Política Linguística

Academia de Letras de Cabo Verde é instalada este mês

A ACL é uma entidade que visa promover as línguas faladas em Cabo Verde, a cultura das ilhas, ao mesmo tempo que pretende valorizar e enriquecer o patrimônio literário cabo-verdiano.

Praia – A Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), um sonho antigo dos escritores das ilhas, vai ser proclamada oficialmente no próximo dia 25 de setembro na cidade da Praia.

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Disponível o novo numero da revista Gragoatá, focando-se em política linguística

A Revista Gragoatá tem como objetivo a divulgação nacional e internacional de ensaios inéditos, de traduções de ensaios e resenhas de obras que representem contribuições relevantes tanto para reflexão teórica mais ampla quanto para a análise de questões, procedimentos e métodos específicos nas áreas de Língua e Literatura.

O 32º número da revista vem dedicando-se aos estudos em política e planificação linguística.

Baixe aqui.

Quinto simpósio sobre política da linguagem

Entre os dias 20 e 22 de novembro acontecerá o Quinto Simpósio Sobre Política da Linguagem com o tema “Complexidade e planejamento linguístico: direitos das comunidades minorizadas”. Acontecerá na Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, em Puebla de los Angeles, México.

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Da documentação de línguas para uma política de gestão da diversidade linguística

A notícia do link a seguir, veiculada nas grandes mídias nos últimos dias, dá conta da gravação de registros linguísticos em comunidades indígenas da Amazônia por pesquisadores australianos através de smartphones.

Segundo a fonte, com o objetivo de preservar as línguas indígenas no Brasil, o pesquisador que coordena o projeto, Steven Bird, professor da Universidade de Melbourne, percorre aldeias realizando registros da literatura oral.

Projetos como este, que visam a gravação de dados linguísticos, especialmente desenvolvidos por instituições estrangeiras, são muito frequentes com as línguas indígenas brasileiras. No entanto, pelo que se observa com relação aos dados alarmantes de línguas em situação de perigo, a documentação por si não garante a preservação ou a não-extinção desses idiomas. Mais do que documentar, há uma série de estratégias que se fazem necessárias para garantir que uma língua minoritária não seja extinta, e, qualquer ação para a gestão do conhecimento de uma língua que intente ser eficaz para sua preservação, deve se pautar no desejo e na participação dos seus falantes.

Para garantir que uma língua não seja extinta, é condição sine qua non que os seus falantes tenham garantias de condições materiais e simbólicas que lhes permitam viver, e viver bem! Que sua participação na gestão de sua(s) língua(s) não fique restrita à posse de artefatos linguísticos que lhes são destinados, mas que sejam agentes das políticas linguísticas, culturais, econômicas e sociais que lhes dizem respeito. Essas possibilidades de agenciamento estão intrinsecamente ligadas ao plano politico do Estado, àquilo que nele se forja como espaço de atuação e promoção das comunidades linguísticas. Essas possibilidades foram vislumbradas, no Brasil, pelo movimento social que conduziu à Política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) instituída em 2010, e agora em implementação pelo IPHAN.

Podendo ser considerada a primeira política linguística estatal e nacional voltada para o fomento das línguas brasileiras (não somente indígenas), o INDL abre a possibilidade de construirmos no Brasil, um instrumento público de promoção e salvaguarda das línguas e, ao mesmo tempo, um espaço para identificação de demandas sociais e prospecção de políticas articuladas entre si, sustentadas na participação de instituições governamentais e civis, no envolvimento das comunidades linguísticas e na potencialização das variadas iniciativas de documentação linguística, uma vez que os instrumentos linguísticos gerados por elas podem ser amplamente socializados.

Salutar seria, então, que o debate sobre a proteção ou salvaguarda de línguas no Brasil pudesse apreciar as variadas soluções que tem sido propostas e conduzir a estratégias elaboradas dentro de um planejamento (social, político e orçamental) consistente, em diálogo amplo com a sociedade.

Projeto usa smartphone para preservar línguas indígenas na Amazônia
Software possibilita que línguas de comunidades remanescentes possam ser ouvidas, compreendidas e aprendidas por gerações futuras

Línguas de imigração na mídia

No dia 25 de março, o Pomerano, língua de origem germânica, variante do alemão, recebeu especial atenção do jornal A Tribuna, do Espírito Santo. A Língua Pomerana hoje se encontra praticamente extinta na Pomerânia original, mas ainda é exercitada cotidianamente no Brasil, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. O Pomerando é língua cooficiial em cinco municípios no Espírito Santo, Santa Maria do Jetiba, Pancas, Vila Pavão, Domingos Martins, Laranja da Terra; e em Canguçu, no Rio Grande do Sul. Nos municípios capixabas tem sido ensinado nas escolas juntamente com o português desde 2004. Além disso, o bilinguismo pomerano-português também é promovido em Pomerode, em Santa Catarina.

Na reportagem publicada n’A Tribuna trata-se, especialmente, da necessidade do poder executivo de alguns municípios do estado em fazer uso da língua para atender o eleitorado. Leia na íntegra.

Complementando o assunto, o jornal A Gazeta, de São Bento do Sul, destacou o trabalho da pesquisadora Ana Paula Seiffert sobre a gama de línguas utilizadas diariamente na cidade e a necessidade de sua preservação através de políticas públicas. Leia na íntegra.

Políticas para as Línguas Minorizadas na França

Diante da dificuldade de mudar a Constituição, o governo cria um comitê consultivo para impulsionar o plurilinguismo. O Partido Occitano acredita que as medidas da Carta Europeia das Línguas poderiam ser aplicadas por via legislativa sem ter que se ratificar. É reaberta a porta para a introdução das línguas minorizadas à nova lei educativa da França.

Continua o tira-puxa político ao redor do alcance do reconhecimento que têm de ter as línguas minorizadas na França. O Partido Occitano (POC) anunciou que hoje mesmo o ministério de Cultura francês criará o Comité Consultivo para a Promoção das Línguas Regionais e a Pluralidade Linguística Interna.

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