Diversidade linguística

Curso de Especialização em Audiodescrição da UFJF

A especialização em audiodescrição é a primeira no Brasil e vai formar professores audiodescritores, possibilitando aos deficientes visuais formar imagens e as construírem a partir da descrição da realidade feita pelos audiodescritores. O curso vai ao encontro das necessidades socioeducativas dos mais de 16 milhões de deficientes visuais presentes no território brasileiro, sendo uma importante ação de inclusão na sociedade deste grupo, possibilitando-lhe acesso às imagens que os professores, através da audiodescrição, produzem, podendo assim perceber o mundo de forma mais ampla.

A audiodescrição é uma forma de tradução audiovisual, usando as pausas naturais no diálogo ou entre elementos sonoros cruciais para inserir a narrativa, que traduz a imagem visual de uma forma que a torna acessível a milhões de indivíduos que de outro modo não teriam um acesso pleno às informações. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.

O Curso de Especialização em Audiodescrição é um curso semi-presencial promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, sob coordenação da Profª. Drª. Eliana Lúcia Ferreira e da Drª. Lívia Maria Villela de Mello Motta.

A formação em audiodescrição atende à política nacional sobre acessibilidade da pessoa com deficiência e o profissional pode atuar nos mais diversos contextos e ambientes culturais, educacionais e corporativos.  O curso teve início em 20 de março último. 

Mais informações: http://www.gime.ufjf.br/gime/ensino/audiodescricao

Política linguística e educacional no ensino superior no Amazonas: línguas e produção de conhecimentos

A Licenciatura Indígena Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável é um curso em línguas indígenas e português destinado à formação em nível superior de professores  e pesquisadores indígenas.

Considerado o município mais plurilíngue do Brasil, São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas Em 2002, atendendo a uma demanda de entidades constituídas e representadas pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), decretou oficiais no município as línguas indígenas Tukano, Baniwa e Nheengatu. Para atender esta demanda linguística de forte representação social na cidade, a licenciatura é oferecida pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) para indígenas de três pólos território-lingüísticos: Baniwa, Tukano e Nheegatu.

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O aumento do número de estudantes indígenas formados no nível médio que desejavam continuar seus estudos fizeram com que organizações do movimento indígena passassem a formular reivindicações quanto ao acesso ao ensino superior.

Refletindo as políticas no sentido de ampliar e respeitar a pluralidade linguística das mais diversas etnias e culturas presentes no território Brasileiro,  o ensino em língua indígena facilita a preservação destas, na Proteção e a Promoção da diversidade das expressões culturais e de garantias de direitos das minorias étnicas e linguísticas, fazendo com que os falantes do Baniwa, Tukano e Nheegatu exerçam sua cidadania na sociedade brasileira.

A licenciatura indígena está sob responsabilidade do Conselho Universitário Consultivo e Deliberativo do Curso, composto pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), pela UFAM, pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) de São Gabriel da Cachoeira, e pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) do Amazonas, por representantes discentes das turmas Baniwa, Tukano e Nheegatu, coordenadores indígenas de cada turma, lideranças tradicionais e representantes docentes.

Mais informações : http://www.ensinosuperiorindigena.ufam.edu.br/

Lei sobre a violência doméstica traduzida em línguas nacionais na Angola

A lei sobre a violência doméstica está a ser traduzida em diferentes línguas nacionais, apurou a RNA.

A Secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher, Ana Paula Sacramento Neto revelou a informação, garantiu também que, a lei sobre a violência doméstica já está traduzida em inglês e francês.

“Tão logo foi aprovado, foi traduzido em francês e inglês, depois foi traduzido para a língua kimbundo, agora estamos a trabalhar na língua nganguela, fiote, umbundo e kwanhama”, revelou.

Fonte: Radio nacional da Angola.

Acordo com Peru irá proteger povos indígenas isolados

Cooperação será para a proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas isolados e recém contatados que vivem nas regiões de fronteira

A Fundação Nacional do Índio formalizou, em Lima, Peru, a cooperação com o Ministério de Cultura peruano para a proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas isolados e recém contatados que vivem nas regiões de fronteira entre aquele país e o Brasil.

A delegação da Funai contou com a participação da presidenta Maria Augusta Assirati, do coordenador-geral de índios isolados e recém contatados, Carlos Travassos, e do assessor para assuntos internacionais, Felipe Lucena, que dialogou com diversas autoridades peruanas sobre os principais desafios relacionados à promoção dos direitos e aos diálogos entre governos e povos indígenas de ambos os países, dentro da perspectiva da consulta livre, prévia e informada.http://1.bp.blogspot.com/_wldJaUqEmz8/TU1KB0eydII/AAAAAAAABlQ/eOXw17mNTpA/s1600/brasil-indios-4c.jpg

De acordo com a presidenta da Funai, o termo de cooperação assinado na ocasião é exemplo de como a aproximação entre as instituições indigenistas dos países em temas específicos da proteção territorial de povos indígenas pode contribuir para discussões mais amplas, relacionadas com a presença efetiva dos estados em áreas de fronteiras, o combate a ilícitos, o desenvolvimento de ações de promoção aos seus direitos, e o estabelecimento de diálogos interculturais sobre grandes projetos e investimentos econômicos que afetem suas condições e modos tradicionais de vida.

Memorando de entendimento interinstitucional sobre proteção de povos isolados e de recente contato

O referido documento consiste em um memorando de entendimento entre as instituições que formaliza a cooperação voltada ao empenho de esforços conjuntos para o desenvolvimento de ações de localização e proteção dos povos isolados e de recente contato que vivem no Acre, no vale do rio Javari (AM) e nos departamentos de Madre de Dios, Ucayali e Loreto, no Peru.

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Aplicativo auxilia turistas com idiomas em viagens internacionais

O aplicativo “Oi Turista”, criado pelo empreendedor e presidente da Associação de Startups e Empreendedorismo Digital (Asteps), Antonio Ventura, tem a proposta de auxiliar os usuários a encontrarem pessoas que falam seu idioma em viagens internacionais. O aplicativo vem ajudar principalmente brasileiros que têm pouco conhecimento em outras línguas, como aponta estudo publicado em agosto de 2012 pela British Council (ONG do Reino Unido), que revelou que apenas 5% da população brasileira pode ser considerada fluente no inglês, por exemplo.   

Gratuito e disponível para sistema iOS, o aplicativo suporta mais de 50 idiomas.  Além de possibilitar encontrar pessoas que falam a mesma língua, o aplicativo facilita o encontro de informações úteis para o turista na cidade que visita. As pessoas que usam o aplicativo podem identificar highlights na cidade, dizendo se estão próximas do ponto em que o turista quer chegar, o horário de funcionamento dos estabelecimentos, o preço dos lugares, entre outros detalhes.    O aplicativo é, inclusive, uma boa alternativa para os turistas que visitarão as cidades brasileiras durante a Copa do Mundo, ajudando-os a se comunicar e aproveitarem melhor a viagem.

Fonte: Brasil Turis.

Helder Macedo: Português tem de ser “língua da diferença”

O escritor Helder Macedo defendeu hoje que o Português “tem de se assumir como língua da diferença” e “explodir em todas as direções” até porque depende “muitíssimo mais dos que o adotaram” como sua língua.
Português tem de ser língua da diferença O português “tem de se assumir como a língua da diferença porque se nós, em português, não formos capazes de entender a diferença entre o português e o angolano ou entre o brasileiro e o moçambicano, aí torna-se numa língua impositiva, culturalmente colonialista, quando tem de ser o oposto: Tem de explodir em todas as direções e ser uma língua da diferença”, disse Helder Macedo, à agência Lusa.
Como assinalou o poeta, romancista e ensaísta – que proferiu, ao final da tarde, uma palestra subordinada ao tema “O Português e a Cultura Lusófona no Mundo de Hoje” no Instituto Politécnico de Macau – “é isso que, de certa maneira, acontece um bocado com a língua inglesa”, idioma literário de paquistaneses, nigerianos, indianos ou de norte-americanos. “Nós ainda temos o sentido um bocado imperialista da língua portuguesa”, criticou Helder Macedo, para quem “é muito importante que os praticantes culturais de língua portuguesa percebam que se podem entender uns aos outros sem nenhum dominar”.

Para o escritor, “se as várias culturas de língua portuguesa se levarem culturalmente a sério deixam de ser periféricas em relação à cultura inglesa e às outras culturas e passam a assumir a sua própria identidade”. “A sobrevivência da língua portuguesa vai ser muito menos dependente de Portugal europeu do que do Brasil, Angola, Moçambique. Esses é que são os países que vão manter a [sua] importância internacional e o desenvolvimento da língua portuguesa, com todas as variantes que vai ter”, argumentou.

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