1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo
Começa nesta terça-feira (1) a 1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo, que acontece até 30 de setembro. A iniciativa é da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Secretaria de Relações Internacionais do governo do Estado, em parceria com consulados, embaixadas e institutos dos países participantes e da organização Amigos da Arte.
“Mais uma iniciativa boa e positiva para o setor de Cultura e Economia Criativa, que tanto vem sofrendo com os efeitos da pandemia. A plataforma #CulturaEmCasa vai transmitir, de forma inédita e gratuita, 33 filmes de 21 países durante o mês de setembro”, afirmou o governador.
A programação será exibida diariamente pela plataforma #CulturaEmCasa, às 19h e às 22h. Os filmes ficarão disponíveis por tempo limitado para exibição por demanda. São 22 longas, dois curtas de animação e nove documentários inéditos no Brasil, todos com legendas em português.
Nesta terça-feira, às 15h, um webinar especial vai marcar a abertura da Mostra. Os secretários Sérgio Sá Leitão (Cultura e Economia Criativa) e Julio Serson (Relações Internacionais) discutirão com o crítico de cinema Miguel Barbieri Júnior o panorama atual da produção audiovisual no Brasil e sua importância para a aproximação entre países e culturas. Em seguida, será exibido o filme “Sabores do Templo” (Coreia do Sul).
Segundo Sá Leitão, a Mostra foi incluída no calendário anual de eventos estratégicos de difusão cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. “É uma oportunidade fantástica para termos acesso a uma produção cinematográfica de altíssima qualidade e grande diversidade. Por isso, continuaremos a realizar a mostra virtual nos próximos anos”, afirmou.
Uma ampla mobilização colaborativa, envolvendo a participação de consulados, embaixadas e institutos estrangeiros, possibilitou a realização do evento. “A primeira edição nasceu graças à ótima interlocução que sempre tivemos com embaixadas, consulados e institutos culturais. A parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa também foi fundamental para que este projeto se concretizasse”, disse Serson.
Confira a programação completa no link:
Poeta mapuche ganha pela primeira vez o Prêmio Nacional de Literatura do Chile
O poeta mapuche Elicura Chihuailaf se tornou o primeiro autor dessa comunidade indígena a receber o Prêmio Nacional de Literatura do Chile nesta terça-feira.
Chihuailaf, 68 anos, recebeu o prêmio por levar “a tradição oral e o universo poético de seu povo para além das fronteiras de sua própria cultura”, segundo a ministra das Culturas, Consuelo Valdés.
A ministra anunciou o prêmio por meio de um ato virtual, onde destacou “sua vasta trajetória e sua capacidade de instalar a tradição oral de seu povo em uma escrita poderosa que transcende a escrita mapuche”.
“Com maestria e valendo-se de uma expressão muito própria, ele tem contribuído de forma determinada para difundir seu universo poético pelo mundo, ampliando a voz de seus ancestrais da contemporaneidade”, acrescentou Valdés.
Chihuailaf, indicado duas vezes ao mesmo prêmio, destaca em suas letras a visão de mundo e a idiossincrasia mapuche – a maior população nativa do Chile – em sua relação com a natureza e a reivindicação da cultura indígena na poesia chilena.
Ele integra um grupo de escritores que surgiu após o golpe de Augusto Pinochet em 1973, uma geração marcada pelo exílio.
Seus textos, originalmente redigidos em castelhano e mapudungun (língua mapuche), foram traduzidos para dezenas de línguas em todo o mundo, nos quais também se destaca o apelo à conversa como única forma de entendimento com os povos indígenas.
Livro infantil Coronavírus ganha versão no idioma indígena Macuxi
Livro infantil Coronavírus ganha versão no idioma indígena Macuxi
O livro faz parte da série Pequenos Cientistas, do projeto de extensão MT Ciência, Campus Sinop.
Por G1 MT
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Livro infantil Coronavírus — Foto: UFMT
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com Universidade Federal de Roraima (UFRR), lança nova tradução do livro infantil Coronavírus. A obra ganha versão no idioma indígena Macuxi, maior etnia do estado de Roraima. Apresenta de forma simples, ilustrada e lúdica os conceitos da microbiologia, abordando a origem do vírus, as formas de contágio, iniciativas para prevenção e os sintomas da doença.
O livro faz parte da série Pequenos Cientistas, do projeto de extensão MT Ciência, Campus Sinop. Tem o objetivo de levar conhecimento científico às crianças de forma simplificada, popularizando os conceitos e estreitando os laços entre Universidade e sociedade.
Já ganhou versão em inglês, espanhol, Libras, Macuxi e está prestes a lançar o idioma indígena Waiwai, que está em processo de diagramação. O grupo trabalha ainda na tradução para outras etnias, o Wapichana, Xavante e o Ingarikó.
“Os indígenas hoje são um dos grupos mais vulneráveis ao coronavírus e não possuem políticas específicas. Esse livro foi uma ferramenta que encontramos para tentar minimizar o impacto desta terrível doença sobre essa comunidade”, afirma a professora Roberta Martins Nogueira, uma das autoras da obra, ressaltando a importância dessa tradução.
A população Macuxi, no estado de Roraima, conta com população em torno de 30 mil habitantes. Em comunidades distantes é comum encontrar quem fale apenas esse idioma. “Nós consideramos importante fazer com que essa população falante de língua macuxi consiga entender melhor o que é que está acontecendo e de uma forma bem interessante, de fácil entendimento. Eu, enquanto adulta, também aprendi com esse livro”, conta Ananda Machado, coordenadora do Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana da UFRR.
A coordenadora destaca também outro aspecto importante dessa tradução, a valorização da língua, como uma forma de prestigiar o idioma. “Estamos correndo atrás de uma versão impressa do livro, como muitas comunidades têm problema de luz e internet, vai ser ótimo. Fica também como material para a posteridade dentro da comunidade”, conclui.
Participaram do desenvolvimento do livro as professoras Fabiana Donofrio, Roberta Vieira de Morais Bronzoni, Roberta Martins Nogueira, o professor Evaldo Martins Pires e a médica especialista em imunologia, Leticiane Munhoz Socreppa. A tradução da obra para os idiomas indígenas foi uma iniciativa do Programa de Educação Tutorial (PET) Intercultural, coordenada pela professora Fabíola Almeida de Carvalho.
24 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Em 17 de julho, comemoram-se os 24 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Presente em 4 continentes e reunindo quase 300 milhões de membros, a CPLP promove a amizade, o entendimento e a cooperação entre seus membros.
Além do Brasil, integram a CPLP Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.
Também prova de sua importância são os vários países e organizações internacionais que participam da Comunidade como Observadores Associados.
O Brasil, por meio da ABC, mantém com os países da CPLP projetos de cooperação em áreas como saúde, educação, recursos hídricos, justiça, administração pública, segurança alimentar e nutricional e inclusão de pessoas com deficiência.
No combate à Covid-19, o Brasil fez doações para a aquisição de medicamentos e insumos médico-hospitalares para parceiros da CPLP.
A promoção da língua portuguesa constitui outro pilar essencial da CPLP.
Abrigando o maior número de falantes do idioma e uma diversificada indústria criativa em língua portuguesa, o Brasil está ciente de suas responsabilidades para o fortalecimento e difusão do português no contexto internacional.
O presente aniversário da CPLP é particularmente especial, pois, em 2020, comemorou-se, pela primeira vez, o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, após o reconhecimento dessa data pela UNESCO.



