Educação

Políticas linguísticas para inclusão social I: livros infantis com audiodescrição

Destacamos nesta postagem uma importante iniciativa no campo das políticas linguística para a inclusão social: a audiodescrição em livros infantis.

Livros infantis do projeto Baú das Artes recebem recurso acessível de audiodescrição

Descrição da imagem:  Abaixo do logotipo Baú das Artes estão cinco jovens sorridentes em uma área florestal próxima a cidade. A direita está um jovem índio, que tem o cabelo preto e liso. Ele usa bermuda, camiseta, casaco e um colar rústico no pescoço. O jovem índio está abraçado com um adolescente de pele branca e cabelo castanho e curto. Ele usa camiseta azul com a letra X estampada, calça, tênis, uma pochete na cintura e óculos de aviação preso à cabeça. Ao lado deles, está um rapaz de pele negra e que usa uma faixa para prender o cabelo crespo e volumoso. Ele usa camiseta vermelha estampada com uma estrela, calça, tênis e segura um par de baquetas com uma das mãos. À esquerda, há uma garota oriental. Ela tem a pele branca e cabelo preto e liso na altura dos ombros. Ela usa óculos, camiseta listrada branca e rosa, shorts, sapato e uma fita rosa com um laço no cabelo. Também segura uma prancheta e uma caneta. Agachada, logo à frente da garota, está uma jovem de pele branca, olhos claros e cabelo loiro. Ela usa toca, camiseta, shorts, tênis e colar pendurado no pescoço. A jovem segura um pincel em uma das mãos. Na base da imagem, há o logotipo da Editora Evoluir.

Descrição da imagem:
Abaixo do logotipo Baú das Artes estão cinco jovens sorridentes em uma área florestal próxima a cidade. A direita está um jovem índio, que tem o cabelo preto e liso. Ele usa bermuda, camiseta, casaco e um colar rústico no pescoço. O jovem índio está abraçado com um adolescente de pele branca e cabelo castanho e curto. Ele usa camiseta azul com a letra X estampada, calça, tênis, uma pochete na cintura e óculos de aviação preso à cabeça. Ao lado deles, está um rapaz de pele negra e que usa uma faixa para prender o cabelo crespo e volumoso. Ele usa camiseta vermelha estampada com uma estrela, calça, tênis e segura um par de baquetas com uma das mãos. À esquerda, há uma garota oriental. Ela tem a pele branca e cabelo preto e liso na altura dos ombros. Ela usa óculos, camiseta listrada branca e rosa, shorts, sapato e uma fita rosa com um laço no cabelo. Também segura uma prancheta e uma caneta. Agachada, logo à frente da garota, está uma jovem de pele branca, olhos claros e cabelo loiro. Ela usa toca, camiseta, shorts, tênis e colar pendurado no pescoço. A jovem segura um pincel em uma das mãos. Na base da imagem, há o logotipo da Editora Evoluir.

A Editora Evoluir lançou recentemente o projeto Baú das Artes – Edição 2014, que distribui materiais paradidáticos para escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEF). Entre eles, estão 20 livros que foram adaptados com o recurso acessível de audiodescrição. Diferencial que beneficia, especialmente, crianças com deficiência visual, baixa visão e até mesmo deficiência intelectual.

Como explica Thiago Barros, roteirista audiodescritor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, empresa responsável pela execução deste projeto acessível para a Editora Evoluir, o trabalho de desenvolvimento dos audiolivros com audiodescrição compreende a intercalação, em meio ao texto original e às falas das personagens, das descrições das imagens dessas personagens, suas ações e os locais onde se encontram. Feito que garante ao público-alvo uma compreensão mais assertiva acerca do conjunto de cada obra.

Segundo Thiago, uma das peculiaridades deste trabalho foi, além da revisão cognitiva feita por uma pessoa com deficiência visual – procedimento padrão nas produções da Iguale para avaliar a qualidade do recurso acessível que está sendo produzido –, a consultoria da pedagoga de Educação Especial para Deficiência Visual e presidente fundadora do Projeto Acesso, Vera Lucia Lorenzzi Triñanes Zednik. “Essa consultoria garantiu que aspectos pedagógicos importantes não fossem deixados de lado no processo de adaptação das ilustrações para a audiodescrição”.

Todo o trabalho da Iguale compreendeu as seguintes etapas: adaptação de conteúdo; revisão cognitiva; composição das trilhas sonoras específicas para cada um dos livros; gravação, edição e mixagem dos áudios (total de 123 horas de trabalho) e revisão do conteúdo. Em cada audiolivro, além do narrador principal e do narrador audiodescritor, outros atores interpretam as personagens. E mais, todos os CDs receberam o título do livro em Braile, para a devida identificação.

“Os temas dos livros da Evoluir estão sempre ligados à sustentabilidade e qualidade de vida, assuntos que, como a acessibilidade, ganham cada vez mais importância na sociedade contemporânea. A Iguale Comunicação de Acessibilidade entende que tratar esses conceitos como parte da educação desde a infância é fundamental para a estruturação de cidadãos mais conscientes, atuantes e participativos”, complementa Thiago sobre a identificação da empresa para com a proposta do projeto Baú das Artes.

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Há cada vez mais alunos estrangeiros interessados em aprender português

Há cada vez mais alunos estrangeiros interessados em aprender português

Por Isabel Villhena

pleO crescente interesse pela língua portuguesa é notório na edição deste ano do Curso de Verão de Português Língua Estrangeira do BabeliUM – Centro de Línguas da Universidade do Minho.

O 24.º Curso de Verão que se iniciou dia 1º e decorre até ao próximo dia 25 de Julho, tem 72 inscritos (mais 20 alunos do que no ano anterior), oriundos das mais diversas partes do mundo (China, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Rússia, Canadá, Japão), destacando-se pela sua expressão numérica um grupo de 25 estudantes de Macau.

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Duas línguas estrangeiras no primário não é exagero

O Francês na berlinda
Duas línguas estrangeiras no primário não é exagero

Por Sonia Fenazzi
Adaptação: J.Gabriel Barbosa

Enquanto o alemão é ensinado em todas as escolas primárias da Suíça francófona, o francês está ameaçado de ser abolido das escolas primárias na parte alemã. (Keystone)

Enquanto o alemão é ensinado em todas as escolas primárias da Suíça francófona, o francês está ameaçado de ser abolido das escolas primárias na parte alemã. (Keystone)

Duas línguas estrangeiras são demais para as crianças, garantem os autores de uma iniciativa visando impor um único idioma na escola primária. Já os especialistas defendem que os jovens alunos do nível básico têm prazer em aprender uma língua estrangeira. Desde que sejam adequadas às condições de ensino.

Seriam as crianças suíças menos inteligentes que as de Luxemburgo? A pergunta procede, quando se compara o Grão-Ducado – onde o ensino de duas línguas estranhas aos alunos do primário é aplicado sem problema – à Confederação Suíça, onde, nos cantões germanófilos (i.é, de língua alemã) cresce o número de pedidos para que se ensine apenas um idioma, adiando o outro para a escola secundária.

A reivindicação, apresentada por professores que alertam para o perigo de sobrecarregar os alunos, é lançada por canais políticos, através de ações parlamentares e iniciativas populares. Mas ela surpreende por diversos motivos, a começar pelo fato de que pesquisas sobre o cérebro humano depõem em favor de um ensino precoce de língua estrangeiras.

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Fomentar las competencias lingüísticas: Resultados de la Conferencia Internacional sobre las Lenguas

Fomentar las competencias lingüísticas: Resultados de la Conferencia Internacional sobre las Lenguas

UNESCO/Nguyen Thanh Tuan- Teaching diversity: At a school in La Pán Tan Commune, Muong Khuong country, Viet Nam, students from 10 ethnic groups are taught in groups.

UNESCO/Nguyen Thanh Tuan- Teaching diversity: At a school in La Pán Tan Commune, Muong Khuong country, Viet Nam, students from 10 ethnic groups are taught in groups.

En las sociedades contemporáneas, caracterizadas por la mundialización y la diversidad cultural, las competencias lingüísticas son cada vez más importantes. Esas capacidades cohesionan la sociedad, sirven de apoyo a su vitalidad cultural y hacen posible el desarrollo socioeconómico. La competencia lingüística también resulta esencial para el desarrollo cognitivo y, por eso, permite hacer realidad el potencial de la persona y ampliar el aprendizaje.

Los asistentes a la Conferencia Internacional sobre las Lenguas, que tuvo lugar en Suzhou (China) los días 5 y 6 de junio, coincidieron en que la enseñanza lingüística de buena calidad es uno de los medios más eficaces de fomentar las competencias en materia de idiomas.

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Esperança para o ensino indígena

Esperança para o ensino indígena

Durante 90 dias, 60 professores deixam suas tribos e viajam a Manaus para estudar

Durante 90 dias, 60 professores deixam suas tribos e viajam a Manaus para estudar

Novas diretrizes para a formação de professores são vistas como o início de uma real política indigenista no Brasil

Por Rosana Villar

Uma nuvem encobriu o Sol na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, rapidamente, todas as mulheres da classe, composta principalmente de homens, saíram da sala em direção aos dormitórios. A chuva chegava e as roupas estavam no varal.

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Artigo de opinião de José Afonso Baptista sobre a educação dos surdos em Portugal

Opinião – Os surdos em bolandas

José Afonso Baptista

jose-afonso-baptistaCoimbra tem uma história e uma longa experiência na educação de crianças e jovens surdos que teve início em 1964 quando Bissaya-Barreto (BB) tomou a iniciativa de criar o Instituto de Surdos Mudos de Bencanta (ISMB). Até então excluídos da escola, os surdos tiveram aqui uma oportunidade pioneira de integração e socialização.

Foi uma obra de grande alcance humanitário, como o foram em geral as iniciativas de BB, coincidindo no tempo com uma revolução científica que viria a mudar o estatuto e as condições de vida do surdo.

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