IV Jornada de Estudos de Linguagem
No dia 24 de setembro ocorre, na Universidade Federal Fluminense, a IV Jornada de Estudos de Linguagem, organizada Pela pós-graduação em Estudos de Linguagem e pelo Instituto de Letras da UFF. Em sua terceira edição, chamada “Fronteiras e interfaces”, vem com o objetivo de promover discussões tanto sobre as relações entre os diversos ramos e perspectivas dos estudos de linguagem, quanto acerca das suas conexões com outros âmbitos disciplinares.
A Profª. Drª. Rosângela Morello, coordenadora do IPOL, participará da mesa Política linguística: novas questões e ações, apresentando as potencialidades e os desafios da construção de uma política para o Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Brasil (INDL). Junto com ela apresentam Louis-Jean Calvet, da Universite Aix en Provence, com o trabalho “Planificação linguística e sua operacionalização” e Carlos Alberto Faraco, da UFPR, com “O labirinto das políticas linguísticas do governo brasileiro”.
As inscrições estão abertas desde o dia 02 de setembro e poderão ser feitas até o dia do evento.
A programação completa pode ser acessada neste no site do evento.
Políticas linguísticas em debate
No dia 24 de setembro acontecerá no Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, a IV Jornada de Estudos de Linguagem: Linguagem e sociedade. O programa contempla uma mesa-redonda sobre Política linguística: novas questões e ações da qual participará a coordenadora do IPOL, profa. Dra. Rosângela Morello, trazendo para o debate a política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística no Brasil (INDL). Desta mesa também participarão os doutores Louis-Jean Calvet (Universite Aix en Provence) e Carlos Alberto Faraco (UFPR). Confira a programação em
http://www.posling.uff.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19&Itemid=22
Academia de Letras de Cabo Verde é instalada este mês
A ACL é uma entidade que visa promover as línguas faladas em Cabo Verde, a cultura das ilhas, ao mesmo tempo que pretende valorizar e enriquecer o patrimônio literário cabo-verdiano.
Praia – A Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), um sonho antigo dos escritores das ilhas, vai ser proclamada oficialmente no próximo dia 25 de setembro na cidade da Praia.
Disponível o novo numero da revista Gragoatá, focando-se em política linguística
A Revista Gragoatá tem como objetivo a divulgação nacional e internacional de ensaios inéditos, de traduções de ensaios e resenhas de obras que representem contribuições relevantes tanto para reflexão teórica mais ampla quanto para a análise de questões, procedimentos e métodos específicos nas áreas de Língua e Literatura.
O 32º número da revista vem dedicando-se aos estudos em política e planificação linguística.
Quinto simpósio sobre política da linguagem
Entre os dias 20 e 22 de novembro acontecerá o Quinto Simpósio Sobre Política da Linguagem com o tema “Complexidade e planejamento linguístico: direitos das comunidades minorizadas”. Acontecerá na Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, em Puebla de los Angeles, México.
Da documentação de línguas para uma política de gestão da diversidade linguística
A notícia do link a seguir, veiculada nas grandes mídias nos últimos dias, dá conta da gravação de registros linguísticos em comunidades indígenas da Amazônia por pesquisadores australianos através de smartphones.
Segundo a fonte, com o objetivo de preservar as línguas indígenas no Brasil, o pesquisador que coordena o projeto, Steven Bird, professor da Universidade de Melbourne, percorre aldeias realizando registros da literatura oral.
Projetos como este, que visam a gravação de dados linguísticos, especialmente desenvolvidos por instituições estrangeiras, são muito frequentes com as línguas indígenas brasileiras. No entanto, pelo que se observa com relação aos dados alarmantes de línguas em situação de perigo, a documentação por si não garante a preservação ou a não-extinção desses idiomas. Mais do que documentar, há uma série de estratégias que se fazem necessárias para garantir que uma língua minoritária não seja extinta, e, qualquer ação para a gestão do conhecimento de uma língua que intente ser eficaz para sua preservação, deve se pautar no desejo e na participação dos seus falantes.
Para garantir que uma língua não seja extinta, é condição sine qua non que os seus falantes tenham garantias de condições materiais e simbólicas que lhes permitam viver, e viver bem! Que sua participação na gestão de sua(s) língua(s) não fique restrita à posse de artefatos linguísticos que lhes são destinados, mas que sejam agentes das políticas linguísticas, culturais, econômicas e sociais que lhes dizem respeito. Essas possibilidades de agenciamento estão intrinsecamente ligadas ao plano politico do Estado, àquilo que nele se forja como espaço de atuação e promoção das comunidades linguísticas. Essas possibilidades foram vislumbradas, no Brasil, pelo movimento social que conduziu à Política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) instituída em 2010, e agora em implementação pelo IPHAN.
Podendo ser considerada a primeira política linguística estatal e nacional voltada para o fomento das línguas brasileiras (não somente indígenas), o INDL abre a possibilidade de construirmos no Brasil, um instrumento público de promoção e salvaguarda das línguas e, ao mesmo tempo, um espaço para identificação de demandas sociais e prospecção de políticas articuladas entre si, sustentadas na participação de instituições governamentais e civis, no envolvimento das comunidades linguísticas e na potencialização das variadas iniciativas de documentação linguística, uma vez que os instrumentos linguísticos gerados por elas podem ser amplamente socializados.
Salutar seria, então, que o debate sobre a proteção ou salvaguarda de línguas no Brasil pudesse apreciar as variadas soluções que tem sido propostas e conduzir a estratégias elaboradas dentro de um planejamento (social, político e orçamental) consistente, em diálogo amplo com a sociedade.
| Projeto usa smartphone para preservar línguas indígenas na Amazônia Software possibilita que línguas de comunidades remanescentes possam ser ouvidas, compreendidas e aprendidas por gerações futuras |


