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A diferença entre os idiomas ucraniano e russo

Perguntam-me frequentemente em que consiste a diferença entre os idiomas russo e ucraniano. É questão ao mesmo tempo simples e complicada. É verdade que, se se está na Ucrânia, falam-se as duas línguas e ninguém se detém para pensar por que se é bilíngue e qual a diferença entre essas duas línguas eslavas. Quase sempre, respondo que são línguas da mesma família linguística, mas que há diferenças gramaticais, fonéticas, alfabéticas.

Por Vasylyna Golovnya*, no Journal Francophone d’Ukraine

Outras vezes, respondo também que a diferença está em que os ucranianos compreendem o russo, e os russos nem sempre compreendem o ucraniano. Mas nada disso é resposta muito séria, para a qual é preciso pesquisa mais avançada. Russo e ucraniano são línguas que se parecem muito. Têm na base a mesma língua – o ruteno antigo, uma das línguas eslavas orientais, como o russo, o ucraniano, o bielorrusso. Foi falada no Rus’ de Kiev, e hoje é língua extinta. A partir dos séculos 9 e 10, essas línguas separaram-se e começaram a desenvolver-se de modo autônomo, em função do próprio desenvolvimento das sociedades ucraniana e russa.

A nação russa foi constituída em torno do principado de Moscou que invadiu terras vizinhas (principalmente terras de populações turcas e fino-úgricas) e impôs-lhe sua cultura e, notadamente, a língua russa. Por causa desses contatos há, hoje, na língua russa tantas palavras de origem não eslava. A nação ucraniana, por sua vez, formou-se da união de populações eslavas provenientes do sul da Ucrânia. Diferente do russo, o ucraniano conservou mais radicais da língua antiga e, quantos aos empréstimos, vêm principalmente de outras línguas eslavas. Nesse sentido pode-se dizer que o ucraniano é mais “eslavo” que o russo.

Mapa  étnico-linguístico da Ucrânia

Estudantes estrangeiros que vêm estudar na Ucrânia, dizem que o ucraniano é muito mais próximo das línguas europeias. Embora não haja graus comparativos de ‘europeização’ de língua alguma, pode-se, sim, encontrar no ucraniano grande número de palavras emprestadas de línguas indo-europeias, que se consideram empréstimos linguísticos ocultos. Por que ocultos? Simplesmente porque os ucranianos consideram essas palavras como ‘puramente’ ucranianas e desconhecem as origens delas. Por exemplo, a palavra ucraniana “?????” (pronuncia-se “lijko” e significa “cama”) vem da palavra francesa “lit”. Os intérpretes dizem que é mais fácil a tradução francês-ucraniano ou inglês-ucraniano, que francês-russo ou inglês-russo. Leia Mais

Diversidade linguística no Paquistão: manifestação em defesa das línguas maternas

ISLAMABAD: O governo federal deve conceder o estatuto de língua nacional para todas as línguas do Paquistão para promover e proteger a diversidade linguística do país.

Esta demanda foi apresentada no domingo, em uma resolução de 11 pontos aprovada pelos participantes em um festival organizado pela Associação de Graduados Sindh (SGA) e Teatro Wallay, uma companhia de teatro baseada em Islamabad, no âmbito do Dia Internacional da Língua Materna.

Grupo de música Sufi Laqa de Hunza e Chitral apresentando no festival.

O festival, que teve a participação de palestrantes de pelo menos 15 línguas diferentes do Paquistão, foi realizada no Auditório Shah Abdul Latif .

A resolução SGA convocou o governo federal a provar sua vontade política de proteger o patrimônio paquistanês em acordo com o estatuto de língua nacional, para todas as línguas locais. Ela também solicitou que os governos das províncias cpromovam as línguas e garantam que as crianças sejam educadas em sua língua materna.

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“Mi lengua materna es lo que me define” – vídeo para o dia da língua materna

Vídeo produzido pelo Centro de Informação das Nações Unidas no Peru como um tributo ao Dia internacional da Língua materna (21 de Fevereiro), em todas as línguas do mundo e do seu desenvolvimento , para promover a diversidade, o pluralismo linguístico e cultural .

https://www.youtube.com/watch?v=3IP98cdRXHA#t=127

Cabo Verde assinalou Dia da Língua Materna com aulas ministradas em crioulo

Na sexta-feira, 21 de fevereiro, foi comemorado o Dia Internacional da Língua Materna. Cabo Verde está a tentar reforçar e oficializar o ensino do crioulo nas escolas do país.

 O Dia Internacional da Língua Materna, 21 de fevereiro, foi assinalado este ano, em Cabo Verde, com aulas ministradas nos estabelecimentos do ensino básico e secundário em crioulo, a língua materna do país, embora ainda não seja oficializada, segundo a agência Panapress.

O pontapé de saída para tornar o crioulo oficial foi dado a nível político quando a Constituição da República, no nº 2 do seu artigo 9º, atribui ao Estado competência para promover as condições para a oficialização da língua materna cabo-verdiana em paridade com a língua portuguesa. Daí que a promoção da aprendizagem das línguas estrangeiras no ensino e a valorização da língua nacional (crioulo) sejam um dos objetivos preconizados no programa do Governo na VIII Legislatura (2011-2016).

Em concomitância, estão sendo tomadas medidas no sentido de fazer com que o país caminhe, progressivamente, para um bilinguismo assumido, com a introdução progressiva da língua materna cabo-verdiana no sistema do ensino, paralelamente ao português. Neste sentido, a implementação de um projeto bilíngue de aprendizagem em língua portuguesa e em crioulo cabo-verdiano constitui uma das novidades do ano letivo 2013-2014. De acordo com o Ministério da Educação e Desporto (MED), trata-se de um projeto inovador que pretende introduzir a língua materna cabo-verdiana no sistema educativo e melhorar também a aprendizagem da língua portuguesa.

O programa começou a ser implementado em duas escolas básicas do país, sendo uma na Praia, no polo número três de Ponta de Água, e a outra no município de São Miguel, no interior da ilha de Santiago, no polo três de Flamengos. Para arrancar com esta experiência, o MED está a formar professores de modo a contribuir para a promoção e valorização de um corpo docente e agentes educativos com capacidade para materializar o ensino bilíngue em todas as escolas do país ao longo dos próximos seis anos.

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Mostra de Cinema Alemão

Evento acontece de 20 a 27 de fevereiro, no Sesc.
Começou nesta quinta-feira (20) a Mostra Encontro com o Cinema Alemão, que ocorre simultaneamente em 21 cidades catarinenses. Realizada pelo Sesc, em parceria com o Goethe Institut, a programação especial é um desdobramento do ano da Alemanha no Brasil e traz um fragmento da safra de filmes produzidos no final do século 20 e início do século 21 no país.
Para compor a mostra, foram selecionados 10 filmes que configuram o recorte de um cinema articulado com as questões contemporâneas da sociedade ocidental e com dois temas de grande impacto na história do país: a Segunda Guerra Mundial e a vida na Alemanha Oriental com a unificação do país, revisitados por seus cineastas nas questões vivenciadas pelo homem comum. Entre os filmes estão os elogiados Adeus Lenin (2003), de Wolfgang Becker,4 dias em maio (2011), de Achim von Borries, e Bem-vindo à Alemanha(2010), dirigido por Yasemin Samdereli.

Mostra Encontro com o Cinema Alemão ocorrerá entre os dias 20 e 27 de fevereiro, no Teatro Sesc Prainha, em Florianópolis. As sessões acontecerão diráriamente às 20h e no final de semana também às 18h. A entrada é gratuita.

Confira a programação no  Blog Receitas da imigração.

MPF pede regularização urgente da educação indígena em Santarém, PA

Ação pede que escolas considerem peculiaridades das comunidades.
MPF pede ainda consulta prévia aos indígenas para discussão do tema.

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça Federal em Santarém, oeste do Pará, na última segunda-feira (17), pedindo a regularização em caráter de urgência da educação indígena no município, uma vez que, segundo o MPF, a legislação que exige que a educação indígena seja promovida de acordo com as necessidades e características socioculturais específicas das comunidades atendidas está sendo descumprida.

Na ação, o MPF destaca que, embora o governo federal repasse recursos específicos para 36 escolas indígenas de Santarém, Portaria publicada em janeiro deste ano pelo Município não prevê gestão de acordo com as particularidades dessas escolas, tratando-as como escolas rurais comuns.

O MPF pediu à Justiça Federal decisão liminar (urgente) que obrigue o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a realizar, em um mês, auditoria sobre a execução das verbas dos programas Alimentação Escolar Indígena e Mais Educação Indígena. Caso a auditoria não esteja concluída em 30 dias após o FNDE ter sido notificado da decisão judicial, o MPF quer que os recursos repassados a esses programas sejam enviados diretamente às escolas até haja a regularização da educação indígena.

O Ministério Público pede que a União, o Estado e o Município apresentem relatórios mensais com detalhes sobre as ações desenvolvidas na gestão, oferta, e execução de serviços escolares aos indígenas em Santarém. A ação pede ainda que a Justiça obrigue a realização de consulta prévia aos indígenas para decisões a respeito da educação indígena no município, com a posterior edição de regulamento que organize as escolas indígenas de acordo com suas normas e diretrizes curriculares específicas.

Caso a Justiça acate os pedidos e as decisões não sejam cumpridas, o MPF pede a aplicação de multa de R$ 1 mil por dia.

Fonte: G1.

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