IPOL

GT Direitos Linguagens divulga programação com transmissão online

Boaventura

Documentário ‘Ao sul da fronteira’ discute educação para a cidadania

O documentário examina as políticas econômicas de livre mercado historicamente impostas pelos Estados Unidos e pelo FMI na região e como elas falharam em aliviar o problema crônico da desigualdade social na América Latina e contribuíram para a ascensão de líderes socialistas e social-democratas na região.

O filme de Oliver Stone “Ao Sul da Fronteira” vai além da análise da política norte-americana em relação à América Latina. Ele mostra claramente as consequências de sociedades que não investem em educação e, principalmente, em educação para a cidadania.

Nós estamos muito longe de ser um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Na verdade, nós temos governos oligárquicos que administram a máquina pública em benefícios de alguns grupos econômicos. Para que tenhamos um Estado Democrático de fato é preciso que os indivíduos de uma sociedade se tornem verdadeiros cidadãos.

http://www.filmeslinks4u.net/wp-content/uploads/2011/04/Ao-Sul-da-Fronteira-2009-225x300.jpg

As pessoas precisam deixar de se compreender como indivíduos e passar a cuidar ativamente do que é publico. Nós ainda temos a noção de que o público não nos pertence. Enquanto pensarmos assim não teremos os direitos individuais realmente respeitados e continuaremos perdendo em qualidade de vida. Nós não somos uma ilha e não temos somente uma vida individual. Essa ideia de projeto individual de vida é uma construção abstrata que o sistema deseja que tenhamos. Enquanto cada um cuidar somente da sua vida, a nossa vida em comum fica nas mãos de poucos.

Na verdade, as nossas vidas são interligadas em uma sociedade. Nós pagamos impostos para que o básico para a vida humana de todos se realize: educação, sistema de saúde, segurança, emprego, etc.

O início de uma vida social começa com a educação para a cidadania. Cidadania é o cuidado com a coisa pública. O cidadão, em primeiro lugar, se interessa por tudo que está a sua volta. O cidadão percebe a falta de cuidado com a sua rua, com as praças, com o vazamento de água em algum lugar público, com o cuidado com as placas de sinalização, com a iluminação pública, etc. Esse cuidado vai do ajudar para que tudo se mantenha bem até a denúncia para órgãos competentes.

Leia Mais

Celpe-Bras: prazo de inscrições termina segunda-feira, 10 de março.

Termina na segunda-feira, 10, o prazo de inscrições no exame para obtenção do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). A prova é feita por estrangeiros e brasileiros residentes no país e no exterior que pretendem obter certificado de proficiência no idioma por não terem o português como língua materna.
Podem fazer a inscrição os candidatos que na data de realização do exame tiverem no mínimo 16 anos completos e escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro. Ao fazer a inscrição, o candidato pode selecionar o país e o posto aplicador onde fará as provas.
O exame prevê avaliações orais e escritas. A parte escrita compreende duas tarefas que integram compreensão oral e produção escrita e duas que integram leitura e produção escrita. A avaliação oral consiste em uma atividade de interação face a face, com duração de vinte minutos — o candidato terá de conversar sobre tópicos do cotidiano e de interesse geral, por exemplo.
De acordo com a pontuação obtida, o participante será classificado em quatro níveis de proficiência. Aqueles que obtiverem pontuação entre 2 e 2,75 serão classificados no nível intermediário. Entre 2,76 e 3,5, no intermediário superior. Entre 3,51 e 4,25, no avançado. Entre 4,26 e 5, no avançado superior. Quem obtiver menos de 2 pontos não obterá a certificação.
As inscrições podem ser feitas na página do Celpe-Bras na internet, até as 23h59 (horário de Brasília) de segunda-feira, 10. O Edital nº 2/2014, do Inep, sobre a primeira edição deste ano do Celpe-Bras, foi publicado no Diário Oficial da União de 18 de fevereiro último.
Assessoria de Comunicação Social do Inep

Por Antônio dos Santos 

Conheça 4 das línguas mais interessantes do mundo

O mundo fala mais idiomas do que podemos imaginar, então não deixe de conferir esse artigo para saber mais sobre algumas das línguas mais fascinantes do planeta: Esperanto, línguas khoisan, Pirahã e Taushiro.
Leia e ouça Línguas
Por Fabrízia Ribeiro em 26/02/2014

Armindo Ngunga fala sobre a importância das línguas moçambicanas

O linguista moçambicano Armindo Ngunga dispensa qualquer apresentação. Recentemente, o @Verdade encontrou-o na Escola Superior de Jornalismo onde ia ministrar a aula inaugural sobre as línguas Bantu e aproveitou a ocasião para lhe formular três perguntas.

 @Verdade: Que a importância possui a língua materna numa sociedade como a moçambicana, por exemplo?

Armindo Ngunga: A língua materna é a coisa mais importante que todos nós temos, em qualquer sociedade. Ela confunde-se com o que cada um de nós é. O que seria de mim sem a minha língua? O mundo estaria fechado e, em resultado disso, eu não poderia comunicar-me com ninguém. As pessoas não se abririam para mim – o sentido inverso é válido – o que seria um autêntico sufoco. A língua materna faz parte da identidade de cada cidadão e de cada sociedade. E como partilhamos a língua materna com os outros, ela mantém os nossos laços de relacionamento, daí que ela se reveste de grande importância.

@Verdade: Que contributo o uso da língua materna pode trazer nas repartições públicas como os hospitais, os tribunais e as academias, por exemplo?

Armindo Ngunga: Eu não sei como é que uma pessoa se sente quando é julgada numa língua que não percebe. De repente, sucede que ela se encontra numa cela sem saber as razões, porque o juiz o julgou utilizando um idioma estranho e, nesse caso, ele nem percebeu o que aconteceu. Portanto, a língua é um instrumento muito importante na nossa vida como pessoas que vivem numa sociedade. Penso que cada pessoa devia respeitar a língua materna do outro, enquanto direito humano de se comunicar e de se defender, porque é a partir dela que isso se faz da melhor forma.

Em Moçambique, a língua materna de determinadas pessoas – 10 porcento – é o português. No entanto, há pessoas que, não falando o português, é-lhes recusada a possibilidade de sobreviver porque os médicos, por exemplo, não se comunicam com elas nas suas línguas. Por essa razão, invariavelmente, os doentes não explicam devidamente de que padecem. Quando o paciente e o médico não partilham a mesma língua, o doente corre sérios riscos de vida. A língua é um meio importante que, se bem utilizado, pode salvar a nossa vida, mas também nos pode matar.

@Verdade: Que contributo a língua materna pode trazer no acesso às fontes de informação, em Moçambique, tendo em conta as várias áreas do saber?

Armindo Ngunga: Se a comunicação social, por exemplo, usasse as línguas maternas moçambicanas nós teríamos uma vasta área de conhecimento a gerar algum tipo de interacção no nosso seio. Qualquer língua é sempre um meio activo para o acesso ao intelecto. Por isso, acredito que se nós utilizássemos as nossas línguas maternas nos estabelecimentos de ensino, como meio de acesso à informação universal – e porque ao longo do tempo, os seres humanos aperfeiçoaram os conhecimentos veiculados em determinadas línguas pré-seleccionadas – resolveríamos facilmente e melhor os nossos problemas, na academia, do que agora que utilizamos as línguas estrangeiras.

As línguas maternas permitem que as crianças se sintam confortáveis na escola. A sua não utilização provoca um sufoco aos petizes, porque eles não compreendem o que o professor diz e nem podem reagir porque não têm como fazê-lo. Até podem reprovar nos exames porque não conseguem dizer aquilo que sabem na língua que a norma lhes obriga a fazê-lo.

Fonte: http://www.verdade.co.mz/

Língua pomerana: instrumentalização e promoção

A língua pomerana tem sido o foco de importantes políticas linguísticas no Brasil. Tornou-se cooficial em cinco municípios no Espírito Santo (Santa Maria de Jetibá, Laranja da Terra, Pancas, Vila Pavão e Domingos Martins) e em Canguçu, no Rio Grande do Sul e desde 2005 entrou nos programas educacionais das escolas desses municípios através do PROEPO – Programa de Educação Escolar Pomerana. Além disso, Santa Maria de Jetibá, em parceria com o IPOL, realizou o primeiro censo linguístico do município evidenciando a vitalidade e principais funçôes dessa língua ao lado de outras faladas na região. A instrumentalização, que acontece com a elaboração de dicionários, gramáticas, materiais didáticos diversos,  entre outros, em diálogo com essa expansão politica, assume importante papel na consolidação dessa língua.

Projeto Pomerando tem repercussão na região

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação  O Livro “Projeto Pomerando: língua pomerana na escola Germano Hübner” recebeu um espaço na seção “Livros Raros e de Valor” da Biblioteca Pública Pelotense

Em um projeto realizado pelo professor Danilo Kuhn, na Escola de Ensino Fundamental Germano Hübner, o “Projeto Pomerando”, com a intenção de resgatar parte da escrita da língua pomerana, ainda bem enraizada em São Lourenço através da língua falada, começou a tomar forma através da publicação de um livro, com notas gramaticais, conjugações verbais, análises e até mesmo um pequeno dicionário. O resultado, além da repercussão na cidade, colocou em destaque a escrita pomerana, um dialeto da extinta Pomerânia, localizada na Alemanha.

Recentemente, Kuhn apresentou o projeto no I Seminário “Qualidade e Compromisso com a Educação em São Lourenço do Sul – RS: Vivências e Experiências Pedagógicas”, da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, tendo o livro lançado e autografado nas Feiras do Livro de São Lourenço do Sul e Pelotas. Além de o projeto ter sido exposto em eventos como o III POMERbr, em Pomerode, Santa Catarina, ele também recebeu destaque no Congresso Internacional de História Regional da Universidade de Passo Fundo (UPF), no Encontro da Associação Sul-Rio-Grandense de Pesquisadores em História da Educação realizado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Simpósio Internacional em Memória e Patrimônio da UFPel, sendo publicado em formato de artigo no periódico Cadernos do Lepaarq da universidade.

 

No dia 14 de novembro, durante o encontro “Conversa com o autor”, na Biblioteca Pública Pelotense, Kuhn também apresentou o livro “Projeto Pomerando: língua pomerana na escola Germano Hübner” para alunos do Colégio Alfredo Simon e pessoas da comunidade interessadas no assunto. A Biblioteca recebeu um exemplar, que foi colocado na seção “Livros Raros e de Valor”. O livro já foi adquirido por pesquisadores e interessados na cultura pomerana de São Lourenço, Pelotas e região, Espírito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rondônia e também da Alemanha.

Próximos passos

O ano de 2013 foi dedicado à divulgação da primeira parte desse projeto de resgate não só da cultura pomerana, mas a uma das ferramentas principais para sua perpetuação, a linguagem escrita, mas novas ideias ainda estão por vir. Kuhn coletou cinco canções tradicionais em pomerano, compostas há pouco tempo por compositores do interior, e que retratam mudanças socioculturais ou que partiram de trechos de músicas tradicionais para que outros assuntos fossem desenvolvidos, além de um conto e três brincadeiras. “Com a coleta deste material, o projeto irá se desenvolver por este viés cultural”, disse Danilo.

Redator: Tradição Regional (Permitimos a reprodução total ou parcial da matéria desde que citada fonte)

Comentário de abertura: editorial IPOL

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Revistas – SIPLE

Revista Njinga & Sepé

REVISTA NJINGA & SEPÉ

Visite nossos blogs

Forlibi

Forlibi - Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

Forlibi – Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

GELF

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

Clique na imagem

Arquivo

Visitantes