O incentivo peruano no uso das línguas indígenas
O governo do Peru está incentivando o uso das línguas indígenas do país como uma medida de inclusão social e econômica de seus falantes

A TV Perú está surpresa com o sucesso dos noticiários em quíchua e em aimará (Foto: TV Perú)
Filho de imigrantes europeus, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, é fluente em espanhol, inglês, alemão e francês, mas não fala nenhuma das 47 línguas indígenas do país. No entanto, seu governo está incentivando mais o uso dessas línguas do que seus predecessores, alguns com raízes indígenas.
Em dezembro, a TV Perú, a rede de televisão estatal, começou a transmitir o primeiro programa de notícias diário na língua quíchua.Em abril deste ano, iniciou um noticiário em aimará. No dia 10 de agosto, o governo divulgou sua “política para línguas nativas”, como parte dos preparativos para a comemoração dos duzentos anos da independência em 2021.
VI Marcha dos Povos Indígenas de Roraima

Fonte: acervo pessoal
O Conselho Indígena de Roraima (CIR), organização indígena criada para defender os direitos e interesses dos povos indígenas de Roraima com outras organizações indígenas de Roraima, entidades sociais e indigenistas, sindicatos, coordenações regionais e os demais parceiros e colaboradores organizaram e articularam a 6ª Marcha dos Povos Indígenas de Roraima, ato em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, realizada na quarta-feira, 9 de agosto, em Boa Vista/RR.
Frestas questiona negação da presença indígena na história

Fragmentos de réplicas de urnas funerárias indígenas – DIVULGAÇÃO / SESC
A omissão da presença indígena na construção de Sorocaba deu origem à obra Um vazio pleno, criada pela artista visual Maria Thereza Alves especialmente para a 2ª Frestas — Trienal de Artes, aberta ao público no sábado (12/08/2017). Mais que obra, Um vazio pleno pode ser classificada como resultado de uma série de ações colaborativas articuladas pela artista desde sua primeira visita de pesquisa na cidade, em março deste ano.
Para Frestas, a renomada artista brasileira radicada em Berlim convidou o ceramista guarani Maximino Rodrigues — professor e líder da comunidade Jaguapirú, em Dourados (MS) — para reproduzir urnas funerárias e moringas indígenas do acervo do Museu Histórico Sorocabano. Os fragmentos dessas réplicas, vestígios da presença indígena, serão semi-enterrados em diversos espaços públicos da cidade, como a Praça Coronel Fernando Prestes, Jardim Maylasky e o campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O Peru aprova a Política Nacional de Línguas Originarias, Tradição Oral e Interculturalidade

Fonte: acervo pessoal
Por Gerardo Chinchay – colaborador
No dia 9 de agosto, como parte da celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Presidente da República do Peru, Pedro Pablo Kuczynski aprovou, através do decreto supremo N° 005-2017-MC, a “Política Nacional de Lenguas Originarias, Tradición Oral e Interculturalidad”, que visa a garantir os direitos linguísticos dos falantes de línguas indígenas no territorio nacional incorporando mudanças e melhorias no funcionamento da administração pública e serviços públicos.
Personagem Mafalda ‘aprende’ sua primeira língua indígena: guarani
Este é o 27º idioma que a personagem de Quino “aprende”

Fonte: Mídia Max
A personagem Mafalda, do argentino Quino, apresentou-se no dia 30/05, em Assunção, no Paraguai, falando guarani, língua oficial do país, junto ao espanhol. Com isso, a personagem aprende seu 27º idioma.
É a primeira vez que Mafalda fala uma língua indígena desde que foi criada, em 1964, segundo explicou sua tradutora, María Gloria Pereira, durante ato oficial no qual a personagem e seu novo idioma foi apresentado, na embaixada Argentina no Paraguai.
Indigenous language class lets instructors find their voices
‘Their medicine can be culture and language,’ instructor says

Students at the Canadian Indigenous Languages and Literacy Development Institute perform a seven-point prayer before beginning their play. (CBC )
Charis Auger plays the role of a Cree person questioning their history and gender identity in a small classroom theatre production at the University of Alberta.
Auger’s character is living on 118th Avenue in Edmonton. In the play, the character picks up her cousin and the two urban Cree women drive to meet their grandmother and aunt on reserve. But the trio cannot communicate in the same language, causing heated arguments.


