Estarían por extinguirse 16 lenguas indígenas en México

“El Instituto Nacional de Lenguas Indígenas, calcula que entre 14 y 16 lenguas están en proceso de extinción, precisamente estamos en la construcción que evite eso, como dice Miguel León Portilla, cuando muere una lengua se empobrece a la humanidad, entonces estamos trabajando para apoyar en todo lo que se pueda la consolidación de las lenguas que existen en nuestro país”, dijo.
La falta de uso, o la migración de pueblos indígenas, ha dispersado algunas culturas por todo el país, lo cual origina que se vaya perdiendo la identidad y la lengua de ciertas poblaciones, y como consecuencia la desaparición de ciertas lenguas, por lo que se trata de dar a conocer a estas comunidades a través de reuniones internacionales para evitar su extinción.
“El 21 de febrero es el Día Internacional de la Lengua Materna, lo está impulsando este evento el Instituto Nacional de Lenguas Indígenas, estamos hablando de 68 lenguas con más de 300 variantes lingüísticas, pero estas serían entre 14 y 16 las que están en peligro de extinción”, agregó.
Fonte: Ecoportal.net México.
Inscrições em teste de português para estrangeiros (Celpe-Bras)
O cronograma para realização do exame para obtenção do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) foi divulgado ontem (10) em edital publicado no Diário Oficial da União. O exame do Ministério da Educação é aplicado no Brasil e em outros 28 países.
As inscrições serão realizadas entre os dias 10 de fevereiro e 10 de março de 2014, exclusivamente pela internet. As provas, uma oral e outra escrita, serão aplicadas entre os dias 08 a 10 de abril de 2014. A data provável para divulgação dos resultados é o dia 23 de junho.

O exame Celpe-Bras é destinado a estrangeiros e brasileiros cuja língua materna não seja a língua portuguesa, residentes no Brasil e no exterior, com no mínimo 16 anos completos e escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro completo. De acordo com a pontuação obtida, o participante é classificado em quatro níveis de proficiência: intermediário, intermediário superior, avançado e avançado superior.
O Celpe-Bras é o único certificado de proficiência em português como língua estrangeira reconhecido oficialmente pelo governo brasileiro. É aceito em empresas como comprovação de competência na língua portuguesa e exigido pelas universidades para ingresso em cursos de graduação e pós-graduação, bem como para validação de diplomas de profissionais estrangeiros que pretendem trabalhar no país.
No momento da inscrição, o candidato precisa selecionar o país e o posto aplicador onde irá realizar o exame. O endereço eletrônico para inscrições é o http://celpebras.inep.gov.br/inscricao .
Fonte: Agência Brasil.
PEN e UNESCO juntam-se para impulsionar editoras de línguas minoritárias na África
A PEN Internacional( Associação Internacional de escritores fundada em 1921 em Londres) anunciou que vai fazer parceria com a UNESCO em um novo e importante programa de pesquisa e desenvolvimento de capacidades , trabalhando com Centros PEN no Quênia , Sérvia , Haiti e Nigéria para fortalecer as indústrias editoriais criativas das línguas minoritárias nesses países.
Intitulada “Desenvolver a Indústria Criativa das línguas minoritária no Quênia , Haiti, Sérvia e Nigéria: Um Inter- Regional de Pesquisa , Advocacia e Desenvolvimento “, o projeto envolverá três elementos-chave :
1 . Um projeto de pesquisa de um ano explorando como as políticas e barreiras culturais impactam escritores de língua minoritárias.
2 . Capacitação e treinamento com os quatro Centros PEN para reforçar a sua defesa dos direitos linguísticos.
3 . O apoio das publicações do Círculo do PEN Internacional de Centros PEN e editores locais para fortalecer a publicação de língua minoritária nesses países.

PEN Internacional e a UNESCO tiveram uma relação de colaboração de longa data que remonta aos anos 1940 . A PEN Internacional está registrada como uma ONG parceira com o status associado a UNESCO e recebeu apoio generoso para publicações como o Boletim de livros selecionados (1950 – 1982) , e a revista PEN Internacional ( 1982-2009 ) . A UNESCO também ajudou a apoiar o desenvolvimento de Livre da Palavra ! série de festivais e eventos .
O novo projeto será apoiada no âmbito do Fundo Internacional da UNESCO para a Diversidade Cultural ( IFCD ) . O IFCD é um fundo multi- doador estabelecido pelo artigo 18 da Convenção de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, que visa promover o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza nos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos que são Partes da Convenção de 2005.
Fonte: Blogtailors
Mitos ideológicos da língua portuguesa
1. “Saudade” só existe em português
Por Luiz Costa Pereira Junior
A palavra “saudade” não é particularidade da língua portuguesa. Porque derivada do latim, existe em outras línguas românicas. O espanhol tem soledad. O catalão soledat. O sentido, no entanto, não é o do português, está mais próximo da “nostalgia de casa”, a vontade de voltar ao lar.
A originalidade portuguesa foi a ampliação do termo a situações que não a solidão sentida pela falta do lar: saudade é a dor de uma ausência que temos prazer em sentir. Mesmo no campo semântico, no entanto, há correspondente, no romeno, mas em outra palavra: dor (diz-se “durere”).
É um sentimento que existe em árabe, na expressão alistiyáqu ”ilal watani. O árabe pode, até, ter colaborado para a forma e o sentido do nosso “saudade”, tanto quanto o latim.
2. A língua portuguesa está em decadência
A ideia de que todo idioma empobrece e degenera com o tempo ganhou apelo no século 19, quando cientistas passaram a crer que línguas antigas estavam num estágio avançado de desenvolvimento se comparadas às modernas. O estudo da estrutura das línguas mostrou que tal ideia não tem fundamento. A mudança linguística não representa degeneração ou melhoria, mas um processo pelo qual as línguas passam de um estado de organização a outro. Altera-se o modo como o sistema se configura, mas a organização não deixa de existir. As línguas não decaem nem progridem. Mudam.
3. O português é difícil
Por John Robert Schmitz
Nenhum idioma é complicado para o falante nativo. A “dificuldade” depende de muitas variáveis.
Primeiro, podemos dizer que uma língua é mais fácil a um dado falante se o idioma a ser aprendido é mais próximo linguisticamente de seu idioma nativo. Os holandeses entendem e chegam a falar alemão e inglês devido à semelhança.
Outro fator na “dificuldade” de um idioma é o sistema ortográfico. O russo é baseado no alfabeto cirílico, por sua vez baseado no grego, o que dificulta sua leitura. O polonês é mais “fácil” porque tem um alfabeto latino com algumas modificações, o que permite a decifração. O basco, o húngaro e o finlandês são todos difíceis devido à complexidade gramatical deles. Mas há línguas indígenas (brasileiras) e africanas muito complexas, com sutilezas e riqueza de expressão. Não há línguas “primitivas”.
A ideia de que o português é um dos idiomas mais difíceis não passa de mito. Tudo depende de contexto e interlocutor. Difícil para quem, cara-pálida?
Escola Intercultural Bilíngue de Fronteira deve ser implantada em Roraima
Autoridades dos dois países se reúnem nos dias 12 e 13 em Lethem.
A 4ª Reunião do Comitê de Fronteira Brasil/Guiana, coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores dos dois países, acontece nos dias 12 e 13 de fevereiro em Lethem, na Guiana. A implantação do Projeto Escola Intercultural Bilíngue de Fronteira (PEIBF) em Roraima será um dos temas tratados durante o encontro.
Autoridades dos Ministérios da Educação, Cidades, Agricultura e também das secretarias e autarquias estaduais afins aos temas da pauta da reunião devem participar do encontro. Segundo o secretário de Relações Internacionais de Roraima, Eduardo Oestreicher, o estado tem participação efetiva nas discussões, já que fica na fronteira com a Guiana.

Ele explicou que a implantação do projeto na área educacional tem o intuito de promover o intercâmbio entre os moradores dos países fronteiriços. “A proposta vem sendo discutida e estamos avançando pouco a pouco. A intenção é implantar unidades em Lethem e em Bonfim para fazer a integração cultural dos países”, destacou. Leia Mais
Respeitar a língua é uma forma de educar
As mudanças impulsionadas pelas novas tecnologias digitais colocaram na tela da TV e na internet a informação massificada, onde está tudo disponível, de fácil acesso, condensado. Daí, a dúvida: será o fim do livro? As pessoas vão deixar de ler? A resposta é não. A leitura, com o tempo e a prática vira êxtase, é semelhante a um transe. Ler é participar de uma das mais extraordinárias invenções e revoluções tecnológicas de todos os tempos, que são os sistemas de escrita. Nós não teríamos a internet hoje sem os códigos da escrita.
Há menos de duas décadas, as crianças e jovens tinham um acesso limitado às informações e os pais podiam, de algum modo, selecionar aquelas que possuíam um conteúdo condizente com cada idade e capacidade de compreensão, direcionando os interesses para boas fontes, como livros clássicos da literatura infantil, bons filmes etc.
As tecnologias atuais, em particular a internet, mudaram toda essa perspectiva. O acesso à internet dissemina-se aceleradamente e hoje a maioria das crianças e jovens, mesmo aquelas de classes menos favorecidas, conseguem ter contato com ela. Se não possui um computador em casa, a escola disponibiliza ou um amigo tem. E quando a telinha do computador se abre, o portal do mundo está aberto. Entretanto, permeando tais informações, há uma grande quantidade de informação invadindo nossos lares todos os dias. O cerne da questão está no fato de que o volume de informação não garante a qualidade.

O retorno da escrita
Com a internet não temos mais informações, e sim menos. Em megalivrarias localizadas em shopping centers tem-se menos informação do que numa pequena livraria nas imediações da USP. Temos menos informação depois que a televisão multiplicou o número de canais. E quando peço na internet uma bibliografia e recebo uma lista com 10 mil títulos, não tenho nenhum ganho de informação com isso. Com a internet, temos uma diminuição trágica de informações. Corremos o risco de nos tornar autodidatas.


