O Paraguai redescobre o guarani

Assunção, Paraguai – Quando era estudante, no Paraguai, os professores a faziam ajoelhar no sal grosso e no milho, às vezes a manhã inteira, como castigo por falar sua língua-mãe, o guarani, em sala de aula.

“E tinha que ser na frente dos meus amigos, para eles verem, no preto e no branco, o que acontecia com quem se atrevesse a falar”, diz a ativista Porfiria Orrego Invernizzi, hoje com 67 anos.

Outros eram forçados a ficar sem comer e beber o dia inteiro, tinham que usar fralda como forma de humilhação ou simplesmente apanhavam por usar a língua indígena. Esse tipo de tratamento existiu nas escolas paraguaias durante praticamente toda a história do país – ou melhor, até a queda do ditador Alfredo Stroessner, cujo governo de 35 anos caiu em 1989.

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ONU aponta discriminação mulheres indígenas como barreira na eliminação da fome

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, acredita que a erradicação da fome e pobreza extremas têm um grande obstáculo: a discriminação tripla sofrida pelas mulheres indígenas.

A declaração foi feita pelo director-geral da FAO, José Graziano da Silva, durante uma visita ao México, encerrada na semana passada. Segundo ele, há discriminação de pobreza, de género e de etnia.

O responsável lembrou que as indígenas enfrentam taxas altas de pobreza, desnutrição crónica e analfabetismo. Essas mulheres também têm menos acesso a cuidados médicos e à participação na política.

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A Academia Angolana de Letras, as línguas nacionais e outros desafios do século 21

Boaventura Cardoso, presidente da Academia Angolana de Letras.

“Na época colonial nós eramos obrigados a falar a língua portuguesa e havia a discriminação por via da língua também. Portanto, o estatuto social do angolano também se media sobre a forma e o modo como esse angolano se expressava na língua portuguesa. As autoridades coloniais proibiam o uso das nossas línguas. Com a independência há o inverso”, relatou o presidente da Academia Angolana de Letras, Boaventura Cardoso.

As questões que envolvem o estudo, ensino e incentivo das línguas nacionais e a relação das mesmas com a língua portuguesa fazem parte do plano de ação da Academia Angolana de Letras (AAL), que completou seu primeiro aniversário este ano.  Continue lendo

Portugal e Luxemburgo vão assinar acordo para organizar formação profissional em português

José Luís Carneiro esteve hoje reunido com o ministro do Trabalho do Luxemburgo, Nicolas Schmit.
Foto: Guy Jallay

Os Governos de Portugal e do Luxemburgo deverão assinar até final de março um acordo que vai permitir a organização de formação em língua portuguesa para trabalhadores imigrantes, sobretudo no setor da construção.

O anúncio foi feito hoje pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, após um encontro com o ministro do Trabalho do Luxemburgo, Nicolas Schmit. “O objetivo é estabelecer um quadro de oferta de formação profissional em língua portuguesa, com materiais de apoio em português”, para permitir aos trabalhadores portugueses no Luxemburgo o acesso à “formação contínua, formação profissional e reconhecimento das competências técnicas específicas”. Continue lendo

Língua assobiada com 2500 anos está prestes a desaparecer

A língua começou a ser utilizada como forma de conversar a longa distância através de vales

Só seis pessoas em todo o mundo a sabem assobiar. São habitantes de uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia que nem sequer aparece no Google Maps. A língua é conhecida por sfyria.

Estima-se que exista há 2500 anos. A língua assobiada conhecida por sfyria é uma das mais raras do mundo e está prestes a desaparecer. É, de acordo com o Atlas das Línguas em Perigo da UNESCO, a língua — assobiada ou não — com menos falantes vivos. Os únicos que existem vivem em Antia, uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia, que nem sequer aparece no Google Maps. Continue lendo

O falar paraense – a mistura mais evidente entre a língua portuguesa e línguas indígenas

O que você sabe sobre o falar paraense? Égua, vamos descobrir? Aqui, uma breve análise do modo de falar do Pará.

Eu devo admitir que pouco sei sobre o Pará, além do que estudei na escola, muitos anos atrás. O Pará é um estado que nunca visitei, e também infelizmente não conheço nenhuma pessoa de lá. Mas, para dar um pouco de contexto e informação básica, aqui vai:  Continue lendo

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