Novo curso da Fiocruz trata da gestão e compartilhamento de dados abertos de pesquisa

 Novo curso da Fiocruz trata da gestão e compartilhamento de dados abertos de pesquisa

O compartilhamento de dados fortalece cada vez mais a produção e a disseminação do conhecimento. Pela importância do tema, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lança o curso Dados Abertos — que se tornaram um dos ativos mais importantes na sociedade contemporânea. A iniciativa faz parte da Formação Modular em Ciência Aberta, que oferece cursos gratuitos, na modalidade à distância (EAD), que estão disponíveis a todos os interessados.

O novo curso, Dados Abertos, é composto por seis aulas online (totalizando 10h). Os participantes vão aprender o que são dados abertos, sua importância no campo científico, e como utilizá-los: quando abrir, por que e quais os princípios a observar (saiba mais e inscreva-se aqui). O curso é coordenado pelas doutoras em Ciência da Informação, Vanessa Jorge e Anne Clinio.

Vanessa comenta que algumas frentes da Ciência Aberta já estão mais maduras, como o acesso aberto e o uso de softwares abertos. Atualmente, os dados abertos estão no centro da discussão do movimento. “Estamos mudando para uma nova cultura do fazer científico e esta é a dimensão em destaque, agora. Isso porque há muitas possibilidades de uso e apropriações dos dados abertos por diversas áreas da sociedade. Na nossa área, particularmente, o debate engloba diferentes questões: desde privacidade, acesso à informação, governo aberto e transparência pública até os avanços em pesquisa e o combate a emergências em saúde pública, por exemplo”, afirma ela, que atua na Coordenação de Informação e Comunicação da Fiocruz.

Anne, por sua vez, lembra que todo pesquisador faz gestão de dados, mas que nem sempre tem uma visão sobre sua ampla reutilização a médio e longo prazo. “Um dos nossos objetivos é mostrar o ciclo completo da gestão de dados num projeto de pesquisa, para que os alunos saibam como atuar em função de cada etapa — do planejamento à abertura e compartilhamento futuro”, diz. Anne lembra, ainda, que apresentar o Plano de Gestão de Dados tem sido uma exigência dos órgãos de financiamento.

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Diagrama mostra as línguas mais faladas no mundo

O site WordTips publicou um diagrama com o ranking dos 100 idiomas mais falados do mundo. O número de falantes nativos de cada língua e a árvore de origem da qual cada uma se ramificou aparecem na ilustração que utilizou como fonte o site Ethnologue, cuja base é alimentada pela organização não governamental Sil, especialista em linguagem e cultura.
Segundo a publicação, o idioma mais falado no mundo, não é o mandarim, como você pode ter pensado. É o inglês. Mas sim, o mandarim é o idioma mais falado no mundo se levarmos em conta o número de falantes nativos. “Como primeira língua, cerca de 918 milhões de pessoas falam mandarim, com mais de 1,11 bilhão de falantes no mundo todo”, comenta acrescentando que o chinês mandarim tem uma grande variedade de dialetos, como o chinês padrão que é o idioma oficial do estado chinês e o dileto de Pequim. “30% da população do país [China] não falam mandarim”. No mapa mais abaixo, você pode acompanhar a ramificação da língua sino-tibetana e conferir a variedade de línguas chinesas, por exemplo, além dos demais idiomas do planeta.
Então vamos aos números!

Os 5 mais falados idiomas do mundo (pelo número de falantes):

1) Inglês: 1.132.366.680 total de falantes
2) Chinês Mandarim: 1.116.596.640 total de falantes
3) Hindi: 615.475.540 total de falantes
4) Espanhol: 534.335.730 total de falantes
5) Francês: 279.821.930 total de falantes

Os 5 mais falados idiomas do mundo (pelo número de falantes nativos):

1) Chinês mandarim: 917.868.640 falantes nativos
2) Espanhol: 460.093.030 falantes nativos
3) Inglês: 379.007.140 falantes nativos
4) Hindi: 341.208.640 falantes nativos
5) Bengali: 228.289.600 falantes nativos

Confira o mapa:

 

 

“Sua Excelência, de Corpo Presente”, de Pepetela, ganha o prêmio Correntes d’Escrita

Pepetela, escritor angolano

 

O escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudônimo de Pepetela, autor de obras de referência como Mayombe,  A Geração da Utopia e Predadores, entre outras, ganhou no último dia 20 de fevereiro, o prêmio Correntes d’Escrita com seu último livro “Sua Excelência, de Corpo Presente”.

Leia a reportagem e ouça a entrevista divulgadas pelo Voz da América.

A “humanidade está muito conflituosa”, diz-nos Pepetela por um lado, mas por outro o escritor angolano tem esta crença incurável nessa mesma humanidade que o inspira a escrever obras que o tornaram um autor premiado mundialmente.

Mas o que nos fez embarcar numa longa conversa com Artur Pestana, Pepetela, não foram as suas crenças, mas os seus prémios. O escritor angolano foi distinguido com o prémio literário Correntes d’Escrita a 20 de fevereiro, pelo seu mais recente livro “Sua Excelência, de Corpo Presente”.

 

Pepetela habituou o leitor à sátira, à crítica e esta obra não é muito diferente, mas o escritor ressalva que é um livro que destaca a mudança nas sociedades africanas, numa altura em que se vive um contra-ciclo no mundo. Desta vez, a realidade africana é o exemplo positivo e não o mau exemplo.

Ouça aqui a entrevista:

Educação, um bem que vai de mal a pior

Pepetela vê em si um optimista, com esperança na juventude, mas ao mesmo tempo assume uma posição realista no que toca ao estado da literatura e educação angolanas, descrevendo um cenário pouco auspicioso nesse campo: “O ensino da língua portuguesa está muito mau e eu não vejo quando é que para de piorar”.

Pepetela refere que além da falta de domínio da língua portuguesa, os jovens angolanos não aprendem a escrever e não têm referências de obras em línguas nacionais, pelo que não têm portanto uma alternativa à língua portuguesa.

Com dezenas de obras publicadas e traduzido em 15 línguas, o ex professor universitário, ex-vice ministro da Educação, lamenta a falta de investimento no departamento que um dia ajudou a gerir, mas mais um vez o seu optimismo não o deixa desesperar: “Um dia vai ter que ser”, referindo-se à melhoria do sistema angolano.

Nesta conversa, o autor de obras mundialmente conhecidas como Lueji, Mayombe, Jaime Bunda, Yaka, Os Predadores, Geração da Utopia ou o Cão e os Calús, vencedor do Prémio Camões em 1997, falou também de possíveis adaptações dos seus livros ao cinema e como tudo emperra no obstáculo dinheiro. Por isso, ainda que gostasse de ver uma obra sua adaptada ao ecrã, é algo que não tira o sono a Pepetela: “Se acontecer, aconteceu, se não acontecer não aconteceu”.

 

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9, 10 y 11 de noviembre de 2020

Córdoba, Argentina

 

Saiba mais em:

Segunda Circular

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