Entrevista com Gilvan Müller de Oliveira na X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Entrevista com Gilvan Müller de Oliveira na X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Assista aqui à entrevista com o diretor executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Gilvan Müller de Oliveira, um dos fundadores e coordenador do IPOL por mais de 10 anos.
Gilvan Müller participa da X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza esta semana em Díli, Timor-Leste, como parte integrante da Cimeira da CPLP.
Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) começa na próxima semana em Díli, Timor-Leste
Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) começa na próxima semana em Díli
A República de Democrática de Timor-Leste acolhe, no dia 23 de Julho, a X Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que terá lugar no Salão Nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em Díli.
Líderes internacionais estarão em Timor-Leste nos próximos dias para participarem na X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP. Os Estados-membros da CPLP serão representados pelos Presidentes de Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, pelo Vice-Presidente de Angola, os Primeiros-Ministros de Portugal e da Guiné-Bissau e pelo o Ministro das Relações Exteriores do Brasil.
População capixaba é composta por aproximadamente 145 mil pomeranos
A luta para manter viva a tradição
Patrik Camporez | pmacao@redegazeta.com.br
Fotos: Edson Chagas-GZ

Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Fazenda Emílio Schroeder reivindicam o ensino da língua pomerana dentro da sala de aula
Cerca de 145 mil descendentes germânicos vivem no Estado do Espírito Santo
A população capixaba é composta por aproximadamente 145 mil pomeranos, a maior parte deles concentrada em comunidades rurais de 13 municípios do Estado, onde vivem do cultivo da terra.
Para manter preservadas suas tradições e costumes, os descendentes germânicos resolveram se unir para, através de um ciclo de reuniões que acontece em todo o Estado, montar uma pauta com diversas reivindicações.
Língua e Política: dialogando com os Guarani do Chaco Boliviano
Língua e Política: dialogando com os Guarani do Chaco Boliviano
A coordenadora do IPOL, Rosangela Morello, juntamente com a professora Marci Fileti Martins, da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, estiveram, entre os dias 28 de junho a 09 de julho, na Bolívia, precisamente, na região do Gran Chaco Boliviano, para um trabalho de pesquisa junto às comunidades falantes do Guarani.
O trabalho faz parte do projeto “As Línguas Tupi faladas dentro e fora da Amazônia: do Vale do Guaporé à Bacia Platina”, coordenado pela professora Marci Fileti Martins e que pretende fornecer subsídios para documentação, descrição e análise das línguas indígenas, com ênfase nas línguas Tupi distribuídas a oeste da bacia hidrográfica do rio Amazonas, especificamente na bacia do Madeira, nos vales do Guaporé e Mamoré (Estado de Rondônia, no Brasil e Departamentos de Santa Cruz, Chuquisaca e Tarija, na Bolívia), e aquelas situadas fora da Amazônia, as variedades modernas da língua Guarani faladas tanto em território brasileiro (Estados de Mato Grosso do Sul-MS, Santa Catarina-SC, Paraná-PR e Rio Grande do Sul-RS, Rio de Janeiro-RJ e Espírito Santo-ES), quanto as faladas no Paraguai e na Argentina.
Com objetivos diferenciados, mas complementares, as professoras visitaram a cidade de Camiri, na Província de Cordillera, no Departamento de Santa Cruz, que é a sede das organizações Guarani e uma das regiões com maior número de comunidades e falantes. Enquanto Marci Fileti Martins está interessada no estudo comparativo entre o Guarani do Chaco boliviano e o Guarani Mbya, Rosangela Morello está preocupada com as questões de política linguística para ensino bilíngue e para valorização da língua de modo mais amplo. Segundo as pesquisadoras, essas duas questões são importantes para o estudo e a instrumentalização do Guarani falado hoje, no continente sul americano. O Guarani, língua oficial do Paraguai juntamente com o Espanhol, é uma das línguas nacionais da Bolívia, dentre outras 34 línguas, é língua de trabalho do Mercosul e no Brasil, foi inventariada e deverá ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Nação.
Segundo as pesquisadoras, a experiência boliviana, especialmente Guarani, no que diz respeito à educação bilíngue e sua implementação pelas políticas públicas, possui especificidades que podem contribuir para os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Brasil, um país tão plurilíngue quanto a Bolívia.
O estudo comparativo, por sua vez, mostra-se importante para a pesquisa linguística seja do ponto de vista da classificação (tipológica ou genética) das línguas Tupi Guarani (TG) quanto para os estudos teóricos. “Argumento em favor da singularidade das relações de parentesco entre o Guarani Mbya e Guarani do Chaco Boliviano, pois acredito ser um caso exemplar envolvendo os processos migratórios das línguas e a(s) cultura(s) TG e, portanto, reveladoras para os estudos dos complexos Guarani e Boliviano”, afirma Marci Fileti Martins.
De acordo com Rosangela Morello, “o recente reconhecimento do pluri e do multilinguismo no Brasil, atrelado à cooficialização de línguas e à política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística no qual se insere o Inventário da Língua Guarani Mbya, exige que aprimoremos as políticas de fomento e valorização das línguas, o que torna muito significativo o conhecimento das experiências em educação e gestão linguística por um país assumidamente plurinacional como a Bolívia”.
Ipol realiza formação de recenseadores para o censo linguístico do município de Antônio Carlos-SC
Ipol realiza formação de recenseadores para o censo linguístico do município de Antônio Carlos-SC
Nos dias 24 de junho e 1º de julho, aconteceu a formação dos recenseadores que atuarão no censo linguístico da cidade de Antônio Carlos-SC.
A formação, realizada no Auditório da Secretaria de Saúde do município, foi executada pelo Ipol – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística, sendo ministrada por Rosangela Morello, coordenadora do Ipol, Márcia R. P. Sagaz, coordenadora técnica do censo, e Ana Paula Seiffert, linguista.
Também estavam presentes na formação Altamiro Antônio Kretzer, secretário de Educação e Cultura, Lucia Scussel, coordenadora de Cultura, e Irani Hipólito, da Secretaria de Saúde do município.
As 17 recenseadoras que estavam presentes na formação são agentes de saúde do município. Sempre muito entusiasmadas, participaram ativamente de todas as etapas da formação: sensibilização linguística, metodologia de coleta e, em especial, aplicação do questionário-piloto em alguns munícipes. Também propuseram ajustes no intuito de aperfeiçoar esse que é um dos principais instrumentos do censo, o questionário.
A próxima etapa do censo linguístico será a formação dos digitadores, prevista para este mês. Já a coleta de dados iniciará em agosto.
Antônio Carlos e a língua Hunsrückisch
Localizada a 32 km de Florianópolis e com uma população de 7.906 habitantes, segundo o IBGE (2010), Antônio Carlos foi a primeira cidade do Estado de Santa Catarina a aprovar uma lei cooficializando uma língua de imigração, o Hunsrückisch. A cooficialização foi aprovada, por unanimidade, por sua câmara municipal, em 09/02/2010, depois de muitas reuniões e da realização de três audiências públicas.
Para saber mais: Ipol realiza Censo Linguístico e Diagnóstico da Língua Hunsrückisch








