Atendentes de bancos e órgãos públicos de São Gabriel da Cachoeira terão oficinas sobre cultura e modos de vida de indígenas da região
Capacitações são objeto de recomendação do Ministério Público Federal expedida para evitar atendimento discriminatório ou inadequado aos indígenas nessas instituições
Uma série de oficinas programadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), por recomendação do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), levarão informações a agentes públicos que oferecem atendimento no município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus) sobre os modos de vida e as peculiaridades culturais dos povos indígenas da região do rio Negro.
O novo movimento indígena brasileiro
Por Elaine Tavares
Talvez muita gente ainda não tenha percebido, mas há uma mudança gigantesca no processo de luta dos povos originários do Brasil. A primeira delas é a vertiginosa desvinculação da igreja, que, de certa forma, sempre foi a mais importante presença no processo. Num primeiro momento, como opressora número um, ajudando os portugueses no massacre aos povos novos. Depois, com a ação dos jesuítas nas famosas missões, houve uma mudança no trato e o objetivo era evangelizar, respeitando alguns aspectos culturais e a vida. Mais tarde, já no século XX, atuando como parceira no trabalho de manutenção da cultura e divulgação das denúncias necessária através do Conselho Indigenista Missionário.
Projeto fomenta e cataloga produções audiovisuais indígenas

Divulgação VNA
Em 1987, o antropólogo, indigenista e documentarista franco-brasileiro Vincent Carelli criou o projeto Vídeo nas Aldeias (VNA) para levar as primeiras câmeras VHS às aldeias indígenas no Brasil. Seu objetivo era apresentar aos povos um instrumento acessível de expressão para que, assim, pudessem fortalecer sua imagem, preservar e repassar sua memória histórica, tanto para futuras gerações quanto para outros povos – indígenas e não-indígenas.
Seminário de Oralidade, Memória, Cultura e Educação Escolar Indígena em Araguaína, Tocantins
Por Patrícia Paiva e Daniel dos Santos
Com objetivo de informar sobre a cultura indígena e mostrar pesquisa dessa temática, o Laboratório de Línguas Indígenas (Lali) e o Núcleo de Estudos e Pesquisas com Povos Indígenas (Neppi) da UFT, câmpus Araguaína, apresentam nos dias 12, 13 e 14 de abril o seminário “Oralidade, Memória, Cultura e Educação Escolar Indígena”. Haverá palestras, mesas-redondas, apresentação cultural e realização de oficinas de pinturas corporais. Continue lendo
Primer Encuentro Mundial de Poesía de Pueblos Indígenas
Del 16 al 23 del octubre , Ciudad de México.
La propuesta del Encuentro Mundial de Poesía de los Pueblos Indígenas: Voces de Colores para la Madre Tierra, surge como iniciativa de un grupo de poetas indígenas del mundo que tuvieron la oportunidad de reunirse en el Foro Celebración de la Tierra con los Pueblos Originarios, realizado en el marco del 24° Festival Internacional de Poesía de Medellín, desarrollado del 22 al 24 de julio de 2014.
Primeira estudante índigena da Pós em Antropologia Social da UFSC defende dissertação sobre povos Kaingang

Crédito: Pipo Quint / Fotógrafo da Agecom / DGC / UFSC
Por: Bruna Bertoldi Gonçalves / Jornalista / DGC / UFSC
Revisão: Claudio Borrelli / Revisor de Textos da Agecom / DGC / UFSC
Fotos: Pipo Quint / Fotógrafo da Agecom / DGC / UFSC
Em seu trabalho, a geógrafa deu ênfase a três narrativas de luta de mulheres kaingang a partir das décadas de 60 e 70. “O movimento indígena pela terra e pelos direitos não se inicia pela Constituição de 88. Houve uma luta grande do movimento indígena, que conseguiu se articular sem internet, telefone, dinheiro. Alguns artigos específicos (231 e 232 – direito aos costumes, território e crenças) nos asseguram o direito de sermos quem somos. O tema vinha sendo discutido em fóruns institucionais; a promulgação da Constituição de 88 veio depois”, destaca.


