Lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança nesta quinta-feira (28) o Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2020. Você poderá acompanhar o evento, a partir das 15h (horário de Brasília), por meio dos canais e redes do Cimi e de organizações parceiras da causa indígena. Para garantir a segurança de todos e todas durante a pandemia, o Cimi decidiu realizar o evento em formato virtual.

🏹 SOBRE O RELATÓRIO: Dividido em três capítulos principais, a publicação retrata a realidade dos povos indígenas durante o segundo ano do governo de Jair Bolsonaro e apresenta também análises sobre as violações contra seus direitos em meio à pandemia de Covid-19.

Participam do lançamento:

Ernestina Afonso de Souza, liderança do povo Macuxi, da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Roraima;
Dário Vitório Kopenawa Yanomami, liderança do povo Yanomami e vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami (HAY);
Lucia Rangel, organizadora do relatório, assessora antropológica do Cimi;
Roberto Liebgott, organizador do relatório, coordenador do Cimi Regional Sul;
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB;
Dom Joel Portella, secretário-geral da CNBB;
Dom Roque Paloschi, presidente do Cimi e arcebispo de Porto Velho/RO;
Antônio Eduardo Cerqueira de Oliveira, secretário executivo do Cimi;

Mediação: Marline Dassoler, missionária do Cimi

 

ℹ️ INFORMAÇÕES:

🗓️ Data: 28 de outubro (quinta-feira)
Horário: 15h às 16h30 (horário de Brasília)

🖥️ Por onde assistir:
Youtube (Cimi)
Facebook (Cimi)

👀 Saiba mais

 

COMUNICADO IMPORTANTE – Webinário Direitos Linguísticos e Direitos Humanos

Informamos que, por motivos alheios a nossa vontade, as duas sessões restantes do webnário “Direitos Linguísticos e Direito Humanos – por políticas compensatórias à repressão linguística no Brasil” previstas para os dias 28 de outubro e 4 de novembro estão temporariamente suspensas.

Informamos ainda que tão longo novas datas se confirmem, divulgaremos amplamente em nossos canais.

 

Davi Kopenawa é eleito membro colaborador da ABC – Academia Brasileira e Ciências

Na tarde do dia 6 de outubro, antes da Sessão Solene de apresentação dos novos membros eleitos para a Academia Brasileira de Ciências, foi promovida pela ABC uma sessão exclusiva para 300 pessoas, entre Acadêmicos e público inscrito, do filme A Última Floresta.

Ganhador de prêmios internacionais em festivais ao longo do ano, o filme foi dirigido e roteirizado por Luiz Bolognesi e co roteirizado pelo novo membro colaborador da ABC, o líder Yanomami Davi Kopenawa.

Antes da exibição do filme, o presidente da ABC, Luiz Davidovich, destacou a forte ligação entre a “nossa’ ciência e a ciência dos povos originais. “O que nós falamos muito hoje, da saúde única ou one health [conceito de que a chave para a saúde humana está no equilíbrio dos ecossistemas e na conservação da biodiversidade, tendo em vista o bem-estar humano, animal e do planeta], eles já sabem há muito mais tempo que nós.”

Davidovich apontou que a intenção da Academia ao iniciar sua Reunião Magna 2021 com a exibição do filme é dar visibilidade a uma questão fundamental para o Brasil e a humanidade: o desmatamento, a floresta amazônica e o conhecimento dos povos originários. “Essa é a nossa maior riqueza.”

Antes do filme, Davi Kopenawa comentou, em vídeo, a eleição para membro colaborador da ABC:

Foi iniciada então a exibição do filme, que retrata a rara história de resistência cultural dos Yanomami. “Enquanto outros povos são arrastados para a identidade do homem branco, seja pela invasão das igrejas evangélicas, seja pela penetração autorizada ou não de madeireiros, garimpeiros e engenheiros abrindo estradas ou construindo hidrelétricas, os yanomami, liderados pelo grande líder e xamã Davi Kopenawa Yanomami, lutam para se isolar e manter a cultura espiritual e cotidiana viva. Travam uma verdadeira guerra para preservar suas identidades, com inúmeros conflitos internos, como o desejo dos jovens de terem celulares ou deixarem a vida na floresta pela vida nas cidades”, diz o site do filme.

Já em cartaz em diversos cinemas pelo país afora, “o filme ‘A Última Floresta’ é um documentário de longa-metragem que pretende apresentar esses personagens e esse conflito através da observação de situações cotidianas dos yanomami. Do convívio com eles, do desejo de escutá-los e entendê-los a partir da lógica deles próprios, nasceu o filme”, diz ainda o site.

Após a exibição, outro vídeo de Davi Kopenawa exclusivo para a ABC apresenta seus comentários sobre o processo de realização do filme:

Um dos coordenadores da Reunião Magna da ABC 2021, o antropólogo Ruben Oliven (UFRGS) abriu a sessão para comentários de Acadêmicos, dizendo que a reunião deste ano é muito especial, porque marca a ideia de que a ciência pode e deve estar estreitamente ligada com a sociedade. “A ABC, através da eleição de Davi Kopenawa, reconhece os saberes indígenas e sua importância. É uma forma de trabalhar diferente da ciência tradicional, mas igualmente importante. Essa perspectiva marca uma inflexão da academia, mostrando que a ciência precisa ser posta no colo da sociedade.”

Ele afirmou ainda que a questão indígena não é apenas uma questão de terras, mas uma questão moral. “Eu acredito que uma forma de avaliar uma sociedade é observando como tratam seus povos originários O Brasil tem uma dívida moral com os povos indígenas e eles não estão sozinhos na sua luta contra o governo de extrema direita, que tem levado à destruição dos direitos constitucionais estabelecidos em 1988.”

A vice-presidente da ABC, Helena Nader, declarou que aquela data era um marco divisório para a ABC, considerando o período em que o Brasil está. “Reconhecemos a importância dos saberes tradicionais para a sociedade global, em especial a sociedade brasileira. A tortura a gente já tem, mas levar a esperança, como esse filme mostra, é muito relevante.”

O antropólogo e Acadêmico Eduardo Viveiros de Castro escreveu o prefácio do livro A Queda do Céu, de Kopenawa e Bruce Albert. No evento, ele declarou que graças a sabedoria de Kopenawa, “não poderemos mais dizer que não sabíamos como agir. Ele tem desempenhado um papel de alta relevância e incansável na conjuntura internacional.”

Ele descreve Kopenawa em várias dimensões: como profeta, anunciador do que acontecerá com o mundo de acordo com nossas ações; como diplomata, por promover o diálogo internacional sobre as terras indígenas; como líder político, pela organização da resistência de seu povo; e como antropólogo, titular pleno da condição de cientista social.

Viveiros de Castro afirmou que “temos a obrigação de levar a sério aquilo que é dito pelos povos indígenas, pela voz de Davi Kopenawa e pelos outros povos tradicionais – isto é, aqueles que ainda resistem ao liquidificador ecocida e etnocida do processo civilizador hegemônico.”

Luiz Bolognesi, diretor e co-roteirista do filme, destacou sua percepção sobre o impacto que as ameaças à democracia e os ataques que o governo tem feito à ciência e ao pensamento produzem. “Estamos vendo a crise hidrelétrica, além de tantas outras crises, os ataques aos princípios básicos de democracia… Isto tudo tem que nos levar a refletir e agir com um pouco de lucidez”, afirmou.

Ele contou como o filme começou a ser construído. Relatou a posição de Kopenawa, logo no início do processo, dizendo: “Nós temos doenças, temos malária, temos COVID, mas o filme não pode ser sobre isso. Nós vamos falar da nossa força, da nossa beleza, do potencial dos xamãs Yanomami e, dentro disso, explorar esses outros assuntos. Eu não quero um filme de vítimas, porque não somos vítimas.’”

Bolognesi apontou que precisávamos ter universidades indígenas, “não para eles virem para cá estudar medicina, sociologia, antropologia, mas sim para nós, brancos, estudarmos e entendermos a ciência desses povos originários, que é muito viva e tem sua própria capacidade.  É hora de aprendermos com eles”, finalizou.

Assista aqui o debate na íntegra. 


Reunião Magna da ABC 2021 foi realizada ainda nos dias 8, 13 e 15 de outubro.

Novo número da Revista Njinga & Sepé

v. 1 n. 2 (2021): Diversidade da cultura, de línguas e das práticas socioculturais

O volume 1, número 2, 2021 da Revista Njinga & Sepé publicou pesquisas e análises sobre a diversidade cultural, analisando a problemática do ensino de línguas, metodologias de ensino-aprendizagem, poesias, canções, resenhas e materiais da Língua de Sinais. Apresenta algumas práticas socioculturais de grupos étnicos africanos e brasileiras. Alguns textos são acompanhados de videos.A Revista Njinga & Sepé continua incentivando e valorizando as línguas minorizadas.

 Visualizar v. 1 n. 2 (2021): Diversidade da cultura, de línguas e das práticas socioculturais

 

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Início das atividades da disciplina Políticas Linguísticas Regionais

 

A disciplina Políticas Linguísticas Regionais será ofertada pelo Programa de Pós-graduação em Linguística (PPGL) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil, em parceria com a Universidade Pompeu Fabra (UPF), Barcelona, Espanha. A disciplina será ministrada pelos professores Dr. Gilvan Müller de Oliveira (UFSC) e pelo Dr. Vicent Climent-Ferrando entre 27 de outubro de 2021 (primeira parte) e 16 de março de 2022 (segunda parte). Seguindo a metodologia OMMIP-on-line, multilíngue, multidisciplinar, interinstitucional e pluricontinental, e com atividades síncronas e assíncronas, a disciplina terá a participação de professores e estudantes das 25 instituições da Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, coordenada pela UFSC. As aulas e atividades serão conduzidas em português, espanhol, inglês e francês.

 

Toda a informação pode ser consultada AQUI

I Congresso Internacional de Línguas Pluricêntricas (I PLURI) – Programação de 22 de outubro 2021

Acompanhe a Programação de 22 de outubro 2021

Mais informações AQUI

 

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