Escolas de educação infantil das aldeias indígenas de São Paulo completam dez anos
Escolas de educação infantil das aldeias indígenas de São Paulo completam dez anos
Fundadas na gestão Marta, instituições devem fortalecer cultura guarani das três comunidades da cidade, mesclando preservação de conhecimentos tradicionais e disciplinas contemporâneas
por Sarah Fernandes e Malú Damázio, da RBA
São Paulo – “Aqui as crianças são da aldeia, não da escola e muito menos de nós, juruá (brancos). É um outro tempo: o tempo dos guarani mbya.” Essa foi a primeira instrução repassada para a RBA antes de entrarmos no Centro de Educação e Cultura Indígena da aldeia Krututu, a cerca de uma hora de Parelheiros, na zona sul de São Paulo. A escola é uma das três instituições de educação infantil indígena da cidade, que completam dez anos hoje (30), com a proposta de reafirmar e fortalecer a cultura dos índios de São Paulo.
Dentro da escola, uma das três únicas construções de alvenaria da aldeia, um grupo de 15 crianças saía da sala de informática, onde navegavam na internet. Durante a próxima hora, os alunos aprenderiam a confeccionar cachimbos tradicionais guaranis com argila e bambu, em um intercâmbio diário e constante entre a cultura branca e a guarani. Presente na escrita, na música e nos desenhos espalhados por toda a sala, o sincretismo faz parte da história das crianças: além dos nomes guaranis, que marcam sua identidade, todas têm também nomes brasileiros.
IX Congreso Internacional de Etnohistoria
IX Congreso Internacional de Etnohistoria
Colonización, Descolonización e Imaginarios
11 – 14 Noviembre 2014
Arica, Chile
El Departamento de Ciencias Históricas y Geográficas de la Universidad de Tarapacá, convoca a las y los investigadores y académicos a participar en el IX Congreso Internacional de Etnohistoria, a realizarse en la ciudad de Arica, Chile, entre los días 11 al 14 de Noviembre del 2014.
El IX Congreso denominado “Colonización, Descolonización e Imaginarios”, continúa la serie de encuentros científicos realizados desde Buenos Aires en el año 1989, seguidos por Coroico (1991), El Quisco (1993), Lima (1996), Jujuy (1998), Buenos Aires (2005), Lima (2008) y Sucre (2011).
Para maiores informações consulte o site do Congresso.
Clique aqui para visualizar os simpósios selecionados.
270 indígenas de diversas etnias são diplomados em Ji-Paraná, RO
Indígenas são diplomados em Ji-Paraná
Paulo Sérgio – Assessoria Regional de JI-Paraná
Pelo menos 270 indígenas de diversas etnias concluíram o projeto Açaí e foram diplomados
Pelo menos 270 indígenas de diversas etnias concluíram o projeto Açaí e foram diplomados na tarde de sábado, 24. A solenidade contou com a participação de autoridades educacionais, familiares e amigos dos formandos, no salão de festas Mediterrâneo, em Ji-Paraná.
O projeto Açaí visa proporcionar aos indígenas a formação em magistério, nível médio, para atuação intercultural e histórica de cada etnia. Os formados tem pela frente a missão de exercer a docência nas séries iniciais nas próprias aldeias e promover o intercâmbio cultural. Continue lendo
Pronunciamento da comunidade Kaingang Kandóia/Votouro, RS
Pronunciamento da comunidade Kaingang Kandóia/Votouro
Nós, da comunidade kaingang de Kandóia-Votouro, queremos esclarecer o que vem ocorrendo na nossa região e que os meios de comunicação de maneira distorcida. Na nossa comunidade moram 70 famílias (ao redor de 220 pessoas) e vivemos há 13 anos nesse acampamento, no território onde moraram nossos antepassados, há mais de 500 anos. Estamos a espera da demarcação de apenas uma pequena parte desse extenso território.
Neste momento, estamos aguardando a assinatura do Ministro José Eduardo Cardozo para dar continuidade ao processo de levantamento fundiário para indenização dos agricultores situados nessa zona. Em uma reunião em Brasília no dia 18 de março de 2014, o Ministro se comprometeu em vir ao estado do Rio Grande do Sul para realizar uma audiência pública com indígenas e agricultores no dia 05 de abril (em anexo). No entanto, ele transferiu essa audiência para o dia 12 de abril e, em seguida, para o dia 25 de Abril, que também foi cancelada. Frente a esse desrespeito, nos mobilizamos para fechar a estrada e exigir nossos direitos.
No dia 09 de maio deste mesmo ano, foi convocada uma reunião de conciliação no Centro Cultural de Faxinalzinho, com o Prefeito do Município, o Secretário de Desenvolvimento Rural do RS, representante da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), entre outros. Pensamos que era uma reunião para solucionar o conflito, mas levamos uma facada pelas costas. A Polícia Federal chegou já no início da reunião e prendeu 7 lideranças kaingang que estavam presentes, sem qualquer mandato, ordem judicial ou intimação.
Abertas inscrições para o edital de chamamento público Yvy Rupa – o território Cultural Guarani
Edital de chamamento público Nº 02/2014 – Yvy Rupa – o território cultural Guarani
Estão abertas, de 20 de maio a 23 de junho de 2014, as inscrições para o edital de chamamento público Yvy Rupa – o território Cultural Guarani, que selecionará uma (1) proposta para a realização de projeto de cartografia cultural que deverá mapear a ocupação atual Guarani Mbyá, os lugares de memória acerca do seu território tradicional de ocupação, os sítios arqueológicos que documentam a ocupação Guarani no território brasileiro e o georreferenciamento das instituições e acervos de referência sobre o povo Guarani.
Os procedimentos e requisitos necessários para a participação no processo seletivo deverão ser consultados na íntegra do Edital, disponível no sítio eletrônico do IPHAN – www.iphan.gov.br ou no Departamento de Patrimônio Imaterial, sediado no SEP SUL, E.Q. 713/913 – Lote D, 4º andar, Edifício Iphan, no horário de 9h às 17h.
Informações complementares poderão ser obtidas pelo telefone (61) 2024-5411 ou 2024-5412, ou email: dpi@iphan.gov.br.
Os projetos deverão ser apresentados de acordo com as condições e exigências estabelecidas no Edital e seus anexos, que podem ser conferidos aqui.
Fonte: Portal Iphan
Brasil é denunciado na ONU por “regressão nos direitos indígenas”
Brasil é denunciado na ONU por “regressão nos direitos indígenas”
As violações de direitos humanos e territoriais dos povos indígenas no Brasil foram denunciadas à Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira [20/05] durante a 13ª sessão do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, realizado na sede da Organização em Nova York.
Lindomar Terena, indígena de Mato Grosso do Sul e representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), falou sobre as iniciativas de setores da sociedade, como a bancada ruralista do Congresso Nacional, para aprovar mudanças nos direitos constitucionais indígenas. “Está em curso no Brasil uma série de articulações e iniciativas que buscam a reduzir, suprimir os direitos dos povos indígenas, reconhecidos pela Constituição Federal Brasileira e reafirmados por tratados internacionais. […] O modelo desenvolvimentista brasileiro objetiva disponibilizar os territórios indígenas, e de outros segmentos e comunidades tradicionais, para a exploração descontrolada dos bens naturais, a expansão do agronegócio e a implantação de grandes empreendimentos. […] Para tanto, o Governo brasileiro paralisou o processo constitucional de demarcação de nossos territórios, aumentando gravemente os conflitos territoriais em várias regiões do Brasil”.
Leia o discurso na íntegra:






