Registro da Língua Talian como Patrimônio Cultural do Brasil é destaque no Jornal Nacional
Registro da Língua Talian como Patrimônio Cultural do Brasil é destaque no Jornal Nacional
Reportagem do Jornal Nacional (Rede Globo) de 31 de janeiro destacou o registro da Língua Talian como Patrimônio Cultural do Brasil. O Talian, juntamente com as línguas Guarani Mbya e Asurini do Trocará, são as primeiras línguas reconhecidas como Referência Cultural Brasileira pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (ver notícia aqui) e agora fazem fazer parte do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Essas línguas bem como os representantes de suas comunidades foram homenageados durante o Seminário Ibero-Americano de Diversidade Linguística, em Foz do Iguaçu-PR, no dia 18 de novembro do ano passado (ver notícia aqui).
Assista o vídeo com a reportagem aqui ou visualize abaixo.
Abaixo replicamos a notícia publicada no portal G1.
Dialeto derivado do italiano vira patrimônio cultural no Brasil
Conferência sobre políticas linguísticas no Brasil é destaque em dois portais mexicanos
Conferência sobre políticas linguísticas no Brasil é destaque em dois portais mexicanos
A conferência “Políticas lingüísticas en América Latina: una perspectiva desde Brasil”, proferida pela coordenadora-geral do IPOL Rosângela Morello na Universidad Autónoma de Querétaro, México, dia 16 de janeiro (ver aqui notícia divulgando o evento), foi destaque ontem e hoje em dois portais daquele país, respectivamente: am de Querétaro e El Universal Querétaro. Confiram a seguir ambas as matérias publicadas.
Facultad de Filosofía ofrece conferencia sobre políticas lingüísticas en Brasil
Miércoles, enero 28, 2015
La Dra. Rosãngela Morello impartió una ponencia sobre las condiciones de la lengua oficial en las regiones brasileñas
La Universidad Autónoma de Querétaro (UAQ), a través de la Facultad de Filosofía, dio la conferencia magistral “Políticas lingüísticas en América Latina: Una perspectiva desde Brasil”, a cargo de la Dra. Rosãngela Morello, coordinadora general del Instituto de Investigación y Desarrollo en Política Lingüística (IPOL) de Brasil.
A diversidade linguística como patrimônio cultural
A diversidade linguística como patrimônio cultural
Ministério da Cultura inicia, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, política de reconhecimento das diferentes línguas e dialetos falados no Brasil através de processos de inventários, apoio a pesquisas, divulgação e promoção
Marcus Vinícius Carvalho Garcia
A diversidade linguística encontra-se ameaçada. Estima-se que entre um terço e metade das línguas ainda faladas no mundo estarão extintas até o ano de 2050. As consequências da extinção das línguas são diversas e irreparáveis, tanto para as comunidades locais de falantes, quanto para a humanidade. Essa percepção se encontra na Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, elaborada na cidade de Barcelona, Espanha, em 1996, sob os auspícios da Organização das Nações Unidas Para Educação e Cultura (Unesco) e com a participação de representantes de comunidades linguísticas de diversas regiões do planeta. Segundo este documento, a situação de cada língua é o resultado da confluência e da interação de múltiplos fatores político-jurídicos, ideológicos e históricos, demográficos e territoriais; econômicos e sociais. Salienta que, nesse sentido, existe uma tendência unificadora por parte da maioria dos Estados em reduzir a diversidade e, assim, favorecer atitudes adversas à pluralidade cultural e ao pluralismo linguístico.
Conferência Inaugural na Universidad Autónoma de Querétaro tematiza as Políticas Linguísticas no Brasil e América Latina
Conferência Inaugural na Universidad Autónoma de Querétaro tematiza as Políticas Linguísticas no Brasil e América Latina
Nesta sexta, 16 de janeiro, às 16:00 horas (horário local), na cidade mexicana de Querétaro, Rosângela Morello, coordenadora-geral do IPOL, irá proferir a Conferência Inaugural “Políticas lingüísticas en América Latina: una perspectiva desde Brasil” do programa de Maestría en Estudios Amerindios y Educación Bilingüe (MEAEB), da Universidad Autónoma de Querétaro.
Patrimônio, língua talian luta para sobreviver no Brasil
Patrimônio, dialeto talian luta para sobreviver no Brasil
Língua falada por descendentes de italianos é forte no sul do país
Por Tatiana Girardi
Os descendentes dos imigrantes italianos que chegaram ao Brasil nos séculos passados conseguiram um reconhecimento inédito: ver o dialeto talian ser considerado uma “Referência Cultural Brasileira” pelo Ministério da Cultura.
Com origens no norte da Itália, de onde a maioria dos italianos veio para povoar a região sul e sudeste do Brasil, o dialeto também é conhecido como o “vêneto brasileiro”. Porém, o que é falado atualmente no país é uma verdadeira mistura de diversos dialetos italianos das regiões da Lombardia, Trentino Alto-Ádige, Piemonte, Toscana e, claro, do Vêneto.
Apesar do reconhecimento, o medo de perder a tradição é grande. Isso porque muitos jovens, por vergonha ou por receio, não aprendem a língua. Para Aliduino Zanella, presidente da Federação de Entidades Ítalo-Brasileiras do Meio-Oeste e Planalto Catarinense (Feibemo) e mestre e pesquisador de talian, esse receio foi causado pelo governo de Getúlio Vargas.
Rosângela Morello em entrevista ao programa Páginas de Português da RTP: seminário em Foz e políticas linguísticas no Brasil
Rosângela Morello em entrevista ao programa Páginas de Português da RTP: seminário em Foz e políticas linguísticas no Brasil

Fala de Rosângela Morello na entrega do diploma de reconhecimento da língua indígena Guarani Mbya no Seminário de Foz do Iguaçu (Fonte: Facebook de Maria Ceres Pereira)
A coordenadora-geral do IPOL, Rosângela Morello, concedeu uma entrevista ao programa Páginas de Português, transmitido no último dia 07 pela Rádio Antena 2, afiliada da Rádio e Televisão de Portugal (RTP).
Os temas centrais da entrevista são o Seminário Ibero-Americano de Diversidade Linguística, realizado em Foz do Iguaçu-PR mês passado, e as políticas linguísticas no Brasil. Na entrevista, Morello destaca a importância do evento em Foz do Iguaçu tanto como uma política de reconhecimento e conhecimento das línguas brasileiras por parte do governo brasileiro, quanto uma oportunidade privilegiada de diálogo com outros países e suas respectivas iniciativas políticas concernentes à gestão da diversidade de suas línguas. A entrevistada discorre também sobre questões como o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) e a cooficialização de línguas indígenas e de imigração nos municípios brasileiros, a importância do espanhol nas regiões de fronteira entre o Brasil e países vizinhos, além da difusão e do futuro da língua portuguesa no mundo.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista.





