual é possível ouvir trechos de falas de pessoas de diversas regiões do globo.
Clique aqui e veja o mapa interativo.
Com ele é possível ouvir não só as diferenças entre o português de um gaúcho e de um paraibano, mas também entre um falante de francês de Paris ou de Québec, no Canadá, por exemplo.
O site mostra um mapa-múndi com todos os países. Conforme se dá um zoom na imagem, as divisões administrativas internas — Estados, no caso do Brasil —, assim como algumas das principais cidades, são destacadas. Ao clicar nelas é possível ouvir o som de vozes locais.

FOTO: REPRODUÇÃO/LOCALINGUAL/ MAPA DO BRASIL NO SITE DE LÍNGUAS E SOTAQUES
Segundo o criador do Localingual, o objetivo é fazer com que o site, que é mantido à base de doações, se transforme em uma “Wikipédia das línguas e dialetos”, que poderia ser consultada por qualquer interessado em aprender a pronunciar as palavras de acordo com a região do globo.




