Livro escrito pelo alemão Max Humpl em 1918 ganha versão em português e resgata parte da história de Blumenau

Entre diários de família, correspondências e livros de receitas, vários manuscritos aguardam tradução – Foto: Rafaela Martins/Agência RBS).
Tesouro revisitado
Livro escrito pelo alemão Max Humpl em 1918 ganha versão em português e resgata parte da história de Blumenau
Manuscrito estava entre os documentos que aguardam tradução no Arquivo Histórico da cidade
Camila Iara
No início do século 20, Altona era um termo carinhoso usado para se referir a um bairro blumenauense que, mais tarde, seria batizado de Itoupava Seca. Conhecida na época pela independência econômica, principalmente no setor metalmecânico, em 1933 a região também emprestou o nome para uma das empresas mais tradicionais da cidade até hoje: a Electro Aço Altona. Quase cem anos depois, um livro viabilizado pela fábrica em parceria com o Fundo Municipal de Apoio à Cultura e a EdiFurb vai revisitar, através do olhar do professor alemão Max Humpl, a história das primeiras levas de imigrantes que desembarcaram no Vale do Itajaí.
Escrita originalmente na grafia sütterlin, utilizada na Alemanha entre 1915 e 1970, a obra Crônica Do Vilarejo De Itoupava Seca: Altona desde a Origem até a Incorporação à Área Urbana de Blumenau será lançada nesta quarta-feira, 19/08. O manuscrito, finalizado em 1918, foi doado pela família Humpl ao Arquivo Histórico de Blumenau e acabou nas mãos da historiadora Méri Frotscher e do mestre em Letras Adriano Steffler, que fizeram a tradução — primeiro para o alemão contemporâneo e depois para o português — com a ajuda do alemão Johannes Kramer.
Títulos da Coleção Canaã, sobre a imigração no Espírito Santo, são disponibilizados para baixar
Títulos da Coleção Canaã, sobre a imigração no Espírito Santo, são disponibilizados para baixar
O Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, na página de sua Biblioteca Digital, disponibiliza links para baixar arquivos em pdf de obras produzidas por aquela instituição. Dentre as obras disponibilizadas, nesta postagem recomendamos aquelas referentes à imigração em seu Estado, todas da Coleção Canaã.
Para acessar os títulos da coleção, é preciso abrir a página do Arquivo Público do Estado do ES (ver aqui), clicar em Biblioteca Digital (no canto direito) e, na página que abrir (embaixo à direita), clicar no logo da Coleção Canaã.
Os pomeranos: um povo sem Estado finca suas raízes no Brasil

Registro de imigrantes pomeranos (sem data e local). Foto: pmsmj.es.gov.br
Os pomeranos: um povo sem Estado finca suas raízes no Brasil
Por Gustavo Barreto*
Imigrantes oriundos de Pomerânia tiveram de fugir de crises e perseguições sucessivas na Europa para tentar refazer sua vida no Brasil, único país do mundo onde ainda se fala regularmente o idioma pomerano.
A imigração em algumas regiões do Brasil passa praticamente desapercebida da imprensa dos grandes centros urbanos, como é o caso dos milhares de pomeranos que vivem atualmente no Estado do Espírito Santo. A Pomerânia, que não existe mais no mapa da Europa, era uma região localizada ao norte da Polônia e da Alemanha, na costa sul do Mar Báltico, pertencente ao Sacro Império Romano-Germânico até o começo do século XIX, tornando-se posteriormente parte da Prússia e, mais tarde, terminada a Segunda Guerra Mundial, dividida entre a Polônia e a Alemanha.
Aluna da UnB é primeira cigana a concluir doutorado na América Latina

Foto: Marcelo Jatobá/UnB Agência
Aluna da UnB é primeira cigana a concluir doutorado na América Latina
Paula Soria teve de deixar seu grupo, que preza a oralidade e rejeita a escrita, para estudar. Em sua tese, analisa os estigmas atribuídos aos romà na literatura
Marcela D´Alessandro – Da Secretaria de Comunicação da UnB
A tese de 330 páginas e a dissertação, de 112, foram pouco para preencher a necessidade e a vontade de estudar de Paula Soria. Agora doutora em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), a pesquisadora, que pertence ao grupo romà – nomenclatura para ciganos, ratificada durante o I Congresso Mundial Romani, realizado na Inglaterra em 1971 –, espera que sua história seja exemplo para que outras romani possam trilhar trajetórias acadêmicas sem abandonarem seu povo.
Memórias de docentes leigas no ensino rural da região colonial italiana, Rio Grande do Sul (1930-1950)

Memórias de docentes leigas no ensino rural da região colonial italiana, Rio Grande do Sul (1930-1950)
Terciane Ângela Luchese, professora e pesquisadora do CNPq, Universidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
Luciane Sgarbi Grazziotin, professora, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil
“Depois, então, vinha um ponto de História, Civilidade, a gente ensinava muito como a criança deve se portar, sentada, na igreja, perante as pessoas, como ela deve tomar a sopa, então a gente fazia aquele jeitinho com a colher, como deve ser […]. Essas coisas assim de higiene, escovar os dentes todas as manhãs, após as refeições, nunca ir pra mesa sem lavar as mãos […]. Toda essa parte de civilidade se ensinava muito às crianças, por que elas precisavam disso, não é? Por que eram crianças assim da colônia, que não tinham certas regras assim de higiene. […] Às vezes se dava um desenho. Geografia se explicava sobre Caxias do Sul, que é a cidade onde eles moram; depois o Estado.” Assim, a professora Guilhermina Lora Poloni Costa vai rememorando as práticas, os saberes e os modos de constituir o cotidiano escolar rural, entre as décadas de 1930 e 1950.
La Lengua Talian no 1ºENMP
La Lengua Talian no 1ºENMP
Oficio n° 016
Ilmos. Sres.
Difusores do Talian
Brasil – Itália.
Serafina Corrêa, 16 de julho de 2015.
Caros Amigos
O IPOL (Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística), uma das mais respeitadas Entidades do setor linguístico do Brasil estará promovendo o 1° ENCONTRO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PLURILÍNGUES, em 23,24 e 25 de setembro de 2015, em Florianópolis – SC.
Para informações do evento, favor acessarem http://1enmp2015.blogspot.com.br, ou como segunda opção blog e-ipol.org.
Nós, DIFUSORES DA LÍNGUA TALIAN, estaremos presentes e gostaríamos que fosse um encontro de todos os amigos na defesa e encaminhamento de propostas do Talian em todos os níveis, ou seja, nacional, estadual e municipal. Também, entre outras, será uma oportunidade de elaborarmos o Encontro Nacional que acontecerá em novembro de 2015, na cidade de Bento Gonçalves.


