Periódico Cadernos de Tradução publica edição especial com todos os artigos em Libras

O periódico Cadernos de Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou uma edição especial dedicada aos Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais (ETILS). Organizada pelos docentes Carlos Henrique Rodrigues e Rodrigo Custódio da Silva, da UFSC, e pela professora Anabel Galán-Mañas, da Universitat Autònoma de Barcelona, a edição, disponível desde dezembro de 2021, é a primeira publicada por um periódico nacional com artigos escritos que possuem também sua versão sintética em Língua Brasileira de Sinais (Libras) produzida pelos próprios autores. É possível, portanto, acessar o texto escrito e também em Libras em vídeo, ampliando-se o alcance da publicação e contribuindo com a difusão do conhecimento em línguas de sinais.

Cadernos de Tradução é um reconhecido fórum nacional e internacional de discussão de pesquisas na área Estudos da Tradução, indexada em diferentes bases nacionais e estrangeiras e classificado como A1 no Qualis Periódicos da Capes. O volume 41, número especial 2 (2021), Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais: atualidades, perspectivas e desafios, é constituído por onze artigos produzidos por vinte e um autores pertencentes a onze diferentes instituições educacionais brasileiras. Há também uma resenha e uma tradução do inglês para o português.

Para os organizadores a publicação com os artigos em Libras tem caráter inovador. Além disso, “representa o crescimento, a consolidação e o amadurecimento das pesquisas dos ETILS e marca um novo tempo da investigação da tradução, da interpretação e da guia-interpretação intermodal e intramodal gestual-visual no contexto brasileiro”.

A publicação pode ser acessada pelo site periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/issue/view/3017.

Declaración Pública: UNAP rechaza campañas de odio contra migrantes y llama a la convivencia multicultural y solidaridad (Chile)

Llamado de la Universidad Arturo Prat contra las campañas de odio hacia migrantes y el permanente estado de tensión de la comunidad regional: rescatemos nuestra raíz de convivencia multicultural y solidaridad.
DECLARACIÓN PRESENTADA POR EL RECTOR DE LA UNIVERSIDAD ARTURO PRAT, SR. ALBERTO MARTÍNEZ QUEZADA 

Nuestra Región de Tarapacá está siendo conmovida por una crisis migratoria y humanitaria generada por la mala gestión del gobierno nacional frente a la entrada masiva de migrantes latinoamericanos, y en especial venezolanos. Esto se ha traducido en campañas y marchas públicas donde se ha ejercido violencia —física y simbólica— contra migrantes sin una acción suficiente de las autoridades para detenerlas y una fuerte manipulación ideológica que niega las experiencias de convivencia multicultural que están en las raíces históricas de nuestra región.

No cabe duda que se trata de un asunto complejo. Muchos/as habitantes de la región son también víctimas del mal manejo de esta crisis por las autoridades gubernamentales (ausentes durante demasiado tiempo), y sencillamente reclaman su derecho legítimo a un entorno social y familiar tranquilo y seguro. Ello ha llevado a un estado de tensión permanente, evidenciado ampliamente en todos los medios de comunicación nacionales y locales, que muestra a nuestra región como un territorio sin control y con una predisposición xenofóbica, lejana de nuestra reconocida e histórica cultura cosmopolita y multicultural.

Entendemos la desesperación de muchas y muchos compatriotas, pero las campañas anti-migración no van a contribuir al desarrollo social y cultural de nuestras comunidades. El odio solo engendra odio, y la violencia nunca cesa de generar violencia.

Un futuro de odio y violencia es incompatible con la filosofía de la Universidad Arturo Prat, cuya misión se basa en nuestro compromiso con la interculturalidad, la defensa irrestricta de los derechos humanos y el ser actores relevantes en nuestro territorio. Por nuestra vocación de servicio, anunciamos próximos pasos para sostener un programa de trabajo en esta dirección pues creemos imprescindible que se adopten medidas para evitar la ocurrencia de nuevos espacios de enfrentamientos.

Concretamente, proponemos a las autoridades regionales y comunales avanzar de inmediato en las siguientes direcciones:

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Brasil sedia Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola

Nos próximos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, será realizada a 2ª Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola – Cilpe 2022. O evento faz parte do Programa de Difusão da Língua Portuguesa da OEI, que tem como objetivo fomentar a difusão e o fortalecimento da língua portuguesa em um modelo bilíngue com o espanhol, nas áreas de educação, ciência e cultura.
A primeira Conferência foi realizada em 2019 em Portugal e é muito significativo que a Cilpe 2022 seja realizada no Brasil, um país de fala portuguesa de dimensões continentais e que possui milhares de quilômetros de fronteiras com países de fala hispana.

Não é exagero dizer que o espanhol e o português são línguas globais: o espanhol é atualmente a segunda língua do mundo em número de falantes, enquanto o português está na quarta posição.

No entanto, de acordo com estudo realizado pela OEI, em parceria com o Real Instituto Elcano, no ano de 2020, 84% dos pesquisadores ibero-americanos escolheram publicar seus trabalhos científicos em inglês, em vez de prestigiar a língua materna. A projeção internacional do espanhol e do português, intensificada pelo bilinguismo, tem potencial para fortalecer ambas as línguas e ajudar a promover, por exemplo, uma ciência mais aberta e mais acessível, com as diversas vantagens que o multiculturalismo tem a oferecer.

Obviamente que as contribuições do bilinguismo em português e espanhol vão muito além da área científica, pois é inegável que a língua é um dos recursos mais importantes para uma influência global, com repercussão para a economia, cultura e geopolítica, em especial numa sociedade digital e com tanta mobilidade como a atual.

E o espanhol e o português são duas línguas que contêm múltiplos recursos para se conectar, pois não apenas possuem uma origem comum, como também são muito próximas, o que facilita a intercompreensão, a aprendizagem e o bilinguismo.

Dentre as linhas de ação do Programa de Difusão da Língua Portuguesa da OEI se destaca o projeto das escolas bilíngues de fronteira, com uma abordagem intercultural, que pretende desenvolver experiências de bilinguismo português e espanhol em regiões limítrofes entre países que falam essas línguas.

O bilinguismo, a par de aproximar e fortalecer os países de fala portuguesa e hispana, transmite uma poderosa mensagem para a humanidade em tempos de polarização como atualmente, trazendo novas possibilidades de um futuro com mais diversidade, inclusão, valorização da multiculturalidade e da interculturalidade, ampliação do intercâmbio estudantil e profissional, além da criação de novos espaços de produção do conhecimento.

A Cilpe 2022 reunirá acadêmicos, cientistas, especialistas de várias áreas do conhecimento e representantes dos governos de diversos países ibero-americanos, bem como profissionais de organismos de cooperação e de instituições públicas e privadas, para tratar sobre as potencialidades e os desafios do bilinguismo em português e espanhol.

Todas as pessoas estão convidadas para esse evento, cuja realização será sediada em Brasília, mas em regime híbrido, com participações remotas transmitidas de diversas regiões da ibero-américa e que poderão ser acompanhadas pelo público presencialmente e, também, em tempo real pela internet.

O evento representa mais um passo da OEI, dos países-membros, seus governos, instituições parceiras e demais colaboradores para dar continuidade aos seus trabalhos de fortalecimento do uso da língua portuguesa em um modelo que pode ampliar e reforçar os espaços de cooperação na educação, na ciência e na cultura.

*Por Raphael Callou é diretor da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil

Centro de Estudos Africanos da UFMG convida para palestra “Atlas Linguístico de Moçambique”

A Diretoria de Relações Internacionais convida a todos para a palestra “Atlas Linguístico de Moçambique”, ministrada pelos professores Carlos Manuel, David Langa e Paulo Covele, numa iniciativa do Centro de Estudos Africanos da UFMG. O evento será mediado pelo prof. Fábio Duarte, da Faculdade de Letras.
A palestra acontecerá no dia 9 de fevereiro às 17h e será transmitida pelo canal da DRI no Youtube. Haverá emissão de certificados.
Carlos Manuel é Professor-Auxiliar de Linguística Aplicada na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique.
David Langa é Professor Associado de Linguística Descritiva de Línguas Bantu na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. Atualmente é professor visitante na UFMG.
Paulo Covele é Geógrafo no Departamento de Geografia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, especializado em Gestão da Informação Geográfica.

Coumboscuro: a aldeia italiana que não fala italiano

Coumboscuro
Coumboscuro

Com a alcunha de “Pequena Provença” italiana, Sancto Lucio de Coumboscuro é uma aldeia isolada em quase todos os sentidos.

Situada perto da fronteira da região de Piemonte em Itália e França, os visitantes têm de voar até Turim e apanhar um comboio e um autocarro, ou conduzir para sul de Provença para chegarem até lá.

Aqueles que fizerem a viagem até aqui estão perdoados por se questionarem se estão no país certo, sobretudo quando os habitantes lhes disserem adeus com o insólito “arveire” em vez de “arrivederci”.

A língua oficial de Coumboscuro é o provençal, o antigo dialeto neolatino medieval de occitana, a língua falada na região da Occitânia em França.

Apenas umas 30 pessoas vivem na aldeia e a vida não tem nada de fácil para os habitantes. Coumboscuro é composta em grande parte por famílias de pastores que muitas vezes veem os seus rebanhos serem atacados pelos lobos que deambulam por aqui.

No inverno, é comum faltar a eletricidade durante semanas, e a ligação à internet é mínima.

Na aldeia, os tranquilos prados montanhosos e campos reluzentes de lavanda são ideais para os visitantes que procuram um retiro remoto, tal como as vistas arrebatadoras dos seus picos alpinos, que se estendem até à Cote d’Azur.

Esqueçam os bares, supermercados e restaurantes. A agitação social limita-se aos ocasionais eventos folclóricos que ocorrem na aldeia, ou quando os turistas embarcam na busca solitária por cogumelos ao fim de semana.

Um estilo de vida mais lento

A pastora Agnes Garrone é uma das poucas habitantes da aldeia italiana de Coumboscuro.

Os habitantes abraçam um estilo de vida mais lento e simples, em harmonia com a natureza.

“Não temos televisão. Não sentimos falta do que nunca tivemos. Quando falta a eletricidade durante 15 dias seguidos, não há motivos para entrar em pânico. Vamos buscar os candeeiros a petróleo dos nossos avós”, disse Agnes Garrone, uma pastora local com 25 anos, à CNN Travel.

“Estou habituada a acordar de madrugada para tratar das ovelhas. Trabalho 365 dias por ano, sem férias. Não sei o que é o Natal nem a Passagem de Ano porque, mesmo durante as festas, os rebanhos têm de ser alimentados e tratados. É uma vida de sacrifício, mas é muito gratificante quando vemos um borrego nascer.”

Garrone gere a La Meiro di Choco, uma antiga quinta que, por acaso, é a única pousada em Coumboscuro.

Quem aqui pernoita pode dormir nas tradicionais cabanas em madeira, provar alimentos frescos da horta e tem a opção de comprar lã superior de uma ovelha italiana indígena chamada Sambucana, também conhecida como Demontina.

Enquanto muitos dos habitantes mais novos da aldeia fugiram em busca de um futuro melhor há muitos anos, Garrone e os seus irmãos decidiram ficar e trabalhar nas terras dos seus antepassados.

A mãe deles cultiva canábis e outras ervas para fins medicinais, e faz xaropes com folhas de sabugueiro e dente-de-leão.

Revitalização cultural

É frequente serem realizadas festas e desfiles folclóricos na aldeia a celebrar as tradições provençais.

“Os visitantes são bem-vindos a ficar connosco. Precisamos que as pessoas descubram o nosso mundo, não queremos ser esquecidos e temos muito património para partilhar”, diz Garrone.

A jovem de 25 anos considera o provençal, habitualmente descrito como um misto entre francês e italiano, como a sua língua materna, em vez do italiano.

 

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Chamada aberta: “Pluricentrismo linguístico do português”

Chamada aberta — Edição especial

“Pluricentrismo linguístico do português: perspectivas para o ensino e a formação de professore(a)s”

Observatório de Português Língua Estrangeira / Segunda Língua (ObsPLE-PL2, UFBA/CNPQ)

Editores: Edleise Mendes (UFBA), Eduardo Lopes Piris (UESC), Jocenilson Ribeiro (UFS), Sílvia Melo-Pfeifer (Universidade de Hamburgo-UH)

1. Apresentação

As línguas pluricêntricas caracterizam-se por apresentar mais de um centro de referência, representando variadas normas linguísticas, nem sempre coincidentes do ponto de vista de seus usos. As normas variam internamente e, também, externamente, como é o caso de normas que diferem entre países ou regiões. De acordo com os principais teóricos que fundamentam os estudos sobre o tema (Michael Clyne; 1992; Rudolf Muhr, 2012), o pluricentrismo linguístico apresenta dois aspectos fundamentais: as relações entre linguagem e identidade e linguagem e poder. Esta última, sobretudo, tem demonstrado ser central para a compreensão das relações entre diferentes normas de uma língua pluricêntrica como o português.

As relações entre as variedades nacionais do português, por exemplo, têm sido de assimetria e de isolamento, pois assentam na competição entre as normas dominantes ou centrais, as normas brasileira e portuguesa, e o isolamento (ou mesmo apagamento simbólico) das outras variedades não-dominantes ou periféricas, dos demais países de língua oficial portuguesa, como os Países Africanos de Língua Portuguesa – PALOP e Timor-Leste. Desse modo, o conceito de pluricentrismo linguístico e suas implicações para o ensino e a formação de professore(a)s deve assumir-se como central para que possamos, a partir do posicionamento geopolítico do português hoje, pensar em perspectivas menos excludentes de gestão e de ensino da língua, que questionem a centralidade de duas normas em estado de competição, a portuguesa e a brasileira, para incluir e fortalecer as normas em desenvolvimento nos outros espaços da lusofonia (MENDES, 2016).

No debate recente sobre o tema, ainda são predominantes os estudos que estabelecem como foco a comparação entre sistemas de normas, numa perspectiva estritamente linguística, sem que sejam problematizados os aspectos sociais, políticos e culturais que impactam, diretamente, a promoção, a difusão e a projeção do português, especialmente nos campos do ensino e da formação de professore(a)s.

Desse modo, este Dossiê busca promover novas reflexões e debates sobre o pluricentrismo linguístico do português, com especial atenção para as diferentes dimensões éticas, políticas, teóricas e metodológicas que orientam o ensino e a formação de professore(a)s, em diferentes contextos de atuação no mundo.

A publicação, bem como seus/suas editores(as), integram o Observatório de Português Língua Estrangeira / Segunda Língua (ObsPLE-PL2), rede de pesquisadores(as) da área PLE/PL2, vinculados a universidades do Brasil e do exterior, em quatro continentes, interessados em estudos voltados para a língua portuguesa e sua grande diversidade linguística e cultural, em diferentes espaços do mundo.

2. Eixos temáticos

  • Políticas linguísticas em contexto do pluricentrismo do português
  • Língua, cultura, identidade e ensino pluricêntrico do português
  • Políticas de currículo para o ensino de Português Língua Pluricêntrica (PLP)
  • Perspectivas plurilingues, interculturais e críticas no ensino de PLP na formação de professore(a)s
  • Pluricentrismo linguístico e intercompreensão
  • Descolonização/decolonização do ensino da língua portuguesa na formação de professore(a)s
  • Abordagens e práticas de sala de aula de ensino de português numa perspectiva pluricêntrica
  • Contextos de ensino de português e pluricentrismo linguístico: PLE, PL2, PLA, PLH, PLAc.
  • Desenvolvimento de materiais e recursos para o ensino de PLP
  • Pluricentrismo linguístico e ensino on-line do PLP
  • Formação inicial e continuada de professore(a)s de PLP
  • Atitudes e crenças de professore(a)s e aluno(a)s sobre o pluricentrismo do português e o seu ensino

Submissões até: 30 março 2022

Informações para submissão:
https://periodicos.ufba.br/index.php/estudos/announcement/view/590

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