Manual di Mudjer de Princezito apresentado no Tarrafal

Princezito e o seu Finason, agora sob a forma de livro, vão estar no Tarrafal este sábado, 5. Manual di Mudjer vai ser apresentado no Mercado de Artesanato da terra natal do autor, pela 17h00.
Editado pela Ragaladu Editora, Manual di Mudjer, que já foi também lançado na Praia e em Assomada, é um livro de finason “poesia cantada de Cabo Verde, texto em versos, cuja língua veicular é a Língua Cabo-verdiana”, como explica a nota de impresa do lançamento.
Este conjunto de finason do multifacetado artista, como o próprio nome da obra deixa adivinhar, tem uma temática diversificada mas totalmente centrada no feminino.
“Mar, Terra, Amor, Mulher, Cultura da Paz, Metaliteratura são apenas alguns dos temas” dispersos em quatro capítulos ou cadernos que compõem este livro de Carlos Alberto Sousa Mendes, de nome artístico Princezito. O género textual é “fluído, somando poesia em versos com categorias da narrativa (da prosa)”, descreve a nota. Acima de tudo, este livro é “um terno gesto de homenagem à mulher”.
Nas palavras do autor aquando da sua apresentação de Manual di Mudjer na Praia, é “uma homenagem à mulher cabo-verdiana, às mulheres de todas as raças, idades e ofícios”.
Ao mesmo tempo é uma forma de, pela via da literatura promover e divulgar o Finason “que se encontra em vias de extinção”.
A apresentação da obra estará a cargo de artistas do Tarrafal e conta com a participação de Augusta Évora, professora universitária da área de Línguas e Literaturas Modernas.
Manual di Mudjer é o segundo livro de Princezito, músico que dispensa apresentações. O primeiro, Antigu Pensamentu foi lançado em 2015, mas a qualidade poética do artista é já bem conhecida desde Spiga, álbum de 2008 e outras composições avulsas.
Série línguas & politicas segue em 2021, aguarde.
Estimados (as) parceiros(as), colegas e público,
Há pouco mais de dois meses divulgamos o início de mais uma ação do IPOL, a Série Línguas e Políticas, com o objetivo de tematizar as políticas linguísticas no Brasil e outros países.
Para isso realizamos 8 episódios, oito encontros.
Foram momentos muito ricos em que ouvimos relatos, experiências, metodologias e pesquisas sobre as realidades que compõem a diversidade cultural do Brasil e da América do sul.
Estiveram conosco pesquisadores e profissionais da área.
Soubemos de ações em vários rincões do Brasil e também da América Latina, ações com línguas indígenas, línguas de imigração, crioulas, afro-descendentes e também de sinais.
Ouvimos, discutimos, difundimos, promovemos!
Para 2021 a agenda está sendo organizada para seguir na promoção e difusão das políticas públicas da cooficializacao de línguas, promovendo e difundindo o Inventário Nacional da Diversidade Linguística, e dar visibilidade também para outras ações que se associam a estes objetivos. São experiências de universidades, institutos de pesquisa, ONGs, instituições públicas e também privadas.
Assim, agradecemos o acompanhamento nos programas da série Línguas & Políticas 2020 e fica aqui o anúncio que em 2021 teremos mais encontros.
O IPOL deseja a todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo !
Participação do IPOL no II Encontro dos Professores e Intérpretes de Línguas Indígenas de Roraima
Dia 03/12 (quinta-feira)
10 horas – Mesa 4
Inventário Nacional da Diversidade Linguística
Mediação: Larissa Guimarães.
Participação: Marcus Vinícius (IPHAN Brasília); Helder Perry “Línguas e Dialetos Yanomami no Brasil – Pacificando as visões sobre diversidade Yanomami”; Rosângela Morello (INDL Guarani Mbyá).
Dia 04/12 (sexta-feira)
10 horas – Mesa 6
Políticas Linguísticas: Conquistas e Desafios
Mediação: Ananda Machado.
Participação: Ivo Cípio Aureliano Makuxi (advogado e assessor jurídico do CIR); Deputada Joênia Wapichana; Gilvan Muller de Oliveira (Coordenador da Cátedra Políticas Linguísticas para o Multilinguismo (UNESCO).
Inscrições aqui:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeLcciV2YVRc738ykINZ6-jTrpbFMwsUZwmJHP6Ca4fxyCyHA/viewform
II Encontro dos Professores e Intérpretes de Línguas Indígenas de Roraima
O Programa de Valorização das Línguas e Culturas Indígenas de Roraima (PVLCIR-UFRR) e a comissão organizadora do evento o convidam para o III Encontro dos Professores e Intérpretes de Línguas Indígenas de Roraima que acontecerá nos dias 02, 03 e 04 de dezembro de 2020 das 8 às 12 pela internet.
No evento trataremos de temas que incluirão educação escolar em línguas indígenas, cooficialização de línguas a nível municipal, inventário da diversidade linguística, serviço de mediação linguística, atendimento diferenciado em saúde, na área jurídica, assistência social, dentre outros assuntos.
PROGRAMAÇÃO
Dia 02/12 (quarta-feira)
8 horas – Mesa 1
Abertura:
OPIRR, CIR, OMIRR, APIRR, TWM, PAUXI, HUTUKARA, SEEDUME, COPING, SODIURR, UFRR, DIEI
Mediação: Maria Betânia (CIR)
10 horas – Mesa 2
O Ensino de Línguas Indígenas: um compartilhar de experiências
Mediação: Edite Andrade (OPIRR).
Participação: Bruna Francheto; Cléia Wai Wai; Lelnícia André Padrinho; Joceline Neide Araújo Veras (curso de extensão); Maria Shirlene Souza (EAD-parceria Univirr-PVLCIR-UFRR).
Dia 03/12 (quinta-feira)
8 horas – Mesa 3
Línguas, Interculturalidade e Currículo: usos e sentidos
Mediação: Benone Costa Filho.
Participação: Nilzimara de Souza Silva; Edite da Silva Andrade; Rosilda Silva.
10 horas – Mesa 4
Inventário Nacional da Diversidade Linguística
Mediação: Larissa Guimarães.
Participação: Marcus Vinícius (IPHAN Brasília); Helder Perry “Línguas e Dialetos Yanomami no Brasil – Pacificando as visões sobre diversidade Yanomami”; Rosângela Morello (INDL Guarani Mbyá).
Dia 04/12 (sexta-feira)
8 horas – Mesa 5
Tradutores e Intérpretes de Línguas Indígenas: Experiências e Perspectivas
Mediação: Cleia Alice Moraes.
Participação: Gerardo Garcia Chinchay (XIV curso de formação de intérpretes em Línguas Indígenas- Ministério da Cultura do Peru); Lucilene Souza da Silva (Intérprete no Tribunal de Justiça de RR); Jaqueline Neves Nordin (Formação de Intérpretes comunitários).
10 horas – Mesa 6
Políticas Linguísticas: Conquistas e Desafios
Mediação: Ananda Machado.
Participação: Ivo Cípio Aureliano Makuxi (advogado e assessor jurídico do CIR); Deputada Joênia Wapichana; Gilvan Muller de Oliveira (Coordenador da Cátedra Políticas Linguísticas para o Multilinguismo (UNESCO).
Inscrições aqui:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeLcciV2YVRc738ykINZ6-jTrpbFMwsUZwmJHP6Ca4fxyCyHA/viewform
Macau comemora 60 anos de ensino de português na China, uma língua “de boa saúde”
O ensino universitário de português na China começou em 1960, em Pequim, e seis décadas depois está “de boa saúde”, sendo ensinado em 50 instituições, disse à Lusa o responsável pelo congresso organizado para assinalar a efeméride.
Para o professor Zhang Yunfeng, coordenador do CPCLP, o interesse pelo português não só não diminuiu desde a devolução de Macau à China, em 1999, como registou um crescimento “enorme” nos últimos anos.
“Neste momento são aproximadamente 50 instituições de ensino superior onde o português é ensinado na China”, disse à Lusa. “É enorme, e este número aumentou muito nos últimos anos”, disse à Lusa.
Segundo o professor, em 2000 havia apenas “três instituições de ensino superior” a ensinar português na China continental, apontando que “muitos cursos foram criados em anos recentes”, desde 2010.
“Há cada vez mais alunos, mais professores, mais manuais, e o português da China também está a atrair cada vez mais a atenção do mundo”, garantiu Zhang, recordando o lançamento, no ano passado, da “primeira revista académica na área do português na Ásia, `Orientes de Português`”, criada pelo CPCLP, em colaboração com a Universidade do Porto.
“O português está de boa saúde e está mesmo a crescer em vez de descer, não apenas nas atividades pedagógicas, mas também nas atividades científicas”, sublinhou.
Nascido na China continental, o professor, que trabalha há seis anos em Macau, depois de ter dado aulas em Pequim, fala fluentemente português, e é ele próprio um produto do sistema de ensino universitário da língua portuguesa no gigante asiático.
“Na altura, havia pouca gente que dominasse ao mesmo tempo as duas línguas, e o país selecionou durante vários anos alunos das escolas secundárias para aprender português, e eu fui escolhido”, recordou.
“No meu caso, comecei a aprender português em Pequim: fiz a licenciatura e o mestrado em Pequim e depois fui estudar para Portugal”, contou à Lusa.
Para fazer o doutoramento em linguística portuguesa, em Coimbra, viveu dois anos em Portugal, “e isso também ajudou a aperfeiçoar o português”, acrescentou.
Hoje em dia, a procura de cursos de português na China “é grande”, e a razão, garantiu, é “simples”: “Há mercado”.
“Neste momento, há muitas colaborações entre a China e os países de língua portuguesa, a vários níveis: economia, comercial, educação e cultura. Por isso, muitas universidades e instituições de ensino superior na China abriram cursos de português, e os alunos também querem conhecer melhor o mundo lusófono, conhecer melhor a língua e a cultura”, afirmou.
Para estes alunos, há muitas saídas profissionais, nomeadamente “em empresas chinesas que tenham uma grande colaboração com os países de língua portuguesa”.
O Instituto Politécnico de Macau tem várias licenciaturas dedicadas ao português, tanto na área da formação de professores, como na tradução e interpretação de português-chinês.
Além disso, a instituição ministra ainda uma licenciatura sobre as relações comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, que forma “quadros bilingues que queiram trabalhar no futuro nesta área comercial”, bem como cursos de mestrado e de doutoramento.
Para Zhang, que adotou o nome português Gaspar, um dos desafios atuais do ensino da língua portuguesa é a diversificação dos manuais e materiais pedagógicos.
“Já produzimos manuais de fonética, fonologia, léxico, vocabulário, gramática, história e literatura, mas há sempre áreas em que há lacunas”, apontou.
A formação de professores na China é outro dos desafios.
“Muitos chineses que ensinam português na China são muito jovens, ainda estão a fazer mestrado e doutoramento, mas daqui a cinco ou dez anos o número de professores doutorados vai aumentar muito”, antecipou.
O congresso, que se realiza de forma virtual, com 12 oradores de instituições de ensino superior da China, Portugal, Estados Unidos e Brasil, arranca hoje às 11:30 de Lisboa (19:30 em Macau), com uma mesa-redonda sobre intercâmbios universitários, tendo mais três conferências agendadas.
No dia 26 de novembro, o painel vai discutir o tópico “A voz do tradutor: diálogos português-chinês”, seguindo-se, no dia 30, uma mesa-redonda sobre os materiais didáticos de português na China.
As conferências encerram no dia 03 de dezembro, com uma discussão sobre “Português na Universidade Chinesa: Rumos e desafios”.





