Inquérito Nacional dos Lares revela estado das línguas no Canadá
Conforme o Inquérito Nacional dos Lares, cujos dados só começam a ser conhecidos agora, as línguas aborígenes no Canadá têm 240 mil falantes; 50% da população canadiana é monolíngue inglesa e 11%, monolíngue francesa; e até 58% dos imigrantes no Quebeque aprendem o francês antes do inglês.
FORDU defende línguas nacionais como disciplina obrigatória nas escolas
O FORDU – FORUM REGIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO UNIVERSITÁRIO no âmbito do seu programa jango-as-sextas feiras promoveu o debate subordinado ao tema “as línguas nacionais como patrimônio identitário autêntico do povo angolano”.
Sabe-se que a linguística é o estudo científico da linguagem humana, e que por sua vez um linguista é alguém que se dedica a esse estudo. Existe no mundo sociedades que só tem uma língua como por exemplo Portugal e Brasil; existem sociedades que sociedades que têm duas línguas como por exemplo o Canadá, existem sociedades tem várias línguas como por exemplo a República Democrática do Congo ou a Nigéria, onde para além do Francês e do Inglês, falam igualmente mais de 50 línguas nativas. A linguística, nesse senso estrito, geralmente não se refere ao aprendizado de outras linguagens que não a nativa do estudioso. Por outro lado, o binómio ser humano-linguagem é uma constante na história das sociedades.
Da documentação de línguas para uma política de gestão da diversidade linguística
A notícia do link a seguir, veiculada nas grandes mídias nos últimos dias, dá conta da gravação de registros linguísticos em comunidades indígenas da Amazônia por pesquisadores australianos através de smartphones.
Segundo a fonte, com o objetivo de preservar as línguas indígenas no Brasil, o pesquisador que coordena o projeto, Steven Bird, professor da Universidade de Melbourne, percorre aldeias realizando registros da literatura oral.
Projetos como este, que visam a gravação de dados linguísticos, especialmente desenvolvidos por instituições estrangeiras, são muito frequentes com as línguas indígenas brasileiras. No entanto, pelo que se observa com relação aos dados alarmantes de línguas em situação de perigo, a documentação por si não garante a preservação ou a não-extinção desses idiomas. Mais do que documentar, há uma série de estratégias que se fazem necessárias para garantir que uma língua minoritária não seja extinta, e, qualquer ação para a gestão do conhecimento de uma língua que intente ser eficaz para sua preservação, deve se pautar no desejo e na participação dos seus falantes.
Para garantir que uma língua não seja extinta, é condição sine qua non que os seus falantes tenham garantias de condições materiais e simbólicas que lhes permitam viver, e viver bem! Que sua participação na gestão de sua(s) língua(s) não fique restrita à posse de artefatos linguísticos que lhes são destinados, mas que sejam agentes das políticas linguísticas, culturais, econômicas e sociais que lhes dizem respeito. Essas possibilidades de agenciamento estão intrinsecamente ligadas ao plano politico do Estado, àquilo que nele se forja como espaço de atuação e promoção das comunidades linguísticas. Essas possibilidades foram vislumbradas, no Brasil, pelo movimento social que conduziu à Política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) instituída em 2010, e agora em implementação pelo IPHAN.
Podendo ser considerada a primeira política linguística estatal e nacional voltada para o fomento das línguas brasileiras (não somente indígenas), o INDL abre a possibilidade de construirmos no Brasil, um instrumento público de promoção e salvaguarda das línguas e, ao mesmo tempo, um espaço para identificação de demandas sociais e prospecção de políticas articuladas entre si, sustentadas na participação de instituições governamentais e civis, no envolvimento das comunidades linguísticas e na potencialização das variadas iniciativas de documentação linguística, uma vez que os instrumentos linguísticos gerados por elas podem ser amplamente socializados.
Salutar seria, então, que o debate sobre a proteção ou salvaguarda de línguas no Brasil pudesse apreciar as variadas soluções que tem sido propostas e conduzir a estratégias elaboradas dentro de um planejamento (social, político e orçamental) consistente, em diálogo amplo com a sociedade.
| Projeto usa smartphone para preservar línguas indígenas na Amazônia Software possibilita que línguas de comunidades remanescentes possam ser ouvidas, compreendidas e aprendidas por gerações futuras |
Obra sobre línguas étnicas na China é publicada
Uma coleção de livros sobre o estudo das línguas étnicas na China foi publicada para promover a diversidade linguística do país, declarou a Academia Chinesa das Ciências Sociais (ACCS). O livro de três volumes, o primeiro do tipo, abrange os frutos da pesquisa de línguas étnicas chinesas que foram introduzidos desde a fundação da Nova China em 1949, segundo a academia.
Biblioteca infantil reúne livros infantojuvenis em diversas línguas
Mapa on-line mostra os idiomas mais falados pelo Twitter em Nova York
Site coletou 8,5 milhões de tuítes com geolocalização em três anos. Outra ferramenta também mostra as línguas mais faladas em Londres.
Três americanos coletaram 8,5 milhões de tuítes com geolocalização entre janeiro de 2010 e fevereiro de 2013 para construir um mapa com as nove línguas mais faladas em Nova York, com exceção do inglês (acesse aqui).




