Libras

Periódico Cadernos de Tradução publica edição especial com todos os artigos em Libras

O periódico Cadernos de Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou uma edição especial dedicada aos Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais (ETILS). Organizada pelos docentes Carlos Henrique Rodrigues e Rodrigo Custódio da Silva, da UFSC, e pela professora Anabel Galán-Mañas, da Universitat Autònoma de Barcelona, a edição, disponível desde dezembro de 2021, é a primeira publicada por um periódico nacional com artigos escritos que possuem também sua versão sintética em Língua Brasileira de Sinais (Libras) produzida pelos próprios autores. É possível, portanto, acessar o texto escrito e também em Libras em vídeo, ampliando-se o alcance da publicação e contribuindo com a difusão do conhecimento em línguas de sinais.

Cadernos de Tradução é um reconhecido fórum nacional e internacional de discussão de pesquisas na área Estudos da Tradução, indexada em diferentes bases nacionais e estrangeiras e classificado como A1 no Qualis Periódicos da Capes. O volume 41, número especial 2 (2021), Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais: atualidades, perspectivas e desafios, é constituído por onze artigos produzidos por vinte e um autores pertencentes a onze diferentes instituições educacionais brasileiras. Há também uma resenha e uma tradução do inglês para o português.

Para os organizadores a publicação com os artigos em Libras tem caráter inovador. Além disso, “representa o crescimento, a consolidação e o amadurecimento das pesquisas dos ETILS e marca um novo tempo da investigação da tradução, da interpretação e da guia-interpretação intermodal e intramodal gestual-visual no contexto brasileiro”.

A publicação pode ser acessada pelo site periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/issue/view/3017.

Websérie apresentada em língua de sinais mostra cultura do Amazonas para a comunidade surda

Produção audiovisual que prioriza a comunicação em Libras, teve um diretor surdo trabalhando representatividade e inclusão social

Pela primeira vez no Amazonas, um produto audiovisual é produzido utilizando integralmente a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua principal. A websérie “Amazonas em Libras”, lançada oficialmente hoje, 6, já está disponível nas  plataformas de streaming e pelo instagram

Apesar de haver legenda e narração em português para que o público ouvinte acompanhe a programação, a websérie é apresentada em Libras para dar foco a comunidade surda, como explica a idealizadora do projeto, jornalista e produtora cultural, Natália Lucas.

“A comunidade surda, diante da cultura ouvinte, está sempre representada em segundo plano por meio de legendas ou janelas de interpretação em língua de sinais. Na ‘Amazonas em Libras’ buscamos trazer para um único plano, para uma única tela a língua oficial da comunidade surda”, destaca.

A produção, além de colocar a Libras em primeiro plano, empoderou e inseriu os surdos dentro do universo audiovisual. Isso porque a produção contou com o estudante surdo de Letras Libras Ednilton Barreto que, além de dividir a direção, atuou como diretor e consultor de acessibilidade do projeto.

“O Ednilton teve papel primordial dentro de todo o processo. Nada era feito sem a validação dele. Foi muito bonito perceber que ele se sentia parte do processo e que isso despertou nele a vontade de se aprofundar nesse universo e buscar mais essa representatividade”, lembra Natália.

A Amazonas em Libras também teve a participação de dois tradutores intérpretes de Libras que, de acordo com a idealizadora, o projeto seria apresentado por um surdo, mas que devido a pandemia não pôde ser realizado.

“O público surdo, assim como diversas outras comunidades linguísticas minorizadas tem carência de equidade, direitos e acessibilidade linguística, projetos como a ‘Amazonas em Libras’, que protagonizam a língua de sinais, são extremamente necessários. Oportunizar o acesso de pessoas surdas não só nesse ambiente de trabalho, mas em espaços de discussão e construção de conhecimento é dar vez e lugar à cultura e a língua de povo que resiste”, destaca.

Para Andrei Severiano, que ficou responsável por mediar a comunicação dos ouvintes com o surdo, conta que a experiência transformou seu olhar para as produções e para as demandas da comunidade. “Foi desafiador e totalmente novo trabalhar como intérprete nesse projeto. Me possibilitou fazer novas tarefas e ações até mais técnicas dentro dessa área”, explica.

A websérie foi contemplada no prêmio Feliciano Lana, com recursos da Lei Aldir Blanc, promovido pelo Governo do Estado, via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa,  e apoio do Governo Federal – Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura.

Blumenauense que faz conteúdo sobre educação financeira em Libras concorre a prêmio nacional

O blumenauense Rafael Souza Silveira está concorrendo ao prêmio XP de transformação da educação financeira na categoria de nanoinfluenciador. O projeto dele foca no ensino de educação financeira para pessoas com deficiência auditiva. As aulas são 100% em Libras e de uma forma descontraída.

A premiação foi organizada pelo Instituto XP com o objetivo de reconhecer pessoas que realizem projetos voltados para a área financeira. A votação vai do dia 27 de novembro até o dia 6 de dezembro. A premiação acontece no dia 8 de dezembro.

Rafael, formado em administração e em Letras-Libras, criou o projeto Cifrão na Mão com o intuito de ensinar pessoas com deficiência auditiva sobre assuntos de administração financeira, investimento e assuntos relacionados ao mercado financeiro, de forma acessível e através Lingua Brasileira de Sinais (Libras) de uma forma acessível e descontraída.

“Eu acho que todos nós precisamos de educação financeira. Me senti na obrigação de fazer isso em Libras por ver toda a falta de acessibilidade enfrentada pela comunidade surda”, relata ele.

Casado com uma pessoa surda, ele sempre esteve em contato com esta comunidade. Vendo todos os problemas de acessibilidade enfrentados diariamente, Rafael percebeu que boa parte dos conceitos básicos envolvendo dinheiro não chegavam para a maioria dos surdos como chega para pessoas ouvintes, já que existem vídeos e outros conteúdos na internet.

Como estudava finanças desde a faculdade, por ser um assunto que achava bastante interessante, por perceber a falta de conteúdos em Libras e por ver muitas pessoas próximas tendo dificuldades financeiras, Rafael começou a pensar em uma forma de ajudar essas pessoas.

Dessa forma, ele começou a conversar com seu irmão, Fabio Souza Silveira, e os dois começaram a desenhar um projeto no segundo semestre de 2019. Como Fabio já entendia sobre redes sociais, no final de 2019 eles já tinham alguns conteúdos e vídeos gravados e prontos, e no início de 2020, o canal Cifrão na Mão já havia sido criado.

“Finanças pode parecer chato pra muitas pessoas, então tentamos deixar o canal um pouco mais descontraído. Eu criava os roteiros e atuava nos vídeos em língua de sinais. Meu irmão cuidava da edição, layout re propagandas. Criamos então um Instagram pra ajudar a divulgar. E nos divertimos muito”, comenta Rafael.

Conforme o canal foi crescendo, mais uma pessoa integrou o projeto, Otávio Lenzi, que também entendia de finanças e redes sociais.

Como votar

Rafael relata que descobriu a premiação através do Instagram do Instituto XP, e pensou que seu canal se enquadrava nos critérios que o Instituto estavam avaliando. Dessa forma, ele conversou com seu time para inscrever o projeto.

“Confesso que ficamos surpresos de termos chegado na final, porque são muitos canais legais concorrendo”, comenta ele.

O projeto Cifrão na Mão está entre os finalistas da premiação, na categoria nanoInfluenciador, que integra influenciadores que possuem públicos bem específicos.

Para votar é necessário entrar no site da premiação, na aba de finalistas, e clicar na categoria nanoinfluenciador. Depois é só clicar em votar embaixo do nome de Rafael e pronto, o voto foi contabilizado.

Via O Município Blumenau

Startup brasileira lança técnica que traduz línguas de sinais para voz

Hand Talk, startup de Maceió que criou um sistema de inteligência artificial (IA) que transforma automaticamente linguagem de texto ou de áudio em Libras, agora quer fazer o caminho inverso. Anunciou nesta quinta-feira (12) sua tecnologia assistiva que usa IA como sensor de movimentos, convertendo os gestos da língua de sinais para áudio.

A novidade levou mais de dois anos de pesquisa para ver a luz do dia, segundo um comunicado da companhia. A tecnologia Motion, própria da Hand Talk, realiza o reconhecimento de sinais e frases mais longas com qualidade e precisão, também nas palavras da empresa. No futuro, a ideia é que o recurso entenda e traduza diferentes contextos e regionalismos.

A iniciativa não é inédita; em 2019, o queniano Roy Allela inventou luvas que fazem essa conversão de sinais para áudio. Também no Brasil, o estudante Luciano dos Anjos Oliveira, da Escola Técnica Estadual (Etec) Lauro Gomes, de São Bernardo do Campo (SP), inventou um programa similar. Só o uso dirá o quanto a ferramenta nova da Hand Talk é melhor ou mais acessível que estas.

Hand Talk Community (Imagem: Reprodução/Hand Talk)

A empresa também lançou o Hand Talk Community, uma plataforma colaborativa que abastece a inteligência artificial da startup. Agora, voluntários fluentes em línguas de sinais do mundo todo poderão contribuir com ela para que a solução chegue a outros idiomas.

Para quem não conhece, o app do Hand Talk (Android | iOS) faz as traduções de texto e voz para a linguagem de sinais usando os personagens Hugo ou Maya. O lançamento da tecnologia Motion em breve estará disponível nos programas da empresa usados pelo público. As inscrições para a rede de voluntários do Community já estão abertas.

Edital em Libras do Enem já está disponível

Sabia que o edital do Enem 2021 já está disponível? Mas, eu não estou falando daquele edital impresso que você certamente imaginou. Estou falando do edital em Libras, a língua brasileira de sinais. Ele faz parte da política de acessibilidade e inclusão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, o INEP, que visa ampliar as oportunidades de participação da sociedade nos exames.

Joaquim Emanuel Barbosa é surdo implantado, ou seja, ele recebeu um dispositivo médico eletrônico que possibilita ouvir. Assim ele é bilíngue, pois pode se comunicar oralmente ou por meio da língua brasileira de sinais. Para ele, o edital nesse formato vai permitir a compreensão das pessoas surdas que aprenderam muito mais a Libras que o Português escrito. “Trazer acessibilidade para as informações chegarem a todo o público eu acho extremamente importante, até mesmo para os pais, vamos dizer que o pai não seja ouvinte e não é fluente na língua portuguesa a modalidade escrita, ele vê o edital em Libras, ele consegue entender tudo o que ele precisa para acompanhar o filho dele”, diz.

As inscrições para o Enem 2021 vão de 30 de junho à 14 de julho e os participantes que solicitarem atendimento especializado e tiverem o pedido aprovado poderão usar materiais próprios durante as provas. Também estarão disponíveis a prova ampliada, a super ampliada e a por contraste. As provas serão aplicadas nos dias 21 de 28 de novembro, tanto a versão digital quanto a versão impressa. E o edital em Libras pode ser visto no canal do Inep no Youtube.

 

Fonte Agência Brasil

Por Tony Ribeiro* – Brasília

*Com supervisão de Sâmia Mendes

Edição: Sâmia Mendes/Edgard Matsuki

ALFABETO EM LIBRAS É TEMA DE EMISSÃO ESPECIAL DOS CORREIOS

Nessa quinta-feira (10), Dia Nacional da Inclusão Social, os Correios lançaram a Emissão Especial Alfabeto Manual da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para marcar o lançamento virtual das peças filatélicas, a empresa produziu um vídeo em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) – entidade que possui curso de licenciatura em Letras Libras. O conteúdo pode ser conferido no canal oficial dos Correios no Youtube.

Além de sensibilizar todos os públicos sobre a importância da segunda língua oficial do Brasil, a emissão também celebra a institucionalização educacional à comunidade de surdos no país, iniciada no século XIX. Em 1855, o educador francês surdo Edouard Huet foi convidado por D. Pedro II a mudar-se para o Brasil e dar continuidade ao seu trabalho, educando pessoas surdas. Dois anos depois, em 26 de setembro de 1857, era fundada a primeira escola para surdos do Brasil e, com ela, nascia a Língua Brasileira de Sinais.

O Alfabeto em Libras permite a interpretação das palavras em línguas orais para as línguas de sinais. Ao soletrar manualmente a grafia das palavras, cada letra corresponde a um formato assumido pela mão. O idioma é uma importante ferramenta de emancipação das pessoas surdas. Ao conhecer e aprender a língua, os demais cidadãos têm a oportunidade de transpor as barreiras de comunicação e colaborar para uma sociedade verdadeiramente nacional e inclusiva.

O lançamento do selo vem celebrar as vitórias conquistadas pelas pessoas surdas no Brasil e no mundo e manifestar o apoio dos Correios aos surdos brasileiros, um reconhecimento da importância da difusão da Língua Brasileira de Sinais e dos seus valores políticos e sociais.

Selo – A arte da folha é composta pelas 26 letras do alfabeto em Libras, representadas através de imagens pictóricas de fácil reconhecimento e linguagem contemporânea. Para enriquecer ainda mais essa emissão, outras quatro palavras e expressões importantes foram acrescidas ao conjunto, fechando assim a folha de 30 selos: Brasil, Brincar, Eu te Amo e Acessível em Libras.

A arte, de Fábio Lopes, foi produzida com tinta especial em um tom de laranja vibrante, tinta UV e calcografia, que conferem destaque e importância para essa iniciativa inédita dos Correios.

A tiragem é de 1 milhão de selos, com valor facial de R$ 2,05. As peças estarão disponíveis nas principais agências de todo o país e também na loja virtual dos Correios.

 

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