USP na lista das 10 melhores universidades entre os BRICS, segundo ranking da revista Times Higher Education
As 100 melhores universidades entre os BRICS; USP em 10º
Claudia Gasparini
A Universidade de São Paulo (USP) entrou para a lista das 10 melhores universidades entre os BRICS (grupo que integra Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e países emergentes, segundo o ranking de 2015 da revista Times Higher Education.
Em relação à edição anterior do estudo, a universidade passou da 11ª para a 10º posição. Porém, terminam por aí as boas notícias para o Brasil. Das 100 instituições listadas, apenas quatro são brasileiras: além da USP, também aparecem Unicamp (27º), UFRJ (61º) e Unesp (97º).
Na opinião de Phil Baty, editor da THE, o cenário geral das universidades brasileiras é de estagnação. “Enquanto iniciativas como o programa Ciências sem Fronteiras terão resultados positivos a longo prazo, mais precisa ser feito para priorizar o desenvolvimento das melhores instituições do Brasil”, afirma.
Bonfim (RR) é terceiro município brasileiro a tornar línguas indígenas cooficiais
Bonfim é terceiro município brasileiro a tornar línguas indígenas cooficiais

Bonfim é o primeiro município de Roraima e o terceiro do Brasil a adotar as línguas Macuxi e Wapichana como cooficiais – Foto: France Telles.
A Lei Nº 21/2014 foi aprovada na sessão de terça-feira (2) da Câmara de Vereadores do município
A Universidade Federal de Roraima (UFRR), por meio do Instituto Insikiran, articulou junto com lideranças indígenas da região do Bonfim para tornar as línguas Macuxi e Wapichana como oficiais do município, além do Português. Esta foi a terceira cidade a reconhecer línguas indígenas como cooficiais no Brasil. São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e Tacuru, no Mato Grosso do Sul, também reconhecem a linguagem das etnias locais.
A Lei Nº 21/2014 foi aprovada na sessão de terça-feira (02/12) da Câmara de Vereadores de Bonfim. A proposta vinha sendo discutida com as lideranças e professores de línguas indígenas da região Serra da Lua desde 2012. A coordenação do Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana do Instituto Insikiran acompanhou e assessorou todo o processo.
Políticas públicas podem preservar 230 idiomas no Brasil
Políticas públicas podem preservar 230 idiomas no Brasil
Aline de Melo Pires
A herança cultural de um povo é preservada por sua língua. No Brasil, o idioma oficial é a Língua Portuguesa, mas existem, além dela, mais 230 línguas faladas no País. Desse total, 200 são de tribos indígenas e 30 de descendentes de imigrantes. Parece muito? Estima-se que, quando os portugueses atracaram por aqui, esse número chegava perto de 1 mil.
A falta de políticas públicas para preservar os idiomas e a característica cultural das suas comunidades está entre os principais motivos que levam à extinção de uma língua. A afirmação é da professora Ana Elvira Gebara, do curso de Mestrado em Linguística da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo (SP). “As línguas estão muito ligadas à situação social e histórica em que as comunidades vivem. O que acontece com as línguas indígenas, por exemplo, é que, se você não tem uma política para essas comunidades, a língua morrer é um reflexo de como elas estão sendo tratadas dentro do País”, afirma.
Índia: o dilema linguístico chega ao ensino oficial de Goa
Índia: o dilema linguístico chega ao ensino oficial de Goa
A ministra do Desenvolvimento de Recursos Humanos da Índia, Smriti Irani, em declarações recentes à imprensa, afirmou seu apoio à nova política educacional de ensino trilingue nas escolas oficiais de Ensino Secundário de todo o país.
A nova política das línguas de instrução, conhecida como a “fórmula das três línguas”, foi adotada em 2013 pelo Conselho Central da Educação Secundária, órgão oficial do governo indiano que fiscaliza os estabelecimentos de ensino do país, tanto públicos quanto privados.
A declaração da ministra Irani gerou fortes controvérsias por ter, por exemplo, apoiado a substituição do alemão – uma língua viva, porém, estrangeira – pelo sânscrito – língua antiga da Índia e de uso litúrgico no hinduísmo – como terceira língua de instrução, e não como uma língua estrangeira.
As escolas goesas têm aderido largamente à “fórmula das três línguas”, mas as autoridades do Estado de Goa – antigo território português na Índia – têm ainda dúvidas quanto à determinação de uma terceira língua de instrução para as escolas.
Na maioria das escolas secundárias em Goa, a língua inglesa é ensinada como primeira língua e o hindi – a outra língua oficial da Índia – é a segunda língua de instrução. A partir do 8º ano, as escolas goesas oferecem, como opção de terceira língua, a de maior preferência na região onde se situam: o sânscrito, línguas locais como concani e marata, o urdu, o francês e a Língua Portuguesa.
Modo de falar e regionalismos distinguem português brasileiro do africano
Modo de falar e regionalismos distinguem português brasileiro do africano
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil | Edição: Lílian Beraldo
Camba? Kumbu? Kota? Você pode não saber, mas essas são palavras da língua portuguesa faladas em Angola, país da costa sudoeste da África colonizado por portugueses. Esses são termos usados para designar, respectivamente, “amigo”, “dinheiro” e “pessoa mais velha e respeitável”, e são uma pequena amostra de como a língua portuguesa tem variações que podem torná-la incompreensível até mesmo para seus falantes.
Ministros aprovam regras para Fundo Mercosul Cultural
Ministros aprovam regras para Fundo Mercosul Cultural

Encontro de ministro da cultura do Mercosul aconteceu em Buenos Aires e discutiu a integração entre os países participantes – Foto: Silvina Frydlewsky / Ministerio de Cultura de la Nación.
Os ministros de Cultura do Mercosul se reuniram nesta quarta-feira (26/11), em Buenos Aires, e discutiram pontos importantes para avançar a integração entre os países da região. Um dos itens foi a aprovação das regras para o fundo que vai financiar iniciativas culturais de pessoas físicas ou jurídicas dos países do bloco.
Cada país do Mercosul deve ainda aprovar a criação do fundo em seus parlamentos. O objetivo é estimular projetos conjuntos de dois ou mais países em diversos segmentos culturais. Participaram do encontro a ministra brasileira Ana Cristina Wanzeler e representantes da Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Chile, Peru, Equador e Colômbia.
“Esse encontro tem um valor simbólico na construção de políticas públicas para o desenvolvimento regional”, afirmou a ministra, Ana Wanzeler, que recebeu da Argentina a presidência pró-tempore do Mercosul Cultural. Nos próximos seis meses, o Brasil vai conduzir as discussões de políticas culturais no bloco.



