UNESCO: Leitura móvel reduz o analfabetismo nos países em desenvolvimento
25/04/2014.
Um estudo da UNESCO revelou que os telefones móveis podem contribuir a reduzir o analfabetismo nos países em desenvolvimento. Conhece os detalhes do relatório.
O 90% das 4000 pessoas interrogadas por Unesco mostrou uma atitude positiva para a leitura móvel
Centos de milhares de pessoas utilizam hoje seus telefones móveis como meio para aceder à leitura, inclusive nos países em via de desenvolvimento. Essa é a conclusão do estudo Reading in the Mobile Era (Ler na era móvel), que foi difundido esta semana pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(UNESCO). O organismo vaticina que a leitura móvel poderia contribuir a reduzir o analfabetismo; um problema que afeta a 774 milhões de adultos.
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A investigação se baseou em 4 .000 entrevistas pessoais realizadas em 7 países em desenvolvimento: Etiópia, Vontade, Índia, Quênia, Nigéria, Paquistão e Zimbabue, essencialmente a menores de 35 anos. Seus resultados foram contundentes: o 90% dos interrogados mostrou uma atitude positiva para a leitura em telefones móveis quando o provaram.
O telefone móvel: primeira porta para os livros
O telefone móvel está amplamente expandido entre a população mundial, o que supõe uma vantagem à hora de impulsioná-lo como canal de leitura. Segundo dados da ONU, umas 6000 das 7000 milhões de pessoas que vivem no mundo têm acesso a uma linha telefônica, ainda que só 4.500 milhões dispõem de um quarto balnear.
Ademais, o celular permite passar por alto a um dos grandes obstáculos da luta contra o analfabetismo: acarestia dos livros de papel em muitos países pobres. Desta forma, converte-se em método rápido e singelo para fomentar o hábito da leitura.
As mulheres usam mais o celular para ler
Segundo o estudo, as mulheres lêem 6 vezes mais do que os homens: enquanto elas destinam a esta sã distração uma média de 207 minutos ao mês, eles só reservam 33 minutos mensais.
A UNESCO recomenda que os países com alta taxa de analfabetismo dêem prioridade às meninas e mulheres à hora de fomentar a leitura no telefone, já que elas têm menos acesso à tecnologia e demonstram mais interesse pelo tema. Também recomendam animar o hábito entre os meninos e as pessoas maiores.
Os desafios da leitura em celulares
As barreiras que ainda enfrentam quem aspiram a ler no celular são a limitada oferta de títulos para telefones sem acesso a internet (59 %) e os problemas de cobertura (53 %). O 18% dos interrogados assinalou ademais ao custo das telecomunicações como um obstáculo.
Entre as medidas propostas pela UNESCO para defrontar a estes desmandos, encontra-se a ampliação de catálogos de obras disponíveis, a tradução às línguas locais e a redução de custos da tecnologia e as conexões.
Descarrega o relatório completo: Reading in the Mobile Era (Lendo na era do celular)
PLATÔ 3: A língua portuguesa na internet e no mundo digital
Lançada online a Revista Platô, V. 2, N. 3
Publicação digital e gratuita do Instituto Internacional da Língua Portuguesa – IILP, a Revista Platô traz em seu terceiro número os resultados do Colóquio de Guaramiranga, evento realizado pelo IILP em parceria com a UNILAB, o Ministério da Educação, o Itamaraty e o Conselho Nacional de Educação do Brasil, e que trouxe à luz do debate o tema “A Língua Portuguesa na Internet e no Mundo Digital”. Acesse a Revista em http://www.riilp.org/
Aplicativo móvel Lingua.ly transforma o ambiente do aprendizado de idiomas
Lingua.ly, uma solução multiplataforma que explora o ambiente e interesses do usuário para criar uma experiência personalizada de aprendizado de idiomas, anunciou o lançamento de seu aplicativo gratuito para Android. O novo aplicativo ensina os aprendizes de nível iniciante a avançado por meio da transformação de conteúdo diário em prática divertida e simples, apoiando a filosofia educacional de que os idiomas são melhor aprendidos através da imersão em vez dos planos tradicionais de livros didáticos e lições.
À medida que os usuários leem o conteúdo estrangeiro em seus dispositivos móveis e destacam palavras desconhecidas, o Lingua.ly utiliza um inteligente dicionário móvel para fornecer a tradução dessas palavras. O aplicativo então utiliza essas palavras para fornecer jogos e cartões personalizados com dicas visuais, contextuais e de áudio para ajudar os aprendizes a memorizar as palavras desconhecidas – uma forma divertida e perfeita de aprender um idioma. Esta é a primeira vez que um aplicativo oferece um dicionário móvel integrado a um sistema de aprendizado de idiomas, beneficiando ambos estudantes em sala de aula e entusiastas de aplicativos de idiomas. O dicionário móvel também possibilita que os usuários pesquisem e aprendam palavras em mais de 20 idiomas diferentes.
“Somos parte de um novo paradigma, com a tecnologia móvel pronta para modificar o cenário do aprendizado de idiomas”, disse o Dr. Jan Ihmels, Diretor Executivo do Lingua.ly. “As pessoas aprendem melhor quando estão envolvidas – complementar cursos de idiomas estrangeiros com conteúdo do mundo real enriquece a experiência de tornar o idioma mais memorável”.
O Lingua.ly possui atualmente uma base multinacional de usuários da sua extensão de navegador no Google Chrome e que funciona em sinergia com o aplicativo móvel – então, caso os usuários desejem se referir, através do aplicativo móvel, a uma palavra anteriormente pesquisada na extensão de navegador, isto é perfeitamente possível. A tecnologia que impulsiona tanto a extensão do navegador quanto o novo aplicativo móvel aprende os interesses e o nível de habilidade dos usuários através de seu banco de palavras e atividade online. Ele, então, é capaz de reconhecer a correspondência de um material de leitura e fornecer conteúdo personalizado, atual e presente na internet na forma de artigos, postagens em blogs, histórias curtas e outros – tornando a solução do Lingua.ly a inicialização perfeita para a multidão de aprendizes estagnados na área de nível “intermediário”. O conteúdo personalizado pode ser fornecido nos seguintes idiomas: inglês, francês, espanhol, árabe e hebreu.
Curso de Especialização em Audiodescrição da UFJF

A especialização em audiodescrição é a primeira no Brasil e vai formar professores audiodescritores, possibilitando aos deficientes visuais formar imagens e as construírem a partir da descrição da realidade feita pelos audiodescritores. O curso vai ao encontro das necessidades socioeducativas dos mais de 16 milhões de deficientes visuais presentes no território brasileiro, sendo uma importante ação de inclusão na sociedade deste grupo, possibilitando-lhe acesso às imagens que os professores, através da audiodescrição, produzem, podendo assim perceber o mundo de forma mais ampla.
A audiodescrição é uma forma de tradução audiovisual, usando as pausas naturais no diálogo ou entre elementos sonoros cruciais para inserir a narrativa, que traduz a imagem visual de uma forma que a torna acessível a milhões de indivíduos que de outro modo não teriam um acesso pleno às informações. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.
O Curso de Especialização em Audiodescrição é um curso semi-presencial promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, sob coordenação da Profª. Drª. Eliana Lúcia Ferreira e da Drª. Lívia Maria Villela de Mello Motta.
A formação em audiodescrição atende à política nacional sobre acessibilidade da pessoa com deficiência e o profissional pode atuar nos mais diversos contextos e ambientes culturais, educacionais e corporativos. O curso teve início em 20 de março último.
Mais informações: http://www.gime.ufjf.br/gime/ensino/audiodescricao
Aprovado o Marco Civil da Internet
O Marco Civil da Internet foi uma grande vitória para a sociedade brasileira, pois através da pressão da opinião publica, com excelente atuação da AVAAZ, o texto inicial, que cerceava as liberdades dos usuários em benefício das grandes operadoras e empresas, restringindo a circulação de informações e permitindo o controle dos dados pessoais dos cidadãos, acabou sendo modificado afim de respeitar os direitos civis garantidos em lei pela constituição.
Guardem o dia 25 de março de 2014 na memória. Este dia será lembrado como o dia do Marco Civil da Internet em todo o mundo. Neste dia, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tem todas as características de um projeto impossível de ser aprovado numa Casa como essa. A principal delas: o fato de contrariar interesses econômicos poderosos ao garantir direitos dos cidadãos e cidadãs. O Marco Civil da Internet aprovado aponta claramente para o tratamento da comunicação como um direito fundamental e não apenas como um negócio comercial. Trata-se de algo inédito na história brasileira, que só foi possível por um conjunto de fatores.
Em primeiro lugar, a intensa participação e mobilizações de organizações da sociedade civil e ativistas da liberdade na internet, que estiveram envolvidos com o Marco Civil desde sua primeira redação até a vitória obtida nesta terça-feira na Câmara. O fato de ser um texto elaborado com ampla participação popular garantiu ao Marco Civil uma legitimidade conferida a poucas matérias que tramitam pelo Congresso Nacional.
Em segundo lugar, o relatório substitutivo do texto ficou a cargo do deputado Alessandro Molon (PT/RJ), que se mostrou um persistente articulador e negociador, ouvindo os mais diferentes interesses em jogo e buscando acomodá-los sem comprometer os três pilares centrais do texto: a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.
Em terceiro, o governo, que já se mostrava adepto do Marco Civil, comprou a briga em sua defesa após as denúncias de espionagem da Presidenta Dilma feitas por Eduard Snowden. Sem isso, talvez o Marco Civil da internet não tivesse sido colocado em urgência constitucional na Câmara, e poderia estar ainda na longa fila de projetos estratégicos para o país à espera de entrada na pauta do plenário.
Mesmo assim, há duas semanas, ninguém – nem o governo, nem o relator, nem a sociedade civil – seria capaz de prever uma votação como a deste dia 25 de março, feita simbolicamente, porque apenas um partido, o PPS de Roberto Freire, orientou voto contrário. Como escrevemos neste blog, a votação do Marco Civil havia sido capturada pelo jogo eleitoral de 2014.
Aplicativo auxilia turistas com idiomas em viagens internacionais
O aplicativo “Oi Turista”, criado pelo empreendedor e presidente da Associação de Startups e Empreendedorismo Digital (Asteps), Antonio Ventura, tem a proposta de auxiliar os usuários a encontrarem pessoas que falam seu idioma em viagens internacionais. O aplicativo vem ajudar principalmente brasileiros que têm pouco conhecimento em outras línguas, como aponta estudo publicado em agosto de 2012 pela British Council (ONG do Reino Unido), que revelou que apenas 5% da população brasileira pode ser considerada fluente no inglês, por exemplo. ![]()
Gratuito e disponível para sistema iOS, o aplicativo suporta mais de 50 idiomas. Além de possibilitar encontrar pessoas que falam a mesma língua, o aplicativo facilita o encontro de informações úteis para o turista na cidade que visita. As pessoas que usam o aplicativo podem identificar highlights na cidade, dizendo se estão próximas do ponto em que o turista quer chegar, o horário de funcionamento dos estabelecimentos, o preço dos lugares, entre outros detalhes. O aplicativo é, inclusive, uma boa alternativa para os turistas que visitarão as cidades brasileiras durante a Copa do Mundo, ajudando-os a se comunicar e aproveitarem melhor a viagem.
Fonte: Brasil Turis.



