Dia da Língua Materna foca o valor da ciência
Por esse motivo, a importância da preservação dos idiomas ganha especial destaque nesta data. Irina Bokova, diretora da UNESCO, frisa que as «línguas garantem acesso ao conhecimento cultural e científico». Por isso, este ano, o Dia Internacional da Língua Materna foca a ligação entre a ciência e as línguas locais.
«Para a UNESCO, a língua é um fator fundamental, não só de disseminação da ciência, mas também um instrumento de colaboração científica. Trazer o papel da língua mãe no desenvolvimento científico dos países, das comunidades, pareceu-nos um tema bastante interessante para 2014. Uma parte deste tema está bastante ligado ao conhecimento tradicional, que é transmitido oralmente através dessas línguas», explicou Lídia Brito, diretora de Ciência da Unesco, à Rádio ONU.
Para assinalar a data, a sede da UNESCO acolhe esta sexta-feira vários eventos. Em Paris (França), especialistas vão discutir o papel das línguas locais para a promoção do conhecimento tradicional e indígena. A agência das Nações Unidas aproveita ainda a data para destacar a importância do ensino da língua-mãe em comunidades bilingues, em especial nos primeiros anos de aprendizagem da criança.
Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional da Língua Materna
Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, em 21 de fevereiro de 2013
O Dia Internacional da Língua Materna é uma oportunidade ideal para destacar a importância das línguas para a identidade individual ou de um grupo, como fundação de toda vida social, econômica e cultural.
O multilinguismo é uma fonte de força e oportunidade para a humanidade. Ele incorpora nossa diversidade cultural e incentiva o intercâmbio de opiniões, a renovação de ideias e a ampliação de nossa capacidade de imaginar. O diálogo genuíno implica respeito pelas línguas, e é por isso que a UNESCO busca utilizar seu poder de nutrir o entendimento mútuo.
Encorajamos o ensino na língua materna, o que facilita a luta contra o analfabetismo e contribui com a qualidade da educação. A proteção das línguas também garante a salvaguarda e a transmissão de conhecimento indígena e raro. Ao fornecer a cada um de nós um meio para que sejamos ouvidos e respeitados, essa também é uma força de inclusão social.
Neste ano, a UNESCO decidiu explorar os elos entre línguas e livros. Livros são uma força em prol da paz e do desenvolvimento que deve estar nas mãos de todos. Também são ferramentas cruciais de expressão que ajudam a enriquecer as línguas ao mesmo tempo em que registram suas mudanças ao longo do tempo. Nesta era de novas tecnologias, os livros permanecem como instrumentos preciosos, de fácil manuseio, robustos e práticos para o compartilhamento de conhecimento, entendimento mútuo e abertura do mundo para todos. Os livros são os pilares das sociedades do conhecimento e são essenciais para a promoção da liberdade de expressão e para a educação para todos.
A vitalidade das línguas depende tanto de intercâmbio oral quanto da produção em larga escala de material de ensino e textos impressos. Em alguns países, a escassez de livros e livros didáticos em língua local dificulta o desenvolvimento e a inclusão social e representa uma violação do direito à liberdade de expressão. Ferramentas digitais podem ajudar a preencher essa lacuna, mas não são suficientes. Devemos nos esforçar mais para distribuir materiais e livros tão ampla e justamente o quanto for possível, para que todas as pessoas – crianças, acima de tudo – possam ler na língua que escolherem, incluindo sua língua materna. Isso também pode impulsionar o progresso em direção a todas as metas do Educação para Todos até 2015.
A tradução é uma parte importante desse grande projeto, pois constrói pontes para novos leitores.
Neste 14º Dia Internacional da Língua Materna, convoco todos os parceiros da UNESCO, autores e professores de todo o mundo, em universidades, nas Cátedras UNESCO e Escolas Associadas a trabalhar em conjunto para promover a importância da diversidade linguística e cultural e da educação em língua materna.
Outros países podem estar interessados em adotar o português como a Guiné-Equatorial
O diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) sugeriu que a introdução do português como língua oficial na Guiné-Equatorial é visto como “uma oportunidade” para outros países, como os observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Malabo,Guiné Equatorial
A Guiné-Equatorial, onde se fala predominantemente castelhano, instituiu em 2010 o português como língua oficial, uma das condições de adesão deste país à CPLP — o país é observador deste organismo internacional desde 2006.
Mercado Central, Malabo
“Isso tem sido visto como uma oportunidade e abre a porta para que o português se torne oficial também em outros países. Estamos numa fase histórica, em que os países estão a ampliar a oficialidade das línguas”, defendeu Gilvan Müller de Oliveira, responsável do IILP, organismo da CPLP.
“Os países percebem que as línguas são recursos e que é interessante que a população fale mais línguas, que possa haver mais línguas a circular e que elas são pontes para outros países”, sustentou.
Para o responsável, “a internacionalização e a globalização é realmente um valor para um país e a multiplicação das línguas oficiais traz muitos benefícios para um país”.
Müller de Oliveira apontou que está a crescer o número de línguas oficiais no Mundo, “de uma maneira muito rápida”.
“Devemos estar muito atentos para que outros observadores ou candidatos a observadores da CPLP possam ter um caminho e um apoio caso queiram vir a oficializar o português, porque abre novas pontes e novas oportunidades para a nossa comunidade”, sublinhou.
Além da Guiné-Equatorial, são observadores da CPLP as Maurícias e o Senegal.
O diretor-executivo do IILP apontou que “nada impede que o exemplo da Guiné-Equatorial seja percebido como uma oportunidade”, mas disse não existir nenhum pedido nesse sentido.
Müller de Oliveira, original do Brasil, que faz fronteira com o Uruguai, exemplificou que este país “é realmente bilingue, o português é falado em todo o norte”.
“O país fez vários passos na aproximação ao português, na criação de escolas bilingues publicas. Nada impediria, dito de forma teórica, que o Uruguai possa vir a declarar o português como uma língua oficial, no futuro, desde que isso possa ser entendido como uma oportunidade e um processo positivo e controlado pelo governo do Uruguai”, referiu.
Fonte: Lusa – RTP NotíciasDiretor fala sobre projetos do IILP e a difícil economia para a difusão do português.
Em entrevista à Lusamonitor, o diretor do IILP, Gilvan Müller de Oliveira fala sobre a delicada situação econômica atravessada pelo Instituto ao longo dos anos e alerta para a falta de recursos e coordenação na difusão do português no mundo. Leia a entrevista na íntegra, clique aqui.
Replicado de http://iilp.wordpress.com/
Dicionário renano-português é lançado em Domingos Martins
O renano é o dialeto da região alemã banhada pelo Rio Reno de origem dos primeiros colonizadores de Domingos Martins. A publicação foi lançada durante a Sommerfest da região serrana do Espírito Santo.
|
Em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo, é bastante comum nas ruas ouvir seus moradores falando outra língua. Além do português, outros seis idiomas e dialetos são praticados no município, garante o professor de alemão André Kuster-Cid. Ele é o organizador do dicionário renano-português lançado durante o 25ª Festival da Imigração Alemã- Sommerfest, que terminou nesse domingo (02). O dicionário contou com vários colabores e, além dos 2.300 vocábulos, reúne algumas curiosidades sobre a cultura local. O renano é o dialeto da região alemã banhada pelo Rio Reno de origem dos primeiros colonizadores de Domingos Martins. Embora tenha muito em comum com o alemão oficial, não se trata da língua oficial. Para marcar o lançamento do dicionário, o professor André Kuster-Cid promoveu uma mesa-redonda para discutir os processos de manutenção linguística na última sexta-feira (31). O evento reuniu especialistas ligados à pesquisa sobre a cultura germânica e estudantes de alemão para debater a riqueza linguística no município. De acordo com André, o renano é mais falado pelos moradores mais velhos, mas existem muitos jovens falantes desse dialeto. Ainda segundo o professor, além do renano, são falados o pomerano, o alemão oficial, o austríaco, o zelandês e o vêneto, mais comum na colônia italiana, também forte no município O alemão renano, como dizemos, talvez seja a segunda língua mais falada no Brasil depois do português, considerando as colônias capixabas e do Sul do Brasil”, defende André Kuster-Cid, atualmente se especializando em linguística. A internet foi decisiva na elaboração do dicionário. “Criamos a comunidade ‘Renanos do Brasil’, onde participantes de todo o Brasil submetiam palavras e davam opiniões.” Nesse domingo, Kuster-Cid e outros três professores de alemão embarcaram para Ivoti (RS) para o Encontro Nacional dos Professores de Alemão, onde pretendem buscar conhecimento para fortalecer ainda mais a língua alemã em Domingos Martins. Por Leandro Fidelis Publicado em radiofmz.com.br |
Euronews lança, a partir de Brazzaville, o 1° canal de notícias multilíngue pan-africano, Africanews
- A Euronews vai conferir à África o seu know-how único enquanto canal de notícias plurilíngue e multicultural, transmitida 24h/24
Dentro de 18 meses, a Euronews (http://www.euronews.com) terá uma irmã africana. Em parceria com a televisão nacional da República do Congo, a Euronews vai conferir à África o seu know-how único enquanto canal de notícias plurilíngue e multicultural, transmitida 24h/24.
Primeiramente em inglês e em francês, seguidamente em outras línguas veiculares do continente, a Africanews ambiciona ser o primeiro media pan-africano de notícias. Terá a sua sede em Brazzaville e escritórios regionais por todo o continente.
Africanews partilhará com a Euronews a mesma carta editorial, garantindo assim a sua independência. Os dois média partilharão as (…) notícias. Esta sinergia vai parmitir a África alcançar o lugar que lhe e devido no mundo da informação, e ao mundo toda a atualidade do continente.
Publicado em A Nação http://www.anacao.cv/





