Notícias da Rede

Plattdeutsch: dialeto remanescente

O pomerano é um dialeto alemão que se define como uma variedade do Plattdeutsch. Interessante notar que este dialeto sobrevive unicamente no Brasil, uma vez que na Alemanha, com o fim da Pomerânia (Pommernland), que hoje tem seu território dividido entre Alemanha e Polônia, não se tem mais notícias dele.

Uma particularidade do Plattdeutsch é de que as vogais são prolongadas, se comparado com o Hochdeutsch, tornando-se até mesmo ditongos. Por exemplo, em vez de se dizer dewohnen (morar), diz-se wounen. Ao invés de se dizer Kuh (vaca), diz-se Kou e, às vezes, até mesmo Kau (como em inglês). Outros exemplos de particularidades deste dialeto são: Haus (casa), se torna Huus, e Schwein (porco) se torna Swien.

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ONU promove concurso multilinguístico para jovens

Participantes terão que escrever ensaio em uma das seis línguas oficiais da organização, que inclui o árabe. Texto não pode ser feito na língua materna do candidato. Vencedores irão a Nova Iorque.

A iniciativa Impacto Acadêmico da Organização das Nações Unidas (UNAI) abriu o concurso “Muitas Línguas, Um Mundo”, voltado para jovens universitários que falem mais de um idioma. Os participantes devem escrever um ensaio sobre cidadania e entendimento global e o papel que as habilidades linguísticas podem exercer para fortalecer estas relações.

O texto, de até duas mil palavras, deve ser escrito em uma das seis línguas oficiais da ONU: árabe, espanhol, inglês, francês, russo ou chinês. O idioma escolhido pelo candidato, no entanto, não pode ser sua língua materna nem a língua oficial da instituição na qual estuda. Os vencedores viajarão a Nova Iorque, nos Estados Unidos, de 25 a 29 de junho de 2014, para participar de uma série de eventos.http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/sede-onu.jpg

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CPLP quer mobilidade de estudantes e professores

O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP), Murade Murargy, propôs hoje, em Lisboa, a criação de um programa para promover a mobilidade de estudantes, professores e investigadores entre os Estados-membros.

Murade Murargy, que falava na abertura da 2.ª Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre hoje e quarta-feira, em Lisboa, defendeu uma “reflexão conjunta sobre o espaço do ensino superior, ciência e tecnologia da CPLP”.”Mantemos a prioridade de atuação futura na criação do espaço de ensino superior da CPLP”, intenção aprovada há cerca de dez anos, disse Murade Murargy.

“Os desafios são gigantescos. Para a concretização do objetivo estratégico de construir um espaço de ensino superior para a CPLP são chamadas as universidades dos Estados-membros”, sustentou. Leia mais

I Colóquio de Línguas Nacionais em Angola

O primeiro colóquio de Línguas Nacionais começou na quarta-feira, 30/10, no campus da Universidade Jean Piaget de Angola, (UNIPIAGET), informou a Rádio Luanda.

Durante o colóquio estão sendo abordados os temas: Escola Primária Bantu no Contexto Angolano, Ortografia das Línguas Nacionais e suas Implicações Pedagógicas e a Sabedoria Popular no uso dos Provérbios em Línguas Nacionais.

O professor Carlos Muhongo da comissão organizadora, disse que um dos objetivos desta atividade é reacender o debate em torno das línguas nacionais no meio acadêmico.

“Constituem motivações para este colóquio fazer com que haja reaparição do debate no meio acadêmico em torno deste tema, que são as línguas nacionais. Outra motivação é contribuir para a promoção e para o reconhecimento dos valores culturais, em particular pelos estudantes”, informou.

Fonte: http://www.rna.ao/radioluanda/noticias.cgi?ID=80355

OUTRAS NO

Pela promoção das diversas línguas no espaço da CPLP

“A língua portuguesa deve ser capaz de preservar as línguas nacionais e maternas”  da CPLP, diz  o ministro Antônio Correia e Silva, durante a II Conferência em Lisboa. Esta convocação reforça as recomendações da Carta de Maputo (cf. www.iilp.org.cv)

O ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo -Verde,  António Correia e Silva destacou em sua apresentação realizada na II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que a língua portuguesa “deve ser capaz de preservar as línguas nacionais” e é preciso, “antes de mais, globalizar o espaço lusófono”.

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Na sua intervenção, Correia e Silva defendeu  que o novo ensino da língua portuguesa exige a aceitação da presença de outras línguas maternas no espaço lusófono, necessitando de uma nova metodologia para formar um novo perfil de cidadão, fomentando a inclusão social.

Disse ainda, que “a pretensão de ter uma língua mundial de influência precisa saber contornar obstáculos. Tal objectivo exige novos falantes e matizes de língua portuguesa, em estados díspares de desenvolvimento, comunidades diasporizadas e articulação da diversidade de actores”.

Contudo, advertiu que “o peso da língua no sistema mundial depende da intensidade cooperativa no interior do próprio espaço lusófono. É incontornável e não há fuga em frente”, referiu Correia e Silva, lembrando que “a comunidade é resultante da cooperação dos povos”.

O governante cabo-verdiano recordou que a língua portuguesa, em muitas sociedades, lembra o colonialisno, a escravatura, os professores da escola que inferiorizavam os alunos. Mas, refere, “os povos apropriaram-se dessa língua, que foi também o processo da antecâmara para a autonomia e independências”. E “ela [a língua portuguesa] serviu também para criticar e conspirar contra o império”.

Lembrou Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Agostinho Neto, que o fizeram a partir de dentro da Casa do Império e também escritores como Eugénio Tavares, Jorge Barbosa ou outros que usaram a língua portuguesa para denunciar o poder colonial. Por isso, Amílcar Cabral disse que “a língua não é a prova de mais nada senão a prova dos homens se relacionarem”, acrescentou que “a língua portuguesa é a melhor herança do colonialismo”.

Correia e Silva apelou ainda à intervenção das universidades para a mudança porque os Governos, por si só, são insuficientes para este processo. Ao mesmo tempo, sugere a criação de uma universidade aberta, federada, de língua portuguesa, entidade com vocação para criar cursos à distância. “Urge que as universidades dos nossos países concebam materiais didácticos, sendo necessário criar o conceito de recursos educativos abertos com online. Isso é que dá corpo a um espaço lusófono plano”, referiu.

Fonte: Jornal A Semana/OL
Posted on Outubro 31, 2013por 

 

 

 

Acordo Ortográfico ainda por ratificar em Angola e Moçambique, 23 anos depois

Angola e Moçambique ainda não ratificaram o Acordo Ortográfico, assinado pelos oito países lusófonos há 23 anos e, à exceção de Portugal e do Brasil, os restantes não definiram datas para a sua aplicação.

O Governo angolano alega que pretende aprofundar a sua reflexão sobre o Acordo Ortográfico para salvaguardar aspetos de interesse do país, ligados à sua identidade cultural, nomeadamente a diversidade de línguas nacionais, bem como as implicações financeiras.

“Nos últimos quatro anos têm sido produzidos um conjunto de manuais escolares que representam mais de 50 milhões de exemplares, que em princípio são utilizados nas escolas primárias e secundárias do primeiro ciclo, e isso seria uma implicação financeira importante”, disse em julho passado o ministro da Educação angolano, Pinda Simão.

Apesar da relutância na ratificação, Angola vai financiar os trabalhos do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa com 35 mil euros, segundo disse à Lusa, em julho, Gilvan Müller de Oliveira, presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, responsável pelos trabalhos.

Já em Moçambique, o Acordo Ortográfico foi ratificado pelo Governo em junho de 2012, um mês antes de o país assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas falta ainda a ratificação pelo parlamento.

Portugal definiu como data para a aplicação global do acordo maio de 2015 e o Brasil dezembro do mesmo ano, tendo adiado a data anteriormente estabelecida, que era janeiro de 2013.

Quanto aos restantes países lusófonos que já ratificaram o acordo, apenas São Tomé e Príncipe avança uma data provável para a sua aplicação.

Em declarações à Lusa, o ministro da Educação, Cultura e Formação são-tomense, Jorge Bom Jesus, avançou como data provável para o início da aplicação do acordo setembro de 2014, no arranque do próximo ano letivo, mas ressalvou que é preciso “ter um plano de implementação com etapas claras”.

“Vamos tomar a decisão muito rapidamente (…) nós vamos implementar o acordo por etapas porque é preciso sensibilizar e mobilizar os vários setores, desde logo a imprensa escrita e falada, a administração pública, poder apresentar o acordo, explicar o que é que muda e o que é que desaparece”, disse.

O ministro são-tomense alertou para a necessidade de se avançar rapidamente na aplicação do acordo, sob pena de se “caminhar para uma espécie de funcionamento da língua a duas velocidades”.

Em Cabo Verde, um dos primeiros países a ratificar o Acordo Ortográfico, a implementação esteve inicialmente marcada para 05 de maio de 2009, mas acabou adiada “sine die”, porque alguns Estados lusófonos defenderam a necessidade de mais consensos e discussões em torno do projeto.

Também sem se comprometer com datas para a aplicação do acordo, que Timor-Leste ratificou em setembro de 2009, o chefe da diplomacia timorense, José Luís Guterres, referiu que o Governo está “a fazer os possíveis para implementar o que foi acordado”.

“A língua portuguesa representa um papel extremamente importante na formação do nosso caráter nacional e dá-nos o caráter de sermos únicos aqui na região e, por outro lado, é o elo profundo que temos com a CPLP e por isso valorizamos a língua portuguesa”, disse o ministro.

O parlamento da Guiné-Bissau aprovou Acordo Ortográfico em novembro de 2009, mas na prática ainda não foi aplicado, disse à Lusa o ministro de transição com a pasta da Educação, Alfredo Gomes.

“Não temos manuais revistos para seguir o acordo, nem há meios para realizar ações sobre as alterações da língua”, disse.

“Não que a aplicação do acordo não seja uma prioridade, mas os obstáculos são muitos”, referiu o ministro, exemplificando que as diferentes variedades do português em África não foram tidas em conta.

O Acordo Ortográfico deveria ter entrando em vigor a 01 de janeiro de 1994, mas, nessa altura, só Portugal, Brasil e Cabo Verde o tinham ratificado.

Entretanto, foram aprovados dois protocolos de alteração, o segundo dos quais, de 2004, prescindia da aplicação unânime e reconhecia a entrada em vigor a partir de três ratificações.

 VM/MYB/LFO/MSE/JSD/NME // VM

Lusa/Fim – Agência Lusa

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