Diversidade linguística

Paraguai procura evitar desaparecimento de línguas indígenas

Paraguai procura evitar desaparecimento de línguas indígenas

Chema Orozco, da EFE

Índios ao pôr-do-sol: idiomas foram deixados de lado por instituições.

Índios ao pôr-do-sol: idiomas foram deixados de lado por instituições.

Paraguai tem como desafio preservar seus 20 idiomas originais, se não quiser perder parte de uma cultura ancestral

Assunção – O guaná, com apenas quatro falantes, é uma das línguas indígenas que correm perigo de desaparecer no Paraguai, que tem como desafio preservar seus 20 idiomas originais se não quiser perder parte de uma cultura ancestral que historicamente foi deixada de lado por suas instituições.

As cerca de 20 línguas nativas do Paraguai são divididas em cinco famílias linguísticas (guarani, mataco, zamuco, maskoy e guaicurú), cada uma com suas respectivas variantes.

Um dos fatores que as colocam em risco é sua desvantagem em relação ao castelhano e ao guarani paraguaio, a segunda língua oficial do país, que está impregnada de palavras e estruturas sintáticas do espanhol.

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Desenvolvimento econômico ‘leva idiomas à extinção’, diz estudo

Desenvolvimento econômico ‘leva idiomas à extinção’, diz estudo

Pesquisadores afirmam que quanto mais desenvolvido um país, maior o risco para a diversidade de línguas.

Pesquisadores afirmam que quanto mais desenvolvido um país, maior o risco para a diversidade de línguas.

Um estudo da Universidade de Cambridge concluiu que um dos efeitos colaterais do desenvolvimento econômico é o risco de extinção de alguns idiomas.

Analisando diversas partes do mundo, inclusive regiões desenvolvidas como a Europa, América do Norte e a Austrália, o estudo concluiu que o progresso econômico caminha de mãos dadas com a dominação das línguas faladas por minorias por uma, dominante, mais poderosa.

Cerca de 25% das línguas do mundo estão ameaçadas atualmente, estima o coordenador da pesquisa, Tatsuya Amano.

Ele diz que idiomas com poucos nativos, como o alto tanana, que é falado por menos de 25 pessoas no Alasca, nos Estados Unidos, estão na “linha de frente” da ameaça de extinção.

Na Europa, a língua sami de Ume, da Escandinávia, e o occitano auvernês, da França, também estão sumindo.

“Muitos idiomas em todo o mundo estão se perdendo rapidamente. É uma situação muito séria. Por isso, queríamos investigar como a extinção se distribui globalmente”, disse Amano, que normalmente estuda as taxas de extinção entre animais.

Os pesquisadores divulgaram suas conclusões na publicação Proceedings of the Royal Society B (baixe o artigo aqui).

Desaparecimento de vozes Continue lendo

Aberto Edital de Chamamento Público de Identificação, apoio e fomento à diversidade linguística no Brasil

Aberto Edital de Chamamento Público de Identificação, apoio e fomento à diversidade linguística no Brasil

iphanEstão abertas até 30 de setembro de 2014, no Portal dos Convênios (SICONV) as inscrições para envio de propostas ao Edital de Chamamento Público n° 04/2014 para execução de projetos de identificação, apoio e fomento à diversidade linguística.

Este edital contemplará projetos sobre línguas de sinais, línguas de imigração e línguas indígenas. Os projetos deverão abranger as atividades de mobilização, produção, análise e sistematização de informações e dados textuais, fotográficos e audiovisuais a serem realizadas com base em metodologias de pesquisa sociolinguística.

Clique aqui para mais informações.

Fonte: Portal IPHAN

Maior evento de Comunicação da América Latina acontece em Foz, com o apoio da UNILA

Maior evento de Comunicação da América Latina acontece em Foz, com o apoio da UNILA

intercomDe 2 a 5 de setembro, Foz do Iguaçu sediará o 37º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), maior evento de Comunicação da América Latina, que já conta com 3500 participantes inscritos. A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) é uma das instituições organizadoras, por meio da Secretaria de Comunicação Social (SECOM). A comunidade acadêmica participará do evento de diversas maneiras, tanto na programação oficial como no programa pré-evento.

A organização geral do Intercom 2014 é de responsabilidade da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava. O evento recebe apoio, também, da União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC) e do PTI.

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Cuando Cubango, Angola: Menongue acolhe V Encontro de Línguas Nacionais em Setembro

Cuando Cubango: Menongue acolhe V Encontro de Línguas Nacionais em Setembro

angolaMenongue – A cidade de Menongue, capital do Cuando Cubango, acolhe de 8 a 10 de Setembro do ano em curso o V Encontro de Línguas Nacionais, com a participação de representantes de 18 províncias do país, anunciou quarta-feira, em Menongue, o director geral do Instituto de Línguas Nacionais do Ministério da Cultura, José Pedro.

Segundo o director, a sua deslocação a Menongue visa essencialmente preparar as condições para a realização do referido encontro enquadrado nas actividades da II Edição do Festival da Nacional de Cultural (Fenacult2014), a decorrer a nível do país de 30 de Agosto a 20 de Setembro.

José Pedro precisou que durante o Fenacult2014 estão programadas actividades de âmbito nacional e outras de caris provincial, tendo explicado que as de nível nacional se destaca “O palco das vozes Femininas”, a acontecer em Cabinda, “Música e dança tradicional Angolana”, no Huambo, “Palco de Teatro”, em Benguela, e o “V encontro de Línguas Nacionais” no Cuando Cubango.

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Tese investiga práticas, atitudes e identidades linguísticas entre jovens moçambicanos plurilíngues

Tese investiga práticas, atitudes e identidades linguísticas entre jovens moçambicanos plurilíngues

MocambiqueA tese de doutorado intitulada “As línguas não ocupam espaço dentro de nós”: práticas, atitudes e identidades linguísticas entre jovens moçambicanos plurilíngues foi recentemente defendida por Letícia Cao Ponso, aluna do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), sob a orientação da Profª Drª Cláudia Roncarati (in memoriam), do Prof. Dr. Xoán Lagares e coorientada pelo Prof. Dr. Gregório Firmino.

Confira abaixo o resumo da tese.

RESUMO Esta tese investiga as atitudes, as práticas e as identidades linguísticas de uma comunidade de estudantes do curso de Letras na cidade de Maputo (Moçambique) acerca do estatuto das línguas autóctones moçambicanas e do português, língua ex-colonial em processo de nativização. A partir de uma pesquisa etnográfica, realizada durante o ano de 2012, proponho-me a descrever e a analisar os estatutos atribuídos às línguas pelos falantes plurilíngues, bem como relacioná-los às experiências particulares e concretas dos sujeitos da pesquisa nos âmbitos em que hoje se articulam movimentos de persistência e emancipação plurilinguísticas: a radiodifusão em línguas locais, as práticas religiosas, o comércio nos mercados, a educação bilíngue, os ritos tradicionais, as vivências familiares. Busco compreender os significados sócio-simbólicos de “ser plurilíngue” segundo os valores e as relações culturais específicas dessa comunidade, nas práticas sócio-históricas que as tornaram possíveis em meio ao cenário de colonização e descolonização linguística ocorrida em Moçambique nas últimas décadas. O aporte teórico advém da Etnografia da Fala e da Sociolinguística Interacional de base interpretativa (Hymes, 1962; Hymes, Gumperz, 1964; Goffmann, 1979; Blom; Gumperz, 1972; Gumperz, 1982a, 1982b). Valho-me também da reflexão feita por teóricos da pós-colonialidade (Fanon, 1968; Wa Thiong’o, 1986; Bhabha, 1994 e 1998; Mignolo, 2003 e 2010; Santos; Meneses, 2010; Santos, 2004, 2006 e 2011, Ramose, 2011) para tecer uma discussão desse objeto de tese em meio aos processos de minorização das línguas efetuados pelo encontro colonial em África e seus desdobramentos na construção de identidades linguísticas híbridas. A contribuição deste estudo é propor uma metodologia quali-quantitativa de base etnográfica para os estudos contatuais (especialmente de atitudes linguísticas) nos contextos multilíngues pós-coloniais.

Baixe a tese aqui: PONSO_2014_DO_plurilinguismo_atitudes_Mocambique

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