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UFSC abre inscrições do Vestibular 2022 para Licenciatura Intercultural Indígena
Vestibular da UFSC/2022 para o Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica: Guarani, Kaingang e Xokleng-Laklãnõ
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abrirá, no período de 4 a 20 de janeiro de 2022, as inscrições para o Vestibular 2022 do Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica: Guarani, Kaingang e Xokleng-Laklãnõ. O concurso é voltado aos indígenas das etnias Guarani, Kaingang e Xokleng-Laklãnõ que concluíram ou estão em vias de concluir o Ensino Médio até a data de matrícula.
O curso oferecerá uma formação comum para a docência nos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com terminalidades em duas grandes áreas do conhecimento: 1) Linguagens e suas Tecnologias: Artes, Educação Física, Língua Indígena e Língua Portuguesa; e 2) Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas: Filosofia, Geografia, História e Sociologia.
O curso possui carga horária total de 3.888 horas/aula, com uma duração prevista de quatro anos e terá início em abril de 2022. Neste concurso, são oferecidas 45 vagas, sendo 15 para cada uma das três etnias. Os candidatos serão selecionados conforme seu desempenho no Concurso Vestibular e de acordo com o número de vagas oferecidas.
A inscrição neste processo seletivo será gratuita e realizada somente via internet. O candidato deverá entrar na página www.licenciaturaindigena2022.ufsc.br e preencher integralmente o Requerimento de Inscrição e enviá-lo (via internet) para a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), além de imprimir o comprovante.
A Coperve não se responsabilizará por solicitações de inscrição não efetivadas por motivos de ordem técnica, falhas de comunicação, congestionamento de linhas de comunicação ou outros fatores de ordem técnica que impossibilitarem a transferência dos dados.
mais informações em licenciaturaindigena2022.ufsc.br
Um quinto das línguas mundiais pode morrer até 2100, indica estudo

Cerca de 1.500 línguas podem morrer até 2100, de acordo com um novo estudo realizado pela Australian National University (ANU), que apontou que das 7 mil línguas reconhecidas no mundo cerca de metade estão ameaçadas de extinção – com 1.500 em particular risco, ou seja, um quinto. “Descobrimos que, sem intervenção imediata, a perda de idiomas poderia triplicar nos próximos 40 anos. E até o final deste século, 1.500 idiomas poderiam deixar de ser falados”, revelou o coautor do estudo, Lindell Bromham.
O estudo identificou até 51 novos fatores de stress nas línguas ameaçadas de extinção e uma das descobertas mais surpreendentes está relacionada com o efeito do aumento dos anos de escolaridade que fizeram crescer o perigo da linguagem em alguns países, razão pelo qual os investigadores reforçam a necessidade de construir currículos que apoiem a educação bilíngue, promovendo a proficiência da língua indígena assim como o uso de línguas dominantes regionalmente.
“Entre os 51 fatores que investigámos, também encontramos alguns pontos de pressão realmente inesperados, incluindo a densidade rodoviária”, apontou Bromham. “Quanto mais estradas houver, a ligar as cidades, as vilas e aldeias, maior o risco de as línguas serem ameaçadas. As estradas ajudam as línguas dominantes a passarem por cima de outras línguas menores”, referiu.
E quais idiomas podem ser perdidos? De acordo com um estudo da UNESCO sobre línguas ameaçadas de extinção, as áreas com um número particularmente grande de línguas que estão em vias de extinção incluem: África, Sibéria oriental, Sibéria Central, Austrália do Norte, América Central, Planalto Noroeste do Pacífico, assim como o Oklahoma (EUA) e Cone Sul da América do Sul.
A África é o continente com maior diversidade linguística do mundo. As pessoas falam cerca de 2.000 idiomas diferentes. A União Europeia, com 28 Estados-membros, tem 24 línguas oficiais, uma vez que alguns partilham a mesma língua oficial. Estima-se que entre 7 e 10 milhões de pessoas sejam falantes nativos do catalão na Espanha, França e Itália. No entanto, a população total de Malta de 420.000 é toda bilíngue inglês-maltês. Por outro lado, o irlandês, a primeira língua estatal da Irlanda, não tem status oficial na Irlanda do Norte, onde é caracterizado como uma língua regional e foi classificado pela UNESCO como “definitivamente ameaçada de extinção”.
Via MULTINEWS
Mapa mostra três estados dos EUA onde português é a língua mais falada depois do inglês e espanhol

Todo mundo sabe que os Estados Unidos se tornou um caldeirão de idiomas com imigrantes de vários países. Estudos mostram que são faladas mais de 300 línguas em solo norte-americano, sendo o inglês predominante e o espanhol em segundo lugar.
Um mapa feito pelo Instituto de Políticas Migratórias com base nos dados do Census 2020, mostra que cerca de 70 milhões de pessoas que vivem nos EUA falam um segundo idioma em casa. Nesse grupo, seis em cada dez falam espanhol.
Depois as línguas mais faladas são a chinesa (5%, incluindo mandarim e cantonês), tagalog (quase 3%), vietnamita, árabe, francês (incluindo Cajun) e coreano (cerca de 2%).
O português, embora não esteja no topo do ranking, é falado por 846 mil pessoas, o que totaliza 1,2% da população. O mapa mostrou que em três estados, ele é o idioma mais falado depois do inglês e do espanhol: Massachusets, Connecticut e Rhode Island.
Essa região é conhecida não só por abrigar um grande número de brasileiros, mas também de portugueses e angolanos.
Curiosamente, o espanhol é a língua mais comum depois do inglês em todos os Estados, exceto quatro: Alasca, Havaí, Maine e Vermont.
Extinção de línguas indígenas pode aniquilar saberes sobre plantas medicinais, diz estudo

Estudo da Universidade de Zurique, na Suíça, mostra que grande parte do conhecimento sobre plantas medicinais está atrelado a línguas indígenas ameaçadas
O estudo analisou três regiões (Amazônia, Nova Guiné e América do Norte). Nele, os pesquisadores Jordi Bascompte, do Departamento de Biologia Evolutiva e Estudos Ambientais da Universidade de Zurique e Rodrigo Cámara-Leret, especialista em biodiversidade concluíram que 75% dos usos de plantas medicinais são conhecidos em apenas uma língua.
No noroeste da Amazônia, o estudo avaliou 645 espécies de plantas e seus usos medicinais conforme a tradição oral de 37 línguas, e detectou que 91% desse conhecimento só existe em apenas um idioma; sua extinção implica também a morte desse saber medicinal.

No Brasil, escolas indígenas desempenham papel importante na preservação das línguas, assim como iniciativas de catalogação e revitalização, como ocorreu entre os Karitiana de Rondônia e os Pataxó da Bahia e Minas Gerais.
O projeto Ethnologue avalia que 42% das mais de 7 mil línguas existentes no mundo estejam ameaçadas de extinção. No Brasil, são 99 os idiomas que estão morrendo, sem contar aqueles que já desapareceram. Segundo o Instituto Socioambiental, das mil línguas indígenas faladas em território brasileiro antes da chegada dos portugueses, apenas 160 ainda estão vivas.
Bascompte e Leret alertam para o fato de que a extinção de línguas indígenas levará consigo conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais e isso poderá diminuir as chances de descoberta de futuros medicamentos.
Diversos medicamentos hoje comercializados em larga escala no mundo são elaborados a partir de plantas medicinais. Eles vão desde o ácido acetilsalicílico, conhecido popularmente como aspirina, com seu princípio ativo extraído do salgueiro (Salix alba L.) até a morfina, extraída da papoula (Papaver somniferum).
O estudo ainda concluiu que a perda das línguas terá maior impacto na extinção do conhecimento medicinal do que a perda da biodiversidade.
PARA LER A NOTÍCIA NA ÍNTEGRA, ACESSE MONGABAY
Expressões indígenas: Conheça algumas variações linguísticas na comunicação
Atualmente, no Brasil, existem 154 línguas indígenas. Calcula-se que 80% dos idiomas falados no país desapareceram de 1.500 até hoje
A chegada dos portugueses no Brasil e a posterior colonização do território proporcionou uma drástica mudança no modo de viver nos nativos que habitavam a região. Costumes, roupas, religião e até mesmo o modo de falar. Estima-se que antes da chegada dos portugueses, havia entre 600 e mil línguas sendo faladas pelos nativos indígenas.
Essas e outras informações fazem parte de uma extensa pesquisa que resultou no livro ‘Não Fala Só Tupi’, dos linguistas Bruna Franchetto e Kristina Balykova. Entre as informações sobre as pouco mais de 150 línguas indígenas faladas no Brasil atualmente, está a forma como a maioria possui e adapta expressões de acordo com a região

A exemplo da língua portuguesa, que é falada em dez países ao redor do globo, a língua indígena apresenta mudanças decorrente de fatores históricos e culturais. O português que se fala no Brasil não é o mesmo que se fala em Portugal, ou na Angola, ou Timor-Leste, o que não faz com que sejam línguas diferentes, apenas possuem dinâmicas linguísticas distintas. O mesmo acontece na língua inglesa, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
As 154 línguas indígenas existentes no território brasileiro são agrupadas em famílias. Algumas delas podem ser formadas por subfamílias, pequenas ou grandes. No estado do Pará, são faladas 34 línguas indígenas. Destas, 18 são tupi; nove são da família Karib; cinco línguas Macro-Jê; uma língua da família Aruak e uma da Warao.
A exemplo da língua portuguesa, que é falada em dez países ao redor do globo, a língua indígena apresenta mudanças decorrente de fatores históricos e culturais. O português que se fala no Brasil não é o mesmo que se fala em Portugal, ou na Angola, ou Timor-Leste, o que não faz com que sejam línguas diferentes, apenas possuem dinâmicas linguísticas distintas. O mesmo acontece na língua inglesa, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
As 154 línguas indígenas existentes no território brasileiro são agrupadas em famílias. Algumas delas podem ser formadas por subfamílias, pequenas ou grandes. No estado do Pará, são faladas 34 línguas indígenas. Destas, 18 são tupi; nove são da família Karib; cinco línguas Macro-Jê; uma língua da família Aruak e uma da Warao.

Foto: Nicolle Januzzi/Arquivo Pessoal


