Professores de Myanmar advertem para dificuldades na construção do censo
Professores de escolas do Estado tem a tarefa de realizar um censo deste mês na área rebelde de maioria muçulmana. Autoridades do estado de Rakhine expressaram preocupação de que a falta de conhecimento da língua local pelos professores dificulte a coleta de dados.
A preocupação aumenta ainda mais com a recusa do governo para atribuir segurança extra para a região rebelde, enquanto o censo estará sendo realizado de 30 de março a 10 de abril.
Vários professores designados para trabalhar em escolas em Maungdaw e Buthidaung, entre outros municípios no norte do estado de Rakhine, disseram ao The Myanmar Times que varias vezes suas escolas tinham afixados quadros de avisos dizendo que eles não entendem a língua dos muçulmanos tanto de Rakhine e Rohingya. No entanto, afirmam que isso é incorreto e a maioria só fala as línguas de Mianmar e Rakhine.
Autoridades de Myanmar Discutem plano de ação para o censo
“Apenas alguns grupos [étnicos] de Rakhine e moradores de Buthidaung e Maungdaw conhecem um pouco da língua bengali. A maior parte do resto do estado não pode compreendê-la ao todo”, disse um professor do sexo masculino da área do município de Taung Pyaw Maungdaw, que pediu para não ser identificado. Leia Mais
“Valentim Paz-Andrade” É APROVADA NA GALIZA.
Em votação unânime, o Parlamento Galego aprovou ontem a lei Paz-Andrade.
A Iniciativa Legislativa Popular (ILP) “Valentim Paz-Andrade”, que iniciou em 2012 e contou com 17 mil assinaturas, virou Lei e traz em seu artigo segundo que incorporará progressivamente a “aprendizagem da língua portuguesa no âmbito das competências em línguas estrangeiras nos centros de ensino” da Galiza, devendo ainda promover – artigo terceiro – “relações a todos os níveis” com os países de língua oficial portuguesa e fomentar o “conhecimento” do português “entre os funcionários públicos”.
Jóam Evans Pim, da comissão promotora da ILP “Valentín Paz-Andrade”, explicou à Lusa que, com a aprovação da legislação, mais galegos vão aprender o português no próximo ano letivo. Embora admitindo que o processo de “aplicação prática” dos diversos pontos desta legislação ainda “demorará tempo”, Jóam Evans Pim disse que “é possível” que a parte referente ao ensino da língua “possa ser desenvolvida através de um decreto para que já no próximo ano escolar (2014-15) o português esteja presente num maior número de estabelecimentos educativos”.
No artigo quarto, o governo é instado a “favorecer e permitir” a reciprocidade das emissões televisivas e radiofónicas “entre a Comunidade Autónoma de Galiza e a República de Portugal”, com quem “partilha património linguístico”. Além disso, a empresa pública de rádio e televisão da Galiza deverá promover “intercâmbios” na produção audiovisual e cooperação em projetos comuns com televisões de língua portuguesa.
Por último, o artigo quinto estabelece que o Governo regional promoverá uma informação periódica e “pormenorizada” ao parlamento da Galiza sobre a aplicação desta legislação, ações levadas a cabo e previsão de outras a realizar. No preâmbulo da proposta de lei é vincado que o português, “nascido na velha Galiza”, é um “idioma de trabalho” em vinte organizações internacionais e língua oficial em nove países, além do território de Macau, na China. Paz-Andrade foi vice-presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, possibilitando a participação da Galiza nas reuniões para o acordo ortográfico da língua portuguesa que decorreram no Rio de Janeiro (1986) e em Lisboa (1990).
Fonte: IILP.
Documentário ‘Ao sul da fronteira’ discute educação para a cidadania
O documentário examina as políticas econômicas de livre mercado historicamente impostas pelos Estados Unidos e pelo FMI na região e como elas falharam em aliviar o problema crônico da desigualdade social na América Latina e contribuíram para a ascensão de líderes socialistas e social-democratas na região.
O filme de Oliver Stone “Ao Sul da Fronteira” vai além da análise da política norte-americana em relação à América Latina. Ele mostra claramente as consequências de sociedades que não investem em educação e, principalmente, em educação para a cidadania.
Nós estamos muito longe de ser um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Na verdade, nós temos governos oligárquicos que administram a máquina pública em benefícios de alguns grupos econômicos. Para que tenhamos um Estado Democrático de fato é preciso que os indivíduos de uma sociedade se tornem verdadeiros cidadãos.

As pessoas precisam deixar de se compreender como indivíduos e passar a cuidar ativamente do que é publico. Nós ainda temos a noção de que o público não nos pertence. Enquanto pensarmos assim não teremos os direitos individuais realmente respeitados e continuaremos perdendo em qualidade de vida. Nós não somos uma ilha e não temos somente uma vida individual. Essa ideia de projeto individual de vida é uma construção abstrata que o sistema deseja que tenhamos. Enquanto cada um cuidar somente da sua vida, a nossa vida em comum fica nas mãos de poucos.
Na verdade, as nossas vidas são interligadas em uma sociedade. Nós pagamos impostos para que o básico para a vida humana de todos se realize: educação, sistema de saúde, segurança, emprego, etc.
O início de uma vida social começa com a educação para a cidadania. Cidadania é o cuidado com a coisa pública. O cidadão, em primeiro lugar, se interessa por tudo que está a sua volta. O cidadão percebe a falta de cuidado com a sua rua, com as praças, com o vazamento de água em algum lugar público, com o cuidado com as placas de sinalização, com a iluminação pública, etc. Esse cuidado vai do ajudar para que tudo se mantenha bem até a denúncia para órgãos competentes.
Governo do Estado do RS promove seminário sobre integração Brasil-Uruguai
Governo do Estado promove seminário sobre integração Brasil-Uruguai
Evento irá reunir meio acadêmico, governo e sociedade no debate sobre integração fronteiriça
Reunir meio acadêmico, poder público e sociedade civil em um debate sobre os diversos aspectos que envolvem o desenvolvimento e a integração fronteiriça entre Brasil e Uruguai. Este é o objetivo do II Seminário Maioridade do Mercosul: Discutindo Fronteiras. O evento ocorre de 12 a 14 de março, no auditório do prédio 5 da PUCRS.

Com apoio do Governo do Estado por meio da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais (Acri), do Ministério da Educação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o evento é uma realização do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUCRS (PPGCS), junto à Faculdad de Ciências Sociales da Universidad de La República (Udelar), do Uruguai.
Cultura analiza creación de Instituto de Lenguas Indígenas
El director de Lenguas Indígenas del Ministerio de Cultura, José Antonio Vásquez Medina, anunció que existe una propuesta para crear el Instituto de Lenguas Originarias con la finalidad de proteger y promover su uso de acuerdo con las disposiciones vigentes. La información fue proporcionada en el marco del II Congreso Internacional de Educación Intercultural Bilingüe que se realiza en Abancay y culmina mañana 7 de diciembre.
Destacó que su jefatura trabaja en articulación con la Dirección General de Educación Intercultural Bilingüe y Rural del Ministerio de Educación, que busca fomentar y garantizar el uso de las lenguas en el ámbito público, que trascienda la escuela.
Del mismo modo, mencionó que su despacho ha diseñado cinco líneas de trabajo: una política lingüística descentralizada, investigación lingüística a través de la creación del instituto, fortalecimiento del derecho lingüístico, desarrollo de lenguas indígenas en diversos espacios y fortalecimiento de los procesos de consulta previa, para asegurar un diálogo intercultural entre los pares.
Otra de las exposiciones estuvo a cargo de Jhordan Morales, del programa de Pueblos Indígenas de la Defensoría del Pueblo, quien resaltó las acciones implementadas para la educación intercultural bilingüe. “Por primera vez tenemos un registro importante que permitirá trabajar la EIB y un proceso en marcha de docentes que hablan una lengua originaria”, sostuvo. Asimismo, sostuvo que la entidad recomendó incorporar en el nuevo Marco Curricular Nacional el enfoque intercultural y bilingüe que permita una adecuada articulación con los diseños curriculares regionales y con los planes de desarrollo local.
Fonte: DIGEIBIR Peru.
Línguas da Nigéria estão em perigo
A Presidente da Associação de Linguística da Nigéria (LAN), Prof Chinyere Ohiri-Aniche, disse que cerca de 400 línguas da Nigéria estão atualmente ameaçadas de extinção.
Ohiri-Aniche fez a revelação na celebração do Dia Internacional da Língua Materna na UNESCO, organizado pelo Ministério da Educação nigeriano, em colaboração com a LAN entitulado “Línguas locais para a cidadania global: destaque em ciência”. Ela comenta que as línguas foram ameaçadas devido à negligência e difamação no passado, acrescentando que algumas línguas já foram extintas, enquanto que 152 línguas estão à beira de serem extintas.
“A nossa maior preocupação, porém, é que as nossas línguas não estão sendo ensinadas a crianças em casas e escolas. Pesquisas mostram que, em média, 25 por cento das crianças com menos de 11 anos são incapazes de falar a língua dos pais. Se esta tendência continuar, então, as línguas nigerianas estarão em extinção em duas ou três gerações, ou seja, daqui a 50, 75 anos”. Afirma.

Ela chamou as partes interessadas (escolas, agências de telecomunicações, estabelecimentos de mídia, UNESCO e outras organizações internacionais) a tomarem medidas drásticas para impedir a morte das línguas nigerianas. De acordo com ela, os pais devem falar com os seus filhos na sua língua. Ela também pediu que as escolas garantam que cada criança seja ensinada na sua língua materna nas séries primárias e secundárias, como prescrito na Política Nacional de Educação desde 1977.


