Ensinar a ler e a escrever na língua que o aluno fala é o lema de organização de sociedade civil moçambicana
A melhor maneira de alfabetizar alguém é ensinar a ler e a escrever na língua que ele fala, afirmam fundadoras da Associação Progresso, laureada pela UNESCO
Adérito Caldeira
Oficialmente quase metade dos moçambicanos ainda é analfabeta, e nas zonas rurais o número é muito maior, particularmente entre as mulheres adultas e jovens. No Moçambique real, esses números poderão ser maiores pois a alfabetização em língua portuguesa tem tido resultados pouco positivos e há jovens que saem da 7ª classe sem ainda saberem ler nem escrever. “A melhor maneira para alfabetizar alguém, seja criança ou adulto, é ensina-los a ler e a escrever, ensinar as letras na língua que ele fala”, foi a solução encontrada por uma das fundadoras da Associação Progresso que trabalha nesta área há cerca de duas décadas.
Edital selecionará produção audiovisual de países lusófonos

O secretário do Audiovisual do Minc, Pola Ribeiro, enviou depoimento em vídeo – Foto: Otto Terra / Divulgação.
Edital selecionará produção audiovisual de países lusófonos
Verena Paranhos
A segunda edição do Programa CPLP Audiovisual foi lançada na tarde desta sexta-feira, 7, em evento realizado na Casa de Angola, na Barroquinha. O edital vai selecionar documentários e telefilmes de ficção produzidos nos nove países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). As inscrições estão abertas até 31 de outubro na plataforma online do CPLP (www.cplp.org).
Acadêmicos lançam petição contra exclusão do português no regime da patente europeia

Ribeiro e Castro, deputado centrista, votou contra proposta de resolução que aprovou acordo – Foto: Nuno Ferreira Santos.
Académicos lançam petição contra exclusão do português no regime da patente europeia
Maria João Lopes
Ribeiro e Castro espera que Cavaco Silva não assine o diploma e que o tema entre nas presidenciais de 2016, para permitir um debate sobre o assunto.
Lançaram uma petição que já conta com cerca de 2500 subscritores, querem entregá-la ao Presidente da República, Cavaco Silva, a quem pedem também uma audiência. São um grupo de 20 académicos e estão contra a subalternização da língua portuguesa, em detrimento da escolha do alemão, do francês e do inglês como línguas-padrão no regime da chamada “patente europeia de efeito unitário”, isto é, uma patente europeia, em vez de apenas nacional, que passa a ser válida para todos os estados-membros participantes.
Com 205 erros de tradução, Brasil atrasa acordo comercial com 5 países africanos
Com 205 erros de tradução, Brasil atrasa acordo comercial com 5 países africanos
Por Daniel Rittner | Valor Econômico
Azeite em vez de óleo, feriado no lugar de dia não útil, outros brinquedos onde se deveria ler especificamente triciclos e patinetes. Em meio à pressão do empresariado para abrir novos mercados aos produtos brasileiros, um dos poucos tratados comerciais firmados recentemente pelo Mercosul está parado não por protecionismo ou divergências internas, mas por razões bem mais prosaicas: houve 205 erros de tradução, do inglês para a língua portuguesa, que impedem a entrada em vigência do acordo entre o bloco sul-americano e um conjunto de cinco países africanos liderados pela África do Sul.
Os pomeranos: um povo sem Estado finca suas raízes no Brasil

Registro de imigrantes pomeranos (sem data e local). Foto: pmsmj.es.gov.br
Os pomeranos: um povo sem Estado finca suas raízes no Brasil
Por Gustavo Barreto*
Imigrantes oriundos de Pomerânia tiveram de fugir de crises e perseguições sucessivas na Europa para tentar refazer sua vida no Brasil, único país do mundo onde ainda se fala regularmente o idioma pomerano.
A imigração em algumas regiões do Brasil passa praticamente desapercebida da imprensa dos grandes centros urbanos, como é o caso dos milhares de pomeranos que vivem atualmente no Estado do Espírito Santo. A Pomerânia, que não existe mais no mapa da Europa, era uma região localizada ao norte da Polônia e da Alemanha, na costa sul do Mar Báltico, pertencente ao Sacro Império Romano-Germânico até o começo do século XIX, tornando-se posteriormente parte da Prússia e, mais tarde, terminada a Segunda Guerra Mundial, dividida entre a Polônia e a Alemanha.
“A língua portuguesa e o século XXI”, por Juca Ferreira
Opinião
A língua portuguesa e o século XXI
Juca Ferreira*
Convoquemos a todos para a montagem de um estratégia planetária para a língua portuguesa.
O século XXI começou desafiando a todos nós falantes da língua portuguesa. Está a nos exigir um protagonismo de grandes proporções. Hoje, há uma expressiva presença de nosso idioma em todos os continentes, presença que não para de crescer e tomar maiores dimensões planetárias.


