Herança da colonização na África é obstáculo à ‘francofonia’ de Macron

Presidente francês propõe união entre escritores, mas a literatura francesa nunca dependeu de autores do país

Francofonia

A escritora franco-marroquina Leila Slimani  Foto: Ludovic Marin/Reuters

Os alemães não falavam da França, mas da “Grand Nation”. Desde seus dias radiantes, essa grande nação mudou e hoje a encontramos nas vizinhanças do Oceano Pacífico, mais do que na região do Mediterrâneo. Hoje, em 2018, todo o universo fala inglês, para grande tristeza dos “velhos ranzinzas” da França, que não se conformam com o fato de não mais ditarem ao mundo as regras da retórica, da polidez, ou os conceitos da filosofia.

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Mercado de trabalho: conheça o curso de inglês voltado para mulheres negras

Mercado de trabalho: conheça o curso de inglês voltado para mulheres negrasQue tal estudar em um curso de inglês e aprender cantando com Tina Turner, Nina Simone, Beyoncé, ou relatando, em inglês, a vida de Dandara dos Palmares, Aqualtune ou Luiza Mahin? Também é possível aprimorar a fluência no idioma ouvindo os discursos de Viola Davis, Oprah Winfrey, Lupita Nyong’o e lendo Chimamanda Ngozi ou Maya Angelou. Este é o formato de um curso de inglês criado para atender às demandas de um grupo totalmente excluído das escolas de idiomas e que, por mais este motivo, não consegue acessar melhores oportunidades de emprego: a mulher negra.

“Lecionamos um conteúdo da cultura africana que estimula a curiosidade das alunas. Assim os temas tratados se tornam maiores do que as barreiras que a sociedade nos impõe”, explica a professora e poeta Ryane Leão. O método permite que, durante os estudos, as alunas também descubram mais sobre a própria história e consigam, finalmente, avançar na assimilação do idioma. Continue lendo

O português merece mais protagonismo

São cerca de 4400 os alunos a frequentar aulas oficias de português na Alemanha. Mas o interesse está a aumentar.

Maria Manuela Krühler partilha esta convicção, há mais quem procure saber da língua e isso “deve-se ao crescente interesse por Portugal, mas também pelo Brasil, pela música, pela dança e muito também pelos países africanos de língua oficial portuguesa”. A professora de português e de cultura portuguesa da Universidade Livre de Berlim reconhece que a língua “devia estar mais presente nos currículos como lingua estrangeira à semelhança do espanhol, que conseguiu consolidar uma posição muito importante, sendo por vezes mais estudado do que o francês”. Continue lendo

I Congresso Internacional de Lexicologia, Lexicografia, Terminologia e Terminografia das Línguas de Sinais

Os pesquisadores e pesquisadoras das áreas de Léxico e Terminologia das Línguas de Sinais da Universidade de Brasília – UnB, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET- MG, estão organizando o I Congresso Internacional de Lexicologia, Lexicografia, Terminologia e Terminografia das Línguas de Sinais que irá ocorrer na Universidade de Brasília – UnB entre os dias 13 a 16 de agosto de 2018 e o II Fórum Internacional sobre produção de Glossários e Dicionários de Língua de Sinais.

Os eventos tem como proposta realizar o encontro de pesquisadores que atuam nas áreas do Léxico e da Terminologia das Línguas de Sinais e assim, estabelecer diálogos e intercâmbios acadêmicos. Esse movimento vem em resposta ao crescimento de pesquisas realizadas nas áreas e da necessidade uma reunião coletiva sobre o campo. Sendo assim, são objetivos do Congresso:

i) identificar as pesquisas realizadas nas áreas de Léxico e Terminologia das Línguas de Sinais, no Brasil e no mundo;
ii) Oportunizar discussões acadêmicas acerca de glossários, dicionários, vocabulários e léxicos bilíngues, monolíngues e trilíngues sendo uma das línguas envolvidas a Língua de Sinais;
iii) Criar espaço de trocas entre pesquisadores de distintas áreas científicas que desenvolvam trabalhos nas áreas do congresso e
iv) Socializar as pesquisas relacionadas com Léxico e Terminologia das línguas de sinais desenvolvidas no Brasil e demais países.

Considerações Importantes:

A língua oficial do evento é Libras. Haverá interpretação simultânea para o Português.

Os palestrantes convidados de outros países que usarem língua de sinais internacional contarão com a interpretação no próprio evento.

https://cillttls.wixsite.com/cillttls

Curso intensivo de Talian / Vêneto Brazilian

Curso intensivo de Talian / Vêneto Brazilian aqui na UFSM nos dias 13 e 14 de julho, conforme cronograma abaixo:
13 de julho (sexta-feira):
Turno da tarde: das 14h às 18h;
Turno da noite: das 19h às 21h;
14 de julho (sábado):
Turno da manhã: das 8h às 12h;
Turno da tarde: das 13h30min às 17h30min.
Em função do foco do curso, que irá confrontar tecnicamente e linguisticamente a Língua Vêneta do norte da Itália com a nossa variante brasileira Talian (Vêneto Brasileiro), o público alvo são professores e pesquisadores da região de abrangência do Projeto Talian, porém, desde já estendemos o convite aos professores/pesquisadores do IPOL.
O curso terá duração de 14 horas e  será ministrado pelo Prof. Alessandro Mocellin, presidente de la Academia de la Bona Creansa e diretor de la Academia de la Lengua Veneta, da região do Vêneto (Itália). O Prof. Alessandro Mocellin é mestre em direito e mestrando Ciências da Linguagem e é autor do primeiro Manual Universitário em Língua Vêneta, desenvolvido com a Universidade de Frankfurt – Alemanha, e entitutado “I sete Tamizi: Ła ciave par capir tute łe łengue romanse” o qual confronta o Vêneto com o Francês, Espanhol, Italiano, Catalã, Português e Romeno.
As inscrições são gratuitas e devem ser solicitadas até 23 de junho através do e-mail talian@ctism.ufsm.br informando nome completo, instituição e telefone. Um e-mail de confirmação será enviado tão logo a inscrição seja confirmada. As vagas são limitadas e será respeitada a ordem de inscrição.

Prémio Camões para Germano Almeida, o prosador irónico

O escritor Germano Almeida é o vencedor da 30.ª edição do Prémio Camões, uma decisão por unanimidade a distinguir um escritor que mudou a forma de escrever sobre Cabo Verde. “Sou profundamente cabo-verdiano”, disse ao PÚBLICO enquanto celebrava na ilha de S. Vicente.

“Estou feliz. É o reconhecimento do trabalho que a gente faz. Embora eu considere que escrever não seja trabalho, é prazer”, disse Germano Almeida ao PÚBLICO pouco depois de saber que era o vencedor da 30.ª edição do Prémio Camões, o mais celebrado prémio literário de língua portuguesa, no valor de 100 mil euros.

Aos 73 anos, o escritor natural da Ilha da Boavista, onde nasceu em 1945, é autor de uma vasta obra publicada em Portugal, toda ela escrita em português. “Para mim a língua portuguesa tem o mesmo peso que a língua cabo-verdiana. Sou filho de pai português e de mãe crioula, cresci com as duas línguas, mas aprendi a escrever em português e não pretendo começar a escrever em crioulo. Eu expresso a cultura cabo-verdiana usando a língua portuguesa”, referiu numa altura em que se discute o papel da língua crioula na literatura do arquipélago. Continue lendo

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