Português, uma língua periférica?

Variações no uso da língua portuguesa em diversos países são apontadas como motivo do idioma ainda ficar à margem, segundo especialistas

Barcelona (Espanha) – Embora seja falada por mais de 260 milhões de pessoas em quatro continentes, a língua portuguesa ainda é tratada como um idioma periférico. Isso ocorre inclusive na Espanha, país que divide com Portugal uma fronteira de mais de mil quilômetros.

Essa é a avaliação da maior parte dos especialistas que estiveram no Encontro de Professores de Língua Portuguesa, suas Literaturas e Culturas (Epllic), realizado em Barcelona nos últimos dias 3 e 4 – o Dia Internacional da Língua Portuguesa foi celebrado em 5 de maio. O evento reuniu dezenas de acadêmicos, especialmente da Europa, mas havia também representantes da África e do Brasil.  Continue lendo →

6th World Conference on Pluricentric Languages and their non-dominant Varieties

6th World Conference on Pluricentric Languages and their Non-Dominant Varieties

June 21-23 2018, Constantine the Philosopher University in Nitra, Slovakia

The International Working Group on Non-Dominant Varieties of Pluricentric Languages (WGNDV)
in cooperation with Constantine the Philosopher University in Nitra

Saiba mais no site oficial

6th World Conference on Pluricentric Languages and their non-dominant Varieties

‘Dia do Índio’: O que faz o Brasil ter 190 línguas em perigo de extinção

Känä́tsɨ (à esq.) e Híwa falam entre si uma língua que só eles conhecem | Foto: Liames/Unicamp

Moradores da fronteira do Brasil com a Bolívia, o casal Känä́tsɨ, de 78 anos, e Híwa, de 76, são os dois últimos falantes ativos da língua warázu, do povo indígena Warazúkwe.

Os dois se expressam mal em castelhano e português, e conversam entre si somente em warázu – embora seus filhos e netos que moram com eles falem em português e espanhol.

“Aquela casa desperta, para quem entra nela, uma sensação incômoda de estranheza, como se o casal idoso que vive nela viesse de outro planeta, de um mundo que eles nunca poderão ressuscitar”, escrevem os pesquisadores Henri Ramirez, Valdir Vegini e Maria Cristina Victorino de França em um estudo publicado na revista Liames, da Unicamp.

Com ajuda do casal idoso, esses linguistas da Universidade Federal de Rondônia descreveram pela primeira (e possivelmente a última) vez o idioma do povo Warazúkwe. Continue lendo →

Portugal quer maior dinamização do Instituto Internacional de Língua Portuguesa

O presidente do instituto Camões defendeu hoje maior dinamização do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), com sede em Cabo Verde, através de “discussões mais substanciais” e de uma “contribuição mais sustentada” para a promoção do Português.

“Portugal entende que há que dinamizar o IILP através de discussões mais substanciais nas suas reuniões, mas também através de uma contribuição mais sustentada para aquilo que é a promoção da Língua Portuguesa”, disse Luís Faro Ramos.

O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua está em Cabo Verde para participar na reunião ordinária do Conselho Científico do IILP, que decorre até quinta-feira, na cidade da Praia. Continue lendo →

Consulta pública para inclusão de questão sobre línguas faladas nos domicílios no Censo Demográfico de 2020

Estimados e estimadas colegas,

Em preparação ao Censo Demográfico de 2020, o IBGE abriu consulta pública na qual é possível individualmente ou representando grupos e instituições, sugerir a inclusão de temas a serem levantados que sejam de interesse coletivo.

Trata-se de uma etapa indispensável na preparação do Censo, pois garante que ele traduza as demandas da sociedade e assim satisfaça seu fim último, expresso na missão institucional do IBGE: “Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania”.

Queremos convidá-los a participar dessa consulta indicando a necessidade de inclusão da pesquisa sobre as línguas faladas nos domicílios pelos cidadãos brasileiros. Continue lendo →

Pesquisadores da UFU lançam dicionário que explica significados de termos de origem indígena utilizados no Triângulo Mineiro

Ipê, Paranaíba e Uberaba são nomes que constam no estudo que teve início em 1999.

Ipê, Paranaíba e Uberaba são um dos termos indígenas presentes no dia a dia de quem vive no Triângulo Mineiro. Para saber o significado dessas nomenclaturas de origem tupi, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) lançaram um dicionário com origens, significados e aspectos histórico-culturais desses nomes.

O livro “Toponímia Tupi da região de Uberlândia no Triângulo Mineiro” foi lançado em abril deste ano e traz centenas de nomes de cachoeiras, rios, ruas, bairros e lugares presentes em Uberlândia e cidades do Triângulo Mineiro com origem tupi e seus respectivos significados. Continue lendo →

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