UNESCO sedia hoje e amanhã Encontro Internacional de Especialistas sobre o Desenvolvimento da Diversidade Linguística no Ciberespaço
UNESCO sedia hoje e amanhã Encontro Internacional de Especialistas sobre o Desenvolvimento da Diversidade Linguística no Ciberespaço
Nos dias 28 e 29 de outubro, na sua sede em Paris, a UNESCO realiza o Encontro Internacional sobre o Desenvolvimento da Diversidade Linguística no Ciberespaço.
O evento reune os principais especialistas, pesquisadores e formuladores de políticas para discutir a situação da diversidade linguística no ciberespaço e determinar os caminhos a serem seguidos pela UNESCO, com o intuito de garantir esforços contínuos na promoção e monitoramento da diversidade linguística e cultural no ciberespaço através de soluções tecnológicas abertas e inclusivas e do envolvimento das comunidades linguísticas.
Mais especificamente, o foco das discussões no encontro se fundamentará em dois eixos:
- os próximos passos para a implementação da recomendação da UNESCO que se refere à promoção e utilização do multilinguismo e do acesso universal ao ciberespaço e uma análise das recomendações da terceira Conferência Internacional “Diversidade Linguística e Cultural no Ciberespaço”, realizada em Yakutsk, Rússia, de 28 de de junho a 03 de julho de 2014;
- a elaboração de um plano de ação e início de novas parcerias para o desenvolvimento do Atlas das Línguas do Mundo da UNESCO baseado em seu atual Atlas das Línguas do Mundo em Perigo, visando o monitoramento e a promoção das línguas do mundo, bem como a criação de espaço on-line para outras instituições internacionais, regionais e nacionais de línguas para compartilhar seus conteúdos digitais relacionados às línguas usando soluções tecnológicas abertas e inclusivas.
Para esse encontro a UNESCO organizará sessões plenárias, onde os participantes compartilharão suas experiências e suas boas práticas na promoção da diversidade linguística no ciberespaço, bem como sessões paralelas, onde os participantes discutirão em mesas-redondas os encaminhamentos e as recomendações para a preparação do Plano de Ação e a construção de parcerias.
No dia 29/10, a partir das 09h, o prof. Gilvan Müller de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina e Assessor do IPOL, participará da sessão plenária “Em direção ao Atlas das Línguas do Mundo da UNESCO: Construindo parcerias internacionais para a criação de instrumento de monitoramento de línguas”, coordenado pelo Sr. Panchanan Mohanty, do Centro de Estudos em Linguística Aplicada e Tradução e do Centro de Estudos em Línguas em Perigo e Língua Materna, da Universidade de Hyderabad, India.
O Prof. Gilvan Müller apresentará iniciativas de mapeamento linguístico do português e das línguas faladas nos países de língua portuguesa, e muito especialmente os trabalhos em andamento no Brasil e que poderiam compor parcerias importantes para o Atlas das Línguas do Mundo da UNESCO.
Leia aqui notícia sobre o encontro na página da UNESCO (em inglês).
Adolescente chinês é resgatado da escravidão com ajuda de tradutor online
Adolescente chinês é resgatado da escravidão com ajuda de tradutor online

Pastelaria onde chinês resgatado era submetido a jornada exaustiva e condições degradantes. Fotos: SRTE/RJ
Jovem escravizado trabalhou em pastelaria por dois anos sem receber salário ou poder sair do local. Fiscalização investiga se caso está ligado a rede internacional de tráfico de pessoas
Por Stefano Wrobleski
Um adolescente chinês de 17 anos foi resgatado de trabalho em condições análogas às de escravos no município fluminense de Mangaratiba, a 100 quilômetros da capital Rio de Janeiro. Desde que chegou ao Brasil, há dois anos, ele trabalhou diariamente em uma pastelaria sem descanso ou qualquer salário. “A gente faz nossas compras em um estabelecimento e, muitas vezes, não percebe que há trabalhadores sendo escravizados na nossa frente”, resumiu a auditora do trabalho Marcia Albernaz de Miranda, que participou do resgate. A violação foi descoberta depois de a vítima fugir e ser acolhida pelo Conselho Tutelar local. A comunicação com o jovem, que por viver isolado não sabia falar português, só foi possível com ajuda de uma ferramenta de tradução de idiomas pela internet. Os agentes da fiscalização consideraram que o adolescente foi vítima também de tráfico de pessoas.
Especialistas divergem em relação ao acordo ortográfico
Especialistas divergem em relação ao acordo ortográfico
Elina Rodrigues Pozzebom e Iara Guimarães Altafin

Bechara e Pimentel, com o senador Cyro Miranda ao centro, divergiram em relação a novas mudanças (Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Em debate nesta terça-feira (21) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o gramático Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), defendeu o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, enquanto Ernani Pimentel, presidente do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa, cobrou maior simplificação gramatical.
As regras do acordo já são adotadas no país, por exemplo por editoras, mas só serão obrigatórias a partir de 2016. Pimentel, no entanto, é contra as mudanças, argumentando que não houve diálogo com a sociedade e com quem atua na área.
Ele lidera movimento para adoção de critério fonético na ortografia, ou seja, a escrita das palavras orientada pela forma como se fala. Por esse critério, a palavra “chave”, por exemplo, seria escrita com x (xave), sem preocupação em considerar a etimologia.
– O ensino baseado na etimologia, na pseudoetimologia, é dos séculos que se foram. Podemos agora discutir formas mais objetivas e racionais – diz Pimentel, ao afirmar que a simplificação evitaria que as novas gerações sejam submetidas a “regras ultrapassadas que exigem decoreba”.
Em sentido oposto, Evanildo Bechara considera que a simplificação fonética, “aparentemente ideal”, resultaria em mais problemas que soluções, pois extinguiria as palavras homófonas – aquelas que têm o mesmo som, mas escrita e significados diferentes. Como exemplo, ele citou as palavras seção, sessão e cessão, que ficariam reduzidas a uma só grafia – sesão –, o que prejudicaria a compreensão da mensagem.
Lançado o livro “Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial”
Lançado o livro “Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial”
Em 15 de outubro de 2014, durante o Colóquio A Língua Portuguesa, o multilinguismo e as novas tecnologias das línguas no século XXI, realizado em Belo Horizonte no Campus II do CEFET de Minas Gerais, foi lançado o livro Fá d’ambô: herança da Língua Portuguesa na Guiné Equatorial.
O livro assinado por Armando Zamora Segorbe (Linguista e professor da Universidade Nacional da Guiné Equatorial), Gilvan Müller de Oliveira (Linguista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina) e Rosângela Morello (Linguista e Coordenadora Geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística) é resultado de pesquisas realizadas em campo, em 2012, como parte de um protocolo de cooperação entre o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e o Governo da Guiné Equatorial. As temáticas abordadas pelos autores promovem uma visibilização das relações histórico-culturais do fá d’ambô com a língua portuguesa na Guiné Equatorial e situam questões para a gestão dessas e outras línguas no país. A publicação do livro dialoga, ainda, com as ações em torno da promoção da língua portuguesa no país decorrente de sua oficialização ocorrida no final de 2011. Conforme Oliveira, a Guiné Equatorial é hoje o único país do mundo cujos idiomas oficiais são as três grandes línguas românicas (o espanhol, o francês e o português).
A República da Guiné Equatorial, que desde julho de 2014 faz parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), situa-se no oeste da África Central e seu território é constituído por províncias continentais e insulares. Dentre as províncias insulares da Guine Equatorial encontra-se a ilha de Ano Bom, onde atracaram os portugueses em 1471, período das grandes navegações, deixando nesse lugar sua herança linguística hoje verificada no fá d’ambô, crioulo de base lexical portuguesa.
O livro expõe um breve panorama histórico da ilha de Ano Bom em sua relação com a língua portuguesa, situa a história do fá d’ambô, descreve diversos aspectos linguísticos da ‘língua annobonesa’, nas palavras de Segorbe, bem como analisa o fá d’ambô no contexto plurilíngue da Guiné Equatorial a partir de dados coletados por meio de um intenso trabalho em campo realizado segundo a metodologia de diagnósticos linguísticos e sociolinguísticos. As pesquisas de campo foram desenvolvidas em março de 2012 em Malabo (capital do país) e entorno entre comunidades annobonesas e na pequena ilha de Ano Bom, sob a coordenação da Profa. Dra. Rosângela Morello.
Conforme as palavras de Oliveira, então Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, o livro contribui para “a compreensão das regiões onde o português é usado, ou onde fenômenos linguísticos que tiveram sua origem no português ocorrem”.
Em entrevista realizada com Morello por ocasião do lançamento do livro, a autora relaciona o crescimento de interesse pela língua portuguesa com a renovação de pesquisas sobre os crioulos de base lexical portuguesa: “Esperamos que esse livro possa continuar dando abertura para a reflexão sobre o que é a Língua Portuguesa no mundo. Compreendemos que tem havido um crescimento no interesse do Brasil pelos demais países africanos, onde a língua portuguesa também é falada. Espero que esse livro possa subsidiar novas pesquisas e esse trabalho possa gerar novos interesses”.
O livro foi publicado pelo IILP com aporte do Programa de Apoio às Iniciativas Culturais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PAIC-PALOP) dos Fundos ACP (África-Caraíba-Pacífico) e, principalmente, com a contribuição do Governo da Guiné Equatorial.
Tercer Seminario Internacional de Lenguas Indígenas “Las políticas lingüísticas en el mundo”
Tercer Seminario Internacional de Lenguas Indígenas “Las políticas lingüísticas en el mundo”
Mérida, Yucatán, México – Con el objetivo de analizar la preservación y uso de las lenguas indígenas en la vida pública y privada en el mundo, el Instituto Nacional de Lenguas Indígenas (INALI) realizará el 22 y 23 de octubre el Tercer Seminario Internacional de Lenguas Indígenas “Las políticas lingüísticas en el mundo”.
Este evento contará con representantes de Perú, Ecuador y Paraguay, se desarrollará en el marco del Festival Internacional de la Cultura Maya (FICMaya) 2014 en coordinación con el Instituto para el Desarrollo de la Cultura Maya. La sede será el Gran Museo del Mundo Maya de esta ciudad.
Acordo ortográfico será tema de audiências
Acordo ortográfico será tema de audiências
Brasília – O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa será tema de duas audiências públicas nesta semana. Devem ser relatadas nas reuniões, na terça (21) às 10h e na quarta (22) às 9h30, as discussões realizadas por um grupo de trabalho formado por professores e linguistas por iniciativa da Comissão de Educação (CE).
O acordo ortográfico, assinado em 1990 e em vigor desde 2007, teria de ser seguido obrigatoriamente no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2013, mas o prazo foi prorrogado até 1º de janeiro de 2016, por decreto da presidente da República, Dilma Rousseff. Parte dos países lusófonos, como Portugal, é contrária às mudanças propostas para a unificação da ortografia.






