PDL nº 330/20 que susta efeitos do Decreto de recomposição do Conselho Nacional de Educação (CNE) é encaminhado à Câmara
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 330/20 que susta efeitos do Decreto de 9 de Julho, que designa novos membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), foi protocolado na Câmara na tarde desta segunda-feira, 13. O PDL é de autoria da deputada federal Joenia Wapichana (REDE-RR).
A nova composição do CNE foi publicada na sexta-feira (10), e o assento que, há mais de 20 anos era ocupada por uma representação indígena, deixou de existir. O Prof. Dr. Gersem Baniwa, comprometido com a educação escolar indígena e com bastante formação profissional na área de educação, foi o último membro. Baniwa atuava desde 2016 na Câmara de Educação Básica.
A ausência de um representante indígena no Conselho representa mais uma afronta aos direitos indígenas garantidos na Constituição e organizações internacionais. Os novos conselheiros são indicações do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, o que reforça as inúmeras afrontas e desrespeitos aos direitos indígenas e direitos sociais.
No §5º, do Art. 8º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995 é garantida a escolha dos nomes levando em conta a necessidade de representatividades de todas as regiões do País, bem como a especificidade de cada colegiado. Para a Deputada Joenia esse é o principal motivo de afronta aos direitos e a negação dos povos indígenas terem a sua representatividade no Conselho.
No mesmo dia da publicação, a Deputada também publicou nota de repúdio pela forma como foram definidos os novos conselheiros. O ato também revoltou várias instituições de ensino superior, a União dos Dirigentes Municipais de Educação, o Conselho Nacional de Secretários de Educação, os Fóruns de Educação Escolar Indígena e outras instâncias de representatividades da educação básica e superior.
Fonte: Ascom/ Dep. Joenia Wapichana
Mortes de indígenas idosos por Covid-19 colocam em risco línguas e festas tradicionais que não podem ser resgatadas
São mais de 200 línguas indígenas faladas no Brasil, muitas em preservação pelos mais velhos. Guajajaras contam com festas para manter a tradição. Karipunas têm tatuagens históricas que podem se perder. No Rio Negro, um ilustrador da história local morre devido ao novo coronavírus.
Por Carolina Dantas, G1
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Aripã e Katica em terra indígena Karipuna, em Rondônia, em 2019 — Foto: Fabio Tito/G1
A Covid-19 mata mais os idosos e são eles a fonte histórica dos indígenas brasileiros. Os antigos Guajajara, no Maranhão, cantam os rituais. Na aldeia dos karipuna, em Rondônia, Katica e Aripã têm as tatuagens tradicionais e mantêm a língua tupi-kawahib. Os anciãos, que ensinam os mais jovens, correm risco de morrer ou já foram perdidos para a doença.
Não há um balanço oficial de mortes indígenas por Covid-19 por idade. Sabe-se que são 187 mortes até esta quinta-feira (9), de acordo com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Ou, como diz o levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), 453 mortos. Não há consenso também sobre o número geral de vítimas da doença.
Cada caso é divulgado, então, por quem vive perto das aldeias. Aloisio Cabalzar, antropólogo do Instituto Socioambiental (ISA) no Rio Negro, diz que a tradição das sociedades indígenas é basicamente oral. Em geral, são as pessoas mais velhas que passam o conhecimento para as mais jovens.
“Os idosos são o principal grupo de risco. É o que está acontecendo: estamos perdendo o conhecimento” – Aloisio Cabalzar, antropólogo
São mais de 300 povos no Brasil e 200 línguas.
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Feliciano Lana, ilustrador da cultura indígena, morre de Covid-19 — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental
Na região do Rio Negro, o ilustrador Feliciano Lana, de 82 anos, desenhou por mais de 30 anos o que assistia na Amazônia. Era “calmo e generoso”, como descreveu Cabalzar.
“Produziu uma obra sensível, expressiva da cosmologia dos povos Tukano e quase onipresente nos trabalhos de antropólogos, historiadores e artistas que tratam do Rio Negro. Seus trabalhos estão em instituições diversas como o Museu de Arte de Belém, o Museu da Amazônia e o Museu Britânico, com o qual estava colaborando recentemente”.
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Obra de Feliciano Lana — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental
Feliz, como era conhecido Lana, morreu em maio de Covid-19. Pouco mais de um mês depois, o Rio Negro também perdeu Poani Higino Pimentel Tenório. Ele pegou a doença em São Gabriel da Cachoeira, chegou a ser tratado, e foi transferido para Manaus. O governo do Amazonas informou que ele foi internado na UTI em uma ala indígena, mas que apresentou um quadro agravado por insuficiência respiratória aguda.
Cabalzar diz: “Tenório foi o principal líder do povo Tuyuka e por 20 anos foi educador da língua original aos mais novos”. Ele tinha muitas profissões: construtor de canoa, artesão, químico, professor, tradutor trilíngue e intercultural, gestor de organização indígena, pesquisador, especializado em petróglifos, escritor, produtor cultural.
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Higino, em fotografia de Aloisio Cabalzar, em sua comunidade Tuyuka em 2008 — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental
“Ele buscou os filhos indígenas em outras escolas, ensinou a língua tuyuka. Garantiu muito material escrito, vários trabalhos publicados. Ele foi a principal liderança do processo de retomada da língua tuyuka”, disse o antropólogo.
No Maranhão, Sônia Guajajara, líder indígena e coordenadora da Apib, vê um processo parecido. Os idosos morrem e levam o que sabem, diz ela. A doença já chegou em territórios próximos a povos isolados: Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá; terra indígena Momoadate, no Acre; Vale do Javari, no Amazonas.
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Mortes de indígenas por Covid-19 no Brasil — Foto: Arte/G1
Pesquisa analisa diferenças entre as línguas indígenas faladas em Mato Grosso do Sul
A presença marcante dos povos indígenas no estado é motivo de orgulho para o sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul possui, hoje, a segunda maior população indígena do país, contando com povos Guarani-Kaiuá, Terena, Kinikinau, Kadiwéu, Guató e Ofayé.
Acompanhando a importância da cultura indígena no contexto regional, a UFMS tem, em sua história, empregado esforços para se aprofundar, aprender e valorizar as práticas e conhecimentos desses povos. Em Aquidauana, destaca-se a institucionalização do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, que desde 2019 oferece ingresso anual, em graduação específica, para os pertencentes às comunidades indígenas.
Além do ensino, a Universidade também atua de forma coordenada para a pesquisa indígena. São diversos os pesquisadores da Instituição que se dedicam ao saber científico na área. E os seus resultados têm contribuído para descobertas importantes, que se agrupam a um esforço mundial para desmistificar e desvendar os saberes dos povos nativos.
Dia do Imigrante Pomerano – 28 de junho
No dia 28 de junho de 1859, as primeiras 27 famílias desembarcaram em Vitória, dando início à colonização Pomerana no Espírito Santo, 161 anos atrás.
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Hoje comemoramos o Dia do Imigrante Pomerano. No dia 28 de junho de 1859, as primeiras 27 famílias desembarcaram em Vitória, dando início à colonização Pomerana no Espírito Santo, 161 anos atrás. Foram tempos muito difíceis. Mas o povo Pomerano é forte, trabalhador e, com muita luta, conseguiu superar todas as dificuldades. No Espírito Santo, somos mais de 150 mil descendentes. Os pomeranos residem, em maior número, nos municípios de Santa Leopoldina, Pancas, Laranja da Terra, Domingos Martins, Vila Pavão, Afonso Cláudio, Itaguaçu, Itarana, Baixo Guandu, Vila Valério e Santa Maria de Jetibá, que concentra uma das maiores colônias pomeranas do mundo.Várias pessoas e instituições trabalham para preservar a Língua, a Cultura e as Tradições Pomeranas no nosso Estado.Por isso, a minha homenagem e o meu agradecimento a todos os Pomeranos residentes em terras capixabas! Eu tenho orgulho de ser Pomerano!#deputadoadilsonespindula #adilsonespindula #deputadoestadual #imigracaopomerana #pomerano #pomerana
Publicado por Adilson Espindula em Domingo, 28 de junho de 2020
Premio de Literaturas Indígenas de América 2020

Con la finalidad de reconocer y estimular la creación literaria de los escritores en lenguas indígenas, LA UNIVERSIDAD DE GUADALAJARA, LA SECRETARÍA DE CULTURA DEL GOBIERNO DE LA REPÚBLICA, LA SECRETARIA DE CULTURA DEL ESTADO DE JALISCO (SCJ), LA SECRETARÍA DE EDUCACIÓN DEL GOBIERNO DEL ESTADO DE JALISCO (SE), EL INSTITUTO NACIONAL DE LENGUAS INDÍGENAS (INALI) Y EL INSTITUTO NACIONAL DE LOS PUEBLOS INDÍGENAS (INPI), convocan al PREMIO DE LITERATURAS INDÍGENAS DE AMÉRICA 2020, de conformidad con las siguientes bases:
PRIMERA: Para la edición 2020, el Premio de Literaturas Indígenas de América, se otorgará por obra inédita en el género de poesía, escrito originalmente en la lengua indígena del autor.
SEGUNDA: Podrán ser candidatos al Premio los escritores de los pueblos indígenas del Continente Americano, sin importar su lugar de residencia actual.
TERCERA: La obra del autor debe expresar o recrear los elementos estéticos, semánticos y discursivos propios de su cultura y lengua que contribuya al desarrollo, promoción y difusión de la misma.
CUARTA: El tema de la obra es libre, y debe contar con una extensión mínima de 60 cuartillas en lengua indígena y la cantidad de páginas que correspondan a la traducción en la lengua franca de su país de origen, con letra Arial de 12 puntos, y un interlineado de 1.5
QUINTA: Los escritores interesados podrán postular su obra vía internet, en la página www.cunorte.udg.mx/plia en la que se llenará una solicitud de registro y deberán anexar en formato pdf los siguientes documentos:
- El trabajo inédito con el cual concursa, escrito en su lengua indígena y firmado únicamente con un seudónimo.
- La traducción correspondiente en la lengua de su país de origen y firmado únicamente con un seudónimo.
SEXTA: En archivo por separado se enviarán los datos de identidad y localización del participante, así como una breve semblanza de su trayectoria en la promoción y uso de la lengua, mismos que quedarán bajo resguardo de la institución que administra el portal de registro y sólo se tendrá acceso para obtener los datos del ganador.
SÉPTIMA: La convocatoria quedará abierta para la recepción de trabajos a partir del 25 de mayo y cerrará el 11 de agosto de 2020 a las 23:59 horas de la Ciudad de México. Bajo ninguna circunstancia se aceptarán trabajos fuera de ese plazo.
OCTAVA: No podrán participar:
- Miembros de la Comisión Interinstitucional o trabajadores de las instancias convocantes.
- Miembros integrantes del jurado calificador.
- Quien se encuentre participando con la misma obra en otros concursos y esté en espera de dictamen o en proceso de premiación.
NOVENA: Tres destacadas personalidades del ámbito literario en América Latina (dos nacionales y uno extranjero) conformarán el jurado calificador, cuyo fallo será inapelable.
DÉCIMA: El monto del premio será único e indivisible por la cantidad de $250,000.00 (Doscientos cincuenta mil pesos mexicanos 00/100) y se entregará al ganador en fecha posterior a la ceremonia de reconocimiento.
DÉCIMA PRIMERA: Los resultados y el ganador del premio se darán a conocer por medio de una rueda de prensa el 27 de agosto de 2020.
DÉCIMA SEGUNDA: La ceremonia de reconocimiento se llevará a cabo el 5 de diciembre, en el marco de la Feria Internacional del Libro de Guadalajara en su edición 2020, en Jalisco, México.
DÉCIMA TERCERA. El ganador conferirá de forma exclusiva a la Comisión Interinstitucional del Premio de Literaturas Indígenas de América su consentimiento para la divulgación, publicación, comunicación pública, distribución al público y/o reproducción de la obra ganadora en formato impreso y/o electrónico, en los espacios y medios que acuerde dicha Comisión, con base en los recursos y la disponibilidad de medios; así como el derecho a su utilización sin fines de lucro por un lapso no mayor a cinco años.
DÉCIMA CUARTA: Los participantes se comprometen a asumir las bases que rigen la presente convocatoria. El incumplimiento de alguna de estas bases ocasionará la descalificación automática del participante.
DÉCIMA QUINTA: Las instituciones convocantes se eximen de cualquier responsabilidad imputable a los concursantes por la reproducción parcial o total de los trabajos de terceros que infrinjan la Ley Federal de Derechos de autor o cualquier otra disposición legal aplicable, en cuyo caso se sujetarán a lo que determinen las autoridades competentes.
DÉCIMA SEXTA: Los casos no previstos en la presente convocatoria, serán resueltos por la Comisión Interinstitucional del Premio, conformada por los representantes de las instituciones convocantes y su decisión será inapelable.
Informes:
Universidad de Guadalajara
Centro Universitario del Norte
www.cunorte.udg.mx/plia
Secretaría de Cultura
www.gob.mx/cultura
Instituto Nacional de Lenguas Indígenas
www.inali.gob.mx
enlace@inali.gob.mx




